04.06- O método científico

Prolegômenos
30 de maio de 2018 Pamam

A própria comunidade científica considera peremptoriamente que a metodologia dita científica tem a sua origem verdadeira na elaboração do Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia elaborado por Descartes, que posteriormente foi desenvolvido empiricamente pelo físico inglês Isaac Newton. Ela considera que Descartes propôs chegar à verdade através da dúvida sistemática e da decomposição dos problemas em pequenas partes, características que eles consideram haver definido as bases das pesquisas científicas, olvidando das investigações. Mesmo sem a noção do que sejam a Veritologia e a Saperologia, estas quatro regras básicas cartesianas são consideradas corretamente pelos cientistas, da seguinte maneira:

  1. Da Evidência:
    • Consiste em nunca aceitar por verdadeira alguma coisa que não se conheça como sendo evidente, devendo evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e não incluir nos juízos algo que não se apresente tão claramente e tão distintamente ao espírito que não se tenha nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida.
  2. Da Divisão ou Análise:
    • Dividir cada uma das dificuldades examinadas em tantas parcelas quantas forem necessárias e exigidas para melhor compreendê-las.
  3. Da Ordem ou Dedução:
    • Conduzir por ordem os pensamentos, começando pelos objetos mais simples e fáceis de serem conhecidos, para subir, pouco a pouco, como por degraus, até o conhecimento dos mais compostos, e supondo mesmo certa ordem entre os que não se procedem naturalmente uns dos outros.
  4. Da Enumeração ou Classificação:
    • Fazer sempre enumerações tão completas e revisões tão gerais, que fique certo de nada omitir.

No contexto de uma pesquisa científica, sem atentarem se estão à procura de conhecimentos metafísicos ou de experiências físicas, os estudiosos que formam a comunidade científica de investigadores e pesquisadores procuram primeiramente definir as proposições tidas como sendo lógicas, ou as suas suposições, ao que denominam de hipóteses, para que possam explicar certos fenômenos, que na realidade eles não sabem o que sejam, e as suas observações, e então desenvolvem experiências e mais observações a serem feitas em que testam essas suas hipóteses. Caso sejam confirmadas, as hipóteses podem ser promovidas a leis e, juntamente com as evidências associadas, geram os conhecimentos científicos, sem que assim venham a atentar para as distinções dos lados metafísico e físico do Universo, posto que restritos e escravos do ambiente deste mundo, presos à atmosfera terrena.

Caso eles soubessem que dos conhecimentos metafísicos, que se encontram no Espaço Superior, são geradas as leis, e que das experiências físicas, que se encontram no Tempo Futuro, são gerados os princípios, com certeza eles pensariam duas vezes antes de elaborarem leis a torto e a direito, sem atentarem para os princípios e sem saberem ao certo daquilo que estão tratando em seus estudos, quando o que eles fazem, na realidade, é a dogmatização daquilo que consideram como sendo conhecimentos científicos, os quais eles consideram haverem sido decorrentes de hipóteses que foram confirmadas experimentalmente em laboratórios e outros, embora, contraditoriamente, afirmem que eles não sejam definitivos.

Nesse contexto de conhecimentos científicos, embora as hipóteses sejam geralmente formuladas com base em um subconjunto de observações de particular interesse ou relevância, o método científico tenta impor uma integração entre todos os conhecimentos científicos já produzidos, pois a rigor não existem os subconjuntos de evidências, cada um particular a uma teoria restrita, mas sim um único conjunto único de evidências, considerado como se fosse universal, embora eles ignorem que são restritos às suas imaginações.

Nesse conjunto universal de evidências, uma hipótese considerada como sendo válida não pode conflitar com outra, quer esteja associada a um sistema em particular, quer busque ser uma explicação geral para os fenômenos naturais, integrando-se o conjunto de fatos e as hipóteses de diversas áreas em uma única estrutura de conhecimentos que seja considerada como sendo coerente, formando-se teorias cada vez mais amplas e abrangentes, e, ao fim, dá como resultado o que se denomina por ciências.

Com tal imposição do método se colocam as hipóteses sempre que possível em um patamar bem mais amplo de abrangência, podendo estas virem a receber o título honorífico de leis científicas, e as teorias pertinentes virem a ser reconhecidas consensualmente pela comunidade científica como sendo um paradigma válido à época em questão.

Outra característica do método científico é que o processo de produção do conhecimento científico precisa ser objetivo, e o cientista deve ser imparcial na interpretação dos resultados. Mas os cientistas oficiais apenas julgam que são objetivos, quando invariavelmente eles são subjetivos, uma vez que todos eles se encontram ainda na fase da imaginação, por isso imaginam que tudo seja matéria, quando, na realidade, esta não existe, sendo apenas uma ilusão, uma grande ilusão, a partir dos estudos do microcosmo, em relação às suas  teorias atômicas, que são todas equivocadas, e também no que se refere aos estudos do macrocosmo, em relação às suas teorias macrocósmicas, em que a Cosmogonia, a Astronomia e a Astrofísica são também todas equivocadas, quando se pode constatar que as suas imaginações passam a correr desenfreadamente à solta, mas sem conseguirem ultrapassar a atmosfera terrena, que nada pode oferecer em termos de conhecimentos e de experiências, no âmbito da realidade.

Sobre a objetividade, que consiste em atender às propriedades do objeto em estudo, e não às do sujeito que as estuda, para que não incorra em subjetividade, recorrendo para a sua imaginação científica, é bastante conhecida a afirmação de Hans Selye, um pesquisador canadense que formulou a moderna concepção de stress, que diz o seguinte: “Quem não sabe o que procura não entende o que encontra“; referindo-se à necessidade da formulação de definições precisas, que os estudiosos consideram a essência dos conceitos, e que possam ser respondidas com um simples sim ou não, e aos cuidados que se deve ter com a subjetividade inerente ao ser humano. Para os estudiosos, tanto a imparcialidade, que são as evidências, como a objetividade, foram incluídas por Descartes nas regras lógicas que caracterizam o método científico, quando, na realidade, o método cartesiano jamais foi dirigido às ciências, mas sim à Saperologia, pois que literalmente se refere à 1ª Filosofia.

Além disso, o procedimento precisa ser documentado, tanto no que diz respeito às fontes dos dados como às regras de análise, para que outros cientistas possam reanalisar, reproduzir e verificar a confiabilidade dos resultados. Assim, distinguem-se os relatos científicos através de artigos, monografias, teses e dissertações de um simples estilo, padrão ou arquitetura de textos orientados pelo que caracterizam as normas da retórica ou o estudo do uso persuasivo da linguagem, em função da eloquência.

É muito comum a utilização da análise matemática ou estatística de forma direta ou mediante a aproximação por modelos abstratos idealizados, ao qual se acrescem gradualmente as variáveis necessárias para satisfazer à complexidade do problema enfocado e a precisão desejada, precisão que depende do objetivo da pesquisa, como identificar, descrever, analisar, etc. Embora os estudos preliminares possam ter a natureza qualitativa, o enfoque final deve ser quantitativo, e este é essencial à ciência, sendo “o universo do mais ou menos” um universo a rigor considerado como sendo alheio ao método científico. Assim, como não existe o mais ou menos, como também não existe o nada, as ditas ciências, ou estão completamente corretas, ou estão completamente erradas, sendo a segunda opção a que condiz com a realidade, já que a matéria também não existe, pois que a realidade exige a contemplação da espiritualidade e a evolução dos seres, o que não ocorre nessas ciências oficiais, que viram a cara propositalmente aos apelos da espiritualidade, por isso elas são todas ilusórias, uma vez que a matéria não passa de uma tremenda ilusão.

