04.04- Considerações gerais sobre o método científico

Prolegômenos
30 de maio de 2018 Pamam

A comunidade científica investigadora e pesquisadora não possui a mínima noção do que sejam os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e nem do que sejam as experiências físicas acerca da sabedoria, portanto, do que sejam as causas e os seus correspondentes efeitos, do que sejam o poder e a ação, considerados como sendo potência e ato, tudo isso aqui posto com a mais pura lógica e com a mais extensa racionalidade.

Em decorrência, ela também não possui a mínima noção do que sejam os conhecimentos metafísicos acerca das religiões e nem do que sejam as experiências físicas acerca das ciências, portanto, do que sejam as causas e os seus correspondentes efeitos, do que sejam o poder e a ação, considerados como sendo potência e ato, tudo isso também aqui postos com a mais pura lógica e com a mais extensa racionalidade, em relação aos assuntos com que os seus integrantes se ocupam especificamente, que são as parcelas do Saber.

Portanto, a comunidade científica ainda não possui a mínima noção do que sejam uma doutrina e um sistema, em decorrência, do que seja uma finalidade, pois que nenhuma das ciências ditas oficiais possui uma doutrina e qualquer finalidade, com a exceção do Direito, que já possui a sua característica de doutrina e a sua finalidade, que é fazer a justiça, embora ainda não a faça, por ser ainda uma burla, como afirma acertadamente Luiz de Mattos, no alto da sua luz astral. As parcelas do Saber, que deverão substituir as ciências ditas oficiais, pois que através delas as religiões formarão os seus corpos de doutrina, e as ciências estabelecerão os seus sistemas correspondentes, terão finalmente estabelecido as suas finalidades quando os estudos bem elaborados das suas investigações e das suas pesquisas, respectivamente, tiverem por base o Saber, por excelência, o qual será transmitido para todo o mundo por intermédio do Racionalismo Cristão.

Assim, com tamanha ignorância, fica um tanto quanto difícil penetrar nesses emaranhados de imagens que formam a imaginação humana, de onde decorrem esses conhecimentos tidos como se fossem científicos e explicá-los de maneira satisfatória para o povo em geral, pois que aí tudo é confuso, fruto da representação imaginativa dos seus estudiosos, uma vez que esses ditos cientistas oficiais não conseguem explicar a contento os próprios termos de que se utilizam em seus estudos, e ignoram os demais termos que deveriam utilizar em seus escritos, tais como verdade, sabedoria, razão, religião, ciência, religiociência, coisa, fato, fenômeno, especulação, hipótese, teoria “a priori”, teoria “a posteriori”, teoria, conhecimento, experiência, doutrina, sistema, finalidade, e outros mais, afastando-se assim da realidade universal.

Em função disso, eu tenho que explicar os métodos tidos como sendo científicos à maneira da própria comunidade científica investigadora e pesquisadora, segundo aquilo que ela pretende dizer e que julga seja o correto, e segundo aquilo que ela considera seja a realidade, embora tudo seja apenas uma mera ilusão. No entanto, os que se dispuserem a ler com a devida atenção a esta minha obra em todo o seu teor, conseguirão compreender a contento os erros em que de há muito vem incidindo a comunidade científica em suas experiências materialísticas, pois que restritas totalmente à matéria, que não passa de uma simples ilusão, assim como o sobrenatural não passa de um tremendo devaneio.

A comunidade científica investigadora e pesquisadora, ela mesma se encarregou de elaborar os métodos tidos como sendo científicos, que se referem a um aglomerado de regras básicas que indica como deve ser o procedimento adotado a fim de produzir o conhecimento dito científico, quer seja ele um novo conhecimento auferido, quer seja ele componente de uma totalidade de conhecimentos geralmente aceitos, quer seja ele uma correção da evolução do conhecimento já existente do mesmo modo, ou mesmo um aumento progressivo da área de incidência dos conhecimentos anteriormente existentes.

Por aqui logo se pode constatar que para a comunidade científica tudo é conhecimento, por isso o papel exercido pela experiência se restringe apenas a uma maneira de validar uma hipótese em laboratório, que antes foi levantada para torná-la conhecimento, misturando indevidamente o conhecimento com a experiência, ou então imaginando aquilo que observa nas coisas microscópicas e no Universo, por intermédio dos aparelhos e equipamentos, tais como microscópios e telescópios, que nada mais representam do que as extensões dos olhos da cara, ignorando completamente que a própria natureza é um grande laboratório, inclusive este mundo Terra e o próprio Universo, os quais eu mesmo utilizei como sendo os meus grandes laboratórios para as minhas pesquisas científicas e saperológicas acerca da baixa e da alta espiritualidades, para que assim pudesse comprovar as existências do astral inferior e do Astral Superior, cujas experiências científicas e saperológicas jamais foram voltadas para o campo da matéria, que não existe, já que, como sendo um legítimo, autêntico e verdadeiro cientista, depois saperólogo, e agora ratiólogo, eu não me deixo iludir pela matéria, em tempo algum, jamais, e muito menos pelo sobrenatural. E que tanto este mundo, assim como também o próprio Universo, têm que ser observados com a nossa luz astral, e não com os olhos da cara, ou através de aparelhos e equipamentos, que assim como os olhos da cara, são também formados com os mesmos elementos que aqui neste mundo se encontram, a não ser em casos específicos.

