04.01.09- A motivação dos colaboradores com as mudanças

A Adm. de Empresas
20 de julho de 2020 Pamam

Quando uma empresa altera os seus procedimentos internos para alcançar determinados objetivos, ela está realizando uma mudança organizacional, quando então ocorrem mudanças nos seus métodos operacionais, reforma administrativa, implemento de tecnologias, etc., alterando toda a estrutura organizacional, a fim de que esta venha a se adequar a novas estratégias adotadas, cujos efeitos geralmente visam alcançar uma maior competitividade em relação à concorrência, daí a razão pela qual a mudança organizacional ocorre como resultado de pressões internas ou externas.

A condução de uma mudança organizacional é denominada de gestão de mudança, em que se trata de revisar e de modificar as estruturas organizacionais, para que então as empresas possam adquirir uma maior competitividade no mercado, prosperando em um novo ambiente, pois que elas precisam se adaptar rapidamente quando uma empresa concorrente surge em cena no mercado com um projeto inovador. Assim, para evitar ficar atrás da concorrência, tentando se manter um passo à frente dos seus competidores, uma empresa deve sempre buscar novas maneiras de operar com mais eficiência, esforçando-se por incrementar as vendas e reduzir os custos, tornando-se mais viável economicamente.

O tipo de mudança organizacional que uma empresa necessita ou que esteja passando, varia em conformidade com as pretensões dos seus gestores, como, por exemplo, o presidente percebe a mudança no que se refere a estrutura organizacional e a estratégia mercadológica, o diretor industrial percebe a mudança no que se refere aos procedimentos de produção, o diretor de tecnologia percebe a mudança no que se refere aos sistemas de softwares e aos hardwares. Como se pode claramente constatar, a mudança organizacional é bastante complexa, tornando-se difícil defini-la sob um ponto de vista específico.

Os funcionários geralmente se acostumam com as tarefas que estão desempenhando, pois que elas são incorporadas às suas rotinas, por isso eles criam hábitos rotineiros, e como não são esclarecidos espiritualmente, têm que ser motivados de alguma maneira em relação às mudanças, uma vez que a motivação se revela como sendo a diferença entre o sucesso e o insucesso de qualquer organização, seja ela pública ou privada, em qualquer nível hierárquico, uma vez que a motivação de uma pessoa depende diretamente da força dos seus motivos para enfrentar as batalhas, estando, pois, relacionada diretamente com o desempenho dos colaboradores, ou seja, quanto mais motivado estiver o colaborador, tanto melhor será o seu desempenho. As pessoas motivadas são de fundamental importância para as organizações, pois que a motivação é a grande responsável pela produtividade.

Quando se opera uma mudança, os funcionários são obrigados a sair da rotina a que estavam habituados, quando então são forçados a imprimir uma força complementar àquela a que já estavam acostumados, o que provoca uma resistência à mudança, às vezes com medo de não poderem se adaptar aos novos procedimentos, mas ter medo das mudanças e ser resistente a elas acaba quase sempre por ser como rejeitar pacificamente o desenvolvimento socioeconômico. Um exemplo de certo modo de natureza rara consegue provar isso, quando uma empresa que não tenha objetivos concretos e que não se preocupa em melhorar, em fazer cada vez melhor, acaba por estagnar.

Considere-se a seguinte fórmula: [( I x V) + P] > R

Em que:

I = Insatisfação;

V= Visão;

P = Primeiros passos;

R = Resistência.

Sob esta perspectiva, se igualarmos o nível de insatisfação a zero, isto significa que os funcionários estão satisfeitos com o trabalho, e, automaticamente, se o nível de visão também for zero, isto significa que não é uma pessoa capaz de apontar fatos que possam não estar correndo tão bem, o que indica que modificações precisam ser feitas. A partir daí, é quase impossível que o nível de resistência às mudanças venha a superar os primeiros passos a serem decididos e aplicados em todas as situações.

Muitos autores consideram que a tecnologia é considerada um impulsor para a mudança organizacional, de tal forma que a adoção de uma nova tecnologia cria efetivamente alterações previsíveis nas estruturas das organizações, nas rotinas de trabalho, no fluxo de informações e no desempenho geral da empresa. O processo de mudança pode recair sobre a tecnologia, mas também sobre uma grande variedade de outros aspectos, tais como a estrutura, as tarefas, a reengenharia, os comportamentos, a cultura, bem como sobre produtos e ou serviços. Para que este processo venha a ter sucesso, é necessário mobilizar as pessoas para a mudança, conseguir desenvolver uma visão partilhada de como organizar e gerir a empresa, para que ela venha a se tornar mais competitiva e apoiar os colaboradores, estimulando-os para uma nova visão.

Cada pessoa é diferente uma da outra, por isso reage de maneira diferente a situações de estresse por causa do trabalho. Tudo começa com o fato de saber motivar aos colaboradores, para que mais tarde se possa conseguir obter os frutos do sucesso no trabalho realizado. Os trabalhadores que tecnicamente são melhores profissionais e que têm um maior desempenho, possuem uma inteligência especializada em relação a várias competências profissionais, bem como nos níveis pessoal e social. Assim, integram-se nessas competências o autocontrole, o autoconhecimento, gerando as aptidões sociais, como a empatia que se cria entre a empresa e o trabalhador.

 

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