A divisão das ciências em grandes áreas, áreas de estudo, cadeiras e disciplinas científicas distintas, tem levado em consideração, em vista do debatido acima, as adequações dos diferentes pormenores da metodologia científica exigidas pelo alvo dos estudos em cada situação. É comum a afirmação de que em função da evolução e definição atual do método científico, em um extremo se tem a Física e a Química, seguidas da Biologia, da Geologia e das demais cadeiras das Ciências Naturais, e, no outro, se não violando, mas se mantendo contudo na fronteira dos rigores do método científico, as Ciências Sociais, a se citar a Psicologia e também as Ciências Jurídicas, estas quase se aproximando da Saperologia, assim como do estudo dos credos e das seitas, que revelam todos os tipos de crenças, tidas como se fossem o senso comum, por serem consideradas como se fossem as ciências do espírito, os sistemas mítico-religiosos, com estes, na realidade, devendo ser mítico-credulários, com eles já estando certamente alheios ao que se denomina de área científica de estudo. Mas a ciência do espírito deve ser denominada de Espiritologia, cujo tratado não deve jamais ser confundido com o espiritismo, que não passa de um credo, por ser bíblico, como podemos constatar no Evangelho Segundo o Espiritismo, elaborado por Allan Kardec, que além do mais lida somente com os espíritos quedados no astral inferior.

Contudo, os pensadores contemporâneos veem nessas duas abordagens uma oposição complementar, enquanto que as pesquisas quantitativas que visam descrever e explicar os fenômenos que produzem regularidades mensuráveis são recorrentes e exteriores ao sujeito, os objetivos; na pesquisa qualitativa o observador, sujeito, é da mesma natureza que o objeto de sua análise e, ele próprio, uma parte da sua observação, o subjetivo.

É importante ter em mente que as pesquisas científicas se relacionam com modelos, com uma constelação de pressupostos e hipóteses, escalas de valores, técnicas e conceitos compartilhados pelos membros de uma determinada comunidade científica, em um determinado momento histórico, ou seja, a um paradigma válido à época em consideração. Assim, considerando tudo aquilo que entra em sua composição, o método científico é composto dos seguintes elementos:

  1. Caracterização: quantificações, observações e medidas;
  2. Hipóteses: explicações hipotéticas das observações e medidas;
  3. Previsões: deduções lógicas das hipóteses;
  4. Experimentos: testes dos três elementos acima.

E o método científico consiste dos seguintes aspectos:

  1. Observação: uma observação pode ser feita de forma simples, realizada a olho nu, ou pode se utilizar de instrumentos apropriados. Todavia, deve ser controlada com o objetivo de que os seus resultados correspondam à verdade e não a ilusões advindas das deficiências inerentes próprias dos sentidos humanos em obter a realidade;
  2. Descrição: o experimento necessita ser replicável, ou capaz de ser reproduzido. É importante especificar que se fala aqui dos procedimentos necessários para se testar as hipóteses, e não dos fatos em si, que não precisam ser antropogenicamente reproduzidos, mas apenas verificáveis;
  3. Previsão: as hipóteses precisam ser tidas e declaradas como válidas para observações realizadas no passado, no presente e no futuro;
  4. Controle: para maior segurança nas conclusões, toda experiência deve ser controlada, que é aquela que é realizada com técnicas que permitem descartar as variáveis passíveis de mascarar o resultado;
  5. Falseabilidade: toda hipótese deve conter necessariamente a testabilidade, e por tal a falseabilidade, ou a refutabilidade. Isto não quer dizer que a hipótese seja falsa, errada ou tampouco dúbia ou duvidosa, mas sim que ela pode ser verificada, contestada. Isto implica em dizer que ela deve ser proposta em uma forma que permita se atribuir a ela ambos os valores lógicos, falso ou verdadeiro, de forma que se ela realmente for falsa, a contradição com os fatos ou as contradições internas com a teoria venha a demonstrá-lo;
  6. Explicação das Causas: em todas as áreas da ciência a causalidade é fator chave, e não se tem a teoria científica, ao menos até a presente data, que viole a causalidade. Nestas condições, os seguintes requisitos são vistos como importantes no entendimento científico:
    • Identificação das causas;
    • Correlação dos eventos: as causas precisam ser condizentes com as observações, e as correlações entre as observações e as evidências devem realmente implicar relação de causa e efeito;
    • Ordem dos Eventos: as causas precisam preceder no tempo aos efeitos observados.

No entanto, não existe propriamente uma relação de causa e efeito como está a sugerir o último item, já que as causas dizem respeito aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, enquanto que os efeitos dizem respeito às experiências físicas acerca da sabedoria que sejam correspondentes. Então, o que geralmente ocorre é o fato dos ditos cientistas levantarem uma hipótese qualquer, que diz respeito a uma experiência física, e testá-la em laboratório ou de maneira análoga, confirmando e validando a essa experiência física. A seguir, eles consideram essa experiência física como sendo conhecimento, julgando que seja uma causa. Assim, testes em laboratório ou análogos passam a ser a experiência, como se fosse um efeito. Como se pode comprovar, não existe uma relação entre causa e efeito.

Na área da saúde, a natureza da associação causal foi formulada por Hence e adaptada por Robert Koch, em 1877, para a demonstração da relação causal entre micro-organismos e patologias, fundando-se a proposta de Robert Koch basicamente nos mesmos princípios enunciados acima, ou seja: força da associação, ou conectividade, pois correlação nem sempre implica causalidade; sequência temporal, ou assimetria; transitividade, ou evidência experimental; previsibilidade e estabilidade dos resultados.

Uma maneira linearizada e pragmática de se seguir o método científico se encontra exposto a seguir passo a passo. Devendo-se notar que é apenas uma referência, em acordo com a situação, podendo haver outros passos necessários. Nesta lista não são relacionados os passos cujos cumprimentos não se fazem necessários. Na verdade, na maioria dos casos não se seguem todos esses passos, apenas parte deles. Para os estudiosos, o método científico não é uma receita, pois para eles requer inteligência, “imaginação” e criatividade, que eles não fazem a menor ideia do que sejam esses três requisitos, talvez um pouco em relação à imaginação, que tanto eles utilizam para os seus conhecimentos materialísticos, já que vivem atrelados à ilusão da matéria, assim como os arrebanhados dos credos e das suas seitas vivem atrelados ao devaneio do sobrenatural. O importante é que os aspectos e os elementos apresentados anteriormente estejam presentes. Vejamos, pois, os passos:

  1. Definição do problema;
  2. Recolhimento de dados;
  3. Proposta de uma ou mais hipóteses;
  4. Realização de uma experiência controlada, para testar a validade das hipóteses;
  5. Análise dos resultados;
  6. Interpretação dos dados e tirada das conclusões, o que serve para a formulação de novas hipóteses;
  7. Publicação dos resultados em monografias, dissertações, teses, artigos ou livros aceitos por universidades que sejam reconhecidas pela comunidade científica.

Observe-se que nem as hipóteses podem ser facilmente confirmadas ou refutadas por experimentos, que são testes em laboratórios, ou evidências, e que em muitas áreas do conhecimento o recolhimento de dados e as tentativas de interpretá-los podem ser considerados como sendo uma grande tarefa, como nas Ciências Humanas e Jurídicas, contudo a necessidade de fazê-lo é inerente às ciências tidas como sendo positivas, em que muitos denominam de naturais.

Há que se considerar também as ciências que são consideradas como sendo não positivas, ou naturais, as denominadas Ciências Humanas, que muitos denominam de sociais. A limitação ética da realização de experimentos com seres humanos, o estudo das subjetividades, ou do essencialmente subjetivo, o individual e o particular psiquismo humano, ou a natureza histórica do objeto das ciências sociais, conduziram os que se consideram pensadores, mas que não são, a distintos caminhos, ou a proposições de estudos para o método científico. Contudo, no dizer de Minayo:

Uma base de dados quando bem trabalhada teórica e praticamente, produz riqueza de informações, aprofundamento e maior fidedignidade interpretativa“.

