03- OS TRÊS TRATADOS SUPERIORES E OS TRÊS TRATADOS INFERIORES

Prolegômenos
29 de maio de 2018 Pamam

Os seres humanos ainda ignoram completamente a existência dos três tratados superiores que devem nortear toda a concepção humana, os quais permitem as formulações de ideias precisas acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, uma vez que consideram a Filosofia não como sendo um tratado superior, mas sim como sendo um estudo que ninguém até hoje ainda conseguiu explicar a sua natureza, por isso os estudiosos fazem uma verdadeira miscelânea acerca da sua verdadeira natureza, ao compilarem os pensamentos dos mais diversos autores que procuram lidar com o transcendental, como se tudo fosse realmente Filosofia, quando, na realidade, não é de modo algum.

Em sendo assim, estando cientes de que a palavra Filosofia é de origem grega, sendo composta pela palavra philo, derivada de philia, que significa amizade, respeito entre os iguais, e pela palavra sophia, que significa sabedoria, vindo dela a palavra sophos, que significa sábio, os estudiosos, inclusive os filólogos, pois que estes fornecem os sentidos das palavras em conformidade com os autores que as utilizam em suas obras, passam a considerar que todo e qualquer assunto que seja de natureza transcendental diz respeito diretamente à Filosofia, quando isto não procede.

Nesse emaranhado de pensamentos desvirtuados acerca da Filosofia por parte dos estudiosos, nós não podemos encontrar pelo menos dois deles que sejam convergentes um com o outro, sendo todos eles divergentes entre si, pois que eles tentam englobar os assuntos das mais diversas naturezas no âmbito estritamente filosófico, vindo daí as idiossincrasias, no sentido de que tais pensamentos são próprios de apenas um único estudioso, ou mesmo de apenas um grupo de estudiosos, por adesão. Note-se que as empresas buscam a todo custo compreender as idiossincrasias do mercado consumidor, mas os estudiosos que se consideram filósofos, ou mesmo historiadores da Filosofia, apenas se satisfazem em estabelecer um tênue ligação entre a Filosofia e a sabedoria, não atentando para o fato de que ignoram primordialmente o que seja realmente a sabedoria. Para que não reste a mínima dúvida em relação a este fato, vejamos então aquilo que os estudiosos pensam a respeito da Filosofia e da sabedoria, em conformidade com o exposto abaixo:

FILOSOFIA

  • Caldas Aulete:
    • Ciência geral dos seres, dos princípios e das coisas. // Sistema de princípios destinados a agrupar uma certa ordem de fatos para os explicar. // A doutrina ou sistema particular de cada escola ou seita de filósofos. // Razão, sabedoria: Na parábola está a filosofia do povo (Herculano). Ia encantando Ercília e divertindo muito os amos, que lhe provocavam os ditos e as histórias, cuja filosofia e estoicismo o Padre Nicolau recomendou graciosamente a sua afilhada (Sanches de Farias). // Elevação de ânimo pela qual o homem se coloca acima dos acidentes da vida, dos falsos preconceitos e das falsas opiniões do público. // Serenidade de ânimo: Recebeu com filosofia a notícia da morte do pai.
  • Aurélio Buarque:
    • Estudo que se caracteriza pela intenção de ampliar incessantemente a compreensão da realidade, no sentido de apreendê-la na sua totalidade, quer pela busca da realidade capaz de abranger todas as outras, o Ser (ora “realidade suprema”, ora “causa primeira”, ora “fim último”, ora “absoluto”, “espírito”, “matéria”, etc., etc.), quer pela definição do instrumento capaz de apreender a realidade, o pensamento (as respostas às perguntas: que é a razão? O Conhecimento? A consciência? A reflexão? Que é explicar? Provar? Que é uma causa? Um fundamento? Uma lei? Um princípio, etc.), tornando-se o homem tema inevitável de consideração. Ao longo da sua história, em razão da preeminência que cada filósofo atribua a qualquer daqueles temas, o pensamento filosófico vem-se cristalizando em sistemas, cada um deles uma nova definição de filosofia. Conjunto de estudos ou de considerações que tendem a reunir uma ordem determinada de conhecimentos (que expressamente limita seu campo de pesquisa, por extensão, à natureza, ou à sociedade, ou à história, ou a relações numéricas, etc.) em um número reduzido de princípios que lhe servem de fundamento e lhe restringem o alcance: filosofia da ciência; filosofia social; filosofia da história; filosofia da matemática. 3. Conjunto de doutrinas de uma determinada época ou país, ou sistema constituído de filosofia: a filosofia grega; a filosofia cartesiana. 4. Conjunto de conhecimentos relativos à filosofia, ou que tem implicações com ela, ministrado nas faculdades. 5. Tratado ou compêndio de filosofia. 6. Exemplar de um desses tratados ou compêndios. 7. Razão; sabedoria: os provérbios refletem a filosofia do povo.
  • Wikipedia:
    • Filosofia é o estudo das questões gerais e fundamentais relacionadas com a natureza da existência humana; do conhecimento; da verdade; dos valores morais e estéticos; da mente; da linguagem; bem como do universo em sua totalidade.  Ao examinar tais questões, a filosofia se distingue da mitologia e da religião, por sua ênfase em argumentação racional; por outro lado, diferencia-se também das pesquisas científicas, por geralmente não recorrer a procedimentos empíricos em suas investigações. Entre seus métodos, estão a argumentação racional, a análise conceitual, a dialética, a hermenêutica, a fenomenologia, as experiências do pensamento e outros métodos investigativos a priori. A Filosofia é o saber mais abrangente, na medida em que se ocupa com os grandes temas da humanidade. A partir dela, são fundamentadas e desenvolvidas teorias, metodologias, pesquisas, projetos, bem como se elabora, inclusive, a própria fundamentação racional das instituições do conhecimento humano, as instituições científicas, artísticas, religiosas e culturais.

SABEDORIA

  • Caldas Aulete:
    • Conhecimento da verdade; instrução imensa; qualidade de sábio; caráter do que é dito ou pensado sabiamente. // Razão; justo conhecimento, natural ou adquirido, das verdades (mormente morais); saber, doutrina; ciência; totalidade dos conhecimentos adquiridos. // Modo de vida próprio do sábio; grande circunspeção e prudência; razão, juízo; retidão, justiça: segundo o critério do Eclesiastes e até de quem não é filósofo, onde acaba a sabedoria e onde começa a asneira? (Aq. Ribeiro). // (Teologia) Sabedoria encarnada, o Verbo unido à humanidade; sabedoria incriada ou eterna, o Verbo, a segunda pessoa da Trindade; sabedoria do mundo, humana ou de carne ou do século, a razão humana considerada como errônea e impotente pelos teólogos. // Sabedoria das nações, moral vulgar expressa em provérbios. // O livro da sabedoria, um dos que fazem parte do Antigo Testamento. // (Bras.) (pop.) Qualidade de sabido, esperto; manha, astúcia.
  • Aurélio Buarque:
    • Grande conhecimento; erudição, saber, ciência. Qualidade de sábio. 3. Prudência, moderação, temperança, sensatez, reflexão. 4. Conhecimento justo das coisas; razão. 5. Ciência (2), segundo a concepção dos antigos. 6. (Religião) Conhecimento inspirado nas coisas divinas e humanas. 7. (Popular) Qualidade de sabido, esperteza, astúcia, manha.
  • Wikipedia:
    • Sabedoria é a condição de quem tem conhecimento, erudição. O equivalente em grego “sophia” é o termo que equivale ao saber (presente na formação de palavras como teosofia, significando ainda habilidade manual, ciência e sabedoria);
    • O termo encontra definições distintas conforme a ótica filosófica, teológica ou psicológica. No sentido vulgar, comum, a sabedoria é a qualidade que dá sensatez, prudência, moderação à pessoa, ao passo em que para a religião é o “conhecimento inspirado nas coisas divinas e humanas“.

