04.07- O naturalismo metodológico

Prolegômenos
31 de maio de 2018 Pamam

Para que se possa compreender a contento o naturalismo, torna-se necessário que antes se compreenda o que seja a própria natureza, pelo menos algumas noções ao seu respeito, pois que ela será tratada diretamente no capítulo específico. A natureza, pois, em si, é formada por todos os seres que habitam o Universo, os quais formam os mundos que se encontram sob as égides das estrelas, que são formadas pelas combinações entre as propriedades da Força e da Energia, de onde provêm os fluidos, cujas combinações se encontram em todos os estágios, dos mais grosseiros aos mais diáfanos, em que nas regiões mais excelsas do Universo essas combinações se tornam cada vez mais translúcidas, cujos fluidos são correspondentes a cada uma dessas combinações estelares entre as propriedades da Força e da Energia.

Em sendo assim, eu devo aqui de logo adiantar que Deus é formado de Substâncias. As Substâncias se dividem em Essência e Propriedades. A Essência é representada pelo Ser Total. E as Propriedades são representadas pela Força Total, a Energia Total e a Luz Total. Quando no capítulo específico eu tratar acerca de Deus, organizando-O perante toda a nossa humanidade, tudo isto será explanado em seus precisos detalhes.

É da infinitude do Ser Total de onde provém todos os seres que formam os inúmeros e inúmeros mundos que rolam pelo Universo, por isso a doutrina do Racionalismo Cristão afirma que todos nós somos partículas de Deus, o que é uma realidade incontestável, pois todos nós somos indubitavelmente os seres do Ser Total, as criaturas do Criador, as coisas da Coisa Total. Isto implica em dizer que assim como Jesus, o Cristo, é filho de Deus, não o filho unigênito, pois que tal figura credulária não existe no âmbito da realidade, apenas no âmbito do sobrenatural, somos também todos igualmente filhos de Deus, do ser atômico mais imperfeito, que é o ser hidrogênio, onde se inicia a evolução dos seres e a formação dos mundos, tal como o mundo Terra, aos seres humanos, quando então os seres alcançam a condição de espíritos, por força do processo da evolução.

As Propriedades da Força e da Energia, em suas infinitudes, são também divididas em partículas, em que as suas inúmeras e inúmeras combinações formam as estrelas, que mantêm os mundos sob as suas égides, fornecendo as coordenadas do Universo. Então, assim como a Inteligência Universal, ou Deus, sendo o Ser Total, divide-se em partículas dando origem aos seres, do mesmo modo Ele, sendo a Força Total e a Energia Total, divide-se em partículas, dando origem às estrelas, que mantêm os mundos sob as suas égides, uma vez que os mundos, sendo formados por seres, têm que evoluir primeiramente por intermédio destas duas Propriedades, daí a razão pela qual todos os mundos se encontram sob a dependência das estrelas, orbitando ao seu redor, por força do campo eletromagnético que nelas se encontra contido, já que a propriedade da Força contém o espaço, de onde provém o magnetismo, e a propriedade da Energia contém o tempo, de onde provém a eletricidade, em que as combinações de ambas as propriedades dão origem ao eletromagnetismo, daí a razão da existência do campo eletromagnético, e daí a formação do Universo.

Após bilhões e bilhões de anos evoluindo por intermédio das propriedades da Força e da Energia, os seres alcançam um estágio evolutivo tão elevado, que nessa elevação passam a evoluir também por intermédio da propriedade da Luz, quanto então adquirem o raciocínio e o livre arbítrio, passando a partir desse estágio evolutivo alcançado a serem chamados de espíritos. Note-se que através da propriedade da Força os seres desenvolvem o seu órgão mental denominado de criptoscópio e os seus atributos individuais, através da propriedade da Energia os seres desenvolvem o seu órgão mental denominado de intelecto e os seus atributos relacionais, e através da propriedade da Luz os seres desenvolvem o seu órgão mental denominado de consciência que coordena aos outros dois órgãos mentais, por conseguinte, os atributos individuais e relacionais, em busca da educação.