Deveria essa comunidade científica investigadora e pesquisadora saber que, na realidade, os conhecimentos, que são as causas, portanto, veritológicos ou religiosos, devem ser considerados em conjunto com as experiências, que são os seus correspondentes efeitos, portanto, saperológicas ou científicas, os quais coordenados dão como resultado o Saber, por excelência, ou as parcelas do Saber, conforme seja, que forma a concepção, de onde são formuladas as ideias, e não a imaginação, de onde são representadas as imagens, já que as ideias são as grandes responsáveis pela veracidade que se têm a respeito das informações acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos que se encontram no espaço e no tempo, sendo estes dois últimos provenientes das estrelas, que dão as coordenadas do Universo, e sendo aqueles, portanto, universais, pois que todas as coisas, que são as responsáveis pelas causas e pelos efeitos dos fatos e fenômenos, encontram-se sob as égides das estrelas, como será plenamente demonstrado quando eu tratar acerca do assunto específico.

Os conhecimentos devem ser captados pelos religiosos, por intermédio do órgão mental denominado de criptoscópio, através da percepção, devendo ser transmitidos através de teorias “a priori”, que tanto podem anteceder como postergar as experiências, por isso eles são as causas, com os conhecimentos, pois, representando o poder. E as experiências devem ser criadas pelos cientistas, por intermédio do órgão mental denominado de intelecto, através da compreensão, devendo ser transmitidas através de teorias “a posteriori”, que tanto podem anteceder como postergar os conhecimentos, por isso elas são os efeitos, com as experiências, pois, representando as ações. Eis aqui, portanto, as devidas explicações racionais para a potência e o ato, que são tão propalados pelos estudiosos.

Mas para a comunidade científica investigadora e pesquisadora, o conhecimento é o ato ou o efeito de conhecer, sem que os seus integrantes venham a fornecer maiores explicações elucidativas acerca do assunto, pelo que citam como exemplos o conhecimento de uma coisa, sem explicar o que seja a coisa em si, o conhecimento de um fato, sem explicar o que seja um fato em si, o conhecimento de um fenômeno, sem explicar o que seja um fenômeno em si, o conhecimento de uma lei, sem explicar de onde se origina a lei, o conhecimento de um princípio, sem explicar de onde se origina o princípio. Sem a noção do Saber, por excelência, que é a árvore de onde devem se ramificar todas as parcelas do Saber, somente posto neste mundo por intermédio do Racionalismo Cristão, a comunidade científica andará sempre às cegas, às tontas, em seus estudos, investigações e pesquisas no âmbito da matéria. E andando sempre às cegas e às tontas, a comunidade científica jamais poderá formar uma concepção acerca da realidade universal, em cuja realidade este mundo se encontra incluído, e assim formular ideias que sejam verdadeiras, reais, originais, autênticas.

Para a comunidade científica, as instruções que formam o cabedal científico são todas elas oriundas de experimentações e observações em laboratórios, sendo todas elas realizadas com base em hipóteses anteriormente levantadas, e neste contexto vão se destacando os homens que são considerados os portadores dos grandes conhecimentos científicos, com estes conhecimentos científicos sendo todos adquiridos por intermédio dessas experiências laboratoriais, ou então por intermédio de observações realizadas com os olhos da cara, quer dizer, da ilusão da matéria direta para a própria ilusão da matéria.

Então, para esses cientistas é a experiência quem produz o conhecimento, ou seja, é a experiência quem valida as hipóteses levantadas para torná-las conhecimento científico, quando, na realidade, é exatamente o contrário, com os conhecimentos metafísicos religiosos devendo ter as suas correspondentes experiências físicas científicas para formar as parcelas do Saber, em que as experiências são diferentes dos conhecimentos, pois que estes são as fontes daquelas, com ambos se completando em plena e total harmonia, como se pode claramente constatar. E mais: com a grande diferença de que os conhecimentos e as experiências não se misturam, pois não se pode confundir causa com efeito, e vice-versa.

E esses cientistas querem porque querem ter a consciência desses seus conhecimentos científicos, quando deveriam, em primeiro lugar, saber o que é a consciência, já que ainda não sabem o que ela seja e nem o que ela representa para os conhecimentos e para as experiências, e depois tomarem a consciência de si mesmos, quanto à sua composição astral, que forma a inteligência do espírito, e do corpo carnal, através do qual a inteligência do espírito se manifesta neste mundo Terra, com ele tendo que transcender ao ambiente terreno, elevando-se ao Espaço Superior, utilizando-se da sua moral, para lá perceber e captar os conhecimento metafísicos acerca da verdade, transportando-se ao Tempo Futuro, utilizando-se da sua ética, para lá compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, e, por fim, elevar-se ao Espaço Superior e se transportar ao Tempo Futuro, simultaneamente, utilizando-se da sua educação, para que assim possa se universalizar, para que percorrendo as coordenadas universais possa coordenar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, alcançando o Saber, por excelência, que traduz a existência da própria razão.

