04.03- O método da inferência

Prolegômenos
30 de maio de 2018 Pamam

Quando na explanação dos métodos da dedução e da indução eu indaguei o que os seres humanos pretendem agora inferir da vida, eu pretendi apenas me utilizar das indagações seguidas, repetindo-as, para fixá-las nas mentes dos seres humanos, e assim poder chamar a atenção para a indagação como sendo ela um método para fazer despertar em suas mentes uma reflexão maior sobre todo o contexto da vida humana neste mundo Terra, que engloba tanto os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, como as experiências físicas acerca da sabedoria, por intermédio dos quais se alcança a razão, que é a única via pela qual a nossa humanidade terá um rumo verdadeiro, um Norte firme e seguro para seguir ora em diante, em seu retorno glorioso para a Inteligência Universal, ou para Deus.

Mas como a nossa humanidade ainda se encontra na fase da imaginação, os seres humanos sentem uma imensa dificuldade em se afastar de representar tudo através de imagens, portanto, uma imensa dificuldade em conceber, formulando ideias acerca da realidade da vida. Assim, imaginando e imaginando sempre, estando presos aos seus próprios universos pessoais, sendo totalmente cativos do ambiente terreno, ao que tudo indica, muitos sequer conseguiram prestar alguma atenção na mesma indagação repetida e conseguiram efetuar alguma reflexão acerca desta indagação, enquanto que outros conseguiram prestar alguma atenção sobre elas e refletir um tanto a respeito. Mas em relação a estes últimos, nessas suas atenções e reflexões, em que eu parto das mais superficiais para as mais profundas, eles raciocinaram mais ou menos da seguinte maneira:

  • Olharam para si mesmos, apesar da indagação não ter sido de âmbito pessoal, o que demonstra claramente o universo pessoal em que cada ser humano ainda vive, onde prepondera a sua própria individualidade;
  • Realizaram um pequeno balanço do passado das suas vidas, invertendo as posições, quando primeiro deveriam ter abstraído o futuro;
  • Olharam para os seus presentes, quando antes deveriam ter analisado de modo mais amiúde os seus passados;
  • Lançaram um rápido golpe de vista para os seus futuros, quando primeiro deveriam tê-los abstraído, analisado os seus passados e os seus reflexos no presente, que por sua vez iriam refletir os seus futuros;
  • Realizaram uma introspecção e ponderaram acerca das suas mudanças de vida.

Isto tudo comprova sobejamente que estando na fase da imaginação, os seres humanos ainda não aprenderam a ler corretamente, pois que ler, na acepção da palavra, não é percorrer com a vista o texto que está escrito, proferindo ou não as palavras, mas conhecendo-as em seus sentidos reais e verdadeiros, em conjunto com o contexto geral de tudo aquilo que se encontra transmitido pelo texto, quer lhes agradem, quer não, pois que na fase da imaginação os seres humanos tendem a tudo interpretar em conformidade com os seus paladares, ou em conformidade com as suas próprias conveniências, pois que todos pretendem que os fatos estejam de acordo com aquilo que as suas imaginações determinam. De qualquer maneira, quando não conseguirem apreender o sentido real de uma palavra, que adquiram pelo menos a boa disposição e se esforcem por pesquisá-la nos inúmeros compêndios bem elaborados que se encontram à disposição de todos que realmente queiram se esclarecer, para que assim consigam interpretar os textos mais a contento, progredindo criptoscópica e intelectualmente, tanto no contexto da vida como no contexto da espiritualidade, fazendo surgir a luz na consciência, que coordena aos dois outros órgãos mentais, em face da sua função e da sua finalidade.

Mas o fato é que nenhum ser humano sabe responder a esta indagação, mesmo que se disponha a passar o resto da sua vida estudando, investigando e pesquisando para respondê-la, pois que a sua resposta não pode ser fornecida com base no ambiente deste mundo, e muito menos é dada à imaginação. No entanto, todo aquele que julga possuir alguma cultura, ou alguma erudição, que por isso se considera inteligente, outrossim considerando a sua inteligência bem acima da inteligência comum posta neste mundo, mesmo ignorando completamente o que seja a inteligência, dana-se a tentar responder a tudo aquilo que lhe é indagado, mesmo sem nada saber a respeito, como, na realidade, todos os seres humanos, sem qualquer exceção, de nada sabem a respeito da vida, já que nada inferem sobre ela, ou seja mesmo lá do que for, quando então, sem que deem o braço a torcer, passam a falar bobagens por cima de bobagens, na esperança de que uma dessas bobagens coincida com aquilo que o indagador tenha guardado em sua mente como sendo a resposta verdadeira.

