04.08- O método para se transmitir o teor de uma comunicação

Prolegômenos
31 de maio de 2018 Pamam

Existe um método adequado para transmitir tudo aquilo que se pretende comunicar. É óbvio que no início da nossa humanidade, quando na sua formação, tudo era transmitido através de sons, os quais eram articulados pela nossa boca de um modo mais ou menos bramoso. Posteriormente, os seres humanos passaram a formar as palavras para poderem se comunicar entre si. Com o processo da evolução espiritual, eles passaram a representar as palavras, ou as suas representações imaginativas, por meio de sinais, que foram se aprimorando, até que surgiu a escrita, quando então a nossa humanidade conseguiu dar um passo gigantesco em sua evolução, já que a partir daí ela encontrou um método apropriado para transmitir os conhecimentos e as experiências que foram adquiridos ao longo do tempo, sendo a escrita imprescindível para os dias de hoje. E pensar que na época atual existem muitos seres humanos que ainda não conseguiram sair do analfabetismo.

Referindo-me agora ao ápice da evolução da nossa humanidade, que diz respeito aos tempos atuais, apesar do caos em que ainda vivemos, mas que o nosso viver será posto em sua devida ordem e será promovido o progresso geral do mundo, pelo fato do Racionalismo Cristão ser o grande responsável por originar as mudanças necessárias para tanto, posso afirmar que o teor representa a essência de um texto, o conteúdo principal de uma escrita, a sua maior proporção, portanto, a sua parte mais representativa, que neste ápice da evolução humana pode se referir tanto aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são percebidos e captados pelo criptoscópio, transmitidos através de teorias “a priori”, cujo conjunto forma uma doutrina, como às experiências físicas acerca da sabedoria, que são compreendidas e criadas pelo intelecto, transmitidas através de teorias “a posteriori”, cujo conjunto forma um sistema; com a consciência assumindo a função de coordenar e a finalidade de unir, irmanar, congregar, aos outros dois órgãos mentais.

É sabido que todos os seres humanos desenvolvem três órgãos mentais: o criptoscópio, o intelecto e a consciência. O criptoscópio tem a função de perceber e a finalidade de captar. O intelecto tem a função de compreender e a finalidade de criar. E a consciência tem a função de coordenar e a finalidade de unir, irmanar, congregar, o criptoscópio e o intelecto.

Os conhecimentos metafísicos acerca da verdade se encontram no Espaço Superior, por isso eles não são criados, pois a lógica não permite que os seres humanos criem a verdade, que os seres humanos sejam os donos da verdade, uma vez que ela é absoluta, imutável e ontológica, e em sendo a verdade absoluta, imutável e ontológica, somente pode ser estabelecida pela Inteligência Universal, já que dela são provenientes as leis que regem o espaço, que se aplicam em todo e qualquer ponto universal. Em sendo assim, o criptoscópio é o órgão mental adequado para que os seres humanos percebam e captem os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, desde que eles também tenham adquirido os atributos individuais superiores necessários para tanto e que formam a sua moral, os quais permitem que eles possam se elevar ao Espaço Superior.

As experiências físicas acerca da sabedoria se encontram no Tempo Futuro, por isso elas têm que ser criadas em correspondência com os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, uma vez que a verdade é a fonte da sabedoria, pois a lógica permite que assim os seres humanos criem a sabedoria, que os seres humanos sejam os donos da sabedoria, uma vez que ela é relativa, mutável e empírica, e em sendo a sabedoria relativa, mutável e empírica somente pode ser estabelecida pelos seres humanos, já que dela são provenientes os princípios que vão regendo as suas vidas, que vão se aplicando nos pontos universais em que eles se encontram, de uma maneira sempre gradativa, que vai se aperfeiçoando à medida que vão evoluindo, pois que a sabedoria, ao ser criada, deve ser utilizada por eles próprios e para a própria humanidade a que pertencem, na condução racional das suas vidas, e não para todo o Universo, que se encontra sob a regência da Sabedoria da Inteligência Universal. Em sendo assim, o intelecto é o órgão mental adequado para que os seres humanos compreendam e criem as experiências físicas acerca da sabedoria, desde que eles tenham adquirido os atributos relacionais positivos necessários para tanto e que formam a sua ética, os quais permitem que eles possam se transportar ao Tempo Futuro.

E aqui se confirma a razão pela qual o termo Filosofia é impróprio para representar o tratado da sabedoria, uma vez que esta, sendo adquirida, passa a fazer parte integrante do espírito, com ele entrando em seus domínios, por isso o espírito não é amigo da sabedoria, mas sim o seu detentor, sendo amigo sim, dos seus próprios semelhantes, em que a amizade tem que ser de natureza espiritual, não podendo jamais ser de natureza utilitária, como vemos hoje dia em todos os recantos do mundo, daí os desentendimentos e os conflitos de interesses que surgem em todos os momentos da vida, salientando-se aqui que é a amizade espiritual quem faz emergir neste mundo a solidariedade fraternal, que proporciona a que todos os seres humanos passem a praticar o bem em relação ao próximo, com o mal sendo gradativamente extinto do seio da nossa humanidade.

Em relação aos espíritos que se encontram no topo da hierarquia da nossa humanidade, podemos constatar que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são percebidos e captados pelos veritólogos, enquanto que as experiências físicas acerca da sabedoria são compreendidas e criadas pelos saperólogos, com estes assumindo também a função de explanar a verdade através da sabedoria adquirida, e, no desempenho desta função, assumindo ainda a função de unir, irmanar, congregar, a verdade e a sabedoria, alcançando a razão, quando então se tornam ratiólogos, ou seres universais. E como o espaço e o tempo formam o Universo, fornecendo as suas coordenadas, os ratiólogos podem se posicionar em cada uma dessas coordenadas, concebendo o Saber, por excelência.

O Saber, por excelência, é dividido racionalmente em parcelas do Saber. Cada parcela do Saber é específica a um determinado assunto, para que assim os seus estudiosos possam se especializar nesses assuntos específicos, aprofundando-os. Os assuntos específicos das parcelas do Saber podem se referir tanto aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, com estes devendo ser tratados pelas religiões, em que os religiosos são aqueles que desenvolveram mais os seus criptoscópios em relação aos seus intelectos; como também podem se referir às experiências físicas acerca da sabedoria, com estas devendo ser tratadas pelas ciências, em correspondência aos conhecimentos metafísicos transmitidos pelos religiosos, em que os cientistas são aqueles que desenvolveram mais os seus intelectos em relação aos seus criptoscópios.

Em função disso, o Saber, por excelência, somente pode ser concebido após a concepção da Inteligência Universal, do Todo, de Deus, que para tanto se torna necessário transcender a este mundo, de maneira lógica e convicta, sem qualquer apelação para a esdruxularia da fé credulária e nem para o materialismo, e, após a Sua concepção, proceder -se à Sua organização perante toda a nossa humanidade, já que Ele é a razão de tudo, pois que rege todo o Universo. E como Deus assim já foi concebido e nesta explanação de A Filosofia da Administração será devidamente organizado perante toda a nossa humanidade, o Saber, por excelência, também deverá se encontrar posto à disposição de todos os seres humanos de boa vontade, desde que eles se disponham a empregar algum esforço no estudo desta explanação e das obras doutrinárias racionalistas cristãs, pois nos tempos atuais é inconcebível que muitos permaneçam nessa letargia quase patológica, nessa indolência de raciocínio, nessa falta de ânimo que impede o estudo de todos os assuntos, por conseguinte, a investigação e a pesquisa, que se revelam por intermédio de uma tremenda preguiça mental, em que o desinteresse, a indiferença, a apatia pelo saber causam um abatimento moral e ético, uma falta de poder e de ação, um torpor de tal magnitude que a inércia, proveniente desse estado latente, muitas vezes causa até a depressão.

Em decorrência, tanto as religiões como as ciências deverão ora em diante ser também universais, uma vez que elas se basearão no Saber, por excelência, para as suas investigações e as suas pesquisas, tanto da maneira criptoscopial, que é a maneira religiosa, como da maneira intelectual, que é a maneira científica, com os religiosos e os cientistas ficando agora cientes não somente da existência de Deus, mas também das Substâncias que O compõem, e que tudo gira em torno da evolução. Assim, e somente assim, poderemos promover a paz, a ordem e o progresso por todo o orbe terrestre.

Mas acontece que existem os conhecimentos que não são absolutos, imutáveis e ontológicos, quer dizer, não são estatuídos pela Inteligência Universal, por Deus, portanto, não são provenientes do Espaço Superior, mas sim provenientes do próprio espaço restrito que forma o ambiente terreno em que vivem os seres humanos, os quais são criados pela imaginação humana, por isso não são universais e não são condizentes com a natureza, sendo sempre originários da ilusão da matéria, quando não, sendo originários do devaneio do sobrenatural.

Note-se que quando a imaginação humana cria determinados conhecimentos, eles são, invariavelmente, materialísticos ou sobrenaturalísticos, sendo, portanto, todos falsos, pois que não são condizentes com a realidade universal. E como não existem nem a matéria e nem o sobrenatural, então esses conhecimentos também não existem, o que é óbvio, sendo todos irreais, pois que estabelecidos pelos próprios seres humanos, sendo todos eles decorrentes das suas próprias imaginações. Então, obviamente, todas as experiências baseadas nesses conhecimentos são também falsas, irreais, não servindo de diretrizes para conduzir os rumos das suas vidas. Sendo justamente por isso que a verdade destruiu todos os edifícios sociais que existiam neste mundo, com base na imaginação, e que a sabedoria deverá construir um novo edifício social para a convivência pacífica, harmoniosa, ordenada e progressista para a nossa humanidade, com base na concepção da realidade, já que a verdade e a sabedoria juntas conseguem alcançar a razão.

