04.06- Hegel

A Era da Verdade
1 de novembro de 2019 Pamam

Georg Wilhelm Friedrich Hegel encarnou em Stuttgart, no ano de 1770, e desencarnou em Berlim, no ano de 1831, tendo sido um veritólogo germânico, mas considerado pelos estudiosos como sendo um dos mais importantes e influentes filósofos da história, podendo ser incluído naquilo que se denominou de idealismo alemão, também conhecido como idealismo pós-kantiano, filosofia pós-kantiana, ou, simplesmente, pós-kantianismo, que foi uma das orientações filosóficas mais influentes da história, tendo raízes na cultura alemã, em que o idealismo alemão interagiu com outros elementos da história cultural europeia, como as ciências, os credos, as artes, o Direito e a política, provocando intensas discussões filosóficas entre os veritólogos da cultura alemã do final do século XVIII e início do século XIX, cujas discussões tiveram por base a publicação da obra intitulada de Crítica da Razão Pura, escrita por Kant.

Hegel estudou gramática até os seus dezoito anos, e enquanto estudante fez uma vasta coleção de extratos de autores clássicos, artigos de jornal, trechos de manuais e tratados utilizados na época, tendo estudado no seminário de Tübingen com Friedrich Schelling e o poeta Friedrich Hölderlin, com os três estando atentos ao desenvolvimento da Revolução Francesa, embora muitas vezes discordassem. Depois de ter se tornado tutor em Berna e em Frankfurt, o veritólogo começou a lecionar na Universidade de Jena, onde permaneceu pelo período de 1801 a 1806. Após a vitória de Napoleão Bonaparte, Hegel abandonou a Universidade de Jena e se tornou professor das ciências filosóficas preparatórias do Ginásio de Nuremberg, em 1808, passando a ser o seu reitor em 1809. Em 1816, ocupou uma cátedra na Universidade de Heidelberg. Em 1818, sucedeu Fichte como professor de Filosofia na Universidade de Berlim, posto que ocupou até a desencarnação.

Quando ainda se encontrava no seminário de Tübingen, Hegel, juntamente com dois renomados colegas, Friedrich Schelling e Friedrich Hölderlin, escreveram o que chamaram de O Mais Antigo Programa de Sistema do Idealismo Alemão, tendo ele posteriormente elaborado uma doutrina que denominou de Idealismo Absoluto, em que nela considerava a capacidade de se compreender discursivamente o absoluto, de se alcançar um saber do absoluto, cuja possibilidade do saber fora negada por Kant, em sua crítica à metafísica.

De fato, por intermédio dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade transmitidos por Luiz de Mattos e os seus seguidores, através da filosofia racionalista cristã, os quais foram por mim unidos, irmanados, congregados, com as experiências físicas acerca da sabedoria, eu pude enfim alcançar a razão, onde se encontra o Saber, por excelência, que se encontra transmitido neste site e no site pamam.com.br.

A primeira e a mais importante das obras de Hegel é intitulada de Fenomenologia do Espírito, tendo sido publicada ainda outras obras, como a Enciclopédia das Ciências Filosóficas, a Ciência da Lógica e os Princípios da Filosofia do Direito. Várias outras obras sobre a filosofia da história, credo, estética e história da filosofia foram compiladas a partir de anotações feitas por seus estudantes, tendo sido publicadas postumamente.

As obras escritas por Hegel possuem a fama de serem difíceis de compreensão, algo que os estudiosos consideram em função da amplitude dos temas que pretendem abarcar, mas isto não procede, pois, na realidade, os veritólogos trabalham mais com as suas percepções e menos com as suas compreensões, enquanto que os saperólogos trabalham mais com as suas compreensões e menos com as suas percepções, daí a razão das suas obras serem de difícil compreensão. É por isso que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade têm que ser transmitidos com a inserção de experiências físicas acerca da sabedoria, para facilitar a compreensão dos textos.

Diz a tradição que quando saiu a tradução francesa do obra Fenomenologia do Espírito, muitos estudiosos alemães foram tentar estudar a obra pela tradução francesa, para que pudessem compreender melhor o perceptivo texto hegeliano. Mas o fato é que a sua filosofia é realmente difícil, por ser extremamente perceptiva, o que não ocasiona necessariamente uma confusão na escrita, e o que explica a razão dele ser um crítico das filosofias claras e distintas, uma vez que para ele o negativo era constitutivo da ontologia, considerada pelos estudiosos como sendo a parte da metafísica que trata da natureza, da realidade e da existência dos seres, tratando do ser enquanto ser, ou seja, de ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres objeto do seu estudo.