As principais divergências na análise dos resultados de pesquisas em Ciências Humanas, também denominadas de Sociais, dão-se no plano da contextualização dos dados ou nas informações obtidas em campo nos diversos sistemas teóricos, ou seja, no conjunto das teorias e das leis reconhecidas como consensuais em distintos momentos históricos e ou segmentos da comunidade científica investigadora e pesquisadora. Nas Ciências Humanas, identificam-se três grandes correntes de pensamentos:

  1. O Positivismo de Augusto Comte;
  2. A Fenomenologia ou a Fenomenologia do Espírito, e o Estruturalismo;
  3. O Materialismo Dialético, a Dialética, ou o Marxismo.

No âmbito das pesquisas científicas, em relação às descobertas tidas como sendo acidentais, é comum considerar alguns dos mais importantes avanços nas ciências, tais como as descobertas da radiotividade por Henri Becquerel e da penicilina por Alexander Fleming, como tendo ocorrido por acidente, o que logicamente assim não ocorreu, uma vez que o acidente é considerado como sendo um acontecimento casual, como que ao acaso, e como o acaso não existe, para todos os acontecimentos há que se fazer valer sempre o preceito da causa e do efeito, embora esses acontecimentos venham a ser considerados como sendo fortuitos, imprevistos, em função da ignorância das suas causas.

No entanto, demonstrando uma ignorância estúpida e grosseira, imprópria para quem passa a maior parte do tempo na leitura, na investigação e na pesquisa dos mais diversos assuntos relativos a uma área de estudo, os estudiosos propalam que é possível afirmar à luz da observação científica que terão sido parcialmente acidentais, uma vez que as pessoas envolvidas haviam aprendido a “pensar cientificamente”, estando, portanto, conscientes de que observavam algo novo e interessante.

E aqui surge uma notória contradição científica. Ora, o parcialmente acidental é o mesmo que mais ou menos acidental. Contudo, conforme os estudiosos, “o universo do mais ou menos” é um universo a rigor considerado como sendo alheio ao método científico. E assim é, desde que não venha a contrariar as suas afirmativas, os seus dogmas, pois que a comunidade científica somente se ocupa daquilo que lhe é conveniente, com tudo aquilo que vai de contra às suas conveniências sendo considerado como sendo inverificável, por puro comodismo, em função de não saberem encontrar um método adequado que possibilite a sua verificação.

E o engraçado disso tudo, é que mesmo se encontrando na fase da imaginação, os cientistas não são capazes de imaginar um método para verificar determinados assuntos que fogem às suas percepções e compreensões, então eles relegam esses assuntos, viram o rosto para estes, e assim, demonstrando claramente as suas incapacidades de investigação e pesquisa em relação a esses assuntos, simplesmente afirmam que são inverificáveis. Inverificáveis sim, mas para esses integrantes da comunidade científica, pois que para os verdadeiros e autênticos investigadores e pesquisadores tudo é verificável, pois que tudo é passível de um parecer acerca da sua procedência ou da sua improcedência.

Agora vejamos só quanta falta de raciocínio lógico por parte dos estudiosos: de um lado, uma descoberta ser decorrente parcialmente de um modo acidental, como por acaso; e de outro, ser parcialmente decorrente do modo de “pensar cientificamente”. Quer dizer, não é um e nem outro, ou, como se expressam os populares, não é carne e nem é peixe. Neste caso, já que a comunidade científica julga ser a sabedora de tudo, que ela venha explicar então o que seja o pensamento e qual é o modo de se pensar “cientificamente”, para que assim todos venham a se afastar de vez desse modo assim de pensar.

Depois esses estudiosos ainda ousam falar que procuram as causas correspondentes aos efeitos que proporcionam. Mas eles pensam assim porque os progressos das ciências realmente são acompanhados de muitas horas de trabalho cuidadoso, que segue um caminho mais ou menos sistemático na busca das respostas para as questões ditas científicas, que são todas efeituadoras, por isso eles jamais conseguiram encontrar as causas para os efeitos que proporcionam. É esse o caminho denominado de método científico.

Em sua psicologia social, ao contrário do modo acidental e de se “pensar cientificamente”, Bacon se mostra claramente um determinista, mesmo sem saber o que seja o determinismo, pois exige um rigoroso estudo das causas e dos seus respectivos efeitos na natureza humana, e pretende acertadamente eliminar a palavra acaso do vocabulário das ciências, quando vem afirmar o que se segue:

Acaso é o nome de uma coisa inexistente. O que é no Universo o acaso, também o é no homem”.

Até os matemáticos que se ocupam com os cálculos de probabilidade reconhecem que o acaso não existe. Em sua palestra efetuada por ocasião do sexagésimo aniversário da implantação da doutrina do Racionalismo Cristão em Portugal, cujo tema era O Racionalismo Cristão e as Ciências Exatas, que está transcrito na obra Uma Nova Perspectiva, a página 67, o Dr. Henrique Sequeira afirma o seguinte:

As leis que regem o Universo, onde existem mundos de estágio e mundos de escolaridade, como o nosso planeta, são comuns, naturais e imutáveis, por isso a elas tudo e todos estão sujeitos, decorrendo de uma sequência lógica no processo da evolução, e são absolutas: na exatidão, na certeza e na perfeição.

Esse caráter determinístico das leis, abrangente, que nada exclui nem nada privilegia, confronta-se com os atributos do acaso, da incerteza, e com o seu estudo, onde a razão humana não poucas vezes se fundamenta.

Borel, um matemático ilustre, diz-nos que ‘o acaso é só o nome dado à nossa ignorância; para um ser onisciente a probabilidade não existiria. Pode se observar em um mesmo tom que para um ser onisciente toda a ciência e toda a atividade humana seriam vãs e sem finalidade; não é para esse ser que os homens criaram a ciência e a teoria das probabilidades; é para eles próprios que estão longe de ser oniscientes. Quaisquer que sejam os progressos e os conhecimentos humanos haverá sempre lugar para a ignorância e, por conseguinte, para o acaso e a probabilidade’”.

Os integrantes da comunidade científica não conseguem compreender que existe a espiritualidade, e que o acaso não existe, portanto, não existem as descobertas acidentais, em decorrência, as descobertas somente porque o estudioso considera que aprendeu a “pensar cientificamente”. Ora, se eles não sabem qual seja a natureza do pensamento e nem o que seja ciência, é de se indagar: como eles podem pensar cientificamente?

Mas o Racionalismo Cristão já desvendou os segredos da vida e os enigmas do Universo, e a explicação para isso é que todos os seres humanos são médiuns intuitivos. E quando os estudiosos se encontram absortos em suas pesquisas, os espíritos de luz conseguem deles se aproximar e intuí-los para que procedam de uma tal maneira que os levem a conclusões que ensejam ao progresso da nossa humanidade. Por isso, às vezes, eles mesmos se surpreendem com os resultados alcançados, embora não sejam os aspirados, por não serem os esperados, por isso não são acidentais e nem fortuitos, embora sejam inesperados, por isso surpreendentes.

Para os estudiosos, a hipótese é simplesmente uma proposição que se admite de modo provisório como verdadeira e como ponto de partida para que se possa deduzir pelas regras da lógica um conjunto secundário de proposições, que tem por objetivo elucidar o mecanismo associado às evidências e aos dados de testes experimentais a se explicar. A hipótese assim pode ser compreendida literalmente como sendo uma suposição ou uma proposição na forma de pergunta, uma conjectura que orienta uma investigação ou uma pesquisa, por antecipar características prováveis do objeto investigado ou pesquisado e que vale, quer pela concordância com os fatos conhecidos, quer pela confirmação através das deduções lógicas dessas características, e quer pelo confronto com os resultados obtidos via novos caminhos de investigação ou pesquisa, através de novas hipóteses e novos experimentos.