Mas esses conhecimentos e essas experiências auferidos pela imaginação humana não deixam de ser válidos para o aprendizado da nossa humanidade, para que assim nós possamos apreender tudo aquilo com que vamos nos deparando no decorrer da vida de encarnado, tanto o que seja falso como o que seja verdadeiro, para que depois possamos distinguir com exatidão aquilo que seja lógico daquilo que seja ilógico, aquilo que seja real daquilo que seja irreal, aquilo que procede daquilo que não procede, aquilo que seja efêmero daquilo que seja eterno, cujo objetivo maior é distinguir a verdade da mentira, o esclarecimento espiritual da ignorância, para que através desta fique bem demonstrada a vida caótica, conflitante e atribulada, repleta de intrigas e de desentendimentos, que até hoje leva a nossa humanidade, e para que através daquela fique bem evidenciada uma nova perspectiva de vida para a nossa humanidade, em que a verdade deve servir de fonte para que a sabedoria surja reconstruindo tudo o que foi pela imaginação construído e pela verdade demolido, cuja construção teve por base a ignorância, com a verdade e a sabedoria unidas, irmanadas, congregadas, alcançando a razão.

Os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, transmitidos através de teorias “a priori”, quando são todos reunidos em um conjunto formam um corpo de doutrina, assim como também os demais conhecimentos que não correspondem à realidade, para que assim haja uniformidade e consistência em relação a todos os conhecimentos, sejam eles verdadeiros ou falsos. As experiências físicas acerca da sabedoria, transmitidas através de teorias “a posteriori”, quando são reunidas em um conjunto formam um corpo de sistema, assim como também as demais experiências que não correspondem à realidade, para que assim também da mesma forma haja uniformidade e consistência em relação a todas as experiências, sejam elas falsas ou verdadeiras. Então vamos ver a seguir, após a explanação do que seja o método, o que sejam uma doutrina e um sistema, e como a cultura humana imagina a ambos, para que logo após os principais fundamentos da finalidade possam ser devidamente explanados em todo o seu teor.

Mas antes mesmo de adentrar propriamente nos respectivos assuntos relativos ao teor, eu devo logo fazer a devida elucidação sobre o que sejam os lados metafísico e físico do Universo, afirmando de logo que o lado metafísico se liga diretamente com a propriedade da Força, através da Veritologia e das religiões, enquanto que o lado físico se liga diretamente com a propriedade da Energia, através da Saperologia e das ciências.

É por isso que as vocações que destacam os talentos dos seres humanos, até hoje, ainda não foram bem compreendidas, pois ignorando completamente esta realidade, tudo aquilo que se refere à Veritologia ou às religiões e que se reporta ao lado metafísico do Universo, o qual trata mais abundante e especificamente dos conhecimentos, tenha a natureza que tiver, é logo considerado, equivocadamente, como sendo Saperologia ou ciências, que por sua vez se referem ao lado físico do Universo, o qual trata mais abundante e especificamente das experiências.

Ora, deixando os outros assuntos metafísicos de lado, tais como a propriedade da Força, o magnetismo, o espaço e outros, nós podemos constatar que o conhecimento tem a sua própria natureza, que é veritológica ou religiosa, e deixando os outros assuntos físicos de lado, tais como a propriedade da Energia, a eletricidade, o tempo e outros, nós podemos constatar que a experiência tem também a sua própria natureza, que é saperológica ou científica. Mas para os estudiosos, sempre quando qualquer conhecimento ou experiência transcende ao senso comum, quer dizer, transcende ao ambiente terreno, é logo considerado como sendo de natureza filosófica, mais propriamente saperológica. E quando a observação de qualquer evidência chega a ser verificada experimentalmente e organizada, de imediato passa para o domínio das ciências, o que é uma incongruência. Logo, para eles tudo é Filosofia ou então ciência, e nada mais. Quando mais adiante eu tratar mais detalhadamente das propriedades da Força, da Energia e da Luz, o assunto deverá ser explanado de maneira mais precisa.

Sem saberem ao certo o verdadeiro significado da teoria do ser, que deverá ser explanada no capítulo que trata acerca da inteligência, para os estudiosos o que diferencia a metafísica das ciências particulares é que a metafísica considera o “inteiro” do ser, enquanto as ciências particulares estudam apenas as “partes” específicas do ser, como se o ser pudesse ser retalhado para o estudo das suas partes, tal como na dissecação do corpo carnal. Que assim a metafísica se distingue das ciências particulares por conta do objeto a respeito do qual está preocupada, que eles denominam de ser total, sem saberem do que se trata, e por ser uma investigação a priori. E que por isso a diferença entre os métodos da metafísica e das ciências particulares decorre da diferença entre os objetos estudados. Com isso, os estudiosos passam a nos lembrar que as categorias que valem para as partes não podem ser estendidas ao inteiro, ignorando que no Universo tudo se associa, para que assim possa haver harmonia entre as partes, e entre estas e o todo, como podemos comprovar com as parcelas do Saber em relação ao Saber, por excelência.

Lidar com aquilo que os estudiosos julgam seja certo e lógico requer um tremendo esforço por parte deste explanador do Racionalismo Cristão, simplesmente pelo fato deles não saberem o que dizem, em virtude de utilizarem as palavras sem as noções dos seus reais significados, como no caso deles considerarem que é muito comum imaginar que a metafísica lida com a transcendência, afirmando isto ser um erro, quando é justamente o contrário. Que assim alguns tipos de pensamentos metafísicos se centram no conceito de transcendência, mas não todos. E que o que caracteriza a metafísica é a problemática do inteiro, por isso são metafísicos “tanto os que afirmam que o inteiro envolve o ser suprassensível e transcendente considerado como origem de todas as coisas, quanto os que afirmam que o inteiro não inclui nenhuma transcendência e, consequentemente, fazem a discussão da problemática do inteiro coincidir com a do sensível”. Por exemplo, se se considera que só exista o mundo sensível e que esse mundo seja totalmente material, então se assume uma posição metafísica. Que barbaridade! Quanto ilogismo! Quanta falta de senso!

Vejamos os diversos entendimentos que os estudiosos possuem acerca do que seja transcendental, conforme abaixo:

  • No geral: o conjunto dos atributos do Criador que Lhe ressaltam a superioridade em relação às criaturas;
  • Na Saperologia como um todo, quer dizer, quando ela como Filosofia englobava a Veritologia: as qualidades que pertencem ao ser como tal, convindo, em graus diversos, a todos os seres;
  • No tomismo: são admitidos três transcendentais, que são a unidade, a verdade e a bondade;
  • No kantismo: diz-se quer do que se refere ao conhecimento das condições a priori da experiência, quer do que ultrapassa os limites da experiência.

A qual desses entendimentos os estudiosos se referem quando mencionam o transcendental? Caso seja a qualquer um deles estão todos equivocados.

Acontece que a palavra transcendente é proveniente do latim transcendente, com ela tendo o significado daquilo que transcende, por ser muito mais elevado, superior, sublime, excelso. Como todos já são bem cientes, tanto os conhecimentos percebidos e captados do ambiente terreno, como as experiências compreendidas e criadas correspondentes a esses conhecimentos, são todos falsos, em virtude de o ambiente terreno ser carregado de sentimentos inferiores e de pensamentos negativos, portanto, vivemos em um oceano de mentiras. Além do mais, a Terra é uma célula, em que a sua membrana envoltória é a sua atmosfera, ou a sua aura, o que a deixa hermeticamente fechada, como demonstrarei lógica e racionalmente quando tratar da sua formação e do seu desenvolvimento, na obra explanatória relativa ao Sistema, quando da explanação sobre a ilusão da matéria e o devaneio do sobrenatural, no site pamam.com.br.

Esses conhecimentos e essas experiências mundanos passam a formar a imaginação e a compor os universos individuais, representados por imagens, dos seres humanos, que pautam os seus poderes e as suas ações com base nesses seus próprios universos pessoais. Daí a explicação pela qual a nossa humanidade sempre viveu constantemente em conflitos e em desentendimentos constantes de todas as naturezas, em guerras entre as nações e até em guerras intestinas, em desajustes familiares com as separações dos casais, em todos os locais onde preponderam os crimes de todos os tipos, e tudo o mais que corrói e deteriora as relações humanas, pois os seres humanos ainda não são esclarecidos acerca da vida fora da matéria, portanto, ainda não são espiritualizados, pois que ignoram a Espiritologia.

Então se faz necessário que a nossa humanidade se esclareça acerca da vida fora da matéria e sobre a Espiritologia, que se espiritualize, para que tudo isso possa ser mudado. Para tanto, faz-se mister que os seres humanos transcendam de si mesmos e do ambiente terreno, principalmente dos seus universos pessoais formados pelas suas imaginações, para fora de si, para o Universo real e verdadeiro formado pela concepção, a fim de que possam extrapolar a esses seus próprios universos pessoais em que vivem presos, cativos ao ambiente terreno, girando em seu interior, como se fossem piões, sem conseguirem se universalizar. Para tanto, eles têm que se tornar superiores ao meio em que vivem, sem qualquer mistura com o ambiente terreno, de onde provém a maioria dos elementos que formam os seus corpos carnais. Essa superioridade somente pode ocorrer por intermédio dos veritólogos e dos saperólogos, inicialmente, já que depois um ratiólogo tem que coordenar a Veritologia e a Saperologia, universalizando-se, e jamais pelos religiosos e cientistas.