O propósito de Hegel considera que a verdadeira forma na qual existe a verdade não pode ser senão o sistema científico da mesma, colaborando para que a Filosofia se aproxime da forma da ciência, para que então possa se libertar do seu nome de amor pelo saber, passando a ser um saber efetivo, é o que ele propõe.

É um fato que a ignorãncia embaralha as mentes das pessoas, pois caso Hegel tivesse se deparado com os três tratados superiores, poderia saber que a Veritologia trata dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, dando origem às religiões, as quais são as suas filhas legítimas, que tratam dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade especializados relativos às parcelas do Saber; que a Saperologia trata das experiências físicas acerca da sabedoria, dando origem às ciências, as quais são as suas filhas legítimas, que tratam das experiências físicas acerca da sabedoria especializadas relativas às parcelas do Saber; e que a Ratiologia trata tanto dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade como das experiências físicas acerca da sabedoria, dando origem às religiociências, as quais são as suas filhas legítimas, que tratam tanto dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade como das experiências físicas acerca da sabedoria especializados relativos às parcelas do Saber.

Na sua obra intitulada de Fenomenologia do Espírito, Hegel considera as etapas da mente para se chegar ao saber absoluto, em que esse saber absoluto pode ser denominado de Saber, por excelência, e que somente a partir daí se pode fazer uma filosofia, no que se encontra redondamente enganado.

Na realidade, para se chegar ao Saber, por excelência, torna-se necessário que um veritólogo desenvolva o seu criptoscópio em patamares muito elevados, para que então possa perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, transmitindo-os através de uma filosofia, ou de uma saperologia, assim como transmitiram Luiz de Mattos e os seus seguidores; quando então um saperólogo que desenvolveu o seu intelecto em patamares muito elevados une, irmana, congrega, esses conhecimentos metafísicos acerca da verdade com as experiências físicas acerca da sabedoria, alcançando enfim a razão, onde se encontra o Saber, por excelência, fazendo valer a sua consciência, daí a razão pela qual esse saperólogo alcança a condição do nosso Antecristo. Mas para que um só espírito transmita aos mesmo tempo os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria somente lá para as bandas do Cristo.

Para Hegel a realidade é o absoluto, que existe em uma evolução dialética de caráter lógico e racional. Em conformidade com a sua famosa afirmativa, todo o real é racional e todo o racional é real. Tudo o que existe é um momento desse absoluto, uma parte dessa evolução dialética, que culmina na Filosofia, onde o espírito absoluto se possui a si mesmo no saber.

Mas por que Hegel afirma que a realidade é o absoluto? Porque ele é um veritólogo que busca perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são absolutos, já que a verdade não muda, sendo ontológica, mostrando a realidade da vida, enquanto que as experiências físicas acerca da sabedoria são relativas, mostrando os rumos a serem tomadas na vida, que tendem a se aprimorar cada vez mais, daí a sua relatividade, por serem empíricas. Mas tudo isso só se consegue com base no racional, todo o real é racional, assim como ele julga, mas nem todo racional é real, uma vez que o racionalismo em si não traz a realidade universal, por isso o racionalismo tem que ser cristão, como veremos na filosofia racionalista cristã ao final desta categoria, que traz toda a realidade em si.

A dialética do espírito em Hegel é considerada pelos estudiosos como sendo lógica, uma dialética da razão pura, mas a lógica se desfaz quando se menciona a razão pura. Ora, não existe a razão pura, e muito menos a razão impura, ou se alcança a razão ou não se alcança, e para se alcançar a razão se torna necessário que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade sejam unidos, irmanados, congregados, com as experiências físicas acerca da sabedoria, deste modo sim, temos alcançado a razão.

Para Hegel a dialética não é uma passagem da razão por vários estágios, mas sim um movimento do ser. Passa-se necessariamente de um estado a outro, e em cada estado se encontra a verdade do anterior.

Mas o que ele quer dizer como isso?

Ora, se em cada estado se encontra a verdade do anterior, então estamos diante do método da dedução.

Por outro lado, nós podemos considerar que o espírito se eleva ao Espaço Superior em busca da verdade, neste caso, quanto mais ele se eleva mais conhecimentos metafísicos acerca da verdade deverá perceber e captar. Mas tudo isso passa ao largo do veritólogo e dos estudiosos do assunto.