A propriedade da Força contém o espaço e a propriedade da Energia contém o tempo, com ambas as propriedades se combinando em inúmeros e inúmeros estágios, dando como resultado as estrelas. Os seres formam todos os mundos, os quais ficam sob as égides das estrelas, em conformidade com os estágios evolutivos em que eles se encontram, por isso existem os mundos mais evoluídos e os mundos menos evoluídos. As estrelas e os mundos formam todo o Universo. O Universo, pois, está contido em Deus. No entanto, ao evoluírem por intermédio da propriedade da Luz, os espíritos, após alcançarem um determinado estágio na escala evolutiva espiritual, conseguem percorrer o Universo nas extensões que lhes dizem respeito, cujas extensões correspondem aos locais onde eles podem se situar, desde os mundos mais atrasados até aos locais onde se situam os seus Mundos de Luz, os quais eles habitam temporariamente, pois que ao evoluir cada vez mais eles vão passando a habitar outros Mundos de Luz mais adiantados, por isso a doutrina do Racionalismo Cristão denomina também aos Mundos de Luz de Mundos de Estágio. Esses deslocamentos pelo Universo ocorrem por intermédio da luz astral espiritual, que a tudo penetra e que coordena a tudo que os espíritos conseguiram adquirir no decorrer do processo da evolução.

Em sendo assim, a propriedade da Força contém o espaço, o magnetismo, as leis e os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, por onde o espírito evolui desenvolvendo o seu órgão mental denominado de criptoscópio e adquirindo os atributos individuais superiores que formam a moral, em que estes comandam a esse seu órgão mental e através dos quais ele produz os sentimentos superiores, e assim ele consegue percorrer uma certa extensão do espaço, cuja extensão é diretamente proporcional ao seu estágio evolutivo. A produção dos sentimentos, então, é toda carregada de magnetismo, que sendo metafísica não é detectada pelos aparelhos fabricados pelos seres humanos, por isso a produção dos sentimentos é realizada através de vibrações magnéticas, que emanam da aura que circunda o corpo fluídico, daí a razão pela qual o espírito consegue perceber e captar por intermédio do seu criptoscópio, através das suas sensibilidades e dos seus sentimentos, os conhecimentos metafísicos que se encontram contidos no espaço, pois que o espaço é o seu repositório.

A propriedade da Energia contém o tempo, a eletricidade, os princípios e as experiências físicas acerca da sabedoria, por onde o espírito evolui desenvolvendo o seu órgão mental denominado de intelecto e adquirindo os atributos relacionais positivos que formam a ética, em que estes comandam a esse seu órgão mental e através dos quais ele produz os pensamentos positivos, e assim ele consegue percorrer uma certa extensão do tempo, cuja extensão é diretamente proporcional ao seu estágio evolutivo. A produção dos pensamentos, então, é toda carregada de eletricidade, que sendo física pode ser detectada pelos aparelhos fabricados pelos seres humanos, como é exemplo o eletroencefalógrafo, o instrumento com que se realiza o eletroencefalograma, por isso a produção dos pensamentos é realizada através de radiações elétricas, que emanam da aura que circunda o corpo fluídico, daí a razão pela qual o espírito consegue compreender e criar por intermédio do seu intelecto, através dos seus sentidos e dos seus pensamentos, as experiências físicas que se encontram contidas no tempo, pois que o tempo é o local de criação.

O termo naturalismo é proveniente da palavra natural, mais o sufixo ismo, e denota o estado daquilo que é produzido pela natureza, pois que tudo é natural, não existindo, portanto, o sobrenatural, que é fruto da imaginação humana e da chacota sacerdotal. Mas o naturalismo posto como doutrina que forma uma escola literária infensa a qualquer idealização da realidade, insistindo particularmente nos aspectos que o viver humano deve ser resultante da natureza em si é falho, pois que o ser humano faz parte da natureza, mas possui a capacidade para modificá-la, adaptando-a ao seu modo de vida, pelo fato de com ela interagir. As agressões da natureza por parte do ser humano, deve-se ao fato dele interagir com a natureza sem o devido respeito, sem a devida ética, em conformidade com os seus interesses pessoais e com as suas próprias conveniências, que são frutos da sua própria ignorância.

No âmbito da saperologia barata, portanto, não da verdadeira Saperologia, o naturalismo é considerado como sendo uma doutrina segundo a qual todo conjunto de fenômenos pode ser reduzido, por um encadeamento mecânico, a fatos do mundo concreto material sem a intervenção de nenhuma causa transcendente; e também uma doutrina que preconiza a volta à natureza e a simplicidade primitiva, quer nas instituições sociais, quer na maneira de viver, que os seus adeptos denominam de naturismo. No aspecto da moral utilitária, portanto, não da verdadeira moral, o naturalismo é uma doutrina que fundamenta a conduta humana na satisfação dos instintos biológicos. Quanta ignorância!