Os veritólogos, tendo desenvolvido em maior extensão os seus criptoscópios, em menor extensão os seus intelectos, e em grande extensão as suas consciências, tendo ainda adquirido em níveis muito elevados os atributos individuais superiores que formam a moral, e um pouco menos elevado os atributos relacionais positivos que formam a ética, conseguem se elevar ao Espaço Superior e lá captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade que lá se encontram, através das suas percepções criptoscópicas. E os saperólogos, tendo desenvolvido em maior extensão os seus intelectos, em menor extensão os seus criptoscópios, e em grande extensão as suas consciências, tendo ainda adquirido em níveis muito elevados os atributos relacionais positivos que formam a ética, e um pouco menos elevado os atributos individuais superiores que formam a moral, conseguem se transportar ao Tempo Futuro e lá criar as experiências físicas correspondentes acerca da sabedoria que lá se encontram, através das suas compreensões intelectuais, certificando a verdade. A verdade captada do Espaço Superior é a fonte da sabedoria criada do Tempo Futuro. O saperólogo, então, ao certificar a verdade por intermédio da sua sabedoria adquirida, une esta àquela, conseguindo com esta união alcançar a razão, tornando-se um ratiólogo, um ser universal, já que consegue tanto se transportar ao Tempo Futuro como se elevar ao Espaço Superior, de modo simultâneo. Eis aqui de modo claro e preciso a transcendência deste mundo para o Universo.

Assim, os veritólogos e os saperólogos, na qualidade de espíritos altamente evoluídos, portanto, de espíritos superiores, de espíritos de luz, como queiram, dando tudo na mesma, que formam a plêiade do Astral Superior, encarnam neste mundo com as suas missões de captar e transmitir a verdade e de criar e transmitir a sabedoria para toda a nossa humanidade, respectivamente. Os veritólogos se elevam ao Espaço Superior, os saperólogos se transportam ao Tempo Futuro, com ambos transcendendo ao ambiente terreno. E assim fica toda a nossa humanidade com apenas um entendimento acerca do que seja o transcendental, que é justamente o transcender ao ambiente deste mundo para captar ou criar fora dele tudo o que seja necessário para a evolução espiritual da nossa humanidade. Estes são os dois únicos métodos a serem utilizados para que nós possamos transmitir para o ambiente deste mundo os verdadeiros conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as verdadeiras experiências físicas acerca da sabedoria, valendo o mesmo para as religiões e para as ciências, embora em proporções bem menos transcendentes, em função das suas especializações.

Transcender, portanto, significa ser superior ao ambiente terreno, romper a atmosfera da Terra, a sua aura, em busca do Universo, situando-se fora da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenatural que o ambiente terreno proporciona a quem dele é cativo, libertando-se da sua prisão, deixando de ser prisioneiro das suas atrações relativas ao nosso corpo carnal, que sempre tende para aquilo que lhe é mais afim, o que requer uma inteligência que transcende ao padrão normal, devidamente comandada pelos atributos individuais superiores e relacionais positivos, pelo fato dessa inteligência se elevar acima do meio em que o próprio espírito superior encarnado se encontra a viver temporariamente, tendo ele muito mais valor do que aqueles que se deixam dominar pelo meio ambiente em que vivem, excedendo-os de todas as maneiras que sejam salutares, embora todos sejam iguais em termos de substâncias, e aqui neste mundo se misturem uns com os outros. Mas mesmo assim, os espíritos de luz se distinguem dos outros espíritos com menos luz que também estejam encarnados, evidenciando-se em relação aos demais, em virtude de conseguirem manifestar os seus imensos talentos, passando muito além do trivial em função dos seus próprios méritos, pelo fato de conseguirem ultrapassar a todos os obstáculos e a todas as barreiras que lhes surgirem à frente, quando no desempenho das suas missões.

E aqui fica mais evidenciado ainda o fato de a verdade surgir neste mundo e demolir com tudo o que havia sido construído tendo por base a mentira, que é fruto da ignorância, sendo esta proveniente da ilusão da matéria, através das ditas ciências, ou então pelo devaneio do sobrenatural, através dos credos e das suas seitas. Luiz de Mattos, o veritólogo maior, afirmou que eu sou o primeiro grande brasileiro, como será devidamente demonstrado no momento mais oportuno, mais adiante, ainda nesta obra. Então fica aqui também mais evidenciado ainda o fato de eu haver reencarnado neste mundo Terra, especificamente sempre no Brasil, na condição de um verdadeiro e legítimo cientista, por ser o único que pesquisou com autenticidade a espiritualidade, para depois me tornar um saperólogo, certificando a verdade transmitida pelo Racionalismo Cristão, e ainda para a seguir unir, irmanar, congregar, a verdade e a sabedoria, e com ambas alcançar a razão, tornando-me um ratiólogo, ou um ser universal.

Na qualidade de ratiólogo, ou um ser universal, eu me vi na obrigação de alcançar o Saber, por excelência, em que a Veritologia trata da verdade e outros, a Saperologia trata da sabedoria e outros, e a Ratiologia trata da coordenação que possibilita a união, a irmanação, a congregação, entre ambas, portanto, da razão, e outros. Do Saber, por excelência, que é a árvore legítima e padrão de tudo aquilo que existe na realidade universal, vem as parcelas do Saber, que são as suas ramificações, em conformidade com o padrão e a legitimidade previamente estatuídos, segundo as suas especialidades.

Então, utilizando-me da minha força e da minha energia, assim como também da minha luz astral, eu consigo arrancar as religiões das garras aduncas da classe sacerdotal e inseri-las no contexto das parcelas do Saber, segregando-as das ciências e colocando a ambas nos seus devidos lugares. As religiões, assim, passam a ser as responsáveis por captar do Espaço Superior os conhecimentos metafísicos especializados acerca da verdade e transmiti-los em formas de doutrinas para as ciências, para que estas possam ser as responsáveis por criar do Tempo Futuro as experiências físicas correspondentes acerca da sabedoria e transmiti-las para toda a nossa humanidade em formas de sistemas. Como se pode claramente constatar, existe uma estreita relação entre os veritólogos e os religiosos, que tratam dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, assim como também entre os saperólogos e os cientistas, que tratam das experiências físicas acerca da sabedoria, e entre os ratiólogos e os religiocientistas, que tratam da coordenação que possibilita a união, a irmanação, a congregação, entre ambas as esferas que lhes competem.

Fica assim, pois, decretada ao longo do tempo a extinção dos credos e das suas seitas, por conseguinte, de toda a classe sacerdotal, que até hoje nada de produtivo produziu em prol da nossa sofrida humanidade, restringindo-se apenas em semear a ignorância em seu meio, pois que nem trabalhar essa classe nociva se dispõe a tanto, já que tudo o que a ela interessa é explorar ao povo incauto e por ela tornado cretino, uma vez que toda a sua atividade se resumindo apenas em semear a ignorância, tendo por foco as suas mentiras sobrenaturais, que por serem irracionais são apoiadas pela trevosa fé credulária, elas nada produzem de útil, como podemos constatar com a Idade da Fé por que passamos em nossa história, tendo surgido logo após a Idade das Trevas, sem falar na Inquisição e nas Cruzadas.

Nós não somos originários deste mundo, mas sim dos Mundos de Luz em que estagiamos até ascendermos a outros Mundos de Luz ainda mais adiantados, cujo grau de categoria ascendente se encontra em inteira conformidade com o grau evolutivo ao qual nós vamos alcançando em nossa evolução espiritual. Por isso, ao encarnarmos no planeta Terra, que é um mundo-escola, não devemos pautar a nossa conduta de vida com base naquilo que ele nos apresenta, agindo segundo o seu próprio ambiente, pois o nosso verdadeiro ambiente é o que é originário do nosso Mundo de Luz. Devemos sim, transcendê-lo, buscando o Espaço Superior e o Tempo Futuro, que vão dar as coordenadas do Universo, e que deve ser o mesmo para todos nós, por ser o verdadeiro, o que retrata a realidade da nossa existência eterna e universal, por esta razão devemos pautar as nossas vidas na realidade do Universo, e não nos universos individuais formados pela imaginação de cada um, que retratam claramente os seus universos pessoais, todos eles formados através de representações de imagens, sendo estas imagens todas ilusórias, por isso não retratam a realidade da vida.

Dados os entendimentos lógicos e corretos acerca das palavras metafísica e transcendental, eu vou agora me estender um pouco mais em relação à primeira, uma vez que ela requer o entendimento de outras palavras que com ela se relacionam diretamente.

Vou começar logo me referindo a Augusto Comte, o criador do positivismo, que era um veritólogo, por isso ele se utilizava mais da percepção oriunda do seu criptoscópio do que da compreensão oriunda do seu intelecto. Assim, em busca de uma caracterização para a palavra metafísica, ele se limita a dizer que ela não é senão uma modificação do estado teológico, sendo que nele os agentes naturais são substituídos por forças abstratas ou entidades inerentes aos diversos seres do mundo e concebidos como capazes de produzir todos os fenômenos observados. Como se pode constatar, tudo o que ele diz é por demais obscuro, incapaz de compreensão, pois não se sabe o significado desses agentes naturais, o significado dessas forças abstratas e muito menos o porquê dessas substituições provenientes do estado teológico, se a própria Teologia é um tratado obscuro e estéril.

Littré, que foi um dos seguidores de Augusto Comte, portanto, um dos mais conhecidos e conceituados propagandistas do positivismo, publicou numerosos trabalhos em que reproduz e desenvolve a doutrina do seu mestre. No entanto, em nenhum deles explica ou define, positivamente, o que vem a ser metafísica. Mas isto porque a metafísica não pode ser explicada e nem definida no âmbito positivista, assim como também no âmbito empirista, os quais se limitam às experiências, que se referem ao lado físico.