Entretanto, no final da Fenomenologia do Espírito se chega ao absoluto do filosofar, mais propriamente ao ser, considerado como sendo puro, o ser absoluto. Mas Hegel não é claro em seus escritos, deveria dizer que o ser puro é aquele que não contém manchas nem nódoas em seu espírito, e isto somente se consegue por intermédio da moral, que torna o ser ontológico.

Então a lógica de Hegel começa com o ser, que implica no começo absoluto do filosofar, onde se encontra a verdadeira ontologia, com ele vindo a afirmar que a lógica tem de se entender como sendo o sistema da razão pura, como o reino do puro pensamento, que na realidade é puro sentimento, pois que esse reino é a verdade. Assim, ele conclui que o conteúdo da lógica é a exposição de Deus, tal como é na Sua Essência eterna, antes da criação da natureza e de qualquer espírito finito, quando já se sabe que Deus sempre existiu, juntamente com a Sua criação, que se traduz na própria natureza.

Para que possamos compreender aquilo que Hegel filosofa sobre o espírito, nós temos que partir do princípio de que até hoje os seres humanos ainda não conseguiram diferenciar o espírito da alma, parecendo não atentar para o fato de que ambos são distintos, completamente diferentes entre si. Na realidade, tudo se resume em Deus, pois caso não fosse assim Ele não poderia ser o Todo, então tudo tem que ser resolvido em função do Todo, pois não se pode conhecer as partes ignorando completamente ao Todo.

Deus é formado de Substâncias, que se dividem em Essência e Propriedades. A Essência é o Ser Total, de onde provém todos os seres, que saltam para o Universo em busca das suas realizações como espíritos, que alcançam a esse estágio evolutivo quando adquirem o raciocínio e o livre arbítrio, continuando as suas jornadas evolutivas, até que consigam se reintegrar ao Ser Total. As Propriedades são a Força Total, a Energia Total e a Luz Total. Os seres iniciam as suas jornadas evolutivas adquirindo parcelas das propriedades da Força e da Energia, formando os seus corpos fluídicos, em que cada coordenada universal por que passaram ficam gravadas, por isso se diz que o espírito é um universo em miniatura. Quando os seres alcançam o estágio evolutivo de espíritos, em que os seus corpos fluídicos podem ser também denominados de perispíritos, eles passam a evoluir também por intermédio da propriedade da Luz, formando os seus corpos de luz, que permite que eles penetrem nas coordenadas universais por que passaram, as quais se encontram gravadas nos seus corpos fluídicos. Temos, então, o espírito como partícula individualizada do Ser Total, e a alma, sendo esta formada por parcelas das propriedades da Força e da Energia, que formam o corpo fluídico, e por parcelas da propriedade da Luz, que formam o corpo de luz.

Em sua linguagem um tanto obscura, por lidar mais com o seu criptoscópio, portanto mais com a percepção, e menos com o seu intelecto, portanto menos com a compreensão, pelo fato de ser um veritólogo, Hegel considera que o espírito é ser para mim, para mim mesmo, havendo um momento na evolução do absoluto que é o espírito, definido esse espírito como a entrada em si mesmo, a mesmidade — condição daquilo que se mantém sem alterações —, o ser para si, quando então o veritólogo faz um esquema do espírito, da seguinte maneira:

  • ESPÍRITO SUBJETIVO
    1. Antropologia: a alma;
    2. Fenomenologia do espírito: a consciência;
    3. Psicologia: o espírito.
  • ESPÍRITO OBJETIVO
    1. O Direito;
    2. A moralidade;
    3. A eticidade.
  • ESPÍRITO ABSOLUTO
    1. A arte;
    2. O credo revelado;
    3. A Filosofia.

ESPÍRITO SUBJETIVO

É espírito e é objetivo, portanto, é sujeito, uma sujeito que se conhece a si mesmo, que é si mesmo, que tem interioridade e intimidade. Esse espírito subjetivo pode se considerar tanto quanto está unido a um corpo em uma unidade vital, enquanto é uma alma. Neste momento o espírito é alma, com o seu estudo se encontrando na Antropologia. Porém, o espírito não é somente uma alma, como se conhece, e através dela todos os graus da consciência vai chegar ao saber absoluto, que é o espírito quando se conhece. E assim se desenvolve a fenomenologia do espírito, que vai estudar até ao momento de chegar ao ser, ao saber absoluto. Por último, não só é consciência, como conhece e quer, quando então Hegel denomina a este momento de espírito, e o seu estudo é a Psicologia. Com isto temos a indicação do que é o espírito subjetivo.