Como se pode claramente constatar, nesses pensamentos que dizem respeito à Filosofia, os estudiosos fazem referência aos mais diversos tipos de termos, como se todos esses termos fossem da alçada da Filosofia, ou como lhe dissessem respeito diretamente, tais como ciência, princípios, sistema, doutrina, escola, seita, razão, sabedoria, ânimo, serenidade, compreensão, realidade, realidade suprema, apreensão, o ser, causa, causa primeira, fim último, absoluto, espírito, matéria, pensamento, conhecimento, consciência, reflexão, explicação, prova, fundamento, lei, estudos, pesquisa, natureza, sociedade, História, relações numéricas, questões, verdade, moral, estética, mente, linguagem, Universo, argumentação, análise, dialética, hermenêutica, fenomenologia, experiência, métodos, saber, teorias, projetos, instrução, juízo, retidão, justiça, o Verbo, esperto, sabido, manha, astúcia, temperança, sensatez, erudição e habilidade. Tudo isso representa um verdadeiro emaranhado de representações imaginativas.

E aqui cabe a seguinte indagação ao leitor: em uma disputa entre a verdade e a sabedoria, de qual lado você se posicionaria? É em busca da resposta que venha a se coadunar com a sua mente, que o leitor vai se deparar com a verdadeira reflexão, assim como se esforçar por refletir, devendo assim também se dispor no decorrer da leitura de toda esta obra de cunho esclarecedor para toda a nossa humanidade, para que assim possa apreender todo o seu conteúdo em seu corpo mental e, por conseguinte, fazer um juízo perfeito ao seu respeito.

Mas por mais que reflita, por mais que venha a desprender esforços para encontrar uma resposta adequada, de cunho racional, que pelo menos seja aceitável pela lógica, o leitor jamais conseguirá responder de forma correta a esta indagação acima formulada, simplesmente porque ele ainda não sabe o que sejam a verdade e a sabedoria, dado esse emaranhado de pensamentos imaginativos.

Assim, a conclusão a que se deve chegar é que a verdade é distinta da sabedoria, portanto, que uma não pode se sobrepor a outra, e se uma não pode se sobrepor a outra, pelo fato de serem distintas, não pode ocorrer qualquer disputa entre ambas, pois que os seus campos de atuação também são distintos, então elas devem se completar uma com a outra, para que assim, e somente assim, possa se conseguir alcançar a razão.

Temos aqui, portanto, os três tratados superiores. O primeiro tratado superior se ocupa diretamente com a verdade, ao qual nós devemos denominar de Veritologia. O segundo tratado superior se ocupa diretamente com a sabedoria, ao qual todos já denominam de Filosofia, quando a denominação correta é Saperologia, como veremos novamente mais abaixo. E o terceiro tratado superior se ocupa diretamente com a razão, ao qual nós devemos denominar de Ratiologia.

A Veritologia é o tratado dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, cuja palavra tem a sua formação proveniente do latim veritate, que significa verdade, mais a palavra logos, que significa tratado, e mais o sufixo ia, com ela representando, portanto, as causas racionais de tudo quanto existe, de onde surge o verdadeiro poder.

A Filosofia é o tratado das experiências físicas acerca da sabedoria, cuja palavra, como já dito anteriormente, é de origem grega, sendo composta pela palavra philo, derivada de philia, que significa amizade, respeito entre os iguais, e pela palavra sophia, que significa sabedoria, vindo dela a palavra sophos, que significa sábio, com ela representando, portanto, os efeitos racionais de tudo quando existe, de onde surge a verdadeira ação.

Mas o termo Filosofia deve agora ser modificado para o termo Saperologia, com este passando a representar o tratado das experiências físicas acerca da sabedoria, cuja palavra tem a sua formação proveniente do português sabedor, com esta palavra sendo proveniente de saber, que por sua vez tem a sua formação proveniente do latim sapere, mais a palavra logos, que significa tratado, e mais o sufixo ia, representando a Saperologia, portanto, ora em diante, os efeitos racionais de tudo quanto existe, de onde surgem as verdadeiras ações. Além do mais, a Saperologia, tendo como fonte a Veritologia, torna-se o tratado através do qual se alcança o Saber, por excelência. As causas e os efeitos racionais de tudo quanto existe são representados pelas coisas, pelos fatos e pelos fenômenos universais, e nada mais, pois que nada mais existe no Universo, a não ser as estrelas, mas que se trata de um assunto à parte, o qual será tratado posteriormente, no momento mais oportuno.