Em sua obra Fragmentos de Filosofia Positiva, em que procura mostrar a importância do positivismo, Littré diz que é chegada a ocasião de começar a exposição direta da doutrina positivista. Mas consegue perceber que é fundamental estabelecer as diferenças que existem entre o positivismo e a metafísica. Resolvendo assim procurar a estabelecer as suas diferenças, ele diz o seguinte:

Filosofia metafísica é a que presidiu a educação da maior parte dos espíritos ilustrados; aqueles mesmos que demonstram desdém por esta doutrina são, por vezes, malgrado seu, governados por ela; e a filosofia de Condillac é ainda no essencial a guia filosófica de mais de um sábio que pretende se encerrar no círculo dos seus estudos especiais. Isto posto, a oposição da doutrina positiva com a doutrina metafísica será claramente percebida e talvez melhor sentida do que se eu enunciasse em primeiro lugar os caracteres da primeira. Esta diferença assenta sobre a natureza das questões de que se ocupam as duas filosofias, sobre o método que empregam e sobre o grau de estabilidade que lhes é respectivamente próprio”.

É certo que uma mente ainda muito atrasada e, portanto, vulgar, foge dos assuntos transcendentais como o diabo foge da cruz, conforme o dito popular. Mas uma mente mais adiantada e invulgar como a de Littré, que se digna a investigar e até a escrever sobre os assuntos transcendentais, afirmar que a metafísica presidiu a educação da maior parte dos espíritos ilustrados, sem saber ao certo o que sejam a educação e a metafísica é de estarrecer. E para completar, ele ainda denomina a metafísica de doutrina, e afirma que existe uma oposição entre ela e a doutrina positiva, por conseguinte, como se ambas fossem duas saperologias, ou filosofias, como ele assim se expressa em seus escritos. Assim, com bem mais criptoscópio e bem menos intelecto, com bem mais percepção e bem menos compreensão, por conseguinte, atabalhoadamente, passa a se referir à Teologia, e consegue provocar ainda mais embaraços na mente humana, quando assim prossegue:

O que vai ser dito é em todos os pontos aplicável às teologias, cuja base na realidade não é diferente da das noções metafísicas. A natureza geral das questões se contrapõe entre a filosofia, quer teológica quer metafísica, e a filosofia positiva. Uma se ocupa do absoluto, a outra do relativo. No princípio das suas pesquisas em todas as ciências, o espírito humano é, sobretudo, animado pela ambição de penetrar a essência das coisas, e chegar à derradeira noção que as explica universalmente. Não se sentiria suficientemente estimulado se não estabelecesse a si próprio os problemas infinitos. Ali, no domínio da especulação, acha-se ao seu cômodo, prossegue infinitamente as suas próprias criações, renova incessantemente as combinações dos dados que fornece a si mesmo, e enganado pelas falsas aparências de um horizonte que considera sem limites, feliz por manejar à sua vontade os elementos submissos, como se diz na linguagem da escola, isto é, a realidade das coisas tal qual se apresenta. Não acredita mesmo que ela possa fornecer base à ciência; e é sempre na consideração das coisas infinitas e absolutas que procura o seu sistema. E na verdade, poderia ser de outra maneira? A realidade é então tão mal conhecida que apenas oferece pouco interesse. É preciso muito tempo antes que os fatos particulares, observados escrupulosamente, analisados, classificados, agrupados forneçam ao espírito de indução estas verdades gerais que o espírito metafísico procura obter de improviso. Estas noções gerais, deparadas pela experiência, participam da sua origem; são sempre relativas; as noções gerais deduzidas pelo outro método têm sem dúvida a pretensão de serem absolutas, mas elas o são somente em aparência”.

Littré compara as bases da Teologia com as bases da metafísica, sem sequer conseguir perceber que esta nada tem a ver com aquela, que não passa de uma pretensão infundada de se estudar a Jeová, o deus bíblico, sem atender ao ensinamento de Jesus, o Cristo, que afirmou que devemos conhecer primeiro a nós mesmos, aí sim, após isso, podemos partir para conhecer a Deus, tirando de nós mesmos tudo aquilo que se refere a Ele, já que pela lógica da realidade nós temos as mesmas substâncias do Criador.

Quando ele se refere aos problemas humanos dá a estes o infinito como extensão, o que comprova a sua incapacidade para a resolução dos problemas da vida e a sua falta de noção acerca do infinito. Em sua concepção, a ciência tem exclusivamente por objeto o contingente, o relativo, o finito. No entanto, como que atirando naquilo que viu e acertando naquilo que não viu, afirma acertadamente que a metafísica, cuja expressão mais correta seria a doutrina, na consideração das coisas infinitas e absolutas procura o seu sistema. Mas, além disso, nada de claro e preciso o veritólogo afirma acerca da metafísica.

Em suas publicações, Littré apenas deduz que o lado metafísico tem por objeto problemas infinitos, no que assim ele confunde o infinito com o absoluto e com o Todo, ao passo que o positivismo, ou, antes, a ciência, tem por objeto, exclusivamente, o contingente, o finito, no que assim ele deveria associar com o relativo e com o individual, para ser realmente coerente. Desta maneira, considerando vago o indefinido de todos esses conceitos, parece que o que Littré quer dizer é que somente a ciência tem por objeto a verdade, ao passo que a metafísica, deixando-se enganar por falsas aparências de um horizonte que cada vez mais se alarga, desprende-se da realidade para divagar sem descanso e sem nunca poder chegar a nenhum resultado preciso, em um campo ilimitado onde tudo é fugitivo e incerto, e onde tudo é aparente e fantástico. Mas acontece que tudo isso é rigorosamente inexato, pois tudo que seja aparente e fantástico é a imaginação, e não a metafísica.

E que pode até ser que Littré considere haver completado o pensamento de Comte, mas as suas ideias a respeito do assunto não são menos obscuras do que as do fundador do positivismo, pois se ele afirma que o absoluto não pode ser objeto do conhecimento, logo a metafísica não deve existir, e essa é a consequência fatal, inevitável a que se chega. No entanto, seria preciso que ele conseguisse explicar o que vem a ser o absoluto. E é provável que se a isso se propusesse, não fosse mais feliz do que quando trata de explicar o conceito de metafísica. E continua o positivista:

O absoluto é inacessível ao espírito humano, não somente na Filosofia, como em qualquer outra coisa. Todas as vezes que o homem resolve um problema, encontra por trás da solução outro problema que se mostra ante ele; e este quando resolvido por sua vez, só desaparecerá para dar lugar a novos mistérios, sem que o espírito humano possa conceber o limite a esta série de questões encadeadas umas às outras. Debalde aumentaram o alcance dos telescópios, não se atingirá os limites do Universo, se é que o Universo tem limites. Não fazem mais do que estender o campo daquilo que conhecemos; mas não abrangem tudo quanto está por conhecer. Também, nas ciências constituídas definitivamente, abandonaram a especulação sobre as noções absolutas. O astrônomo reuniu os fenômenos astronômicos à lei da gravitação, e sem se incomodar mais para saber o que é esta lei em si, aceita-a como derradeiro fato da sua ciência. Evidentemente, se ele tentasse explicar a gravitação, poderia imaginar mil hipóteses, todas igualmente gratuitas, todas igualmente indemonstráveis. O que a Astronomia recusa fazer, o que todas as ciências abandonam como exercício inútil para o futuro, a metafísica persiste em tentá-lo, foi aí que se refugiou em último lugar a ambição primordial do espírito humano que primeiramente empreendeu o impossível”.

Littré antes afirmou que somente a ciência tem por objeto a verdade, em cuja ciência ele põe tanta fé, mas que agora joga a toalha, abandonando a luta. Mas enquanto ele abandona a luta, a metafísica mesmo se deixando enganar pelas falsas aparências de um horizonte que cada vez mais se alarga, desprendendo-se da realidade para divagar sem descanso e sem nunca poder chegar a nenhum resultado preciso, em um campo ilimitado onde tudo é fugitivo e incerto, e onde tudo é aparente e fantástico, como ele mesmo diz, mesmo assim não abandona a luta, continuando no campo de batalha, persistindo na tremenda luta. E assim ele nada explica a respeito do que seja a metafísica.

Com Littré completando o sentimento de Augusto Comte, embora as suas representações imaginativas não sejam menos obscuras que as do fundador do positivismo, o que se pode conceber de tudo isso é que a metafísica tende ao conhecimento do absoluto, mas que o absoluto não pode ser objeto do conhecimento, logo a metafísica não deve existir, é a conclusão final a que ele chega. Mas assim como ele não explica o que seja a metafísica, do mesmo modo não explica o que seja o absoluto, então o embaraço passa a se tornar ilogismo, ou afirmativas vãs.

Tudo isso me faz partir do princípio de que a definição mais perfeita é aquela que menos se afasta da significação natural das palavras. É o que deve sempre ter em consideração todo aquele que escreve. E, em verdade, nada mais é condenável do que a obscuridade, nada é mais prejudicial para a elucidação da verdade do que as divagações incongruentes e estéreis, e, sobretudo, as combinações de palavras vazias de sentido, ou sem as suas devidas explicações. Na realidade, a metafísica é tudo aquilo que excede a alçada do físico, ou melhor, que se situa fora do âmbito físico. Mas afinal, o que é tudo que excede a alçada do físico? Ou, pelo menos, o que é o físico?

