04.01.06- A teoria bifatorial de Herzberg, Mausner e Snyderman

A Adm. de Empresas
13 de julho de 2020 Pamam

Esta teoria bifatorial foi criada levando em consideração o que as pessoas almejavam obter de retorno com o seu trabalho, analisando nesse contexto o que as faziam se sentir bem ou mal. Os autores separaram a partir da relação dessas informações, os fatores que levavam as pessoas à satisfação e a insatisfação. Foi evidenciado que aqueles fatores que levam à satisfação estão localizados intrinsecamente nas pessoas ou nas atividades realizadas. Enquanto que os fatores que se relacionam com a insatisfação são desenvolvidos externamente às pessoas, como a política e a administração da organização empresarial, o modo como acontece a supervisão, as condições no ambiente de trabalho, os relacionamentos internos e as formas de recompensas e os benefícios oferecidos.

A teoria da motivação fatorial foi desenvolvida tendo como base o princípio de que existem dois fatores que variam de forma independente, que são os seguintes:

  1. Fatores higiênicos, que levam à insatisfação:
    • Os fatores higiênicos dizem respeito aos fatores externos e extrínsecos ao trabalho, que são variáveis quanto à insatisfação e a não insatisfação, sendo fatores administrados pela organização, estando fora do controle dos trabalhadores, em que os principais fatores são salário, tipos de supervisão, condições físicas e ambientais do trabalho, políticas e diretrizes da empresa, regulamento interno, etc.;
  2. Fatores motivadores, que levam à satisfação:
    • Os fatores motivadores se referem aos fatores internos e intrínsecos ao trabalho, que se alternam entre as classes de satisfação e não satisfação, em que a satisfação no cargo é função do conteúdo ou atividades desafiadoras e estimulantes do próprio cargo, sendo, pois, fatores que se encontram sob o controle dos trabalhadores, uma vez que estão relacionados com aquilo que executa e desempenha, envolvendo sentimentos de crescimento individual, reconhecimento profissional e autorrealização.

Desta maneira, chegou-se à conclusão que o contrário de satisfação não é insatisfação, mas sim a não satisfação, e que o contrário de insatisfação não é satisfação, mas sim a não insatisfação. Isto quer dizer que os diversos fatores externos citados acima, não são considerados como ferramentas para motivar e satisfazer as pessoas no ambiente de trabalho, mas devem ser considerados como importante objeto de estudo para os gestores evitarem a insatisfação no trabalho, o que levaria à baixa produtividade.

Porém, os fatores internos, como a realização pessoal, reconhecimento do trabalho, estrutura dos cargos e salários e das atividades, têm a capacidade de satisfazer e motivar. Desta maneira, os fatores internos são considerados por Kanfer como sendo pouco controláveis, o que dificultaria a reorientação da motivação das pessoas. Para ele, essa teoria assim como outras que são baseadas nas necessidades, são de difícil ação, e por mais que se compreendam as causas que interferem na motivação humana, essa compreensão seria insuficiente para orientar as ações.

 

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