Não sabem esses metidos a conhecedores que a inteligência se manifesta no seu mais alto grau de racionalidade quando a questão posta para si é analisada em todos os seus sentidos, esquadrinhada por todos os meios, e quando a resposta não é encontrada com convicção, ele responde apenas com duas palavras: não sei! Ora, ninguém é obrigado a saber de tudo, por isso aqueles que pensam que sabem de tudo, de nada sabem, mesmo aqueles que são considerados como sendo os mais eruditos, pois que a sapiência somente pode ser adquirida no âmbito da espiritualidade, não podendo jamais ser adquirida na fase da imaginação, em que tudo é representado através de imagens, que são todas ilusórias, mas apenas na fase da concepção, de onde são formuladas as ideias, onde se encontra a realidade da existência eterna e universal, que deve ser comum a todos os seres humanos. Por outro lado, ninguém é obrigado a demonstrar inteligência, pois que esta vai se revelando naturalmente à medida que o ser humano vai empregando esforço no sentido de evoluir, por isso aqueles que procuram demonstrar ser detentores de muita inteligência estão apenas demonstrando as suas próprias vaidades, pois que nem sequer sabem o que seja realmente a inteligência, e nem tampouco a própria vaidade que exala por todos os poros.

Com relação à indagação por duas vezes acima efetuada, ela é de uma complexidade tamanha, que somente poderá ser compreendida em todo o seu teor após toda a minha explanação acerca do Racionalismo Cristão, que se encontra no site pamam.com.br, mas que através desta obra já se pode ter uma boa noção. E mais: após a indagação ser compreendida totalmente ao final da minha explanação, nenhum ser humano poderá ainda ser capaz de respondê-la, mesmo compreendendo todo o sentido da indagação, pois que a resposta se encontra inserida nos meus ideais a serem fixados na face da Terra.

A razão disso tudo é que os seres humanos por si, nada podem inferir da vida, pois que toda a nossa humanidade tem que ser conduzida pelo Astral Superior em retorno para Deus, o que somente se consegue através de um plano elaborado em plano astral pelos espíritos superiores, para que os executores desse plano encarnem neste mundo e possam conduzi-la rumo ao Criador. Por isso, somente os espíritos superiores podem inferir a realidade da vida para a nossa humanidade. E como integrante da plêiade do Astral Superior, na qualidade de espírito superior, eu reencarnei neste nosso mundo-escola não somente para explanar o Racionalismo Cristão, mas também provido dos mais elevados ideais, os quais serão devidamente fixados na face da Terra. Assim, somente após a explanação e a fixação dos meus ideais na face da Terra é que os seres humanos poderão decidir o que pretendem inferir da vida, em respeito ao próprio livre arbítrio que eles detêm.

Para tanto, os seres humanos têm que apreender em seus corpos mentais os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, sendo cônscios do que seja o método da dedução, assim como também apreender em seus corpos mentais as experiências físicas acerca da sabedoria, sendo cônscios do que seja o método da indução. A verdade e a sabedoria são coordenadas pela razão. É somente aqui, neste ponto, que os seres humanos deverão apreender em seus corpos mentais o que seja o método da inferência. É assim, e somente assim, que as religiões e as ciências poderão se fazer valer neste mundo, afastando-se da ilusão da matéria e ingressando na espiritualidade, pois que tudo na vida humana diz respeito diretamente à Espiritologia, já que somos todos espíritos, para que então possam surgir as religiociências, que devem coordenar a ambas.

Como os seres humanos antes ignoravam completamente o que eram os métodos da dedução e da indução, somente agora estando cônscios do que eles realmente sejam, é óbvio que eles também ignoram completamente o que seja o método da inferência. Neste caso, antes da sua explanação, eu devo primeiro evidenciar aquilo que os populares e alguns compêndios entendem pelo que seja o significado de inferir, assim mesmo como verbo, e não como substantivo, para que então possa comprovar primeiro toda a ignorância popular:

  • José Luiz (SP): “Inferir é deduzir ou concluir algo, a partir do exame dos fatos e do raciocínio. Ex.: Analisando os fatos, o policial inferiu a causa do crime”.
  • Michelângelo (MT): “Deduzir pelo raciocínio. Ex.: Infiro que você está lendo esta definição!”.
  • Suzy (PR): “Tirar por conclusão; deduzir pelo raciocínio. Ex.: O recalque e a resistência estão para Freud como inferências: ‘inferências teóricas legitimamente extraídas de inúmeras observações’ (sobre a teoria do recalque)”.
  • Dicionário inFormal (SP): “Inferir é a capacidade de o indivíduo entender os pressupostos e subentendidos que estão nas entrelinhas de um texto ou de uma mensagem baseado no seu conhecimento de mundo e até em sua história de vida, é capaz de entender a ideologia que é transmitida por quem escreve a quem lê. Ex.: Maria como você está bonita hoje! Pode-se inferir que a pessoa é feia, mas somente naquele dia estava bonita”.
  • Dicionário inFormal (SP): “O mesmo que deduzir, achar com algum fundamento, perceber, notar. Ex.: Logo que chegou ele já inferiu que alguma coisa estava errada”.
  • Flávio Rodrigues (PR): “Chegar à conclusão de algo desconhecido se eliminando ou se agrupando o que já se conhece. Ex.: Se mostramos três animais a uma pessoa, sendo dois conhecidos, como o gato e o cachorro, e um completamente desconhecido, como um ornitorrinco, por exemplo, e lhe perguntarmos qual é o ornitorrinco, ela dirá qual é o certo, simplesmente eliminando os dois que ela sabe que não são”.
  • Flávio Rodrigues (PR): “O inferimento é um mecanismo natural do processo evolutivo do cérebro que favorece o aprendizado daquilo que desconhece. Ex.: Alguns animais como os cachorros, os macacos e os golfinhos demonstram capacidade de inferimento em seu aprendizado”.
  • Dicionário inFormal (SP): “Consequência derivada de um raciocínio onde se soma a lógica dedutiva e também a indutiva. É um raciocínio que, ainda que certo, não é absoluto como a dedução. Ex.: … infere-se de todo o conjunto probatório nos autos, que fulano realmente praticou o crime”.
  • Vinícius Tavares (PE): “Definir, concluir, deduzir. Ex.: Faltam-me elementos para inferir a sua honestidade”.
  • Dicionário Eletrônico: “Tirar uma conclusão a partir da análise de alguma coisa, de fatos. Ex.: Inferiu um conceito se baseando nos dados; inferia das provas a culpabilidade do réu. Sinônimos de inferir: alcançar, compreender, deduzir, depreender, entender, perceber e saber. Palavras relacionadas: dessumir, extrapolar, concluir, intrujir, coligir, manjar, atingir, discernir, toscar e capiscar”.
  • Autor desconhecido: “Deduzir por meio de raciocínio, tirar por conclusão ou consequência. Ex.: Pela letra inferiu logo quem lhe escrevera. Infira-o o leitor da seguinte história”.
  • Dicionário Eletrônico: “Inferir significa deduzir, concluir. É chegar a uma conclusão final sobre algum fato ocorrido, através de seguidas deduções. Inferir é formar uma ideia final de algumas informações através do raciocínio, do exame dos fatos. Ex.: Faltam-me elementos para inferir a sua honestidade. Quando chegamos a uma conclusão de algum fato baseada em suposições, apenas por presumir algo, estamos fazendo uma conjectura. A palavra inferir é muito empregada na área jurídica. Ex.: Não se podendo inferir da documentação reunida nos autos. Tirar conclusão. Ex.: Divórcio consensual permite inferir a ocorrência de trânsito em julgado de sentença estrangeira. Concluir. Ex.: Buscar nos autos as razões que levam a inferir em benefício ao réu. Levar à conclusão. Outros significados e conceitos que podem interessar: conjectura, mitigar, remir, c’est fini, cerrar, método científico, arrazoar, ululante. Significados populares: valores morais, conhece-te a ti mesmo”.

Dadas todas essas compreensões no âmbito popular e de alguns dicionários eletrônicos, vejamos agora o termo inferir sendo empregado pela imprensa no cotidiano. As expressões abaixo foram retiradas do jornal Folha de São Paulo em 08/07/2009, 07/01/2010 e 11/01/2011:

Além disso, há características que podem nos fornecer informações sobre a origem geográfica ancestral das pessoas: uma pele negra pode nos levar a inferir que a pessoa tenha ancestrais africanos, olhos puxados evocam ancestralidade oriental, etc. Mas isso é tudo: não há nada mais que se possa captar à flor da pele”.

Apresentando o estudo nesta quarta-feira (6) em Washington, no encontro anual da Sociedade Astronômica Americana, Jackson exibiu estimativas de quanta matéria o planeta vem perdendo, e reverteu a conta para trás, tentando inferir como Corot-7b seria em um passado distante”.

A análise dos sinais de rádio emitidos por essas regiões permite inferir a velocidade com que nuvens e estrelas transitam em sua órbita ao redor do centro galáctico”.

Estando devidamente comprovadas as ignorâncias dos populares, dos dicionários eletrônicos e dos jornalistas, eu devo agora expor a ignorância dos próprios estudiosos que tratam do assunto, uma vez que a ignorância da nossa humanidade é geral, pois que os seres humanos ignoram tudo aquilo que se refira ao âmbito da espiritualidade, já que todos eles vivem na fase da imaginação, portanto, no âmbito da irrealidade da vida, pois que consideram tudo como sendo matéria ou então sobrenatural, vivendo nessas ilusões e devaneios, respectivamente, que jamais podem traduzir a realidade da vida.