Farias Brito, o nosso notável conterrâneo, o maior dos saperólogos contemporâneos, uma das maiores honras da nossa terra natal, o nosso amado Ceará, de onde indiscutivelmente brotam os maiorais do mundo em termos de molecagem, assim como também os maiores saperólogos, em suas próprias divagações lógicas acerca do assunto, diz o seguinte:

Quantas vezes, por exemplo, não nos acontece em nossos centros de literatura tão exageradamente eivados de positivismo, ouvir, aliás, de pessoas perfeitamente esclarecidas, esta afirmação categórica: ‘a metafísica está morta’. Entretanto, pergunta-se: mas o que é e em que consiste a metafísica? E não nos sabem responder? E quando alguns se atrevem a tentar defini-la, é curioso observar que não se encontram duas pessoas que a compreendam do mesmo modo. É isto que tão frequentemente se vê entre pessoas que não se dão senão acidentalmente e por mera distração ao estudo destes problemas, é o que igualmente se observa entre os autores de longos tratados. Assim para uns, como os escolásticos, a metafísica é a ciência das primeiras causas e dos primeiros princípios: estes remontam à definição de Aristóteles. Para outros, é a ciência do ser considerado em absoluto, sendo que nada é mais vago do que isto que nada exprime. Outros definem ainda a metafísica como sendo o conhecimento das coisas sobrenaturais, mas o que é sobrenatural, excede aos limites da inteligência, não pode ser objeto do conhecimento. Nestas condições, os sectários do positivismo têm razão, quando afirmam que a metafísica está morta. Mas a metafísica… não é nada disto; e o que se deduz desta extrema confusão e deplorável incerteza é a ignorância que ainda se nota quanto à verdadeira e legítima significação desta, como de outras palavras”.

E continua dizendo:

Tratando-se da metafísica, nada disto deve parecer estranho, porque o conceito da metafísica é de si mesmo extremamente obscuro. Mas isto se dá do mesmo modo com palavras cuja significação não se acredita, à primeira vista, possa ser posta em dúvida. Assim o direito, o dever, noções tão comuns; a Filosofia, a moral, palavras tão conhecidas, são, não obstante, termos que precisam ser claramente definidos (grifo meu), nem há entre os diferentes autores, verdadeiro acordo quanto ao modo por que devem ser interpretadas. Abri um publicista qualquer, abri qualquer tratado de moral: por quantos modos não são interpretados o dever, quantas opiniões divergentes e, às vezes, até opostas, não são apresentadas sobre a intuição do direito? E a palavra liberdade, para terminar com um exemplo decisivo, quantas pessoas a compreendem do mesmo modo? Entretanto, não há palavra em que mais se fale, nem há princípio pelo qual mais se lute. É a palavra de ordem dos oradores da tribuna política; é o princípio que inflama os patriotas de todos os tempos e de todos os países, a força que faz as revoluções. Mas quantas pessoas saberão dizer com precisão e clareza o que é a liberdade.

Tratando-se das ciências físicas e matemáticas, tudo é claro e preciso, nem há acerca de cada coisa mais de uma opinião e uma ideia. Mas no domínio moral e psicológico, não: tudo é vago e incerto, tudo é indefinido e nebuloso, por tal modo que acerca de cada assunto em rigor não se encontram duas pessoas que pensem absolutamente do mesmo modo. Por quê? Por dois motivos: 1°) porque sobre os fatos de ordem moral e psicológica não há ciência ainda; 2°) porque é tendência geral aplicar a esses fatos o mesmo critério e os mesmos conceitos com que são ordinariamente interpretados os fenômenos físicos, e com isto se faz violência à própria organização do ESPÍRITO (grifo e realce meus), que não podendo se submeter a uma disciplina incompatível com o mecanismo intelectual, deixa o caminho indicado pela razão para se entregar aos voos desordenados da fantasia”.

E, finalmente, aproximando-se do verdadeiro significado daquilo que seja a metafísica, vem Farias Brito arrematar, quando diz o seguinte:

… a metafísica em sua significação técnica, tradicional e histórica, não tem outra significação. É a ciência do ser enquanto ser, a indagação das primeiras causas e dos primeiros princípios, nos termos da filosofia aristotélica. E isto se traduz em linguagem moderna: a metafísica é a concepção do todo, A SÍNTESE DE TODO O CONHECIMENTO, que serve como fonte para a solução dos problemas do Universo (grifo e realce meus)”.

Mas para que se venha recorrer aos termos da sabedoria aristotélica para poder explanar o que seja realmente a metafísica, eu tenho por obrigação que antes explicar o que seja o absoluto; mas, assim, eu também devo assumir o compromisso de explicar o que seja realmente o físico, e também sobre este assunto, tal como em relação à metafísica, antes explicando o que seja o relativo; a fim de que seja preenchida a lacuna deixada pela omissão de Littré e outros.

Absoluto é tudo aquilo cuja natureza da sua existência é independente de qualquer causa. Em outras palavras: é o incausado. Ora, tudo aquilo que não é resultado de uma causa pode ser considerado como sendo a própria causa, já que todo o resto é efeito. Então eu posso afirmar que tudo aquilo que é absoluto é imutável, e em sendo imutável faz parte da perfeição divina, onde iremos encontrar a sua natureza ontológica, a qual diz respeito diretamente aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, por conseguinte, ao Espaço Superior, o qual deve se reportar diretamente a Deus, na maior perfeição que podemos conceber. Para que alguém possa adquirir uma maior compreensão a respeito do assunto, deve raciocinar com a seguinte pergunta: alguém constitui um advogado para defendê-lo ou acusar a outro sem que exista uma causa? É óbvio que não. Então baseado em que podemos mudar um termo considerado como sendo absoluto se ele não tem uma causa que possa ser defendida ou acusada? A não ser que alguém crie uma causa para ele. Mas aí, antes, esse alguém deverá partir de um princípio, qual seja: o princípio de que qualquer um pode ser capaz de criar uma causa. E é justamente esse princípio que poderá ser alvo fácil de qualquer ataque, mas não a causa em si.

Relativo é tudo aquilo cuja natureza da sua existência é dependente de qualquer causa. Em outras palavras: é o causado, ou melhor, o efeito. Ora, tudo aquilo que é resultado de uma causa, com esta não pode se confundir, então podemos afirmar que é efeito, pois tudo que existe ou é causa ou efeito. Em sendo assim, devemos sempre buscar o absoluto para poder explicar o relativo, quer dizer, buscar as causas para explicar os efeitos, pois se estes existem, é porque foram criados, e se o foram é porque o foram em função das causas, obrigatória e necessariamente. Então eu posso afirmar que tudo aquilo que é relativo é mutável, e, em sendo mutável, faz parte da imperfeição divina, que se manifesta por intermédio do espírito humano, onde iremos encontrar a sua natureza empírica, mutável, que diz respeito diretamente às experiências físicas acerca da sabedoria, por conseguinte, ao individual, quer dizer, a cada um de nós, que somos os seres, partículas do Ser Total, em nossas relações recíprocas, e que por isso devemos nos reportar diretamente a Deus, na menor imperfeição que nos seja possível.

Somente a título de ilustração e para mostrar que nada podemos atribuir a Deus sem que O limitemos, com a exceção da atribuição da Sua existência e das Suas Substâncias, vamos supor, como todos supõem, aliás, muito equivocadamente, que Deus seja somente perfeito. Ora, se Deus fosse somente perfeito, ficaria Ele limitado à Sua própria perfeição, assim, a um simples ser. Neste caso, eu, na qualidade de outro simples ser, mas com o atributo da imperfeição, poderia afirmar que possuo e conheço algo que Deus não possui e nem conhece, que é justamente a minha própria imperfeição. É por isso que a Inteligência Universal delega o conhecimento da imperfeição a nós, partículas Suas, para que, deste modo, a imperfeição também possa estar em Deus, por intermédio das suas partículas, não permitindo assim que Ele, o Ser Total, o Todo, venha a ser limitado à perfeição.

Além do mais, eu poderia moldar a imperfeição ao meu próprio paladar, dando a ela os mais diversos sabores, do divino ao satânico, e se eu me mantivesse no divino, tendo antes provado do satânico, poderia então tirar da imperfeição a minha própria perfeição, negando a esta a sua própria existência em si, portanto, a existência de Deus, desde, é claro, que me dessem um corpo de jurados para o julgamento, perfeito ou não, que para a natureza da questão seria indiferente.

Meus queridos amigos e queridos companheiros de humanidade: Deus como o Todo é Perfeito, onde se encontra todo o Amor! Deus, através das Suas partículas individualizadas, recebe delas todo o acervo das suas imperfeições, onde se encontram o bem e o mal! Dá agora para compreender? Se não, quando na categoria A CRISTOLOGIA, por ocasião da explanação do ensinamento de Jesus, o Cristo, “Não quereis para os outros aquilo que não queres para ti”, este fato poderá ser bem compreendido, pois que será tratado mais detalhadamente, do que me valerei da parcela do Saber denominada de Matemática para a devida explanação acerca do assunto, aproveitando ainda a ocasião para demonstrar aos matemáticos de todo o mundo outros assuntos dos seus interesses, que até hoje eles ignoram, já que não têm acesso ao Saber, por excelência. No entanto, mais adiante, quando eu tratar diretamente de Deus, no capítulo específico, tudo isto poderá ser devidamente compreendido.

Afirmam os estudiosos, peremptoriamente, que o absoluto é isento de relações. Mas isto é um grande equívoco. Ora, um termo que seja considerado absoluto deve se relacionar diretamente com os demais termos que também sejam considerados absolutos, para que assim, e somente assim, possam formar um todo que também seja considerado absoluto. Por outro lado, um termo considerado absoluto deve também se relacionar diretamente com um termo que seja considerado relativo, para que assim, e somente assim, este possa encontrar um parâmetro para a sua relatividade, e aquele outro um parâmetro para a sua absolutividade. Por que negar as relações universais?