Em suas teorias um tanto quanto bobas e pueris, os estudiosos que integram a comunidade científica afirmam que no conhecimento se tem dois elementos básicos: o sujeito, que é o cognoscente, e o objeto, que é o cognoscível. O sujeito ou o cognoscente é o indivíduo capaz de adquirir o conhecimento ou o indivíduo que possui a capacidade de conhecer, quando, na realidade, o ser é capaz de captar conhecimentos, de criar experiências, de adquirir atributos individuais e relacionais e tudo o mais que seja necessário à sua evolução, o que lhe permite a inteligência necessária o suficiente para perscrutar o Universo. Assim, para os estudiosos, o cognoscível é o que se pode conhecer, mas eles ignoram que tudo se pode conhecer, já que tudo na natureza se refere às coisas, aos fatos e aos fenômenos universais, além das estrelas que brilham pelo firmamento, e nada mais. Além de tudo, a natureza não faz mistério do que quer que seja, pois que o mistério se encontra na imaginação dos seres humanos, principalmente no âmbito do sobrenatural, fruto das suas ignorâncias.

E por fim, para esses estudiosos, o termo conhecimento inclui, mas não está limitado, a descrições, a hipóteses, a conceitos, a teorias, a princípios e a procedimentos que são úteis ou verdadeiros, o que comprova realmente que eles não sabem o que dizem, já que depois de tudo isso vêm afirmar que o estudo do conhecimento é a gnosiologia, quando ignoram completamente que esta representa um processo por que passam os veritólogos e os saperólogos para que consigam penetrar a verdade e a sabedoria, respectivamente, com vistas ao Saber, por excelência. No momento oportuno, eu vou demonstrar claramente as gnosiologias pelas quais Luiz de Mattos e este explanador passaram. Para eles, hoje existem vários conceitos para a palavra gnosiologia, e que é de ampla compreensão de todos que o conhecimento é aquilo que se sabe de algo ou de alguém, isto em um conceito menos específico. Contudo, para que eles possam falar acerca deste tema no âmbito dito científico, é indispensável abordar os conceitos de dado e informação, segundo eles mesmos assim vêm afirmar. Quanta confusão mental!

As experiências físicas, na realidade, são as ações ou os efeitos de experimentar os conhecimentos metafísicos correspondentes, de ensaiá-los, de pô-los à prova, de analisá-los, portanto, de verificar as coisas, os fatos e os fenômenos universais por meios práticos da vida ou por meio de experimentos, verificando através de ensaios ou tentativas se satisfaz ou não a certas e determinadas condições, podendo ser consideradas como sendo os conhecimentos físicos derivados das observações e das práticas criativas das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, em que este mundo se encontra incluído, pois que existe uma interação universal entre todos os seres, com todos estando ligados à vida, com as experiências demonstrando a instrução, a habilidade e a perícia adquiridas com a prática, com o exercício contínuo das atividades espirituais entre os seres. O exemplo disso se torna bastante evidente quando alguém se forma em algum curso de nível superior, os conhecimentos por ele adquiridos não lhe permitem exercer com êxito a sua profissão, sendo necessário que ele vá adquirindo as práticas correspondentes a esses conhecimentos adquiridos, que são nada mais nada menos do que as experiências adquiridas, o que implica em dizer que conhecimento é algo completamente diferente da experiência, mas que juntas formam o saber. Justamente por isso os conhecimentos são metafísicos, para que formem um corpo de doutrina, e as experiências são físicas, para que formem um corpo de sistema, em que este interage com o meio, mas aquela não.

Assim, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria se completam, com cada um dos lados tendo o seu valor próprio e específico, daí a exigência requerida para que ambos sejam coordenados pela razão. As experiências físicas acerca da sabedoria dão também as informações a respeito das coisas, dos fatos e dos fenômenos próprios deste mundo, que não deixam de ser universais, e que se encontram no Tempo Futuro, as quais são criados pelo órgão mental denominado de intelecto, por intermédio da compreensão, devendo ser transmitidas através de teorias “a posteriori”, que podem anteceder ou postergar aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, por isso elas são os efeitos. As experiências, pois, representam as ações.

Ignorando completamente a natureza das experiências, os estudiosos que formam a comunidade científica as restringem apenas às suas considerações, ao levantamento das suas hipóteses, para que possam confirmar a essas hipóteses e se transformar em conhecimentos, daí a razão pela qual elas se ligam diretamente aos métodos científicos, mais especificamente aos métodos experimentais que fundamentam as suas hipóteses, em que as experiências científicas consistem nas observações dos fenômenos sob as condições que o pesquisador pode controlar, com a hipótese sendo a guia do que se deve e do que não se deve observar, do que se deve e do que não se deve procurar, ou de que experimentos realizar, a fim de descobrir alguma lei da natureza, por isso eles ainda não aprenderam como se pode experimentar e como se pode certificar a existência da espiritualidade, algo que este explanador, na condição de cientista, conseguiu realizar. Para eles, a experiência científica é uma das abordagens empiristas fundamentais necessárias à ampliação do conhecimento humano, invertendo assim as posições, uma vez que são os conhecimentos quem devem ampliar fundamentalmente as experiências, a priori, embora possa ocorrer o inverso, a posteriori.