Mas no método científico a proposição de hipóteses é o caminho que deve levar à formulação de uma teoria. Os cientistas, nas suas hipóteses, têm dois objetivos: explicar um ou, geralmente, um conjunto de fatos; e prever outros acontecimentos e fatos deles decorrentes, como se estivessem induzindo das consequências. A hipótese deverá ser testada frente aos fatos obtidos das observações sistemáticas e controladas resultantes de testes laboratoriais e de investigações e pesquisas em campo. Se, após muitos desses testes, os resultados obtidos pelos investigadores e pesquisadores não contrariarem a hipótese, esta então será aceita como válida, promovida à lei, se for simples, mas de abrangência geral, e integrada à teoria e ou ao sistema teórico pertinente.

Para os estudiosos, a promoção da hipótese ao patamar de integrante de uma teoria ou sistema teórico pertinente não lhe aufere, contudo, o título de dogma. Para eles, todas as hipóteses científicas estão em perpétuo teste frente aos fatos naturais, frente aos resultados experimentais e frente aos rigores da consistência lógica com as demais hipóteses aceitas como válidas no presente momento. Uma hipótese indubitável hoje pode ser falsa amanhã, e isto vale para todas as hipóteses científicas, independentemente dos “títulos honoríficos” que possuam. Mesmos as leis científicas não passam de meras hipóteses nesse contexto dito como sendo científico.

As crenças sobrenaturais são levadas em consideração com os métodos ditos científicos. Pontos importantes a se considerar são a necessidade da falseabilidade das hipóteses científicas e as consequências advindas desta restrição. Consideremos as seguintes proposições idealizadas pelos próprios estudiosos como exemplos: “A salamandra e o rato são anfíbios” e “A maçã é verde ou não é verde”. A primeira admite os valores lógicos falso e verdadeiro, sendo possível demonstrar que o seu valor lógico é em verdade falso ao se constatar experimentalmente que o rato não é um anfíbio. Contudo, a segunda expressão não é testável, pois, conforme proposta, ela sempre será verdadeira, independentemente da cor da maçã obtida experimentalmente. No contexto dito científico, a análise considerada como sendo realizada com cautela nos exemplos deve deixar perceber que, em essência, as frases não falseáveis não carregam informação útil, ou mesmo não carregam informação alguma, pois uma informação sempre pode ser falsa ou verdadeira. Por tal, a primeira é condizente com uma hipótese científica, a segunda não.

Um exemplo de hipótese científica considerada como sendo testável e até o presente momento com valor lógico verdadeiro é o seguinte: “O valor da velocidade da luz é uma constante que independe do referencial inercial adotado”. Esta hipótese é testável, pois admite os valores lógicos falso e verdadeiro, e pode ser mostrada falsa por experimentos, bastando se encontrar experimentalmente um referencial inercial onde não se verifique o que ela afirma. Como, contudo, até a presente data, este não foi encontrado, esta hipótese, até a presente data, para todos os efeitos, é verdadeira.

Seguindo-se os exemplos, mas agora tocando em um assunto que os ditos cientistas jamais tentaram levar em consideração, no que considero que estejam corretos, já que não é da competência deles, por estar além das suas faculdades inerentes à imaginação, a hipótese de que “Há um Deus onipotente, onipresente e onisciente que controla tudo” não é, em princípio, uma hipótese testável frente aos experimentos e fatos naturais, pois qualquer que seja o resultado experimental, ele é condizente com a onipotência, onipresença e a onisciência de Deus, e, conforme postulado pela própria hipótese, Deus diretamente se mostra inacessível aos experimentos naturais, ou a uma bateria de testes, devido à Sua transcendência, de forma que se fosse verificado diretamente a existência de Deus por algum teste experimental dito científico, a frase estaria falsa, em virtude da Sua transcendência ser falsa, e mantida a Sua transcendência, a frase não é testável.

Visto que nunca se verificou a existência direta de Deus, sendo em verdade esta a razão lógica da transcendência figurar na hipótese, a hipótese é em verdade uma frase não falseável, não testável, e por tal transcende também ao escopo da ciência.

Em resumo: Deus não é testável e por tal “a ciência não entra no mérito de Deus”, sendo a ciência expressamente cética, por definição, em que tal consideração coloca praticamente todos os credos e seitas, monoteístas ou não, além do mérito e alheios à ciência. Por definição, não há lugar para os credos e as seitas dentro das ciências, embora os credos e as seitas possam se utilizar dos métodos científicos para provar as suas premissas.

O engraçado de tudo isso é que tanto as ciências, de um lado, como as religiões, de outro, ainda se encontram mescladas, por ignorarem as suas próprias naturezas, sem saberem que ambas se completam nos estudos das parcelas do Saber. Por isso, digladiam-se entre si, como se fossem inimigas ferrenhas umas das outras, até que os seres humanos obriguem aos sacerdotes a soltarem as religiões das suas garras aduncas e os coloquem com imposição à frente dos seus credos e das suas seitas, que assim deverão se extinguir.

No entanto, mesmo que os cientistas ainda não saibam desta realidade, as ciências estão absolutamente corretas, pois não cabe a elas adentrar no mérito de Deus, uma vez que elas não têm a devida competência para tanto. Aliás, elas não têm a competência necessária nem para andar com as próprias pernas, sustentando o próprio corpo que carrega, que é todo feito de matéria, sendo pesado demais para as suas débeis forças e energias, em função da própria ilusão da matéria, quanto mais ousar petulantemente certificar a existência de Deus, portanto, da vida fora da matéria, da espiritualidade. Mas toda a comunidade científica vai ingressar no âmbito da espiritualidade, quer queira, quer não, pois que os tempos são chegados para o esclarecimento geral de todos os seres humanos.

Por isso, a Veritologia e a Saperologia, estando agora coordenadas pela Ratiologia, vai demonstrar experimentalmente para toda a comunidade científica, assim como para toda a nossa humanidade, a existência de Deus. E mais: que Ele se encontra em nós mesmos, e que de nós mesmos podemos tirar tudo aquilo que se refere a Deus, demonstrando claramente para os nossos semelhantes esta realidade, em conformidade com o nosso estágio evolutivo, desde que tenhamos saído da fase da imaginação e tenhamos ingressado na fase da concepção, onde se encontra a razão, o que será prontamente procedido mais adiante, ainda nesta mesma obra.

Para que as ciências possam surgir verdadeiramente para a humanidade, em harmonia com as religiões, que são as suas legítimas fontes, sendo ambas coordenadas pelas religiociências, por conseguinte, para que todos possam compreender verdadeiramente as naturezas dos métodos dedutivo e indutivo, faz-se necessário que os seres humanos apreendam em seus corpos mentais o que se segue:

  1. Que tudo gira em torno da evolução, e, em relação a eles, da evolução espiritual;
  2. Que em nossa evolução espiritual nós desenvolvemos três órgãos mentais, quais sejam: o criptoscópio, o intelecto e a consciência. Esses três órgãos mentais possuem a capacidade necessária para perscrutar todo o Universo;
  3. Que o criptoscópio é o órgão mental com a função de perceber e a finalidade de captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Que o intelecto é o órgão mental com a função de compreender e a finalidade de criar aas experiências físicas acerca da sabedoria. E que a consciência é o órgão mental com a função de coordenação e a finalidade de unir, irmanar, congregar, o criptoscópio e o intelecto, portanto, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, por onde se alcança a razão;
  4. Que também evoluímos adquirindo os nossos atributos individuais, de início os inferiores, e depois os superiores, em que estes últimos formam a nossa moral, e os nossos atributos relacionais, de início os negativos, e depois os positivos, em que estes últimos formam a nossa ética, e que todos esses atributos comandam todos os nossos poderes e todas as nossas ações, fazendo trabalhar os nossos órgãos mentais no sentido de delinear os caminhos a serem seguidos;
  5. Que aqueles que desenvolvem, sobremaneira, os seus criptoscópios, e que também conseguem desenvolver os seus intelectos e as suas consciências em patamares muito elevados, tornam-se religiosos e depois veritólogos, desde que ainda consigam desenvolver os seus atributos individuais superiores nos mesmos patamares, que são os formadores da moral, a arte da individualidade, que relaciona o espírito consigo mesmo, para que assim possam se elevar ao Espaço Superior, que é o repositório dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade;
  6. Que aqueles que desenvolvem, sobremaneira, os seus intelectos, e que também conseguem desenvolver os seus criptoscópios e as suas consciências em patamares muito elevados, tornam-se cientistas e depois saperólogos, desde que ainda consigam desenvolver os seus atributos relacionais positivos nos mesmos patamares, que são os formadores da ética, a arte do relacionamento, que relaciona o espírito com os seus semelhantes e com os demais seres, para que assim possam se transportar ao Tempo Futuro, onde se encontra o ambiente propício para que possam criar as experiências físicas acerca da sabedoria;
  7. Que aqueles que desenvolvem em patamares elevadíssimos os seus três órgãos mentais se tornam ratiólogos, desde que assim também consigam desenvolver os seus atributos individuais superiores e os seus atributos relacionais positivos nos mesmos patamares, que formam a educação, por excelência, o que nenhum outro integrante da nossa humanidade neste mundo ainda conseguiu, além deste explanador do Racionalismo Cristão, pois que a condição de ratiólogo somente nos foi mostrada por Jesus, o Cristo, e ele não faz parte da nossa humanidade, como será devidamente demonstrado quando eu tratar da Cristologia, no decorrer desta obra;
  8. Que a Veritologia já emergiu com toda a sua força para este mundo, a fim de que através dela pudesse ser fundado o instituto do Cristo, sob a denominação de Racionalismo Cristão, para que por seu intermédio os conhecimentos metafísicos acerca da verdade fossem transmitidos para toda a humanidade, dando-lhe a forma de doutrina, com ele demolindo com todos os edifícios sociais que foram erguidos com base na imaginação, pois que tudo o que existia se encontrava construído sem o devido alicerce, pois que foi erguido com base na ilusão da matéria, ou então com base no devaneio do sobrenatural, e nem este e nem aquela existem, na realidade;
  9. Que a Veritologia pôde, enfim, ser devidamente segregada da Saperologia, já que ambos os tratados são distintos, apesar de desde a antiguidade eles virem sendo mesclados um com o outro, sob a denominação imprópria de Filosofia;
  10. Que a Saperologia foi integrada definitivamente ao Racionalismo Cristão, para que assim pudesse ser completada a sua doutrina, dando-lhe também a forma de sistema, com a sabedoria assumindo o seu papel de explanadora da verdade, através da razão, reconhecendo a verdade como sendo a sua legítima e verdadeira fonte, e a certificando perante todo o mundo;
  11. Que na explanação da verdade por parte da sabedoria, com base na razão, a Veritologia e a Saperologia foram unidas, irmanadas, congregadas, fazendo surgir assim a Ratiologia, que é o tratado da razão, responsável pela coordenação de ambas;
  12. Que a Veritologia foi reconhecida como sendo o tratado responsável por perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, cujo repositório é o Espaço Superior, que são as causas de tudo quanto existe no Universo;
  13. Que a Saperologia foi reconhecida como sendo o tratado responsável por compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, cuja compreensão e criação somente pode ocorrer no Tempo Futuro, que são os efeitos de tudo quanto existe no Universo;
  14. Que a Ratiologia foi reconhecida como sendo o tratado da razão, responsável por coordenar a Veritologia e a Saperologia, portanto, por coordenar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas correspondentes acerca da sabedoria, ligando as causas aos seus respectivos efeitos, assim como Jesus, o Cristo, procedeu como ratiólogo, em que este explanador procura a todo o custo seguir de perto aos seus rastros luminosos;
  15. Que os seres humanos reconheçam que somente através da Veritologia, que trata dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, e da Saperologia, que trata das experiências físicas acerca da sabedoria, é que um ratiólogo pode alcançar ao Saber, por excelência, e assim alicerçar com base na realidade um novo edifício social a ser construído pela nossa humanidade, com tudo sendo edificado sobre novas bases, que são a verdade, a sabedoria e a razão;
  16. Que do mesmo modo os seres humanos reconheçam que somente através das religiões, que tratam dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, e das ciências, que tratam das experiências físicas acerca da sabedoria, é que ambas poderão lidar com as parcelas do Saber, sempre em consonância com o Saber, por excelência, para que assim consigam aprofundar os assuntos relativos às suas especializações;
  17. Que assim, e somente assim, os veritólogos e os saperólogos poderão vislumbrar os caminhos que poderão levá-los a se tornar ratiólogos;
  18. Que assim, e somente assim, os religiosos e os cientistas poderão vislumbrar os caminhos que poderão levá-los a se tornar veritólogos ou saperólogos, respectivamente, ou, então, religiocientistas.

Posto tudo isso de maneira clara e ordenada, ao alcance da compreensão de qualquer médio intelecto, vejamos agora a grande realidade dita por Albert Einstein, referindo-se diretamente à ciência, quando, na realidade, nem ao menos cientista ele era, mas sim religioso, já que trabalhava mais com o seu criptoscópio do que com o seu intelecto, por isso possuía o poder de captar os conhecimentos metafísicos, apesar de todos eles serem falsos, inclusive a equação da energia, como demonstrarei no seu devido tempo, e não a ação de criar as experiências físicas, daí o fato dele haver apenas transmitido os conhecimentos metafísicos decorrentes da sua própria imaginação acerca da parcela do Saber denominada de Física, mas sendo deveras intuído pelos espíritos obsessores, quando ele afirma o seguinte:

A ciência só pode determinar o que é, não o que deve ser, e fora do seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos”.

A grande realidade é que a ciência hoje em dia somente pode determinar aquilo que de uma determinada maneira para ela se apresenta, tal como sendo a ilusão da matéria, e não o que deve ser, segundo a própria realidade. Por isso, fora do seu domínio permanece a necessidade de juízos de valor de todos os tipos, que se encontra muito, mas muito acima dela, que podem ser encontrados unicamente nos tratados superiores da Veritologia, da Saperologia e da Ratiologia, por onde se pode alcançar o Saber, por excelência, que é de âmbito universal, e não restrito a este mundo, como no caso das ciências atuais.

Mas tomando por base o Saber, por excelência, transmitido nesta explanação de A Filosofia da Administração, em que no Racionalismo Cristão a sua doutrina se encontra agora devidamente completada com o seu correspondente sistema, em que ambos determinam uma finalidade para a existência eterna e universal, as religiões terão finalmente o seu casamento realizado com as ciências. Desta maneira, os religiosos poderão captar os conhecimentos metafísicos acerca das parcelas do Saber e então transmiti-los em corpos de doutrinas, que servirão de fontes para as ciências, quando então os cientistas poderão realizar as correspondentes experiências físicas acerca dessas doutrinas, elaborando os sistemas para elas, para que assim possam ser determinadas as finalidades para as parcelas do Saber. Assim, os métodos dedutivo e indutivo poderão ser utilizados em conformidade com o contexto de cada um deles, em decorrência poderá ser utilizado o método da inferência.

Entretanto, fora dos contextos dos métodos dedutivo, indutivo e da inferência, em tudo na vida dos seres humanos um método tem que ser adotado, pois em tudo nas suas vidas há sempre uma finalidade aspirada, portanto, um caminho a ser seguido, que é justamente determinado pelo método a ser adotado, para que eles possam alcançar a finalidade a que aspiram. No caso da minha obra explanatória acerca do Racionalismo Cristão relativa ao método, que se encontra no site pamam.com.br, o que eu vou destacar é o método o qual eu segui como cientista para que pudesse me tornar um saperólogo, sem qualquer sombra de dúvida, e nesta condição certificar a verdade transmitida pela doutrina do Racionalismo Cristão, para depois me tornar um ratiólogo, sendo o seu explanador, e mais alguns encargos também pesados que ainda pesam sobre os meus ombros, que no decorrer das minhas obras explanatórias revelarei com lógica e racionalidade para toda a nossa humanidade.