Assim, para os estudiosos, mesmo com eles se referindo diretamente à lógica, a inferência ou ilação é a operação intelectual mediante a qual se afirma a verdade de uma proposição em decorrência da sua ligação com outras proposições já reconhecidas como sendo verdadeiras. Consistindo, portanto, em derivar conclusões a partir de premissas conhecidas ou decididamente verdadeiras, com a conclusão sendo também denominada de idiomática. O processo pelo qual uma conclusão é inferida a partir de múltiplas observações é denominado de processo dedutivo ou indutivo, dependendo do contexto. A conclusão pode ser correta, incorreta, correta dentro de um certo grau de precisão, ou correta em certas situações. Conclusões a partir de observações múltiplas podem ser testadas por observações adicionais.

Com esses estudiosos partindo do princípio de que Aristóteles definiu uma série de silogismos que podem ser utilizados como blocos de construção para o raciocínio complexo, como se a simplicidade do silogismo realmente caracterizasse o raciocínio complexo, os estudiosos, começando com o mais famoso de todos eles, ao que denominam de processo dedutivo, dão o seguinte exemplo de inferência:

  • Todos os homens são mortais;
  • Sócrates é um homem;
  • Portanto, Sócrates é mortal.

O problema é que este exemplo dado pelos estudiosos não se refere ao método da dedução, e muito menos ao método da inferência, mas sim ao método da indução. De qualquer modo, para os estudiosos as premissas e a conclusão são verdadeiras, mas a lógica segue junto com a inferência. No entanto, para eles, a verdade da conclusão nem sempre se segue da verdade das premissas, pois a validade de uma inferência depende da forma da inferência, ou seja, o termo válido não se refere à verdade das premissas ou da conclusão, mas sim à forma da inferência, por isso uma inferência pode ser válida, mesmo se as partes são falsas, e pode ser falsa, mesmo se as partes são verdadeiras, mas uma forma válida e com premissas verdadeiras sempre terá uma conclusão verdadeira. Então eles fornecem o seguinte exemplo:

  • Todos os frutos são doces;
  • A banana é uma fruta;
  • Portanto, a banana é doce.

A seguir eles fornecem um exemplo de uma forma inválida:

  • Todo A é B;
  • C é um B;
  • Portanto, C é um A.

Para mostrar que esta forma é inválida, eles buscam demonstrar como ela pode levar a partir de premissas verdadeiras para uma conclusão falsa, assim:

  • Todas as maçãs são frutas (correto);
  • Bananas são frutas (correto);
  • Portanto, as bananas são maçãs (errado).

Um argumento válido com premissas falsas, podem levar a uma falsa conclusão, pelo que dão o seguinte exemplo:

  • Todas as pessoas gordas são gregas;
  • John Lennon era gordo;
  • Portanto, John Lennon era grego.

Quando um argumento válido é utilizado para derivar uma conclusão falsa de premissas falsas, a inferência é válida, pois segue a forma de uma inferência correta.

Um argumento válido pode também ser utilizado para derivar uma conclusão verdadeira a partir de premissas falsas, assim:

  • Todas as pessoas gordas são músicos;
  • John Lennon era gordo;
  • Portanto, John Lennon era um músico.

Neste caso, existem duas premissas falsas que implicam em uma conclusão verdadeira.

Para os estudiosos, uma inferência incorreta é conhecida como uma falácia, com os saperólogos que estudam a lógica informal compilando grandes listas deles, e os psicólogos cognitivos tendo documentado muitas vezes os raciocínios humanos que favorecem aos raciocínios incorretos.

E em relação aos sistemas de inferência automática, primeiro os estudiosos providenciaram a inferência lógica automática, uma vez que estes sistemas já foram temas de investigação extremamente popular, levando a aplicações industriais sob a forma de sistemas especialistas, e depois em business rule engines, que literalmente são os negócios para as regras de máquinas.

Em 1990, uma teoria sobre a inferência foi desenvolvida com maior profundidade por Chris Argyris, através de uma pesquisa científica, com o título de Ladder of Inference, ou seja, Escada da Inferência, em que o autor procura definir que os seres humanos adotam crenças baseadas em conclusões inferidas a partir daquilo que eles observam, mas nem sempre comprovadas, que são acrescidas de experiências passadas, em conformidade com o que também distingue como efeito borboleta, segundo alguns matemáticos, na interpretação do chamado Caos, que em chinês antigo tinha como interpretação uma letra, que era o “reinício”.

A partir das suas pesquisas baseadas em pensamentos anteriores, Chris Argyris considerou que todo ser humano tem a tendência de subir a Escada da Inferência rápido demais, no sentido empregado também na Estatística, ou seja, na denominada Matemática Aplicada, como se fosse no sentido saperológico puro. “Quase instantaneamente, após ver ou ouvir alguém falar ou agir”, as pessoas absorvem “e somam as novas observações e informações em seu conjunto de suposições já existentes”, algumas vezes incitando ações que têm apenas “uma relação distante em relação ao que foi originalmente observado ou ouvido”, e quando a dinâmica da escalada acontece dentro de um contexto social e ou organizacional é, por assim dizer, criado um ambiente de conflitos, podendo estes conflitos ser facilmente agravados pelas suposições assumidas. Ressaltando que a leitura deve ser realizada de baixo para cima, como subindo uma escada, essa sua escada teria o formato conforme abaixo:

  • Eu ajo de acordo com as minhas crenças;
  • Eu adoto crenças sobre o mundo;
  • Eu tiro conclusões;
  • Eu faço suposições baseadas nos significados que absorvi;
  • Eu absorvo significados (culturais e pessoais);
  • Eu seleciono dados a partir do que observo;
  • Todas as informações do mundo são dados e experiências observáveis;
  • As minhas crenças influenciam os dados que seleciono.