Nessas suas representações imaginativas, que são imagens, apenas imagens, nada mais que imagens, a grande regra na experimentação é variar apenas uma circunstância de cada vez, e manter todas as outras circunstâncias rigidamente invariáveis. Há dois motivos para essa regra: em primeiro lugar, se há a variação de duas condições por vez, e se acha algum efeito, não há como dizer se o efeito é devido a uma ou a outra condição, ou às duas em conjunto; em segundo lugar, se não há a observação de nenhum efeito, não há como concluir com segurança que as duas condições são indiferentes, já que uma condição pode ter neutralizado o efeito da outra. A isto eles denominam de grupo de controle.

Se uma experiência é conduzida cuidadosamente, os resultados suportam ou refutam a hipótese. De acordo com algumas saperologias baratas da ciência, um experimento nunca pode provar que a hipótese está correta, pode apenas apoiá-la, ou estabelecer relações, que os estudiosos denominam de reações de causa e efeito entre fenômenos. Porém, um experimento que providencia um contraexemplo pode refutar uma teoria. A experimentação apenas providencia nexos causais entre as variáveis isoladas.

Para os estudiosos, tanto a observação como a experimentação podem ser muito facilitadas com o uso de instrumentos científicos, como telescópios, microscópios, etc., e, também, com a seleção de lugares e períodos adequados para fazer as observações, ignorando, portanto, que tudo isso são as extensões dos olhos da cara. Entretanto, eles afirmam que é importante saber diferenciar a experimentação da observação. Nenhum uso de instrumento científico, e nenhum problema tido durante a observação do fenômeno investigado, pode ser dito como sendo um caráter experimental da observação, a menos que o fenômeno observado e as circunstâncias da sua ocorrência sejam realmente afetados e controlados pelo instrumento. Na observação, o investigador ou o pesquisador não controla o sistema observado, não pode variar circunstâncias. Assim, a grande vantagem da experimentação sobre a pura observação é que sob condições experimentais, normalmente é mais fácil de analisar precisamente um fenômeno complexo em seus componentes, e variar as circunstâncias da sua ocorrência, de modo que seja possível chegar a conclusões indutivas confiáveis a respeito da conexão entre certos antecedentes e consequências, ou condições e resultados. Então, quando os fenômenos e as circunstâncias das suas ocorrências se encontram completamente além do controle do observador, ele pode negligenciar totalmente alguns fatores importantes, e julgar errada a função dos outros.

Em resumo, é o seguinte: para a comunidade científica uma experiência pressupõe necessariamente um aparato experimental, que é o material a ser utilizado; um procedimento, que é a sequência de atitudes e medidas a serem feitas pelo experimentador; e um relatório, que deverá descrever detalhadamente toda a experiência realizada, analisar os dados obtidos por meio das medidas e chegar a uma conclusão.

Os estudiosos classificam as experimentações científicas em experimentação pura e quase-experimentação. A experimentação pura tem como característica fundamental o controle por parte do experimentador sobre as fontes alternativas de variância, mediante a aleatorização dos fatores. Já nos quase-experimentos, a aleatorização não é possível e o investigador ou pesquisador deve proceder de forma a neutralizar da melhor forma possível, uma a uma, as possíveis fontes de desvios dos resultados.

Quanto a classificação das variáveis, ela pode ser feita da seguinte forma: dependente e independente. As variáveis dependentes, que são as respostas, são produzidas pelo experimento; enquanto as variáveis independentes podem ser manipuladas completamente pelo experimentador.

Assim, continuando ao dito mais acima deste tópico, nesse aglomerado de regras básicas, a comunidade científica investigadora e pesquisadora demonstra que ainda não se desligou do latim medieval, da sua própria parafernália linguística, que no caso são os termos diversos e imprecisos para designar tudo aquilo que ela entende sejam essas regras básicas. Parece até que ela não aprendeu ainda sequer a falar, a se expressar clara e corretamente, já que não consegue dizer com precisão, inteligivelmente, aquilo que realmente quer comunicar, para que todos que imaginam possam formar pelo menos uma representação de imagem em comum a respeito daquilo que ela quer ou que pretende transmitir.

Neste caso, antes de adentrar propriamente na explanação dos métodos tidos como sendo científicos, eu devo assumir a obrigação de explicar o significado real dos termos utilizados pelos estudiosos que formam a comunidade científica investigadora e pesquisadora, além de outros termos esclarecedores, para que todos que imaginam possam adquirir a mesma representação por imagem em comum, e assim possam também avaliar com precisão a esse emaranhado confuso de natureza dita científica em que eles se encontram presos e enrolados. É óbvio que aqui se trata somente de uma síntese, necessária apenas para a formação de uma leve representação de imagens, mas adequada, já que todos os assuntos deverão ser tratados em seus detalhes precisos no decorrer desta obra.

Tanto o Saber, por excelência, assim como também as parcelas do Saber, tratam apenas das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, que formam a natureza, mas que são de âmbito universal, e nada mais, pois que nada mais existe, a não ser as Propriedades de Deus, através das quais nós evoluímos, em que as inúmeras e inúmeras combinações entre as propriedades da Força e da Energia se nos apresentam em forma de estrelas cintilantes por toda a abóbada celeste, como ainda deverá ser devidamente demonstrado.