Os estudiosos que formam a comunidade científica investigadora e pesquisadora ainda se encontram muito confusos, sem saberem o que sejam as coisas, os fatos e os fenômenos universais que formam a natureza, em decorrência, o que sejam os conhecimentos metafísicos e as suas respectivas especulações, as experiências físicas e as suas respectivas hipóteses, as doutrinas, os sistemas, as teorias “a priori”, as teorias “a posteriori”, as teorias, e tudo o mais que deveriam saber, por isso eles se referem aos conhecimentos e aos fatos sem saberem do que estão realmente tratando, daí a razão deles mesmos reconhecerem que existem várias e várias áreas do “conhecimento” em que os métodos científicos não se aplicam, ou cujos métodos transcendem aos definidos pela metodologia dita científica, citando como exemplo a própria Filosofia, que eles ignoram estar mesclada com a Veritologia, e cuja denominação mais apropriada é Saperologia.

Mas mesmo onde os métodos ditos científicos não se aplicam, por serem todos eles falhos, pelo fato dos cientistas possuírem as suas imaginações limitadas apenas àquilo que julgam ser aplicável às suas verificações, e pelo fato deles se encontrarem ainda presos à ilusão da matéria, o que implica em dizer que eles não se aplicam em todo e qualquer setor da vida, mas apenas ao que eles querem ver, para onde lhes apontam os olhos da cara, assim como também na própria Filosofia, como os estudiosos assim ainda denominam a mescla que existe entre a Veritologia e a Saperologia, posto que todos esses métodos são equivocados, estas áreas felizmente não se caracterizam como sendo áreas de estudos científicos.

E quando a comunidade científica investigadora e pesquisadora recebe as críticas com relação às suas metodologias científicas, responde de forma enfática que “ciência é o que se sabe, e Filosofia é o que não se sabe”, quando o certo é que um e outro não sabem de coisa alguma a respeito da realidade universal, de onde surge a natureza em todo o seu esplendor, portanto, as explicações acerca dos porquês da vida, somente postas agora pela razão, através da Ratiologia, após a verdade haver sido transmitida para este mundo, quando então o seu tratado pôde ser segregado do tratado da sabedoria, com ambos sendo coordenados pelo tratado da razão. O Racionalismo Cristão começou com a verdade, e agora a sabedoria está se integrando a ele, juntamente com a razão.

Quando um ser vivente qualquer almeja uma finalidade, ele sempre encontra um método a seguir com o objetivo de alcançá-la, pois isto faz parte naturalmente da vida. Vejamos o exemplo de uma simples galinha que almeja se alimentar na própria terra, quando esta se encontra repleta de miudezas outras que não lhe são próprias, tais como ramos e gravetos arrastados pela enxurrada que impedem a localização do seu alimento, pelo fato de encobri-lo, então o método adotado por ela para encontrar o alimento é simplesmente ciscar, limpando ou desinçando a terra, para que assim possa encontrar o seu alimento.

No que diz respeito aos seres humanos, são as aspirações da vida que fazem com que eles sempre encontrem um método a seguir com o objetivo de alcançá-las, mesmo não conseguindo alcançá-las. E qual é o ser humano que não possui uma aspiração? Sabe-se que a aspiração é um desejo intenso de alcançar um objetivo, um alvo, um fim, sendo, portanto, uma pretensão, que tanto pode ser cabida como descabida, consoante o estágio evolutivo em que cada um se encontra. Desconsiderando as pretensões das aspirações descabidas, vejamos o que Luiz de Souza, em sua obra A Morte Não Interrompe a Vida, as páginas 209 a 219, resumidamente, diz sobre as aspirações:

“As aspirações fazem parte dos projetos que todos alimentam. Basta que cada ser humano se considere uma partícula da Força Criadora (leia-se do Ser Total, digo eu), como realmente é, para que o intelecto trabalhe com o fim de transformar construir, embelezar, progredir (grifo meu). Toda atividade que no mundo se registra é, em geral, um derivativo dessa ânsia de realizar projetos que antes passaram pela fase das aspirações.

Para se atingir um objetivo de alto mérito aspirado, é necessário entrar no campo do pensamento elevado, onde se modelam as formas de obtê-lo, COM O CONCURSO DA ESPIRITUALIDADE (grifo e realce meus).

A sequência dos empreendimentos segue a seguinte ordem: aspiração, projeto e materialização (não confundir com matéria, pois que o sentido é de concretização, digo eu). Quando se vai da aspiração para o projeto, já se deverá ter, em pensamento, a imagem, relativamente perfeita, da realização aspirada.

Muitas aspirações ficam no ar e não se concretizam, não obstante a sua esplêndida recomendação, por faltar-lhes fixidez, imagens límpidas e irradiações de pensamentos fortes, realizadores, decididos e saturados de energia.

As correntes construtivas que operam no espaço, apanham toda forma desejada que sintonize com elas, e, assim, as aspirações que visem a felicidade, a alegria, a abundância, o progresso, a saúde e a paz, entrosam com o sistema evolutivo, e recebem o reforço daquele sistema, que atua sempre no sentido das realizações.

Não se deve esquecer que o pensamento representa uma grande força. No plano astral, as criações, ou melhor, as transformações são feitas pela ação do pensamento. As aspirações representam anseios que o pensamento define. Uma vez que o pensamento entre em ação, as aspirações ficam acionadas por uma força que é capaz de levá-las à realização.

… todos precisam modelar as suas aspirações… elas devem se mostrar esteadas em argumentos lógicos, em razões bem fundamentadas, para que a sua segurança não sofra abalos desmoronantes.

A base da evolução está assentada no poder de criarem aspirações progressistas, que conduzam o ser por caminhos ascensionais da ordem espiritual.

Se todos soubessem que o melhor caminho a ser seguido para alcançar as suas aspirações é o da espiritualidade (grifo meu), ninguém perderia um só instante de espera vã, quando se tem ao seu alcance os meios adequados e as ferramentas próprias para a consecução do fim em vista, por onde se vê que o que falta à humanidade, para ser mais feliz, é a orientação espiritual (grifo meu), a educação de princípios, o esclarecimento e um maior conhecimento da verdade.

Vale a pena manter aceso o fogo que alimenta as aspirações, e cultivá-las de maneira a se apresentarem com as formas mais recomendáveis.

O mundo exige que as conquistas sejam feitas através de grande esforço, por ser esse esforço que abre as portas para a espiritualidade. É ele que fortalece o espírito, faz trabalhar o raciocínio e anula a obscuridade. Alguns seres dão tamanhos exemplos desse esforço, que se revelam heróis. Todos podem ser heróis, cada qual no seu campo de ação, pois não há criaturas privilegiadas. As oportunidades são oferecidas a todos, e se não as alcançam, de igual modo, é porque nem todos são igualmente esforçados. Aqueles que praticam atos de heroísmo, são movidos pelo impulso de um ideal situado na área das aspirações (grifo meu).

As aspirações sadias enlevam a alma e revelam a força espiritual que faz ascender os indivíduos a planos mais altos, na luta pelo próprio desenvolvimento, pela expansão das suas qualidades e pela necessária revelação do seu potencial.

Os seres que se encontram ESPIRITUALMENTE EDUCADOS E DESENVOLVIDOS, estão aptos a exercer a sua influência, de forma eficiente e construtiva, levando ao seu semelhante as mais proveitosas lições de vida, oferecendo-lhe os exemplos mais edificantes e dando demonstrações reais e plenas da superioridade do espírito (grifo e realce meus).