Nós não devemos buscar neste mundo as causas para as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza, que se encontram no absoluto, pois que para o ambiente terreno elas são inconcebíveis, uma vez que o mesmo ainda não permite a formação de qualquer ideia a respeito do nosso verdadeiro Criador, e nem mesmo da Sua existência e das Suas Substâncias. Isto no caso de reportarmos as causas do absoluto diretamente ao nosso Criador. No entanto, se nos esforçarmos um pouco mais para podermos raciocinar com acerto, portanto, com lógica, iremos constatar que a linguagem empregada neste mundo é por demais limitada, uma vez que as palavras, por mais bem empregadas que venham a ser, ainda não conseguem expressar com clareza as produções dos nossos sentimentos e dos nossos pensamentos. Tomemos por um lado, como exemplo, a palavra causa, no sentido de que seja tudo aquilo que faz com que algo exista, e, por outro lado, a palavra efeito, no sentido de que seja o resultado necessário de uma causa. Assim, não pode existir causa sem efeito, e vice-versa, caso contrário, ambas perderiam as finalidades das suas existências. Em sendo assim, podemos ou não afirmar que o efeito seja o resultado de uma causa, fazendo com que ambas existam, já que existe uma relação direta entre elas? Desta maneira, podemos ou não afirmar que a causa seja a originadora necessária de um efeito, já que este deve a ela a sua existência? Por isso, a causa se liga diretamente ao absoluto, enquanto que o efeito se liga diretamente ao relativo. Mas vou deixar neste patamar para não confundir a mente dos meus queridos amigos e companheiros de humanidade.

Em resumo: as causas se encontram no absoluto, por intermédio da propriedade da Força, que contém o espaço e o poder; e os efeitos se encontram no relativo, por intermédio da propriedade da Energia, que contém o tempo e a ação. Isto implica em dizer que sempre devemos buscar no absoluto, portanto, na Veritologia, as causas verdadeiras que nos dão o poder, para que possamos buscar no relativo, portanto, na Saperologia, os correspondentes efeitos por intermédio das nossas ações, para que assim possamos nos aproximar, individual e coletivamente, o máximo possível de Deus, ou seja, do Todo.

Sem a Veritologia, que nos dá os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que é absoluta, imutável e ontológica, incriável; e sem a Saperologia, que nos dá as experiências físicas correspondentes acerca da sabedoria, que é relativa, mutável e empírica, criável; nem as religiões e nem tampouco as ciências, assim como as opiniões dos seres humanos, poderiam ter como base a realidade da vida, que é universal.

Assim, torna-se fácil constatar o porquê de ninguém se entender neste mundo. Ora, as verdadeiras religiões, que deveriam tratar dos conhecimentos metafísicos, agora tornados absolutos, imutáveis, ontológicos, incriáveis, e que deveriam ser as fontes das ciências, encontram-se nas garras aduncas da classe sacerdotal, presas ao sobrenaturalismo dos seus credos e das suas seitas. E as ciências, que deveriam realizar as experiências físicas correspondentes a esses conhecimentos metafísicos transmitidos pelas religiões, agora tornadas relativas, mutáveis, empíricas, criáveis, encontram-se nas mentes imaginativas dos cientistas, que formam uma comunidade científica, presa à ilusão da matéria, tentando em vão açambarcar todo o saber; com ambas estando completamente fora da realidade da vida.

Todos os conhecimentos dos seres humanos são provenientes da ilusão da matéria, fornecidos pelas ditas ciências, ou são provenientes do devaneio do sobrenatural, fornecidos pelos credos e as suas seitas. Em razão disso, eles pautam as suas ações com base em um ou em outro, naquilo que julgam conhecer, tendo por base as suas experiências de vida, com tudo isso se encontrando contido no universo pessoal de cada um, com cada um julgando que vive no contexto da realidade da vida, mas com todos vivendo na irrealidade. Assim como no surrealismo, uma escola de literatura e arte iniciada em 1924 por André Breton, escritor francês, caracterizada pelo desprezo das construções refletidas, ou dos encadeamentos lógicos, e pela ativação sistemática do inconsciente e do irracional, do sonho e dos estados mórbidos, e assim se valendo frequentemente da psicanálise, que até hoje não serve para nada, para coisa alguma, pois que os psicanalistas ignoram completamente o que seja a alma; em que esse surrealismo, em última instância, visa a renovação total dos valores artísticos, morais, éticos, políticos e saperológicos, mas que os gramáticos preferem mais a utilização dos termos superrealismo ou suprarrealismo. Na realidade, existe a irrealidade ou a realidade, portanto, o realismo ou o irrealismo, simplesmente isso, nada mais do que isso, não cabendo nessas palavras, portanto, nenhum prefixo para completá-las.

Assim, como os seres humanos ainda não são detentores dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, é lógico que as suas ações só podem se ligar diretamente aos seus próprios universos pessoais da imaginação, os quais são formados com os falsos conhecimentos provenientes da ilusão da matéria ou do devaneio do sobrenatural, então as suas experiências passam a ser correspondentes a esses conhecimentos mentirosos, as suas ações passam a ser correspondentes a esses poderes mundanos, com os efeitos sendo correspondentes a essas causas infundadas.

Em decorrência, as experiências acerca da sabedoria não podem estar lastreadas pela verdade, que é a sua legítima fonte. Mas quando os seres humanos começarem a pautar os seus poderes no absoluto que existe no Espaço Superior, onde se encontram os verdadeiros conhecimentos metafísicos acerca da verdade, é lógico que começarão a pautar as suas ações no relativo que existe no Tempo Futuro, onde se encontram as verdadeiras experiências físicas acerca da sabedoria, e assim a razão poderá conduzir as suas vidas com acerto, com eles abandonando gradativamente a ignorância da imperfeição, onde se encontra o mal, e adentrando gradativamente no esclarecimento espiritual da perfeição, praticando o bem. Assim, quando no futuro a nossa humanidade atingir o limite que se situa entre a imperfeição e a perfeição, estará prestes a se reintegrar a Deus, ao Todo, já que a nossa grande finalidade é o retorno para o Criador, com todos os seus integrantes estando devidamente educados.

Se os seres humanos assim não estão procedendo, é porque ainda se encontram na fase da imaginação, ignorando as causas que só existem no absoluto, onde se encontram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, então passam a buscar outras causas em si mesmos, nos universos pessoais que criaram para si próprios, com base em seus próprios sentimentos, onde, infelizmente, ainda predominam o egoísmo, a vaidade, a ambição, a mesquinhez, a avareza, a intolerância, a corrupção e outros atributos individuais inferiores mais, cujos efeitos que os mesmos produzem se revelam neste ambiente de horror e de infelicidade em que todos padecem, onde predomina o lema de “cada um por si e Deus por todos”. Mas Deus não age diretamente, mas sim somente através das suas partículas, que são os espíritos, pois é inconcebível que a Divindade Suprema, que representa o Todo, tal como o Ser Total, individualize-se diretamente e saia pelo Universo afora produzindo efeitos a torto e a direito, uma vez que o Universo está contido em Si mesmo.

Isto implica em dizer que somente agora a Veritologia conseguiu transmitir os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, por intermédio de Luiz de Mattos e os seus seguidores, para que a Saperologia pudesse criar as experiências físicas correspondentes acerca da sabedoria, unindo, irmanando, congregando, a ambas e alcançando a Ratiologia, onde se encontra a razão, fazendo surgir o Saber, por excelência, com tudo isto sendo realizado através do Racionalismo Cristão, cujo instituto deverá redimir toda a nossa humanidade, por intermédio deste explanador e daqueles que resolverem se integrar à nossa Grande Causa, consoante as suas próprias consciências, em função do livre arbítrio que cada um possui. Como corolário, as religiões poderão agora transmitir os conhecimentos metafísicos especializados destinados a cada uma delas, para que as respectivas ciências possam realizar as experiências físicas correspondentes, com os religiocientistas unindo, irmanando, congregando, a ambas e alcançando as religiociências, fazendo surgir as parcelas do Saber em todo o seu teor.

Com as religiões sendo retiradas das garras aduncas da classe sacerdotal, assumindo os seus verdadeiros lugares como sendo as fontes das ciências, essas transformações farão com que seja decretada a extinção da ilusão da matéria. E como consequência fatal dessas transformações, será decretada também a extinção do devaneio do sobrenatural, por conseguinte, da classe sacerdotal, ensejando a que os malfeitores e criminosos que compõem tal classe extremamente perniciosa, possam modificar radicalmente as suas vidas, deixando de ser malandros, vagabundos, mentirosos, enganadores, estelionatários, e tudo o mais que de inferior e negativo lhes venham a ser pertinentes, portanto, exploradores do povo e semeadores da ignorância neste mundo, tornando-se homens de bem e de valor, para que assim possam resgatar os males que vêm praticando desde a antiguidade, nas mais diversas nações que foram constituídas, sempre disputando as riquezas e os poderes com os governantes, muitas vezes se sobrepondo a estes, tendo como base dessas suas ações o sobrenaturalismo, que em riqueza sempre foram os mais aquinhoados do mundo, em face da extorsão e do estelionato que praticam, perdurando até aos dias de hoje.

Sendo apeados da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenatural, tudo isso fará com que haja uma mudança radical nas mentes dos seres humanos, transformando os seus universos pessoais, ensejando a que eles sejam postos de frente com a realidade, o que fará com que sejam obrigados a raciocinar com mais profundidade, quer queiram, quer não, quando então conseguirão olhar para os seus semelhantes com novos olhos, não com os olhos da cara, mas com os olhos da espiritualidade, onde se encontram a verdade, a sabedoria e a razão, que é a única maneira de se promover a amizade espiritual entre eles, fazendo surgir a solidariedade fraternal neste nosso mundo-escola.