Com relação às coisas, eu posso afirmar, preliminarmente, que da Coisa Total vem todas as coisas, que é o mesmo que dizer que do Criador vem todas as criaturas, ou como do Ser Total vem todos os seres, o que implica em dizer que a Coisa Total, ou Criador, ou o Ser Total, representa uma única Entidade, ou uma única existência, e que as coisas, as criaturas ou os seres representam as incontáveis entidades, ou as várias existências, que Dele, de Deus, são provenientes, do ser atômico mais simples, que é o ser mais imperfeito que existe em todo o Universo, como no caso do ser hidrogênio, ao ser humano, que na última escala evolutiva alcançou a condição de espírito, com todos tendo que retornar para as suas origens, sem que haja qualquer exceção, que é a mesma para todos os seres, por isso não existe essa esdrúxula representação imaginativa da salvação, que é sobrenatural.

Os fatos têm como finalidade os casos ou os acontecimentos decorrentes das relações de trocas de conhecimentos metafísicos e de experiências físicas que existem entre as coisas menos e mais evoluídas, que se cruzam direta e temporariamente, mas sem que jamais ocorram quaisquer modificações físicas nas mesmas.

E os fenômenos têm como finalidade as modificações físicas operadas nas coisas que se ligam direta e temporariamente, com a interveniência das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais provenientes dos fluidos, que muitos denominam de éter, com tais modificações sendo controladas pelas ações dos pensamentos conscientes advindos da alta espiritualidade, mas podendo também ser modificadas pelos espíritos que aqui se encontram, estejam eles encarnados ou não.

As coisas, os fatos e os fenômenos deverão ser explanados à parte, quando eu adentrar nos seus assuntos específicos, ainda nestes PROLEGÔMENOS.

Tudo gira em torno da evolução das coisas, das criaturas, ou dos seres, que são os grandes responsáveis pelas causas e pelos efeitos dos fatos e dos fenômenos da natureza. Assim, quando nos dispomos a examinar, investigando e pesquisando, a natureza em busca do Saber, por excelência, ou lidando com as parcelas do Saber, em busca de aprofundar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria específicos, que são especializados, nós nos defrontamos apenas com as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza que a compõem, e nada mais.

Quando nos utilizamos do nosso órgão mental denominado de criptoscópio e procuramos fazer uso da nossa percepção para captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade existentes no Espaço Superior, nós estamos nos elevando a ele para podermos estudá-lo, para podermos observá-lo, para podermos examiná-lo com atenção, para que então possamos averiguar minuciosamente o que nele se encontra contido, através de uma investigação, que, em outras palavras, é o estudo da natureza, uma das maneiras de se evoluir. Nesse estudo, é preciso que todos os órgãos mentais que formam a nossa inteligência estejam desenvolvidos o suficiente para que assim possam perceber e captar e transmitir com precisão aquilo que se estuda e que se espera obter como resultado. Assim, quando não se tem a certeza absoluta de que os conhecimentos metafísicos percebidos e captados não correspondem à realidade, o termo correto para designá-los deve ser especulação. A especulação, portanto, é o ato ou o efeito de especular o resultado de um estudo, de uma investigação que ainda não foi teorizada “a priori”, fazendo conjecturas, supondo que os conhecimentos metafísicos são de uma determinada maneira, por ainda se encontrarem em exploração, em consideração com a realidade.

Quando nos utilizamos do nosso órgão mental denominado de intelecto e procuramos fazer uso da nossa compreensão para criar as experiências físicas acerca da sabedoria decorrentes do Tempo Futuro, nós estamos nos transportando a ele para sofrê-lo, para observá-lo, para examiná-lo com atenção, para averiguarmos minuciosamente o que nele pode se encontrar contido, através de uma pesquisa, que em outras palavras é o sofrimento, que tanto pode ser prazeroso como doloroso, uma das maneiras de se evoluir. Nesse sofrimento, é preciso que todos os órgãos mentais que formam a nossa inteligência estejam desenvolvidos o suficiente para que assim possam compreender e criar e transmitir com precisão aquilo que se sofre e que se espera obter como resultado. Assim, quando não se tem a certeza absoluta de que as experiências físicas compreendidas e criadas darão certo e deverão corresponder à realidade, tendo como fonte a verdade, e somente ela, o termo correto para designá-las deve ser hipótese. A hipótese, portanto, é o ato ou o efeito de hipotetizar o resultado de um sofrimento, de uma pesquisa que ainda não foi teorizada “a posteriori”, fazendo conjecturas, supondo que as experiências físicas são de uma determinada maneira, por ainda se encontrarem em exploração, em consideração com a realidade.

Tanto nas especulações, em que se procuram antecipar os conhecimentos metafísicos, como nas hipóteses, em que se procuram antecipar as experiências físicas, as suposições ainda são duvidosas, mas não improváveis, já que poderão posteriormente ser confirmadas direta ou indiretamente. Em sendo assim, tanto as especulações como as hipóteses podem servir de proposições que se admitem de modo provisório, das quais se podem deduzir ou induzir um conjunto dado de proposições que antecedem a outras, servindo-lhes de fundamento, respectivamente. No entanto, tudo aquilo que é fundado em especulações ou hipóteses é duvidoso, incerto, embora seja obrigado a se encontrar necessariamente provido de lógica, com alguma fundamentação.