Estando posto agora tudo aquilo que no cômputo geral a nossa humanidade entende pelo que seja o método da inferência, vejamos o que ele representa realmente no contexto de âmbito universal, e não restrito ao ambiente próprio deste mundo.

É sabido que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são todos captados do Espaço Superior, através da percepção oriunda do órgão mental denominado de criptoscópio, e que eles representam as causas racionais de tudo quanto existe. Sendo os representantes das causas racionais de tudo quanto existe, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade representam também o poder.

É sabido também que as experiências físicas acerca da sabedoria são todas criadas do Tempo Futuro, através da compreensão oriunda do órgão mental denominado de intelecto, e que elas representam os efeitos racionais de tudo quanto existe. Sendo as representantes dos efeitos racionais de tudo quanto existe, as experiências físicas acerca da sabedoria representam também a ação.

Temos agora o poder e a ação, cuja expressão mais utilizada pelos estudiosos para designá-los é a potência e o ato. Então os conhecimentos metafísicos acerca da verdade deveriam anteceder às experiências físicas acerca da sabedoria, o que implica em dizer que as causas deveriam anteceder aos efeitos, que o poder deveria anteceder à ação, ou que a potência deveria anteceder ao ato, embora não seja propriamente assim, podendo as posições serem invertidas, uma vez que elas tendem a se coordenar. Além do mais, nós não devemos esquecer que a verdade é a fonte da sabedoria, e que dela deve emanar tudo aquilo em que devemos nos basear na vida, tal como sendo o texto original da obra da natureza que estamos a interpretar, sendo, portanto, a causa primária das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, a sua verdadeira origem, cujos conhecimentos verdadeiros nos investem da autoridade competente e insuspeita.

Quando geralmente um ser humano é requisitado para uma determinada tarefa, ele analisa primeiro se tem ou se não tem o conhecimento necessário para a sua execução. Caso considere que possui o conhecimento necessário, ele então pode ser capaz de afirmar o seu poder, quando assim se expressa: “Eu possuo o conhecimento necessário para executar a tarefa”. No entanto, apenas os conhecimentos não são necessários o suficiente para a execução da tarefa determinada, pois que assim ele possui apenas o poder. É preciso, pois, que ele possua alguma experiência em relação a essa tarefa determinada, ou seja, é preciso que ele já a tenha executado anteriormente, para que assim possa passar para a execução da ação de maneira satisfatória, caso contrário, ele o fará por tentativa e erro, até que consiga aperfeiçoar cada vez mais as suas ações, induzindo umas das outras, posto que as experiências são empíricas.

Vejamos o exemplo de um advogado recém-formado que adquiriu os conhecimentos doutrinários acerca do Direito e da legislação brasileira. Mesmo sendo recém-formado, ele assim já possui o poder de advogar, mas não possui qualquer experiência acerca da prática forense, então ele não reúne ainda as condições necessárias para praticar satisfatoriamente todas as ações advocatícias. É por esta razão que os advogados mais experientes quando se encontram militando em uma causa qualquer, geralmente procuram saber qual é o número da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil do advogado oponente, pois caso o número seja recente eles ficam bem mais confiantes em relação ao ganho de causa, pela simples razão lógica de que o seu adversário é inexperiente, por isso sempre esboçam um sorriso de satisfação, pensando mais ou menos da seguinte maneira: “Esse advogadinho não sabe nada a respeito das manhas e artimanhas jurídicas forenses, então eu vou arrasar com ele”. E não apenas isto, pois a sua postura muda completamente em relação ao momento quando ele se encontra frente a frente com um outro advogado que tenha a sua mesma experiência. Justamente por isso, ele fica analisando atentamente a performance do seu adversário inexperiente em relação à sua atuação, tanto os escritos dos seus argumentos em relação aos entrançados do processo, como o seu desempenho verbal perante o magistrado, tudo isso na expectativa de encontrar uma falha decorrente da sua inexperiência, para que assim possa desfechar o golpe fatal, por assim dizer, e encerrar de vez o processo, obtendo o ganho de causa em favor de quem postula.