Os estudantes do Espiritualismo estão voltados para o nascente, de onde, simbolicamente, veem a luz que a todos banha por igual. Uns, recebem-na com a alma esfuziante, de maneira a absorver os seus luminosos e fortificantes raios, enquanto outros a olham com o entendimento obscurecido. Para os primeiros, as influências diretas daquele raiar luminoso produzem resplendentes efeitos, ao passo que, para os segundos, para o que não compreendem ainda a linguagem da natureza eterna, aquele esplendor não se revela com a verdadeira imagem”.

Dentre os estudiosos, o que nos dá uma representação mais precisa acerca do método é R. Jolivet, que em sua obra Curso de Filosofia, a página 71, afirma o seguinte:

1. Definição. — No seu sentido mais geral, o método é a ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado. Se nos colocamos no ponto de vista do conhecimento, dir-se-á, com Descartes, que o método é ‘o caminho a seguir para chegar à verdade nas ciências’.

2. Importância do método. — Esta importância é evidente. O método tem como fim disciplinar o ESPÍRITO (grifo e realce meus), excluir das suas investigações o capricho e o acaso, adaptar o esforço a empregar segundo as exigências do objeto, determinar os meios de investigação e a ordem da pesquisa. Ele é, pois, fator de segurança e economia.

Mas não é suficiente a si mesmo, e Descartes exagera a importância do método, quando diz que as inteligências diferem apenas pelos métodos que utilizam. O método, ao contrário, exige, para ser fecundo, inteligência e talento. Ele lhes dá a potência, mas não as substitui jamais”.

Em sendo assim, no contexto da metodologia, há que sempre existir um método que seja apropriado e o mais adequado a indicar um caminho a ser seguido para que se possa alcançar a toda e qualquer finalidade que tenha sido almejada, pois caso não fosse assim não poderia existir o método da inferência, em que se parte de um ponto de partida para outro ponto de chegada, perdendo assim o sentido todos os ideais que são próprios da vida. A espiritualidade é uma finalidade almejada pela nossa humanidade, então há que haver um caminho, um método seguro que possibilite o seu alcance, e não pode a comunidade científica cercear essa finalidade almejada pela nossa humanidade, simplesmente afirmando que ela não é verificável, arvorando-se de ser a sua certificadora, quando, na realidade, nem ao menos certificadora de si mesma ele pode ser, pois que estando restrita ao campo da matéria, ela mesma ainda sequer certificou a própria matéria em que nela vem medrando ao longo dos tempos. Então como é que ela quer certificar a espiritualidade? Como é que ela quer certificar a existência de Deus?

A comunidade científica investigadora e pesquisadora é tão limitada e tão restrita aos seus próprios dogmas que nem sequer consegue especular ou formular uma hipótese a respeito da existência de Deus, pois parte do princípio dogmático de que Ele não é testável frente aos seus experimentos e fatos tidos como sendo naturais, o que O torna inacessível aos experimentos científicos e aos fatos que ela julga sejam naturais, devido à Sua transcendência, entendendo-se por transcendência o conjunto de atributos do Criador que Lhe ressaltam a Sua incontestável superioridade em relação às Suas criaturas, pois que ignora que Deus se encontra em nós mesmos, em conformidade com o estágio evolutivo em que nos encontramos.

E agora é de se indagar: mas quais criaturas?

Assim, eu posso partir acertadamente do princípio de que Jesus, o Cristo, é uma criatura, que não somente afirma a existência de Deus, mas também o denomina de Pai. Então, eu posso agora partir de outro princípio, no qual eu também sou uma criatura, por isso posso convictamente afirmar também a existência de Deus, organizando-O perante toda a nossa humanidade, mas não posso denominá-Lo de Pai tal como Jesus, o Cristo, assim o fez. Por quê? Porque isso é uma questão natural de evolução espiritual, de uma inteligência imensamente avançada, que se situa muito além da minha. No entanto, assim como Jesus, o Cristo, é filho de Deus, eu também o sou. Neste caso, das substâncias que Deus é formado igualmente também o sou, por inteiro, mas não em suas extensões em que Jesus, o Cristo, auferiu em sua evolução espiritual, o que é óbvio e evidente.

Jesus, o Cristo, disse o seguinte: “Conhece-te a ti mesmo”.  Ora, utilizando-me de um método para que eu possa me conhecer a mim mesmo, é lógico que também existe um método para que eu também possa conhecer a Deus, já que Ele se encontra em mim mesmo, em proporção direta ao estágio evolutivo em que atualmente me encontro, desde que eu parta do princípio da minha existência e de que me conheço a mim mesmo. E como eu existo e me conheço a mim mesmo, então eu conheço também a Deus, tirando de mim mesmo tudo aquilo que se refere ao nosso Criador, e assim eu posso perfeitamente organizá-Lo perante toda a nossa humanidade. O Universo se encontra contido em Deus, então parte do Universo se encontra contido em mim mesmo, já que sou uma criatura do Criador, o que implica em dizer que com a minha luz astral eu posso me situar em cada uma das coordenadas do Universo, naquilo que me compete, em conformidade com o estágio evolutivo em que atualmente me encontro, como será devidamente comprovado quando mais adiante, no capítulo específico, eu tratar diretamente de Deus, organizando-O perante toda a nossa humanidade.

Note-se agora o que se segue: enquanto os veritólogos e os saperólogos aspiram como finalidade maior organizar a Deus perante a nossa humanidade, esforçando-se ao máximo nessa empreitada, até conseguirem finalmente o intento de alcançá-la, por intermédio deste ratiólogo, a comunidade científica investigadora e pesquisadora simplesmente se esforça por negá-Lo, sem qualquer ânimo ou disposição de pelo menos formular uma hipótese acerca da Sua existência, pois que investiga e pesquisa sempre bitolada às suas próprias hipóteses, que são as bases dos seus próprios experimentos, sempre restrita aos seus próprios métodos, sem pelo menos saber ao certo o que sejam realmente os conhecimentos e as experiências, tudo isso sendo pensado no âmbito da imaginação. O fato para essa comunidade científica é o seguinte: se Deus aparecer durante as nossas investigações e pesquisas nós o anunciaremos ao mundo, caso contrário, vamos negar a Sua existência até o fim; ou, então, até quando nós pudermos sustentar a existência apenas da matéria. É o caso de se exclamar: Que pirronice! Que obstinação acintosa! E isso já chega a alcançar o terreno da estupidez.

E são vocês, dito cientistas, que estando totalmente mesclados com os religiosos, sem saberem um da existência do outro, querem se arvorar de serem os certificadores da existência da vida fora da matéria, portanto, da espiritualidade, que faz revelar a existência eterna e universal e a organização de Deus neste mundo? Façam o seguinte: evoluam, mas evoluam muito, o mais que puderem, e depois venham para onde se encontram os veritólogos e os saperólogos, então poderemos tratar diretamente do assunto acerca da espiritualidade, que por enquanto se encontra completamente fora das suas competências.

Existem determinados métodos que somente aquele que evoluiu bem acima da mentalidade comum do planeta pode utilizar a contento. Quando Luiz de Mattos transmitiu os conhecimentos metafísicos acerca da verdade para a nossa humanidade, ele o fez de maneira correta e adequada, caracterizada pelo emprego de palavras e expressões próprias que demonstravam uma convicção inabalável em relação ao que dizia, de natureza absoluta, ontológica, imutável, incriável, sem jamais entrar em contradição, cujo estilo foi único em todos os tempos da nossa história. Neste caso, o método mais apropriado a ser utilizado para constatar se a verdade estava ou não com ele, era simplesmente analisar o seu estilo próprio, original e autêntico de escrever, em que até o ritmo e o tom das suas palavras, com poucas modulações, confirmavam que ali se encontrava a expressão da verdade. Mas, mesmo assim, inacreditavelmente, os editores das obras racionalistas cristãs consideram o seu estilo arcaico, ao invés de considerá-lo fabuloso, por isso tiraram de circulação algumas das suas obras. É uma grande pena!

