04.05- Christian Wolff

A Era da Verdade
1 de novembro de 2019 Pamam

Christian Wolff encarnou em Breslávia, no ano de 1679, e desencarnou em Halle an der Saale, no ano de 1754, tendo sido um veritólogo alemão. Após receber um título nobiliárquico passou a se chamar Christian Freiherr von Wolff. Trabalhou na Universidade de Halle, sede do pietismo, um movimento oriundo do luteranismo que valoriza as experiências individuais do crente, que surgiu no final do século XVII, como oposição à negligência da ortodoxia luterana para com a dimensão pessoal do credo, tendo o seu ápice entre 1650 e 1800.

Como um bom veritólogo, dedicou-se aos problemas morais, assim como também aos credulários, estudando também Matemática, tendo se formado em Filosofia em Leipzig, em 1703. Manteve relações com Leibniz, graças ao qual teve em 1707 uma cátedra de Matemática e Filosofia na Universidade de Halle, que com o seu ensino metódico e lúcido, próprio de um racionalista, obteve um grande êxito. Em 1723, entretanto, foi demitido sob a acusação de ateísmo em credo e determinismo em moral. A primeira acusação foi baseada na sua afirmação de que a moral subsistia por si, mesmo prescindindo da existência de Deus. A segunda se explica pela sua adesão ao determinismo racionalista de Leibniz. Após a demissão, ele se retirou para a Universidade de Marburgo, voltando em seguida para a Universidade de Halle, onde continuou ensinando até a desencarnação.

Embora ele seja um veritólogo, é considerado pelos estudiosos como sendo o mais importante filósofo alemão entre Leibniz e Kant, tendo sido o responsável pela popularização do deísmo, considerado como sendo uma posição filosófica naturalista que acredita na criação do Universo por uma inteligência superior, que se explica através da razão, do livre pensamento e da experiência pessoal, ao invés dos elementos comuns dos credos teístas como a revelação direta ou mesmo a tradição.

De fato, o Ser Total pode ser considerado como sendo a Inteligência Universal, o Arquiteto do Universo, o grande responsável pela criação do Universo, que assim como Ele sempre existiu, uma vez que sendo o Todo, traz em Si mesmo a Perfeição, o Infinito e a Ilimitação, e através das Suas partículas, que são os seres do Ser Total, traz em Si também a Imperfeição, o Finito e a Limitação, pois caso não fosse assim não poderia ser o Todo.

Fazendo valer mais o seu criptoscópio do que o seu intelecto, considerou acertadamente que tudo pode ser provado, inclusive a existência de Deus e a imortalidade, o que se encontra devidamente provado no capítulo 11- A REALIDADE DE DEUS DE ACORDO COM A RAZÃO, contido em Prolegômenos.

Christian Wolff é considerado o criador do alemão como língua de instrução e de pesquisa acadêmica, embora também escrevesse em latim para que as suas obras pudessem ser lidas por pessoas de outros países, como o foi de fato. Foi um dos precursores da Economia e da Administração como disciplinas acadêmicas, entre outros campos do saber, tendo se concentrado especialmente nestas áreas do saber, fornecendo inclusive conselhos práticos para governos, afirmando a natureza profissional e universal da educação. Os estudiosos afirmam que o seu trabalho teve uma forte influência na declaração de independência americana.

As obras escritas por Christian Wolff teve o seu início com a obra intitulada de Elementos Universais da Matemática, editada em cinco volumes, que passou por nove edições entre 1713 e 1742. Escreveu também a obra intitulada de Princípios Básicos de Toda a Ciência Matemática. Manteve uma correspondência regular com Leibniz durante o período de 1704 a 1716, por isso a sua obra veritológica foi muito influenciada por este.

As obras veritológicas de Christian Wolff são constituídas por duas séries de manuais, uma em latim e outra em alemão. A série dos manuais em latim é Filosofia Racional ou Lógica, Filosofia Primeira ou Ontologia, Cosmologia Geral, Psicologia Empírica, Psicologia Prática Universal, Leis da Natureza, Direito das Pessoas, Filosofia Moral e Ética, Economia, cujos manuais tiveram um grande êxito na época.

Para Christian Wolff a Filosofia e a metafísica deveriam ser construídas “a priori”, no que se encontra absolutamente correto, uma vez que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade devem ser transmitidos por intermédio de teorias “a priori”, enquanto que as experiências físicas acerca da sabedoria devem ser transmitidas por intermédio de teorias “a posteriori”; através de uma análise dedutiva, já que os conhecimentos são dedutivos, enquanto que as experiências são indutivas; com tudo isso partindo da ideia inata do ser.

Os estudiosos do assunto consideram notável o critério para se obter a verdade estabelecido por Christian Wolff, que consiste exclusivamente na coerência entre as ideias, sem existir a relação entre o pensamento e o ser, mas embora considerem notável esse critério, os estudiosos do assunto não sabem o porquê desse critério.

O fato é que aqueles que evoluem, sobremaneira, por intermédio da propriedade da Força, têm como elemento final de produção o sentimento, no exercício da atividade básica, em que a finalidade básica exercida são os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são percebidos e captados pelo órgão mental denominado de criptoscópio; enquanto que aqueles que evoluem, sobremaneira, por intermédio da propriedade da Energia, têm como elemento final de produção o pensamento, no exercício da atividade básica, em que a finalidade básica exercida são as experiência físicas acerca da sabedoria, que são compreendidas e criadas pelo órgão mental denominado de intelecto.

É justamente por evoluir, sobremaneira, por intermédio da propriedade da Força, tendo como elemento final de produção o sentimento, no exercício da sua atividade básica, em que a finalidade básica exercida são os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são percebidos e captados pelo seu criptoscópio, que Christian Wolff vem considerar que não deve existir relação entre o pensamento e o ser, quando, na realidade, a relação deve ser entre o sentimento e o ser.

Sendo um moralista, por excelência, e não um eticista, embora isto não o impeça de também ser ético, apesar da sua moral se sobressair sobre a sua ética, pelo fato dele ser um veritólogo, Christian Wolff considera que a moral não depende do arbítrio divino, assim como se quisesse considerar o livre arbítrio, mas que é absolutamente necessária e derivada da própria natureza de Deus, assim como se quisesse considerar que o espírito evolui por intermédio da propriedade da Força, cuja propriedade dota os espíritos de moral. Desta maneira, o veritólogo não nega a Deus, mas separa a Filosofia dos credos.

 

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