Então se torna absolutamente necessário que o ser humano adquira tanto os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que lhe dão o poder, como as experiências físicas acerca da sabedoria, que lhe dão a ação, já que ambos representam a potência e o ato, como assim denominam os estudiosos ao poder e a ação, uma vez que somente com eles estando unidos, irmanados, congregados, quer dizer, estando ambos devidamente coordenados, pode-se alcançar a razão, que é a verdadeira coordenadora de ambos, e todos têm que agir rigorosamente segundo os ditames da razão, e não segundo os seus próprios universos pessoais decorrentes da imaginação, já que em tudo os atributos individuais superiores que formam a moral têm que prevalecer, estando devidamente acompanhados dos atributos relacionais positivos que formam a ética, para que assim todos possam adotar os modos recomendados da educação.

Se eu posso afirmar com a mais absoluta convicção que das causas vêm os seus correspondentes efeitos, posso afirmar também que as causas dão como resultado as leis, enquanto que os efeitos dão como resultado os princípios, o que implica em dizer que devemos estabelecer as leis com base na verdade, obedecendo-as, e estabelecer os princípios com base na sabedoria, seguindo-os, para que assim possamos estar em inteira conformidade com a razão. E assim eu posso afirmar ainda dos seres humanos que procuram obedecer às leis e seguir os princípios, em suas universalidades, que são os homens íntegros e probos da nossa humanidade, que se encontra ainda muito carente de homens de tal envergadura de caráter.

Desta maneira, eu posso considerar, em conformidade com a lógica universal, que o método da inferência nos dá o rumo, a direção, o Norte, para que possamos chegar a uma finalidade aspirada de um ponto de partida a outro ponto de chegada almejado, em que de posse dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e das correspondentes experiências físicas acerca da sabedoria, das causas e dos correspondentes efeitos, das leis e dos correspondentes princípios, do absoluto e do relativo, do poder e da ação, cujas consequências são ampla e devidamente demonstradas com a devida racionalidade pela razão, traçamos o nosso caminho a ser percorrido desde o ponto de partida ao outro ponto de chegada almejado.

Isto implica em dizer que o Astral Superior inferiu o rumo, a direção, o Norte, para que a nossa humanidade possa chegar a uma finalidade aspirada de um ponto de partida, que é o seu esclarecimento acerca da vida fora da matéria, a sua espiritualização, a outro ponto almejado de chegada, que é o estabelecimento da produção da amizade espiritual, que faz emergir a solidariedade fraternal, com a extinção do mal e a progressiva prática do bem, por intermédio da qual será estabelecido um Estado Mundial no planeta Terra, preparando-a assim para que no futuro ela possa produzir o amor espiritual, que se situa acima do bem e do mal, em que a paz e a prosperidade deverão imperar por todo o sempre, trazendo uma felicidade relativa a todos os seres humanos que aqui estiverem habitando temporariamente, enquanto encarnados estiverem, procedendo as evoluções dos seus espíritos, que tanto anseiam por se elevar às alturas, aos patamares mais destacados da nossa hierarquia espiritual, onde prepondera a plêiade do Astral Superior, em que a luz puríssima raia de todos esses espíritos evoluidíssimos de maneira inimaginável pelos humanos seres, ligando-os pela produção do amor, do verdadeiro amor, que é de natureza estritamente espiritual, pois que o amor familiar não passa do seu simples arremedo, em que a própria natureza já vinha preparando a humanidade neste mundo para ele, desde a irracionalidade, através dos laços carnais, como se pode comprovar diretamente nos animais irracionais.

Mas antes da produção do amor espiritual, todos os seres humanos têm que produzir a amizade espiritual, que é o prenúncio do amor espiritual no seio da nossa humanidade, que mesmo sem o saber, anseia tanto por ele, já que tanto fala em amor, mas que ignora completamente a sua realidade, que é estritamente espiritual.

E como representante do Astral Superior neste mundo Terra, eu reencarnei para apontar esse rumo, essa direção, esse Norte, para a nossa humanidade, pois que de posse dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e das experiências físicas acerca da sabedoria, das causas e dos correspondentes efeitos, das leis e dos correspondentes princípios, do absoluto e do relativo, do poder e da ação, cujas consequências são ampla e devidamente demonstradas com lógica e racionalidade pela razão, eu devo também traçar o caminho por ela a ser percorrido, desde o ponto de partida, que é a sua espiritualização, ao outro ponto almejado de chegada, que é a produção da amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal, por conseguinte, a formação de um Estado Mundial neste planeta, através da fixação dos meus ideais na face da Terra e outros escritos correlatos, cujo caminho deverá ser seguido primeiramente pelos de boa vontade, que é o caminho do bem, pois que para os renitentes, que seguem os caminhos do mal, nós já preparamos uma outra estrada que é própria e indicada para as suas regenerações, até que eles adquiram a boa vontade e resolvam seguir pelo caminho do bem.