Em sendo assim, meus caros editores, determinem que as obras de Platão, de Aristóteles, de Euclides, de Arquimedes, de Cícero, e de tantos e tantos outros grandes vultos da nossa história sejam também retiradas de circulação, porque todas elas são muitos mais arcaicas do que as obras escritas por Luiz de Mattos. Caso assim não procedam, que tenham então o bom senso de publicar as obras do maior veritólogo da nossa humanidade em novas edições, pois que todas elas são de fundamental importância para o esclarecimento e o progresso de todos os seres humanos que anseiam com grande expectativa pela evolução espiritual.

De maneira contrária ao estilo próprio de Luiz de Mattos, nos textos ditos como científicos, as palavras e as expressões utilizadas pelos estudiosos que formam a comunidade científica investigadora e pesquisadora são sibilinas, sendo impreciso quase tudo aquilo que eles transmitem, incapaz de revelar pelo estilo se procede ou se não procede o que eles pretendem transmitir, uma vez que todos se firmam fixamente na ilusão da matéria, presos à imaginação, embora consigam de qualquer maneira a realização de muitas invenções, uma vez que a natureza é pródiga em tudo o que proporciona.

Ao contrário dos credos e das suas seitas, que fixados firmemente no devaneio do sobrenatural nada conseguem transmitir além das mentiras e mentiras que os seus sacerdotes inventam, de onde derivam as crenças mais esdrúxulas, que são sustentadas pelo irracionalismo proveniente da fé credulária, que é tão prejudicial aos seres humanos quanto as próprias crenças e seitas que ela mesma suporta. Quanta ignorância!

No entanto, mesmo assim, os estudiosos que formam a comunidade científica investigadora e pesquisadora se arvoram de serem os responsáveis por tudo neste mundo, inclusive da criação dos métodos mais precisos, quando, na realidade, todos eles são falhos. Um exemplo disso é que eles confundem observação com olhar. Ora, tudo quanto vemos com os nossos olhos da cara, com os telescópios, com os microscópios, ou outros meios similares, não corresponde à realidade, como demonstrarei mais adiante, e mais detalhadamente quando adentrar na explanação da propriedade da Luz. Então todos os métodos têm que ser reconsiderados, e os ditos científicos têm que ser revistos.

O certo é que existe uma infinidade de métodos, com cada um especificando um caminho a ser seguido para se alcançar a uma finalidade, que vão desde os mais simples, como no caso do método adotado para que se possa atravessar uma rua, em que o transeunte tem que olhar para os dois lados para verificar se vem ou se não vem um veículo em qualquer um dos dois sentidos, em virtude da sua segurança, até o mais complexo, que é o método adotado para que um ser humano se torne um saperólogo, em que os compêndios são unânimes em considerar, em primeiro plano, como sendo a arte de dirigir o espírito na investigação da verdade, o método cartesiano, o qual foi por mim adotado nesta minha encarnação atual como Pamam para de cientista me tornar um saperólogo.

No entanto, caso eu mesmo fosse o criador e o seguidor do método para dirigir o meu espírito na investigação da verdade, tornando-me um saperólogo, a fim de certificá-la, a nossa humanidade, que é totalmente influenciada pelos estudiosos que formam a comunidade científica investigadora e pesquisadora, assim como pela classe sacerdotal, sendo mais afeita à ilusão da matéria e ao devaneio sobrenatural, demonstrando uma imensa dificuldade em aceitar a realidade, teria assim uma maior dificuldade em acreditar naquilo que os seus próprios olhos da cara estariam vendo na leitura das minhas obras, então eu decidi seguir um método que não fosse por mim mesmo elaborado, em conformidade com o plano de espiritualização elaborado para a nossa humanidade.

Daí o fato de Descartes haver sido intuído pelos Espíritos Superiores para elaborar o Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, e não somente intuído, mas também orientado através dos seus próprios sonhos, como é do inteiro conhecimento dos que são mais letrados, a fim de que eu pudesse segui-lo em todo o seu teor e em toda a sua extensão, para que os materialistas e os sobrenaturalistas não pudessem duvidar e nem pôr empecilhos para a aceitação da sua comprovação experimental por parte do povo em geral, de um método há séculos cantado e recitado em verso e prosa, mas que apenas serviu de parâmetro para a elaboração de outros métodos, mesmo sem ser compreendido, notadamente os métodos dito científicos, como se tais métodos fossem os únicos corretos, por isso nunca realmente experimentado por quem quer que seja, a não ser agora por este saperólogo, ou ratiólogo, como a obra explanatória relativa ao Método contida no site pamam.com.br deverá comprovar em todo o seu teor e em toda a sua extensão, para que assim toda a nossa humanidade possa se firmar com convicção na realidade da vida, ultrapassando a fase da imaginação e adentrando na fase da concepção, por conseguinte, apreendendo a verdade, a sabedoria e a razão contidas no Racionalismo Cristão, o instituto redentor da nossa humanidade.

Os atributos individuais superiores, que formam a moral, e os atributos relacionais positivos, que formam a ética, assim como os órgãos mentais dos seres humanos, ainda muito atrasados, não permitem que o raciocínio trabalhe à larga, que ele seja utilizado com profundidade para analisar com lógica as coisas, os fatos e os fenômenos universais, tendo por base a própria natureza, em todo o seu esplendor, por isso todos preferem permanecer presos à imaginação, para que através dela possam explicá-los, tirando o foco da própria natureza, que exige a razão para contemplá-la em seu todo. Mas os racionalistas cristãos são cientes dessas deficiências humanas, por isso eles recorrem à lógica para que possam ser convincentes, persuasivos, incontestáveis, levando todos a formar o juízo acertado acerca da realidade universal, apesar de ignorarem o que seja na realidade o Racionalismo Cristão, posto que ele ainda se encontra em sua forma doutrinária.

Torna-se de fundamental importância para a nossa humanidade, que todos os seres humanos sejam cientes de que o instituto do Racionalismo Cristão representa a parte final de um plano elaborado em plano astral para estabelecer o instituto do Cristo em nossa humanidade, demolindo com tudo que foi construído com base na ilusão da matéria e no devaneio do sobrenatural, que se situam no âmbito da imaginação, esclarecendo sobre a vida fora da matéria e espiritualizando toda a nossa humanidade, reconstruindo tudo sobre novas bases, para que assim possa surgir um novo edifício social neste mundo, como base na realidade universal, em que deverá preponderar a produção da amizade espiritual, fazendo surgir a solidariedade fraternal, até que todas as nações se unam e consigam formar um único Estado Mundial, falando o mesmo idioma, com todos reconhecendo serem irmãos fraternos uns dos outros, tendo a plena consciência que possuem a mesma origem e a mesma finalidade, que se reportam ao verdadeiro Deus. Esta é a fase da concepção!

Após isso, daqui a aproximadamente 4.000 anos, todos os seres humanos que formam a nossa humanidade estarão aptos para poderem produzir o amor espiritual, quando então poderão ter o seu próprio Cristo em seu meio dirigindo os seus caminhos rumo ao Criador, à Inteligência Universal, em retorno para Deus, afastando-se da imperfeição, deixando de medrar na ignorância, onde se encontra todo o mal deste mundo, e se aproximando cada vez mais da perfeição, praticando o bem, pois que o amor espiritual se encontra acima do bem e do mal, em consonância com as palavras de Jesus, o Cristo, quando ele afirmou que “Alguém somente poderá chegar ao Pai através de mim”. Deve-se compreender por intermédio dessas suas palavras, que o nosso Redentor não estava se referindo a ele próprio, Jesus, mas sim ao Cristo, à sua condição evolutiva, que é uma instituição relativa a todas as humanidades, por isso todas elas devem produzir o seu próprio Cristo, como demonstrarei plenamente quando adentrar na categoria relativa à Cristologia.

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