Quando as especulações e as hipóteses são consideradas como sendo autênticas, verdadeiras, por estarem em conformidade com a realidade posta pela natureza, elas se transformam em três tipos de teorias, que são as seguintes: teorias “a priori”, teorias “a posteriori” e, simplesmente, teorias. As teorias “a priori” são aquelas que se referem aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, portanto, que dizem respeito às causas. As teorias “a posteriori” são aquelas que dizem respeito às experiências físicas acerca da sabedoria, portanto, que dizem respeito aos efeitos. E as teorias são aquelas que se referem tanto aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade como às experiências físicas acerca da sabedoria, estando ambos coordenados, portanto, que dizem respeito às causas e aos efeitos, simultaneamente.

O nosso objetivo maior é evoluir espiritualmente, então tudo aquilo que nos diz respeito tem uma grande finalidade: evoluir. Há, pois, sempre um método ou um caminho a seguir para que possamos alcançar a uma finalidade almejada, a fim de irmos completando a nossa evolução espiritual. No caso da aquisição dos atributos individuais de natureza superior, por exemplo, temos que adquirir a moral, através da coragem, da honestidade, da bravura, da decência, da intrepidez, da ousadia, da franqueza, da sinceridade, e tantos e tantos outros atributos individuais superiores. No caso da aquisição dos atributos relacionais de natureza positiva, por exemplo, temos que adquirir a ética, através do decoro, da distinção, da cortesia, da delicadeza, da honorabilidade, do merecimento, da benemerência, da cordialidade, e tantos outros atributos éticos positivos. Sempre temos uma finalidade aspirada em nossas existências, e para elas temos também sempre um método a ser adotado para que alcancemos ao seu fim, o que ocorre no cotidiano das nossas vidas.

No entanto, os métodos se fazem mais presentes de maneira mais técnica quando na captação dos conhecimentos metafísicos e na criação das experiências físicas, pelo fato dos seres humanos necessitarem de um conjunto de processos mais analisados e precisos para que possam obter a ambos. Então vamos ver como os estudiosos que formam a comunidade científica investigadora e pesquisadora conseguiram adquirir a essas técnicas, que eles consideram como sendo científicas, mas que não são, pois que não se pode adotar um método preciso para se conhecer a matéria, uma vez que esta não existe, mas se pode adotar métodos para manipular as coisas, tidas como se fossem matérias, o que somente pode ocorrer por intermédio da imaginação, em cuja fase os seres humanos ainda se encontram.

Na maioria das disciplinas ditas como sendo científicas, os métodos consistem em juntar evidências hipotéticas empíricas verificáveis, baseadas nas observações sistemáticas e controladas, geralmente resultantes de experiências em laboratórios, ou em pesquisas de campo, e analisá-las com a utilização da lógica, que na realidade os ditos cientistas não sabem empregar, já que procuram se conservar presos à ilusão da matéria. Para muitos autores, o método científico nada mais é do que a lógica aplicada às ciências, mas, como que repetindo, caso eles soubessem com exatidão que a lógica é a arte de raciocinar com acerto, por certo que procurariam raciocinar de maneira diferente da maneira como vêm raciocinando, obviamente que da maneira acertada, tentando antes de tudo investigar e pesquisar a natureza da nossa inteligência, que nos leva a raciocinar verdadeiramente com lógica, portanto, com acerto. Os ditos cientistas se consideram o suprassumo da inteligência humana, no entanto, eles ignoram completamente como se forma e como se desenvolve a inteligência, notadamente a inteligência humana, então eles se julgam os maiorais naquilo que eles mesmo ignoram. Isto é ou não é uma tremenda incongruência?

Assim, a metodologia científica se refere ao estudo dos pormenores dos métodos empregados em cada área dita como sendo científica, e, em essência, dos passos comuns a todos esses métodos, quer dizer, dos métodos considerados como sendo das ciências em sua forma geral, que ousada e erroneamente se supõem sejam universais, quando, na realidade, são todas restritas ao ambiente terreno. Embora os procedimentos variem de uma área da ciência para outra, consoante as naturezas das disciplinas ditas científicas, as quais são diferenciadas pelos seus distintos objetos de estudo, consegue-se de certa maneira determinar certos elementos que diferenciam o método científico de outros métodos encontrados em áreas consideradas como sendo não científicas, estando eles presentes na Saperologia e mesmo nas religiões, e mesmo ainda nos credos e nas suas seitas, o que indica claramente que os estudiosos ignoram completamente a Veritologia e a Saperologia, que são coordenadas pela Ratiologia, portanto, o Saber, por excelência. E, em decorrência, tratando assim as religiões como se fossem simplesmente credos e seitas, demonstram também ignorar completamente as naturezas das verdadeiras religiões, por conseguinte, as próprias ciências que julgam delas tratar, e assim as religiociências, que se ocupam da totalidade de cada uma das parcelas do Saber. E em tudo eles também diferenciam os métodos matemáticos de todas as demais disciplinas.

Mas toda essa metodologia dita científica se julga ter a sua origem no método elaborado por Descartes, que foi um veritólogo, e não um saperólogo, o denominado Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, do qual os estudiosos não possuem a mínima noção. Ora, não precisa de muito raciocínio para se constatar que esse método cartesiano é especificamente destinado ao processo por intermédio do qual um ser humano, mais propriamente um cientista, torna-se um saperólogo e procede à sua primeira filosofia, agora sendo denominada de Saperologia, como a sua própria denominação está expondo claramente em sua forma literal, o que demonstra logicamente que ele não deve ser utilizado pelas ciências em suas experiências científicas.