Justamente por isso, eu sei que a nossa humanidade ainda não se encontra devidamente preparada para inferir o que quer que seja da vida, pois que ela ainda se encontra na fase da imaginação, e esta não possibilita que se adote o método da inferência, daí a tremenda confusão tanto dos populares como dos estudiosos em relação ao seu entendimento. E como eles ignoram o que sejam na realidade os métodos da dedução e da indução, eu indago: como eles poderiam proceder ao método da inferência? É por isso que os seres humanos misturam a dedução, a indução e a inferência, sem que possuam a mínima ideia acerca de cada um desses métodos.

Eu devo, pois, repetir cada um deles para que assim possa fazer eco nas mentes dos seres humanos, e para que eles possam também comprovar a universalidade e a eternidade da vida, que não pode jamais ser restrita a este mundo em que temporariamente habitam, já que todos são espíritos, e não aglomerados de carne e osso, sendo por isso que desencarnam e devem retornar para os seus respectivos Mundos de Luz após a desencarnação, e não ficarem presos a este mundo, mesmo estando desencarnados, fazendo parte integrante do astral inferior, até que surja a oportunidade de serem transladados para os Mundos de Luz que lhes correspondem e que lhes são próprios:

O MÉTODO DA DEDUÇÃO

  • Somente com a devida racionalidade lógica universal, alguém pode conseguir afirmar que a dedução é um método por intermédio do qual os veritólogos e os religiosos adquirem a arte de deduzir, como se eles estivessem somando ou adicionando uma verdade da outra, mas que, na realidade, não estão, já que estão apenas se inspirando em um ou mais conhecimentos metafísicos acerca da verdade para que dele ou deles possam deduzir outro ou outros conhecimentos metafísicos acerca da verdade, uma vez que a verdade é una, absoluta, ontológica, imutável, representando assim um todo universal que se situa no Espaço Superior, em cada uma das coordenadas do Universo, sendo, portanto, incriável, por isso a verdade diz respeito diretamente a todos os espíritos, devendo todos considerá-la sob um único prisma, sem qualquer dispersão, portanto, de uma única maneira, o que implica em dizer que a verdade é comum a todos, com todos a percebendo de uma única maneira, sem qualquer diversidade ou entendimento contraditório.

O MÉTODO DA INDUÇÃO

  • Somente com a devida racionalidade lógica universal, alguém pode conseguir afirmar que a indução é um método por intermédio do qual os saperólogos e os cientistas adquirem a arte de induzir, como se eles estivessem somando ou adicionando uma sabedoria da outra, mas que, na realidade, não estão, já que estão apenas se inspirando em uma ou mais experiências físicas acerca da sabedoria para que dela ou delas possam induzir outra ou outras experiências físicas acerca da sabedoria, uma vez que a sabedoria é diversa, relativa, empírica, mutável, que tende para a perfeição, representando assim uma criação que corresponde aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e que se situa no Tempo Futuro, em cada uma das coordenadas do Universo, sendo, portanto, criável, por isso ela geralmente não é comum a todos os espíritos, mas partindo das coordenadas mais distantes do Universo, todos devem se esforçar por considerá-la sob este prisma, sem maiores dispersões, portanto, desta única maneira, o que implica em dizer que assim posta ela deve ser comum a todos, com todos se esforçando por compreendê-la de uma única maneira, com o mínimo de diversidade ou contradição.

O MÉTODO DA INFERÊNCIA

  • Somente com a devida racionalidade lógica universal, alguém pode conseguir afirmar que a inferência é um método que nos dá o rumo, o caminho, o Norte, para que possamos chegar a uma finalidade aspirada de um ponto de partida a outro ponto de chegada almejado, em que de posse dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e das correspondentes experiências físicas acerca da sabedoria, das causas e dos correspondentes efeitos, das leis e dos correspondentes princípios, do absoluto e do relativo, do poder e da ação, cujas consequências são ampla e devidamente demonstradas com lógica e racionalidade pela razão, traçamos o nosso caminho a ser percorrido desde o ponto de partida ao outro ponto de chegada almejado.

Como se pode agora claramente comprovar, não se deve e não se pode misturar o método da dedução, que diz respeito diretamente aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, com o método da indução, que diz respeito diretamente às experiências físicas acerca da sabedoria, e nenhum dos dois com o método da inferência, que indica o rumo, o caminho, o Norte, para que se possa chegar a uma finalidade aspirada de um ponto de partida a outro ponto de chegada almejado, estando na posse dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e das experiências físicas acerca da sabedoria, e estando ambos devidamente coordenados, que é o único meio através do qual se alcança a razão. É a razão, pois, e somente ela, que nos permite inferir a respeito da vida, portanto, a respeito da nossa existência, pelo fato desta inquestionavelmente ser eterna e universal.

O termo inferência é realmente muito utilizado pelos operadores do Direito. Mas mesmo sem o saber, por ainda ignorarem a realidade da vida, os militantes do Direito, aos seus modos, tentam de todas as maneiras, possíveis e imaginárias, atingir a uma finalidade aspirada por eles, no exercício da profissão que exercem, em prol dos seus constituintes, na busca do ganho de causa, que para os causídicos é apenas uma exposição ordenada dos fatos, que deveriam ser condizentes com a verdade, e dos argumentos, que deveriam ser condizentes com a sabedoria, em que se fundam os seus pedidos ou as suas impugnações, ou, como eles mesmo dizem, a dedução do libelo, de uma contrariedade.