A explicação verdadeira para que se possa compreender a modificação da denominação de Filosofia para Saperologia, remonta à antiguidade, pois é em Pitágoras que nós vamos encontrar verdadeiramente o porquê de os estudiosos utilizarem o termo Filosofia, pois que sendo ele um veritólogo por natureza, passou acertadamente a rejeitar a palavra sophia para si mesmo, que em grego significa sabedoria, considerando-a como sendo assaz pretensiosa para os seus predicados veritológicos. Em razão disso, passou a denominar a sua doutrina da busca de conhecimentos como Filosofia, como sendo ele apenas amigo da sabedoria, assim como também os saperólogos são amigos da verdade. Ora, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são as fontes das experiências físicas acerca da sabedoria, o que implica em dizer que a verdade é amiga da sabedoria, e vice-versa, pois que elas se unem, irmanam-se, congregam-se, para que se possa alcançar a razão. Assim, no século VI a.C., os termos pitagórico e filósofo passaram a ser sinônimos, o que, obviamente, teve início a essa mescla entre a Veritologia e a Filosofia, em que a denominação mais apropriada para esta última é realmente Saperologia.

Assim, como se pode facilmente constatar, a palavra Saperologia passa a substituir a partir de agora a palavra Filosofia, em virtude desta não ser adequada para exprimir com realidade o tratado da sabedoria. O fato é que ninguém pode ser amigo da sabedoria, uma vez que ela, em sendo adquirida, torna-se parte integrante do espírito, estando contida em sua própria alma, pelo menos até o ponto em que conseguiu evoluir, ao passo que a amizade é produzida apenas em relação a outro ser, que se tornou um amigo, assim como eu produzo amizade de natureza espiritual em relação ao leitor e vice-versa, não tendo, pois, qualquer cabimento a utilização dessa palavra para exprimir com realidade o tratado da sabedoria.

Temos, pois, de um lado a Veritologia, que trata dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, representando as causas de tudo quanto existe, de onde surge o verdadeiro poder. E de outro, a Saperologia, que trata das experiências físicas acerca da sabedoria, representando os efeitos de tudo quanto existe, de onde surge a verdadeira ação. Assim, as causas passam a ficar ligadas aos seus respectivos efeitos, assim como o poder passa a ficar ligado à sua respectiva ação, ao que os estudiosos denominam de potência e ato.

A conclusão lógica e racional a que se chega é que a Veritologia é a fonte da Saperologia, portanto, que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são as fontes das experiências físicas acerca da sabedoria, pois caso não fosse assim, não poderíamos ligar as causas aos seus respectivos efeitos, e nem tampouco os poderes às suas respectivas ações.

Surge aqui, então, a Ratiologia, que é o tratado da razão, cuja palavra tem a sua formação proveniente do latim ratione, que significa razão, mais a palavra logos, que significa tratado, e mais o sufixo ia. É a Ratiologia quem coordena a Veritologia e a Saperologia, por conseguinte, é ela quem coordena os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, ligando as causas aos seus respectivos efeitos, assim como também ligando os poderes às suas respectivas ações.

Estando assim posto com a máxima clareza os três tratados superiores, por intermédio dos quais se alcança o Saber, por excelência, única via através da qual nós podemos desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, podemos então constatar que é no Saber, por excelência, onde se encontram todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e todas as experiências físicas acerca da sabedoria, todas as causas e os seus respectivos efeitos, todos os poderes e as suas respectivas ações.

Em razão disso, no decorrer da história desta nossa civilização, nós tivemos sempre aqueles que desprenderam os seus esforços para perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, em busca das causas e do poder, enquanto outros desprenderam os seus esforços para compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, em busca dos efeitos e da ação. Isto implica em dizer que os seres humanos ainda não conseguiram apreender em seus corpos mentais o Saber, por excelência, que por isso teve que ser dividido em parcelas do Saber, para que assim pudessem realizar os seus estudos de modo especializado. Essas parcelas do Saber são denominadas equivocadamente de ciências.