Quando todos forem cientes de que foi justamente este método cartesiano por mim utilizado para me tornar um saperólogo, tendo sido ele demonstrado passo a passo, ou melhor, parte a parte, então poderão constatar como realmente se procede experimentalmente no âmbito científico, na trajetória do âmbito científico para o âmbito saperológico, justamente neste intervalo, que caracteriza a ação ou o efeito de transitar, marcando definitivamente a passagem de um estágio evolutivo para outro mais elevado, no âmbito saperológico, criando as experiências físicas acerca da sabedoria no Tempo Futuro e, finalmente, após ingressar no âmbito da Ratiologia, tornando-se um ratiólogo, captando os conhecimentos metafísicos no Espaço Superior e criando as experiências físicas correspondentes no Tempo Futuro, simultaneamente, perscrutando com a luz astral cada uma das coordenadas do Universo, fornecidas pelo espaço e pelo tempo, através das estrelas.

Mas mesmo assim, o método cartesiano serviu de subsídio para que fosse posteriormente desenvolvido de maneira empírica pelo físico inglês Isaac Newton, com este ignorando que Descartes era um veritólogo, não tendo, portanto, proposto simplesmente um método, mas sim um método que deve ser considerado em conjunto com a meditação, mas que todos desprezam ou ignoram a própria meditação, sem levá-la em consideração, em virtude da ignorância e da falta de raciocínio, que não permitiram o exame da sua grande importância para o método cartesiano, justamente para que um ser humano pudesse se tornar um saperólogo e, nesta condição, investigar e pesquisar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, a fim de poder comprová-los e certificá-los.

Os próprios estudiosos consideram, mesmo que de modo equivocado, que pelo seu método Descartes propôs chegar à verdade através da dúvida sistemática e da decomposição do problema em pequenas partes, que são as características que definiram a base da pesquisa dita científica. Meu Deus, como alguém pode conseguir chegar à verdade partindo da dúvida, e como esta pode ser sistemática, se os seus conhecimentos metafísicos nada têm a ver com o sistema, pois que formam um corpo de doutrina! E por que, mesmo assim, a comunidade científica não se dispõe a partir em busca da verdade? Se a comunidade científica fosse verdadeiramente investigadora e pesquisadora, teria examinado mais profundamente o dizer de Jesus, o Cristo, quando afirmou: “Procurai a verdade e a encontrarás”. Mas parece que esse dizer do nosso Redentor representa luz astral em excesso para as suas mentes confusas e entorpecidas com a ilusão da matéria.

De qualquer maneira, tomando por base o método cartesiano para as suas pesquisas científicas, as ciências conseguiram manipular com certa eficácia aquilo que os cientistas oficiais julgam seja a matéria, formando assim os sistemas científicos mais simples, de onde surgiram os primeiros conhecimentos científicos, sendo todos eles falsos, em que outros falsos conhecimentos foram gradualmente se incorporando cada vez mais e mais, com os cientistas partindo às suas maneiras em busca da descrição do todo, que em outras palavras é o Saber, por excelência, mas que eles não sabem e nem sequer imaginam onde encontrá-lo, e muito menos como obtê-lo, mas que o Racionalismo Cristão agora está transmitindo para toda a nossa humanidade, por intermédio desta obra de A Filosofia da Administração, para que assim eles possam se tornar realmente esclarecidos e redirecionar tanto as suas investigações como as suas pesquisas para o campo da espiritualidade, afastando-se da ilusão da matéria, por conseguinte, redirecionando as suas próprias vidas de estudiosos que realmente são, o que não se pode contestar e nem pôr em dúvida.

O Círculo de Viena acrescentou a esses estudos científicos a necessidade da verificação e o método da indução, o que significa que os estudiosos cientistas jamais pretenderam partir das causas para os efeitos, dos conhecimentos metafísicos para as experiências físicas, o que implica em dizer que eles não possuem a mínima noção do que sejam uns e outras, respectivamente.

Karl Popper procurou demonstrar que nem a verificação e nem a indução, sozinhas, deveriam servir ao propósito da questão, que era o de compreender a realidade conforme esta deveria ser e não conforme gostariam que fosse, pois, os ditos estudiosos cientistas, deveriam trabalhar com o falseamento, quer dizer, deveriam levantar hipóteses e testá-las na procura de evidências de que elas estivessem certas, mas, sobretudo, evidências de que elas estivessem erradas. Caso uma hipótese não fosse capaz de resistir ao teste, dever-se-ia dizer que ela foi falseada. Caso contrário, dever-se-ia dizer que ela foi corroborada. Karl Popper afirmou também que a ciência é um conhecimento provisório, que funciona através de sucessivos falseamentos, e que nunca se prova uma teoria científica. A explicação para isso é que sendo esteadas na ilusão da matéria, as ditas ciências só podem ser provisórias, daí a razão de nunca alguém conseguir provar uma teoria dita científica, pois que a matéria em que ela se esteia não existe, sendo apenas uma ilusão, com a realidade sendo totalmente diferente daquilo que se imagina.

É por isso que a nossa humanidade, estando vivendo na fase da imaginação, jamais chegaria a supor a existência da realidade da vida, tendendo a permanecer sempre no âmbito da irrealidade, caso os tempos não fossem realmente chegados para que o Racionalismo Cristão desvendasse os segredos da vida e os enigmas do Universo, esclarecendo a todos os seres humanos e os espiritualizando, além de determinar um novo rumo a ser por eles seguido, em demanda do nosso Criador.