Em 1750, em sua obra Discurso Sobre as Ciências e as Artes, Rousseau abordou o tema fundamental que discorre acerca da sua filosofia social, discorrendo sobre o conflito entre as sociedades modernas e a natureza humana, em que ressalta o paradoxo da superioridade do estado selvagem, proclamando a volta do homem à natureza, ao mesmo tempo em que denuncia as artes e as ciências como sendo corruptoras do homem. Rousseau recebe várias críticas de Voltaire, que sendo sarcástico e ferino, vem afirmar que “Ninguém jamais pôs tanto engenho em querer nos converter em animais, e que ler Rousseau faz nascer o desejo de caminhar em quatro patas”. Mas a proposta de Rousseau era o combate aos abusos do homem e não repudiar os seus valores intrínsecos.

O naturalismo considerado pelos estudiosos, estando assim em oposição ao sobrenatural, o que é correto, e ao espiritual, o que é errado, na realidade, deveria se encontrar em oposição à matéria, que é uma ilusão, e ao sobrenatural, que é um devaneio, já que tudo é natural, inclusive o espiritual, por fazer parte da natureza, por isso, tudo o que é natural não pode admitir o materialismo e nem o sobrenaturalismo. A própria cultura popular mais racional admite a crença de que nada existe além do mundo natural, embora os populares ainda não saibam o que seja aquilo que se deve compreender como sendo natural, mas a cultura popular menos racional admite a crença de que algo mais existe além do natural, quando então descamba para o âmbito do sobrenatural, ou então para o materialismo, geralmente exacerbado, fixando-se renitentemente naquilo que julga existir. Em decorrência, os adeptos do naturalismo, com base nessa cultura equivocada, afirmam que as leis naturais, que para eles são as leis próprias deste mundo, e não as leis do Universo, e que por isso ignoram também os princípios universais, são as regras que regem a estrutura e o comportamento do universo natural, o próprio mundo Terra, que cada etapa da evolução do Universo é um  produto dessas leis, como se o Universo em sua incomensurabilidade estivesse sujeito ao preceito da evolução, quando, na realidade, quem evolui são unicamente os seres.

Além dessas crenças populares, existe uma outra crença ainda mais sofisticada por parte de alguns estudiosos, que consideram que o “naturalismo intuitivamente pode ser separado em duas correntes: uma corrente metafísica e uma corrente metodológica”. Mas o engraçado dessa consideração por parte dos estudiosos, é que eles não possuem a mínima noção do que sejam a intuição e a metafísica, e poucas noções têm acerca da metodologia. Assim, Paul Kurtz, considerado como se fosse saperólogo, um pensador, mas que ainda se encontra muito afastado desta elevada condição evolutiva da espiritualidade, vem argumentar que a natureza é melhor explicada por referência aos princípios materiais. E agora vejam só, esses princípios materiais incluem massa, energia e outras propriedades físicas e químicas que são aceitas pela comunidade científica. Nestes termos, a acepção corrente do naturalismo por parte de outros estudiosos implica na afirmação não cética de que os espíritos, assim como as divindades e os fantasmas, não são reais, e que não existe um propósito na natureza, em que essa crença absoluta no naturalismo é comumente referida como o naturalismo metafísico, ou, de forma equivalente, o naturalismo ontológico.

É preciso muita paciência, mas muita paciência mesmo, por parte deste explanador do Racionalismo Cristão, para poder suportar tanta incongruência e tanto disparate por parte desses estudiosos. Ora, assim, a massa, que é tanto metafísica quanto física, como será devidamente explanado na obra relativa ao Sistema, no site pamam.com.br, e a energia, que é totalmente física, assim como outras propriedades físicas, aceitas pela comunidade científica, como literalmente eles mesmos afirmam, passam a ser de natureza metafísica. É como se alguém afirmasse contraditoriamente o seguinte: “Eu mato, roubo, estupro, assalto, sou afeito à corrupção, e tudo o mais do gênero, mas só pratico o bem”.