Surgem então os três tratados inferiores que se ocupam das parcelas do Saber, mas inferiores não na acepção da palavra, apenas em relação aos três tratados superiores, em que a Veritologia dá como resultado as religiões, a Saperologia dá como resultado as ciências e a Ratiologia dá como resultado as religiociências. As parcelas do Saber tidas como sendo naturais, ou positivas, são denominadas de Física, Química, Biologia, Astronomia, Matemática, etc., e as parcelas do Saber tidas como sendo humanas, ou sociais, são denominadas de Direito, Administração de Empresas, Economia, Sociologia, Antropologia, etc. Temos assim que as religiões são filhas legítimas da Veritologia, que as ciências são filhas legítimas da Saperologia e que as religiociências são filhas legítimas da Ratiologia.

A religião é o tratado dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade que dizem respeito diretamente às parcelas do Saber, em suas especializações, cuja palavra é proveniente do latim religio, com ela representando, portanto, as causas racionais de tudo quanto existe, de onde surge o verdadeiro poder.

Cabe agora aqui ressaltar que as religiões, as autênticas, as verdadeiras, as originais, as genuínas, por hipótese alguma devem ser confundidas com os milhares e milhares de credos e seitas que pululam por esse mundo afora de meu Deus, que são lideradas e manuseadas pela classe sacerdotal, a classe que mais malefícios trouxe à nossa humanidade, pois que semeadora da ignorância, sempre ávida por poder e riqueza, por isso empenhada, acima de tudo, em arrebanhar prosélitos para satisfazer a essas suas avidezes sem tamanho, cujos credos e seitas, desde os tempos antigos até aos tempos mais atuais, apareceram-nos sob as mais diversas denominações, tais como judaísmo, budismo, confucionismo, catolicismo, protestantismo, islamismo, espiritismo, etc., os quais fazem parte da ignorância e da chacota sacerdotais, em que esses mesmos sacerdotes se apropriaram indevidamente do termo religião, sendo, pois, tal apropriação, indébita.

A ciência é o tratado das experiências físicas acerca da sabedoria que dizem respeito diretamente às parcelas do Saber, em suas especializações, cuja palavra é proveniente do latim scientia, proveniente de sciens, que significa instruído, que sabe, com ela representando, portanto, os efeitos racionais de tudo quanto existe, de onde surge a verdadeira ação.

Temos, pois, de um lado a religião, que trata dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade que dizem respeito diretamente às parcelas do Saber, representando as causas de tudo quanto existe, de onde surge o verdadeiro poder. E de outro, a ciência, que trata das experiências físicas acerca da sabedoria que dizem respeito diretamente às parcelas do Saber, representando os efeitos de tudo quanto existe, de onde surge a verdadeira ação. Assim, as causas que dizem respeito diretamente às parcelas do Saber passam a ficar ligadas diretamente aos seus respectivos efeitos, assim como o poder que diz respeito diretamente às parcelas do Saber passa a ficar ligado diretamente à sua respectiva ação, ao que os estudiosos denominam de potência e ato. Como se pode constatar, tudo se encaixa perfeitamente.

A conclusão lógica e racional a que se chega, é que a religião é a fonte da ciência, portanto, que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são as fontes das experiências físicas acerca da sabedoria, no que diz respeito diretamente às parcelas do Saber, pois caso não fosse assim, não poderíamos ligar as causas aos seus respectivos efeitos, e nem tampouco os poderes às suas respectivas ações, nos estudos especializados.

Além do mais, em sendo a religião a fonte da ciência, temos, em corolário, que é somente através dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, servindo de fontes para as experiências físicas acerca da sabedoria, que nós podemos alcançar o saber que diz respeito a cada uma das parcelas do Saber, em que as causas e os efeitos de tudo quanto existe em suas especializações dizem respeito às coisas, aos fatos e aos fenômenos universais.