Mas, infelizmente, indo de contra a tudo e a todos, na ânsia incontida por levar de vencida as suas causas, quase todos os causídicos, se não todos, distorcem acintosa e propositalmente os fatos condizentes com a verdade, em favor de quem postulam, e, em consequência, utilizam-se de argumentos raquíticos, débeis, isentos do vigor exigido que as palavras sinceras, por serem as verdadeiras, emprestam aos textos, por se expressarem com insinceridade, em decorrência da ausência dos estudos dos tratados superiores e do poder criador norteados pela moral e pela ética profissionais, já que pensam tão somente no poder do convencimento em relação ao magistrado, assim como nas saliências profissional e social, para mostrarem a todos que são bons naquilo que fazem, como se fossem realmente competentes, apesar de ignorarem completamente que estão fazendo tudo errado, quando, na realidade, os argumentos têm que ser postos vigorosa e inteiramente com base na realidade dos fatos, que por estarem estupidamente distorcidos por aqueles que prestam o juramento para militar em prol da justiça, impedem que se alcance a esse desiderato.

Como, meus caros advogados, os senhores querem estabelecer a justiça neste mundo distorcendo os fatos, agredindo acintosamente a verdade, e, por conseguinte, apresentando argumentos frágeis e débeis baseados na insinceridade, agredindo desta vez acintosamente a sabedoria, assim postos descarada e petulantemente aos olhos de todos, principalmente da parte contrária e do próprio magistrado?

Em relação às parcelas do Saber, ainda não se pode adotar o método da dedução e nem o método da indução em relação a elas, uma vez que as religiões ainda se encontram nas garras aduncas da classe sacerdotal, portanto, submersas neste mar tempestuoso da vida, já em grande fúria, em que podemos ouvir os últimos uivos mortais da ignorância a bramir fortes e medonhos da procela, por estar bastante incomodada com o acicate imposto pela verdade, agora irmanada com a sabedoria, portanto, com ambas coordenadas pela razão, que queiram ou não, há de imperar por todo o sempre neste mundo de meu Deus, pois para isto foi fundado o Racionalismo Cristão, para que através dele fosse estabelecido o instituto do Cristo em nossa humanidade, que quando no futuro se apresentar em seu meio deverá conduzi-la em seu retorno glorioso para o Criador, por intermédio do amor espiritual.

Mas que ninguém pense que Jesus, o Cristo, voltará para este nosso mundo-escola, pois cada humanidade deverá produzir o seu próprio Cristo, daí a razão da fundação do Racionalismo Cristão, que é o embrião da formação do nosso próprio Cristo.

Por conseguinte, não existe uma segregação racional entre o que sejam as religiões, em que os religiosos devem se ocupar em captar os conhecimentos metafísicos especializados acerca da verdade, através das percepções oriundas dos seus criptoscópios, formando um corpo de doutrina; e as ciências, em que os cientistas devem se ocupar em criar as correspondentes experiências físicas especializadas acerca da sabedoria, através das compreensões oriundas dos seus intelectos, formando um corpo de sistema; quando então se pode alcançar a uma grande finalidade para cada uma das parcelas do Saber.

Assim, ainda há uma verdadeira mescla entre as causas e os efeitos, entre o poder e a ação, pois que toda a sua matéria é considerada como sendo científica, aliás, literalmente matéria, portanto, a sua ilusão, onde se encontram os religiosos e os cientistas mesclados formando uma comunidade científica investigadora e pesquisadora dessa ilusão tida como sendo matéria, e também como se fosse ciência.

É preciso, pois, que os religiosos e os cientistas tomem os seus respectivos postos, ocupem os seus devidos lugares, analisem o que sejam a Veritologia, a Saperologia e a Ratiologia, para que assim possam formar as suas concepções acerca do Universo, formulando as ideias acertadas acerca da natureza do Saber, por excelência.

Formulando as ideias acertadas acerca da natureza do Saber, por excelência, os religiosos e os cientistas poderão analisar a contento o que sejam as religiões, as ciências e as religiociências, para que assim possam formular uma ideia mais acentuada do que representa cada uma das parcelas de Saber com a qual se ocupam em suas especialidades, e que possuem a missão sublime de aprofundar todos os assuntos que a elas se referem, mas sempre com base no Saber, por excelência. Essas posições que agora estão sendo expostas foram conquistadas com muitas lutas e sacrifícios ingentes, por isso não podem ser desperdiçadas, abandonadas, deixadas ao léu, porque elas deverão representar o futuro da nossa humanidade, que deverá se basear na ordem e no progresso.

 

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