Ora, o Universo é formado pelas propriedades da Força e da Energia. A propriedade da Força contém o espaço, que é o lado metafísico do Universo, onde se encontram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as leis espaciais, que são ontológicos. E a propriedade da Energia contém o tempo, que é o lado físico do Universo, onde são criadas as experiências físicas acerca da sabedoria e os princípios temporais, que são empíricos. Então como esse naturalismo pode ser denominado de naturalismo metafísico, ou de naturalismo ontológico, e a própria natureza sendo melhor explicada por referência aos princípios materiais, se a matéria não existe? Além do mais, por que então eles seguem os princípios materiais da natureza, se não existe um propósito na própria natureza? É racional alguém seguir algo sem qualquer propósito? Claro que não. Mas, mesmo assim, o povo segue as ciências e os credos e as suas seitas. Note-se aqui que a afirmação de que os espíritos não são reais é decorrente do fato desses estudiosos considerarem que eles são sobrenaturais, e não naturais, em inteira conformidade com a natureza, como assim naturais devem ser, como assim realmente o é, e como assim não poderia ser jamais diferente.

Ao que tudo indica, esses estudiosos somente poderão aceitar a existência da espiritualidade se os espíritos se transformarem em matéria, aí sim, com a crença da existência da matéria eles passarão também à crença da existência dos espíritos. Mas este ratiólogo conhece bem a natureza, por isso vai mostrar a todos esses estudiosos e a toda a comunidade científica os espíritos obsessores quedados na atmosfera da Terra, para que eles possam ver com os seus próprios olhos da cara todas as suas ações malévolas, quando então eles serão obrigados a sair dessa estupidez pirrônica e a adentrar no âmbito da espiritualidade.

E não somente isto, pois esses estudiosos também consideram o naturalismo encontrado nos métodos de trabalho, que sem considerar o naturalismo necessariamente como sendo uma verdade absoluta, mas apenas como sendo meras vinculações saperológicas, passam assim a denominar a esse naturalismo de naturalismo metodológico. O contexto do naturalismo metodológico passa então a englobar uma “filosofia de aquisição de conhecimento”. Mas conhecimento de quê? Se os estudiosos desconsideram o naturalismo como sendo uma verdade absoluta, ignorando a existência da espiritualidade!

Os panteístas acreditam que Deus e a natureza são uma e a mesma coisa, no que estão redondamente enganados, uma vez que a natureza faz parte integrante do Universo, e este, por sua vez, está contido em Deus, logo a natureza está contida em Deus, então não podem ser uma e a mesma coisa. Por outro lado, os teístas se contrapõem à ideia de que a natureza é tudo que existe, pois acreditam em um ou mais deuses transcendentes ao natural, geralmente sendo o criador ou os criadores da natureza, em que aqui surge o sobrenatural, e, embora as leis naturais ainda tenham algum lugar em suas doutrinas teológicas, elas são consideradas como sendo secundárias, pois que elas não regem as divindades, consideradas como sendo as causas primárias, por isso as inúmeras correntes teístas veem o seu deus ou os seus deuses como sendo entidades que atuam diretamente no mundo natural, sem que sejam submetidos às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais.

No passado recente, alguns estudiosos como George Santayana, Willard Van Orman Quine e outros, argumentaram que o sucesso do naturalismo na ciência significava que os métodos científicos deveriam ser utilizados também na Saperologia. Neste caso, diz-se que a Saperologia e a ciência devem formar um continuum.

A denominada hipótese do contiuum é uma conjectura proposta por Georg Cantor, que consiste no seguinte:

Não existe nenhum conjunto com mais elementos do que o conjunto dos números inteiros e menos elementos do que o conjunto dos números reais”.

Considerando que na hipótese do continuum mais elementos e menos elementos apresentam um sentido muito preciso, esta hipótese foi inserida nos problemas de Hilbert, que foram apresentados na conferência do Congresso Internacional de Matemática de 1900, resultando daí o seu estudo mais profundo no decorrer do século XX.