Surge aqui, então, a religiociência, que é o tratado da razão que diz respeito às parcelas do Saber, cuja palavra tem a sua formação proveniente da síncrese das palavras religião e ciência. É a religiociência quem coordena a religião e a ciência, por conseguinte, é ela quem coordena os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria que dizem respeito diretamente às parcelas do Saber, ligando as causas aos seus respectivos efeitos, assim como também ligando os poderes às suas respectivas ações, em suas especializações.

Estando assim posto os três tratados inferiores, por intermédio dos quais se alcança o saber especializado, ou seja, o saber que diz respeito diretamente às parcelas do Saber, única via através da qual nós podemos aprofundar de modo especializado os segredos da vida e os enigmas do Universo, que foram desvendados pelos três tratados superiores, podemos então constatar que é nas parcelas o Saber onde se encontram todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e todas as experiências físicas acerca da sabedoria, todas as causas e os seus respectivos efeitos, todos os poderes e as suas respectivas ações, de modo especializado.

Pode-se assim agora compreender que, em todos os tempos desta nossa última e definitiva civilização, isto porque já sucumbiram várias outras, como deverá ser demonstrado ainda nestes PROLEGÔMENOS, os estudiosos que se ocupavam com os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, sempre foram confundidos com os estudiosos que se ocupavam com as experiências físicas acerca da sabedoria, em que nessa mescla de natureza inteligencial, todos eram denominados simplesmente de filósofos, quando, na realidade, estes últimos são saperólogos e aqueles primeiros são veritólogos.

Neste mundo, o único ser humano que conseguiu alcançar a condição de ratiólogo foi Jesus, o Cristo, mas ele é um assunto à parte, mas que cabe sim aqui nesta obra que trata acerca de A Filosofia da Administração, em que o termo Filosofia permanece como sendo o seu título, a sua única abordagem, pois caso contrário não poderia a sua intitulação ser compreendida e aceita pelos administradores e pelos demais leitores, cujo assunto deverá ser explanado em uma categoria à parte, denominada de A CRISTOLOGIA,

Do mesmo modo, os religiosos sempre foram mesclados com os cientistas, e embora ambos ainda se encontrem emaranhados nessa mescla que os envolve, os três tratados superiores vêm agora proceder com a devida segregação entre a religião e a ciência, ao mesmo tempo procedendo com a devida união, irmanação, congregação, entre ambas, ou, em outras palavras, promovendo o casamento entre a religião e a ciência, para que assim os religiosos possam tratar de captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e os cientistas possam tratar de criar as suas correspondentes experiências físicas acerca da sabedoria, no que diz respeito às suas especializações nas parcelas do Saber, estando agora ambos cientes de que os conhecimentos são diferentes das experiências, em que estas têm aqueles como sendo as suas legítimas fontes. Além do mais, os conhecimentos são metafísicos, enquanto que as experiências são físicas.

Com isso, espanta-se e se extingue de vez com os credos e as suas seitas, pois que estes sim, estando camuflados, ardilosa e astuciosamente, como se fossem religiões, são os verdadeiros inimigos das ciências, pois que não podem servir de fontes para elas, em face dos seus sobrenaturalismos, mas não as verdadeiras religiões, que são as suas legítimas fontes, que formam as suas bases de conhecimentos verdadeiros, postos pela natureza.

São muito variados e extensos os assuntos de natureza transcendental a serem abordados para que os administradores e os demais leitores venham a adquirir a verdadeira consciência do que seja realmente a Administração, além do mais, os assuntos se entrelaçam entre si, pois que todos eles fazem parte integrante de um todo, ou seja, do Saber, por excelência. Em função disso, vamos abordar a cada um dos assuntos de modo progressivo, partindo dos mais fáceis para os mais difíceis, procurando sempre seguir a uma ordem lógica, para que assim não venha a ser embaralhado o corpo mental do leitor, em atenção ao Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, elaborado por Descartes.