Por isso, somos nós, os autênticos racionalistas cristãos, e não os materializados cientistas, que se encontram mesclados com os religiosos, e nem os malfeitores sacerdotes, que lidam com os credos e as suas seitas e que se apropriaram indevidamente do termo religião, que formamos uma plêiade de espíritos superiores que zela pela evolução espiritual de toda a massa humana, somos nós, os racionalistas cristãos, os únicos que verdadeiramente procuram produzir os efeitos com base nas causas que dizem respeito diretamente aos conhecimentos verdadeiros. Em razão disso, somos os que mais sofrem com esse lema humano de “Cada um por si e Deus por todos”, um dos lemas mais atrasados que podem existir, o qual sempre imperou em nossa humanidade. Isto implica em dizer que, neste mundo, cada um é por si, e nós, os racionalistas cristãos, que formamos essa plêiade de espíritos superiores, somos os que são por todos, e não Deus, como assim todos pensam, uma vez que somos partículas Dele, que nos dá tudo quanto precisamos para evoluir, em igualdade de condições uns com os outros, pois em tudo quanto nos deparamos sempre reinou, sempre reina e sempre reinará eternamente a justiça de Deus. Cada um é o que é em função do esforço desprendido, portanto, por merecimento, por isso cada um tem o seu próprio valor, mas todos têm a mesma importância no contexto universal.

Não devemos esquecer, pois, que cada um de nós é uma partícula individualizada de Deus, já que possuímos a sua essência e, proporcionalmente, as Suas propriedades. Neste caso, é concebível que Deus, como a Inteligência Universal, como o Todo, como o Ser Total, sendo por isso o responsável por todo o Universo, estabeleça o instituto do Cristo, para que o espírito que consiga atingir tal condição seja o grande responsável por dirigir os rumos das massas humanas que rolam pelo Universo, tendo todas que ser conduzidas e dirigidas em retorno para Ele. Esta é a grande razão do Racionalismo Cristão, o embrião do instituto do Cristo, para que através dele surja o nosso Cristo, que deverá dirigir os rumos da nossa humanidade em retorno para o Criador, pois que a evolução segue sempre um ritmo universal.

Eu vou agora recorrer aos termos da saperologia aristotélica para que possa adentrar mais um pouco nos âmbitos da metafísica e do físico.

Metafísica é o título de uma obra de Aristóteles composta por quatorze livros sobre saperologia geral. Uma hipótese bastante difundida atribui ao peripatético Andrônico de Rhodes, que viveu no século I a.C., a iniciativa de denominar a esse conjunto de escritos de Metafísica. Ao realizar a primeira compilação dos escritos de Aristóteles, Andrônico de Rhodes o elencou depois dos oito livros que tratavam da Física, e os chamou de metá tá physika, ou seja, “os que estão depois da física”. Deste modo, o título faria referência, sobretudo, à posição daqueles quatorze livros na classificação das obras de Aristóteles.

E assim fica devidamente comprovado o fato de que para que se possa transmitir os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, neles devem ser inseridas algumas experiências físicas acerca da sabedoria, para que assim eles possam formar um corpo de doutrina. E para que se possa transmitir as experiências físicas acerca da sabedoria, nelas devem ser inseridos alguns conhecimentos metafísicos acerca da verdade, para que assim elas possam formar um corpo de sistema. É a relação, necessária e obrigatória, que existe entre as causas e os seus correspondentes efeitos, entre o absoluto e o relativo, entre o ontológico e o empírico, entre o imutável e o mutável. É a verdade, pois, quem estabelece a realidade da existência eterna e universal, e a sabedoria tem que corresponder à verdade, para que estando ambas coordenadas se possa alcançar a razão. Daí o fato incontestável da verdade ser a fonte da sabedoria. E daí o fato do poder ser de natureza absoluta, enquanto que as ações são de natureza relativa, mas devendo ser relativas ao absoluto.

Assim, à medida que as ações forem se aperfeiçoando cada vez mais, elas vão tendendo a se tornar cada vez menos relativas, aproximando-se cada vez mais do absoluto, quer dizer, tendendo a ser perfeitas. E assim, quando as ações se tornarem realmente perfeitas, as causas passarão a corresponder aos efeitos no âmbito da perfeição, com os espíritos que formam uma humanidade tendo se tornado todos eles perfeitos, ou seja, tendo completado as suas educações, com tudo se tornando absoluto, ontológico, imutável, nada mais havendo para se criar no Universo, então essa humanidade se reintegra ao Todo, ao Criador, à inteligência Universal, quer dizer, a Deus. Em sendo assim, tudo aquilo que essa humanidade trazia consigo do âmbito da imperfeição é depositado no Todo, pois que Deus não pode ser um ignorante da imperfeição, mas Ele também é um ignorante sim, por intermédio das suas criaturas. Por isso Ele é o Todo.

Todavia, ao invés de empregar o termo metafísica, Aristóteles utilizava geralmente a expressão filosofia primeira, para contrastar com a expressão filosofia segunda, quando nesta última queria se referir ao físico, para fazer referência ao estudo das coisas, dos fatos e dos fenômenos em geral. Pode-se assim compreender perfeitamente que a filosofia primeira é a Veritologia, a parte metafísica do Universo, enquanto que a filosofia segunda é a Saperologia, a parte física do Universo. Ora, o Universo é formado pelo espaço e pelo tempo. Então o espaço representa a sua parte metafísica, enquanto que o tempo representa a sua parte física. No entanto, a palavra metafísica acabou por se impor como denominação de ciência, que em conformidade com a filosofia primeira de Aristóteles, ocupa-se das características mais gerais dos seres ou da natureza da realidade.

Assim, fica bastante claro que a palavra metafísica surgiu no ano 70 a.C., com Andrônico de Rhodes, que após organizar os tratados das ciências de Aristóteles, deparou-se com as especulações abstratas a respeito do ser, do mundo, etc., colocando-as sobre o título de metá tá physika, que em grego significa depois da física. Estava evidente, portanto, que todo o tratado saperológico de Aristóteles era físico, uma vez que todos eram experimentais, mas que o mesmo não se dava com as suas especulações, que foram consideradas como sendo metafísicas, pois que elas eram decorrentes das compilações que ele havia realizado acerca dos escritos transmitidos pelos veritólogos que lhe antecederam, e que formaram várias escolas, cujas escolas veremos mais adiante, na categoria A ERA DA SABEDORIA. Eu devo aqui ressaltar e repetir o fato de Aristóteles haver assim obedecido ao compromisso existente entre a Veritologia e a Saperologia, ao transmitir as suas experiências físicas acerca da sabedoria com base em conhecimentos metafísicos, ou em especulações acerca da verdade que ele havia compilado dos veritólogos.

Mas o que são especulações?

A palavra especulação se relaciona etimologicamente com o verbo latino speculari, que significa espiar, de onde se pode deduzir que implica na tentativa de enxergar, de descobrir, de descrever, quer dizer, de conhecer algo que possa existir, mas que ainda se encontra oculto.

De fato, no âmbito veritológico, especulação designa a tentativa de se formar uma concepção a respeito de um conhecimento metafísico que ainda não pôde ser fundamentado por outros conhecimentos metafísicos. É sabido que quando um conhecimento metafísico é devidamente fundamentado por outros conhecimentos metafísicos, portanto sem a comprovação da sua correspondente experiência, recebe a denominação de teoriaa priori”, daí a razão da existência do método da dedução. E quando um conhecimento é devidamente comprovado através da sua correspondente experiência, tanto esta como aquele, juntos, recebem a denominação de teoria. Vejamos agora o que significa teoria “a priori”:

As teorias “a priori” dizem respeito, única e exclusivamente, aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são as causas. Elas designam que a partir de um conjunto ordenado de conhecimentos metafísicos, denominado de conjunto anterior, pode-se passar imediatamente para outro conjunto ordenado de conhecimentos metafísicos, denominado de conjunto posterior, com este sendo fundamentado por aquele, sendo necessário que qualquer um desses conjuntos ordenados de conhecimentos metafísicos não esteja confirmado nos textos pelas suas correspondentes experiências físicas criadas do tempo, que são os seus efeitos, sabendo-se que ambos os conjuntos, tendo sido captados do Espaço Superior, são de natureza permanente, absoluta, ontológica e imutável. E aqui o método da dedução é utilizado por intermédio de um raciocínio sinóptico.

Que a união desses dois conjuntos ordenados de conhecimentos metafísicos, o anterior e o posterior, passa a formar um novo conjunto ordenado de conhecimentos metafísicos, agora denominado de conjunto anterior, que possibilita a formação de um novo conjunto ordenado de conhecimentos metafísicos, denominado de conjunto posterior, com este sendo fundamentado por aquele, sendo também necessário que qualquer um desses conjuntos ordenados de conhecimentos metafísicos não esteja confirmado nos textos pelas suas correspondentes experiências físicas criadas do tempo, que são os seus efeitos, sabendo-se que ambos os conjuntos, sendo igualmente captados do Espaço Superior, são da mesma maneira de natureza permanente, absoluta, ontológica e imutável, portanto, incriável. E assim por diante, sempre através do método da dedução utilizado pelo raciocínio sinóptico. Ao conjunto total de todos esses conhecimentos metafísicos se dá a denominação de doutrina, sempre ressaltando a necessidade da posterior inserção de algumas experiências físicas acerca da sabedoria. E aqui se comprova inteiramente a natureza do método da dedução.