Thomas Kuhn procurou demonstrar que os paradigmas são elementos essenciais do método científico, sendo os momentos de mudança de paradigmas denominados de revoluções científicas, com os métodos científicos sendo construídos de forma que as ciências e as suas teorias evoluam com o tempo. Na realidade, como os tempos são realmente chegados, então as ditas ciências e as suas teorias materialistas jamais evoluirão com o tempo, pois que todas elas foram demolidas pela verdade, devendo agora ser reconstruídas totalmente em novas bases pela sabedoria. A verdade estabelece a realidade da vida, cumprindo a sua função de demolir com tudo aquilo que esteja em desacordo com a própria realidade que ela mesma estabelece, e a sabedoria, tendo a verdade como sendo a sua legítima fonte, portanto, esteada na realidade da vida, cumpre com a sua função de reconstruir tudo aquilo que a verdade demoliu, com essa reconstrução sendo toda ela esteada em novas bases. Mas para tanto, ambas têm que estar devidamente coordenadas pela razão.

Ignorando completamente a formação e o desenvolvimento das suas inteligências, principalmente em relação à prática dos seus poderes e das suas próprias ações, que os atributos individuais e relacionais vão comandando, sejam eles superiores ou inferiores, positivos ou negativos, respectivamente, quais são os órgãos mentais que as vão compondo, direcionando os caminhos a serem seguidos, em obediência a esses comandos, os estudiosos comumente se dizem ou se consideram saperólogos ou cientistas, embora ignorem uns e outros, mas nunca se dizem ou se consideram veritólogos ou religiosos, que ignoram mais ainda, se é que isso seja possível, pelo simples fato de também ignorarem do que realmente se trata. Assim, nessa mescla entre o criptoscópio e o intelecto, em que a consciência ainda se conserva um tanto quanto atrasada e ainda ofuscada pela tremenda ignorância em que todos medram, não apenas recentemente, mas desde os primórdios, a metodologia dita científica tem sido alvo de inúmeros debates de ordem considerada como sendo saperológica, sendo criticada por vários estudiosos tidos como sendo pensadores, avessos ao método cartesiano, no que estão corretos, pois que o método cartesiano não foi dirigido propriamente para as ciências em si, mas direcionado diretamente para a Saperologia, mais propriamente para a transição do estágio científico para o estágio saperológico, no processo natural da evolução.

O francês Edgar Morin, tido como sendo saperólogo, mas que ainda não é, embora demonstre um raciocínio e um pensamento mais diferenciados em relação aos demais, ao invés da divisão do objeto de pesquisa em partes, propõe uma visão sistêmica do todo. Esse novo paradigma é denominado de Teoria da Complexidade, em que a complexidade deve ser representada como uma tentativa de se contemplar ao todo. Embora para os estudiosos tal paradigma não implique a rigor na invalidade do método dito científico, em sua forma geral, este certamente propõe uma nova forma de aplicá-lo, no que se refere às particularidades de cada área, quanto ao objetivo de compreender a realidade na melhor forma possível. Mas essa Teoria da Complexidade tem lá a sua lógica, pois ao que tudo indica Edgar Morin parece engatinhar em busca do raciocínio sinóptico, mesmo estando preso à fase da imaginação.

Foi visto que no raciocínio silogístico, por ser o mais simples dos tipos de raciocínio, o raciocinador parte de duas premissas para se chegar a uma conclusão, seja no método dedutivo, seja no método indutivo. Já no raciocínio sinóptico, o raciocinador parte de um conjunto de premissas para se chegar a um conjunto de conclusões, seja no método dedutivo, seja no método indutivo. Como se pode claramente constatar, existe uma diferença imensa entre o raciocínio silogístico e o raciocínio sinóptico, já que este não é restrito, pois que procura lidar com o todo em que se ocupa. Por isso, quanto mais desenvolvido for o raciocínio sinóptico, tanto mais esse todo com que ele se ocupa vai se ampliando, o que denota claramente que a meta daqueles que são mais raciocinadores é o próprio Universo, no todo que ele representa.

Em relação ao método tido como sendo científico, o fluxograma abaixo demonstra um esboço desse método, em que nele se pode constatar os principais passos do método dito como sendo científico. Esse método começa pela observação, que deve ser sistemática e controlada, a fim de que se obtenham os fatos científicos. O método é cíclico, girando em torno do que se denomina de Teoria Científica, a união indissociável do conjunto de todos os fatos científicos conhecidos e de um conjunto de hipóteses testáveis e testadas capaz de explicá-los. Os fatos científicos, embora não sejam necessariamente reprodutíveis, têm que ser necessariamente verificáveis. As hipóteses têm que ser testáveis frente aos fatos, e, por tal, falseáveis. As teorias nunca são provadas, e sim corroboradas.

Como eu procedi mais acima, os estudiosos tidos como sendo cientistas não especificam com a precisão exigida o que sejam os fatos científicos e nem o que sejam as teorias, englobando-os de uma maneira geral, esperando o entendimento intuitivo, e não o entendimento capaz de fazer a lógica na compreensão.

 

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