ESPÍRITO OBJETIVO

O espírito objetivo vem dificultar ainda mais a compreensão acerca daquilo que Hegel pretende transmitir, que se inicia logo no próprio conceito do espírito ser para si, mas ao mesmo tempo sendo objetivo, e não subjetivo, um espírito destituído de sujeito que não é natureza, mas que possui o caráter de natureza, por nela se encontrar.

O Direito se fundamenta na ideia da pessoa, que é um ente racional e que possui vontade livre, ou seja, livre arbítrio, com o Direito sendo a forma mais elementar das relações entre as pessoas, em que aquilo que não é pessoa é propriedade da pessoa, sendo este o caráter do Direito, em cujo conceito não entra o Estado. Hegel admite uma infração do Direito, podendo se tratar uma pessoa como não sendo pessoa, mas como coisa, assim como a escravatura. O homem nunca pode ser meio para nada, não podendo ser tratado como coisa, pois ele é o fim em si mesmo. Portanto, para uma transgressão de ordem jurídica Hegel propõe uma pena, que nada mais é do que o regresso a esse prévio estado de direito, mas o sentido que tem a pena no veritólogo é voltar a tratar a pessoa como pessoa, pois quem tem direito à pena é o condenado, com o delinquente tendo direito a ser castigado, a ser colocado dentro do Direito, sendo tratado assim como uma pessoa.

A moralidade se encontra fundamentada nos motivos, os quais determinam a moralidade de uma ação, em que isto subjetiva a moralidade, fazendo com que ela não tenha nenhuma objetividade, por isso translada o desenvolvimento da ideia de moralidade para a eticidade, ou para a ética objetiva, em que nela se observa o desenvolvimento da ideia moral nas diferentes unidades de convivência, que são a família, a sociedade e, acima de tudo, o Estado.

A eticidade é a realização do espírito objetivo, a verdade do espírito subjetivo e objetivo, em que a realização natural é a família, mas a totalidade das relações dos indivíduos como pessoas independentes é a sociedade, enquanto que o espírito desenvolvido em uma realidade orgânica é o Estado.

O Estado é a forma pura do espírito objetivo, uma criação da razão e a forma suprema em que se desenvolve a ideia da moralidade, considerado como sendo uma realidade objetiva que tem uma hierarquia ontológica superior. Mas acontece que nenhum Estado concreto realiza plenamente a ideia do Estado, que se realiza somente no desenvolvimento total da história universal, que é a evolução da dialética íntima da ideia de Estado.

Hegel tenta explicar a evolução dialética da humanidade, em que a história é a realização do plano divino, uma revelação de Deus, e a história universal é o juízo universal. A história humana é razão, e razão pura. Assim, a filosofia da história hegeliana vai ser a tentativa de explicar a História inteira como um saber absoluto, que não deixa nada de fora, inclusive incluindo o próprio erro como erro. O veritólogo inclui quatro momentos na evolução histórica dos povos, os quais assimilam as fases da vida humana, quais sejam:

  • Oriente (a infância): com a forma de relação patriarcal;
  • Grécia (a juventude) com a forma de liberdades;
  • Roma (a idade viril): na forma de universalidade que é o Império Romano;
  • Povos romano-germânicos (a velhice): com a contraposição de um império profano e um império espiritual.

ESPÍRITO ABSOLUTO

O espírito absoluto é uma síntese do espírito subjetivo e do espírito objetivo, assim como também da natureza e do próprio espírito, em que ambos necessitam de um fundamento comum, que é o fundamento de tudo o mais, o absoluto, que é em si e para si, o que Hegel denomina de espírito absoluto. O absoluto é presente a si mesmo, e esse ser presente a si mesmo é o pensamento.

Os três estágios do espírito absoluto são a arte, o credo revelado e a Filosofia.

Na arte se trata de manifestação sensível do absoluto, em que a ideia absoluta é intuída.

No credo, pelo contrário, esta ideia é representada

O último estágio do espírito absoluto é a Filosofia, em que nela a ideia já não é intuída e nem representada, mas sim concebida, elevada a conceito. Para Hegel, a Filosofia é o conhecer a si mesmo do absoluto, não um pensar sobre o absoluto, mas sim a forma explícita do próprio absoluto. O veritólogo é o primeiro a fazer uma história efetiva sobre a Filosofia, interpretando-a de modo dialético, embora a sua dialética seja um tanto obscura, pelo fato dele utilizar mais a sua percepção do que a sua compreensão, mas, de qualquer maneira, acredita que com ele a Filosofia alcança a sua maturidade, a sua conclusão, no que se encontra redondamente enganado.

 

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