Os seres humanos devem partir do princípio básico e elementar de que a matéria e o sobrenatural não existem, em face das seguintes razões:

  • Em relação à inexistência da matéria, caso o ser humano fosse formado exclusivamente de seres atômicos, que formam os seres moleculares, que formam os seres celulares, desprezando-se aqui as organelas, que formam os seres orgânicos, que formam os seres aparelhantes, com todos formando o corpo carnal, com a morte deste o ser humano obviamente deixaria de existir, o que não é um fato, pois que a existência é eterna e universal. No entanto, os seres atômicos e os seres moleculares que formam o corpo humano continuariam a existir, transformando-se e formando outros corpos materiais, assim como antes se transformaram e formaram os seres celulares, os seres orgânicos, os seres aparelhantes e, por conseguinte, o corpo humano. Então tudo é eterno, menos os animais, ou mesmo os seres humanos. Neste caso, a vida perderia todo o sentido, pois tudo seria apenas matéria. E os nossos sentimentos? E os nossos pensamentos? E a nossa moral? E a nossa ética? E a nossa educação? E os nossos estudos? E os nossos sofrimentos? E os nossos raciocínios? E a nossa amizade espiritual? E o nosso amor espiritual? E as nossas grandes realizações? Vão todos eles junto com os átomos e as moléculas que se desprenderam do nosso corpo carnal? Ou se perdem no vácuo? Afinal, para onde vão?
  • Tudo que existe na natureza é representado pelas coisas, que por sua vez são as responsáveis pelas causas e pelos efeitos de todos os fatos e fenômenos que existem. No entanto, o Universo é formado pelo espaço e pelo tempo, sendo regido por leis espaciais, por princípios temporais e por preceitos universais, sem que nada deixe de ser regido por toda essa legislação, então não pode existir o sobrenatural, principalmente os milagres, o que implica em dizer que as leis do deus bíblico não passam de uma burla, da mais pura fanfarronice desse tal de Jeová, que não passa de um espírito trevoso.

O naturalismo metodológico é o naturalismo similar à visão adotada pelas ciências. A comunidade científica considera o método científico como sendo a única forma efetiva de investigar a realidade universal, embora os seus integrantes ainda vivam na mais completa irrealidade, por isso de nada sabem, sendo os seus cientistas todos ignorantes. Já o naturalismo metodológico considera que os fenômenos e as hipóteses inicialmente descritos como sendo sobrenaturais não existem, ou são necessariamente forjados, mas defende a tese de que todos os fenômenos no Universo que podem de alguma forma ser percebidos pelo ser humano, são passíveis de serem estudados pelos mesmos métodos atrelados aos estudos dos fenômenos naturais já conhecidos, que neste caso são os próprios métodos científicos, portanto, que qualquer coisa considerada inicialmente como sendo sobrenatural é inexistente, ou então uma fraude, ou uma ilusão atrelada às imperfeições dos sentidos, ou equivalente a um fenômeno natural. Assim, como o naturalismo metodológico é similar à visão adotada pelas ciências, ambos são ilusórios.

É por isso que o naturalismo metodológico encontra forte corroboração em digressões cronológicas da ciência e das suas graduais descobertas. Após a consolidação da sua fundação com o processo de Galileo Galilei perante o Santo Ofício e a sua subsequente disseminação, a ciência moderna, tendo sido metodologicamente fundada no naturalismo, tem trazido à tona de forma sistemática explicações plenamente consistentes com a metodologia naturalista para uma ampla gama de fenômenos que até então eram notoriamente considerados como sendo sobrenaturais, ou mesmo transcendentais, incluindo-se na lista os fenômenos ligados à consciência e aos comportamentos humano e dos demais animais. Nesse contexto, pelo menos à luz da ciência moderna, de há muito que os relâmpagos e os trovões não são mais assumidos como sendo manifestações de deidades como Thor, e a existência do milagre tem até o momento sido gradualmente contestada, sendo elucidada como fraude ou como sendo fenômeno natural, por conseguinte, sendo cientificamente descartada. E a existência dos espíritos, apesar de ser uma questão cientificamente válida, não foi ainda confirmada, mas também não foi negada.

Mas o fato é que a espiritualidade não precisa ser confirmada nem pelo naturalismo metodológico e nem pelas ciências materialistas, pois que a confirmação da sua existência não é das suas competências, por isso a espiritualidade prescinde dessas confirmações. A espiritualidade existe! E quem vem confirmar e certificar a sua existência é a verdadeira ciência, através de um verdadeiro cientista, que confirma e certifica a existência da baixa espiritualidade, com a Veritologia, a Saperologia e a Ratiologia confirmando e certificando a existência da alta espiritualidade. E mais: não confirmando e não certificando a existência das ciências que se encontram atreladas à matéria, que terão que ser todas reformuladas.