Que, finalmente, em sendo assim designadas as teorias “a priori”, o termo “a priori” perde totalmente a sua característica básica quando empregado na acepção de anterior ao fundamento, sem qualquer exame antecedente, pois, desta maneira, um conjunto ordenado qualquer de conhecimentos metafísicos não estaria a depender de outro conjunto ordenado anterior de conhecimentos metafísicos para ser fundamentado, e assim ele não teria a confirmação da sua procedência, o que o tornaria realmente sem fundamento. Mas como um conjunto ordenado qualquer de conhecimentos metafísicos está a depender de outro conjunto ordenado anterior de conhecimentos metafísicos para ser fundamentado, tendo assim a confirmação da sua procedência, ele então se torna realmente fundamentado. Desta maneira, quando empregado na acepção de anterior ao fundamento, é preferível substituir o termo “a priori” pelo termo especulação, que é o que mais se aplica, ou, pelo menos, pelo termo apriorístico, assim como procedeu Brugger.

Para uma melhor compreensão acerca do assunto, vamos considerar os conhecimentos metafísicos nos mesmos termos das informações. Desta maneira, ter conhecimentos é ter informações. Assim como os aparelhos de rádio são capazes de captar e transmitir as informações que se encontram em formas de ondas pelo ar, também os seres humanos são capazes de captar e transmitir os conhecimentos metafísicos acerca da verdade que se encontram em forma de ondas pelo espaço, para que com base neles possam adquirir os seus poderes para criar e transmitir as suas experiências físicas, direcionando as suas ações. A essas ondas espaciais se dá a denominação de magnetismo.

Conclusão: o lado metafísico do Universo se refere diretamente à propriedade da Força, e em sentido amplo designa tudo aquilo que se pode encontrar no âmbito dos conhecimentos, portanto, da verdade, e dos atributos individuais, que tanto podem ser superiores como inferiores, em que se pode constatar a existência do magnetismo.

Assim, Aristóteles, que era genuinamente saperólogo, obedeceu ao compromisso existente entre a Veritologia e a Saperologia, ao transmitir as suas experiências físicas acerca da sabedoria com base em conhecimentos metafísicos, ou, pelo menos, em especulações acerca da verdade.

E o que são hipóteses?

A palavra hipótese é proveniente do grego hipóthesis, pelo latim hipothese, que significa uma suposição, uma conjectura, acerca de uma experiência, como sendo uma previsão que certa coisa, fato ou fenômeno vai se comportar de uma determinada maneira, sob condições previamente determinadas, podendo tal efeito ser até duvidoso, mas não improvável. Daí a razão pela qual as ciências partem de uma hipótese para testá-la em laboratório, em que tal hipótese, sendo confirmada experimentalmente, passa a ser considerada como sendo conhecimento científico, mesmo sem ser conhecimento, por isso os conhecimentos científicos se situam todos no âmbito da irrealidade. Em Saperologia, a hipótese representa uma proposição que se admite de modo provisório como princípio do qual se pode inferir um conjunto dado de proposições.

De fato, no âmbito saperológico, a hipótese designa a tentativa de se formar uma concepção a respeito de uma experiência física que ainda não pôde ser fundamentada por outras experiências físicas. É sabido que quando uma experiência física é devidamente fundamentada por outras experiências físicas, portanto sem a comprovação do seu correspondente conhecimento metafísico, recebe a denominação de teoriaa posteriori”, daí a existência do método da indução. E quando uma experiência física é devidamente comprovada através do seu correspondente conhecimento metafísico, tanto este como aquela, juntos, recebem a denominação de teoria. Vejamos agora o que significa teoria “a posteriori”:

As teorias “a posteriori” dizem respeito, única e exclusivamente, às experiências físicas, que são os efeitos. Elas designam que a partir de um conjunto ordenado de experiências físicas, denominado de conjunto anterior, pode-se passar imediatamente para um outro conjunto ordenado de experiências físicas, denominado de conjunto posterior, com este sendo fundamentado por aquele, sendo necessário que qualquer um desses conjuntos ordenados de experiências físicas não esteja confirmado nos textos pelos seus correspondentes conhecimentos metafísicos captados do Espaço Superior, que são as suas causas, sabendo-se que ambos os conjuntos, tendo sido criados do Tempo Futuro, são de natureza temporária, relativa, empírica e mutável, portanto, criável. E aqui o método da indução é utilizado por intermédio de um raciocínio sinóptico.

A união desses dois conjuntos ordenados de experiências físicas, o anterior e o posterior, passa a formar um novo conjunto ordenado de experiências físicas, agora denominado de conjunto anterior, que possibilita a formação de um novo conjunto ordenado de experiências físicas, denominado de conjunto posterior, com este sendo fundamentado por aquele, sendo também necessário que qualquer um desses conjuntos ordenados de experiências físicas não esteja confirmado nos textos pelos seus correspondentes conhecimentos metafísicos captados do Espaço Superior, que são as suas causas, sabendo-se que ambos os conjuntos, sendo igualmente criados do Tempo Futuro, são da mesma maneira de natureza temporária. E assim por diante, sempre através do método da indução utilizado pelo raciocínio sinóptico. Ao conjunto total de todas essas experiências físicas se dá a denominação de sistema, sempre ressaltando a necessidade da posterior inserção de alguns conhecimentos metafísicos acerca da verdade. E aqui se comprova inteiramente a natureza do método da indução.

Em sendo assim designadas as teorias “a posteriori”, o termo “a posteriori” perde totalmente a sua característica básica quando empregado na acepção de anterior ao fundamento, sem qualquer exame antecedente, pois, desta maneira, um conjunto ordenado qualquer de experiências físicas não estaria a depender de outro conjunto ordenado anterior de experiências físicas para ser fundamentado, e assim ele não teria a confirmação da sua procedência, o que o tornaria realmente sem fundamento. Mas como um conjunto ordenado qualquer de experiências físicas está a depender de outro conjunto ordenado anterior de experiências físicas para ser fundamentado, tendo assim a confirmação da sua procedência, ele então se torna realmente fundamentado. Desta maneira, quando empregado na acepção de anterior ao fundamento, é preferível substituir o termo “a posteriori” pelo termo hipótese, que é o mais preferível.

Para que as teorias “a posteriori” pertencentes a um conjunto ordenado de experiências físicas posterior possam ser devidamente aplicadas a todas as coisas, fatos e fenômenos universais a que se referem, é fundamental que esse conjunto ordenado de experiências físicas posterior contenha implícitas ou explícitas todas as experiências físicas que já foram expostas no conjunto ordenado de experiências físicas anterior que o fundamenta, as quais devem se referir às mesmas coisas, fatos e fenômenos universais em comum, para que assim as novas experiências físicas criadas do Tempo Futuro que ele contém, possam ser aplicadas a outras coisas, fatos e fenômenos universais, seguindo sempre uma ordem lógica decorrente do conjunto ordenado de experiências físicas anterior, ao qual essas novas coisas, fatos e fenômenos universais não se encontravam sujeitos.

Para uma melhor compreensão acerca do assunto, vamos considerar as experiências físicas nos mesmos termos das informações. Desta maneira, ter experiências é ter informações. Assim como os aparelhos de rádio são capazes de captar e transmitir as informações que se encontram em formas de ondas pelo ar, também os seres humanos são capazes de criar e transmitir as experiências físicas acerca da sabedoria que se encontram em forma de ondas pelo tempo, para que com base nelas possam adquirir as suas ações para captar e transmitir os seus conhecimentos metafísicos, direcionando os seus poderes. A essas ondas temporais se dá a denominação de eletricidade.

Conclusão: o lado físico do Universo se refere diretamente à propriedade da Energia, e em sentido amplo designa tudo aquilo que se pode encontrar no âmbito das experiências, portanto, da sabedoria, e dos atributos relacionais, que tanto podem ser positivos como negativos, em que se pode constatar a existência da eletricidade.

Do mesmo modo que Aristóteles, Luiz de Mattos, que era genuinamente veritólogo, também obedeceu ao mesmo compromisso que existe entre a Veritologia e a Saperologia, ao transmitir os seus conhecimentos metafísicos acerca da verdade com base em experiências físicas ou hipóteses acerca da sabedoria, adotando princípios saperológicos.

Estando posto tudo isso, pode-se claramente concluir que o método a ser utilizado para que se possa transmitir os conhecimentos metafísicos acerca da verdade é o método da dedução, em que nos teores dos textos se sobressaem tais conhecimentos, em relação às experiências físicas acerca da sabedoria.

Por outro lado, pode-se também claramente concluir que o método a ser utilizado para que se possa transmitir as experiências físicas acerca da sabedoria é o método da indução, em que nos teores dos textos se sobressaem tais experiências, em relação aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade.

E, por fim, pode-se ainda claramente concluir que o método a ser utilizado para que se possa transmitir os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, simultaneamente, além dos métodos da dedução e da indução, é o método da inferência, em que nos teores dos textos se encontra a razão, quando então se pode inferir o caminho de um ponto de partida a um ponto de chegada almejado, ou seja, quando então se pode inferir uma finalidade para a existência eterna e universal, um Norte a ser seguido, o caminho verdadeiro do nosso retorno para a Inteligência Universal, para o Todo, ou para Deus. O gráfico posto logo abaixo ilustra claramente essa elevação em nosso retorno para o Todo.

Ora, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade têm o seu repositório de captação no Espaço Superior, enquanto que as experiências físicas acerca da sabedoria têm o seu local de criação no Tempo Futuro. Quando transcendemos o espaço e o tempo que diz respeito à atmosfera da Terra, que é a sua aura, nós a rompemos, elevando-nos ao Espaço Superior e nos transportando ao Tempo Futuro, simultaneamente, que formam o Universo e que fornecem as coordenadas universais, através das estrelas, as quais são formadas pelas combinações das propriedades da Força, que contém o espaço, e da Energia, que contém o tempo, e a propriedade da Luz penetra todo o Universo.

 

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