Como se pode aqui plenamente constatar, ao invés das ciências certificarem a espiritualidade, esta vem descertificar todas as ciências. E mais: reestruturar todas elas sobre novas bases, tendo como escopo para tanto o Saber, por excelência.

Dá-se, pois, a denominação de naturalismo metodológico, segundo os estudiosos, ao naturalismo encontrado nas ciências, por ser oriundo de considerações racionais acerca das evidências verificáveis e não de presunções dogmáticas que de antemão exclua a possibilidade da existência de outras explicações para os fenômenos do Universo, ou mesmo de fenômenos transcendentes ao Universo tangível.

Mas o que são considerações racionais?

Deve-se partir do princípio de que a consideração é a manifestação do reconhecimento da importância e do respeito que se deve a tudo o que existe na natureza; e que a racionalidade é tudo aquilo que se deriva do raciocínio, tendo por base a verdade, a sabedoria e a razão. As considerações racionais, portanto, são aquelas que levam em conta todas as coisas, fatos e fenômenos que se nos apresentam, para que então possam ser devidamente estudadas, investigadas e pesquisadas, em conformidade com as suas próprias naturezas, adotando métodos que sejam condizentes com essas suas naturezas, não olvidando de nada que venha a se situar fora do âmbito da metodologia costumeira já empregada, mesmo que sejam alheias às observações realizadas com os olhos da cara, ou mesmo dos outros sentidos, para que assim a inteligência humana possa se fazer valer neste mundo, pois que ela é diferenciada em cada ser humano, em conformidade com o estágio evolutivo em que cada ser humano se encontra. Sabe-se que os cientistas têm as suas inteligências diferentes das inteligências dos silvícolas, assim como os veritólogos, os saperólogos e os ratiólogos têm as suas inteligências diferentes dos cientistas, por isso as suas considerações são racionais, ao passo que as considerações dos cientistas são apenas imaginativas, portanto, não são racionais, pois que não são esteadas na verdade, na sabedoria e na razão, embora não venham a ser irracionais.

E o que são evidências verificáveis?

Deve-se partir do princípio de que a evidência somente pode ser definida pela Saperologia, e jamais pelas ciências, em razão das coisas, dos fatos e dos fenômenos serem detentores das suas próprias naturezas intrínsecas, que assim são todos passíveis de serem conhecidos, não comportando nenhuma dúvida quanto às suas verdades ou às suas falsidades, ligando-se de maneira completa diretamente à convicção das suas realidades, ou então das suas irrealidades; e a verificação passa a ser a prova, a demonstração incontestável da verdade ou da falsidade da existência das coisas, dos fatos e dos fenômenos que são evidentes, em conformidade com a realidade ou a irrealidade. As evidências verificáveis, portanto, são todas passíveis de verificações racionais, pois que é de suma importância se verificar racionalmente tudo aquilo que se nos apresenta, não importando a sua origem, para que assim se possa ter a convicção acerca da realidade ou da irrealidade.

Mas as ciências assim não procedem, limitando-se a verificar apenas aquilo que julga poder explicar, em conformidade com a sua metodologia, daí a razão pela qual elas nada explicam, por isso todos os seus conhecimentos são completamente nulos, não sendo condizentes com a realidade da vida, que por sinal elas não possuem a mínima noção do que seja, e muito menos do que seja a existência. Mas a comunidade científica não se decide, declarando ao mundo se existe ou se não existe realmente a espiritualidade.

Decidam-se, meus caros cientistas!

Assim, as ciências tentam excluir as presunções dogmáticas, mas chegam a ser as grandes presunçosas dos dogmas neste mundo, perdendo apenas para os credos e as suas seitas, que são os campeões na presunção dogmática. Além do mais, não existe Universo tangível e nem intangível, pois que ele representa um todo onde habitam todas as coisas que formam a natureza, e que são as responsáveis pelos fatos e fenômenos universais, por isso não pode ser tocado, não pode ser apalpado, em si, mas as coisas que o habitam podem sim, em razão disso todo o Universo deve ser contemplado, não com os olhos da cara, mas sim por intermédio da luz astral, que todos nós possuímos, em maior ou em menor escala, em conformidade com o estágio evolutivo em que nos encontramos.

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