Para que os seres humanos possam compreender a contento toda a minha explanação acerca de A Filosofia da Administração, faz-se mister que antes do início da explanação propriamente dita sobre os assuntos que devem ser previamente explanados e também sobre ela, eu insira estes meus dizeres antecipadamente, os quais irão expor preliminarmente os requisitos básicos gerais para a validação da percepção e captação de quaisquer conhecimentos metafísicos acerca da verdade ou da compreensão e criação de quaisquer experiências físicas acerca da sabedoria, por isso eles também devem valer plenamente como sendo uma preparação expositiva do tratado de várias parcelas do Saber, que até hoje ainda são denominadas, equivocadamente, de ciências, em virtude da completa ignorância por parte da nossa humanidade do que sejam as religiões, portanto, de como ambas se unem, irmanam-se, congregam-se, em um casamento de perfeita harmonia inteligencial para a formação de cada uma das parcelas do Saber, com tudo isso sendo proveniente dos tratados superiores da Veritologia, da Saperologia e da Ratiologia, que têm por base a Espiritologia, revelando assim o ápice da nossa evolução espiritual, por intermédio do Saber, por excelência.

Ora em diante, fica determinado que em cada uma das parcelas do Saber as religiões devem tratar da percepção e captação dos conhecimentos específicos acerca da verdade, que são as causas, e que representam a parte metafísica do Universo; enquanto que as ciências devem tratar da compreensão e criação das experiências correspondentes acerca da sabedoria, que são os efeitos, e que representam a parte física do Universo. As religiões, portanto, passam a assumir as suas posições de legítimas fontes das ciências, com ambas devendo ser tratadas rigorosamente sob o aspecto espiritológico da vida.

Assim como a Veritologia trata dos conhecimentos acerca da verdade, que são as causas, e que representam o lado metafísico do Universo, e a Saperologia trata das experiências acerca da sabedoria, que são os efeitos, e que representam a parte física do Universo, com esta tendo aquela como sendo a sua legítima fonte, e com ambas tratando do Saber, por excelência; do mesmo modo as religiões tratam dos conhecimentos específicos acerca da verdade, que são as causas, e que representam a parte metafísica do Universo, e as ciências tratam das experiências correspondentes, que são os efeitos, e que representam a parte física do Universo, com estas tendo aquelas como sendo as suas legítimas fontes, e com ambas tratando de cada uma das parcelas do Saber, segundo a especialidade a que se destinam.

Isto implica em dizer que quando a Veritologia, ao lidar com o Saber, por excelência, transmite alguns conhecimentos metafísicos específicos, estes se destacam e passam a formar uma das parcelas do Saber, quando então a sua religião especializada assume daí em diante a responsabilidade de aprofundar cada vez mais e transmitir diretamente a esses conhecimentos metafísicos específicos, fornecendo as causas, para que a sua ciência especializada, que a tem como fonte, deles tome informações e possa realizar as devidas experiências físicas correspondentes, fornecendo os respectivos efeitos.

Por outro lado, quando a Saperologia, ao lidar com o Saber, por excelência, transmite algumas experiências físicas específicas, estas se destacam e passam a formar uma das parcelas do Saber, quando então a sua ciência especializada assume daí em diante a responsabilidade de aprofundar cada vez mais e transmitir diretamente a essas experiências físicas específicas, fornecendo os efeitos, para que a sua religião especializada, que lhe serve de fonte, delas tome informações e possa perceber e captar os devidos conhecimentos metafísicos correspondentes, fornecendo as respectivas causas.

Então eu posso afirmar convictamente que os seres humanos mais evoluídos dividiram racionalmente o Saber, por excelência, em parcelas, cuja denominação mais apropriada deve ser parcelas do Saber, em virtude do nosso atual estágio evolutivo não permitir que todos possam contemplar diretamente ao Saber, por excelência, em si, dada as sua imensa complexidade, decorrente da mais variada gama de assuntos que se correspondem e se interligam, formando um todo, principalmente se partirmos do princípio de que para tanto somos obrigados primeiramente a organizar a Deus perante a nossa humanidade, pois que Dele todas as coisas partem e para Ele todas as coisas retornam, deixando antever como trabalha a natureza em todo o seu esplendor, pois que a natureza é a nossa verdadeira Bíblia, o livro que foi realmente escrito por Deus, e não o livro de papel dito sagrado, por demais mentiroso e perigoso para que se possa levar a sério, pois que foi escrito por médiuns intuídos pelos espíritos obsessores decaídos no astral inferior, com as exceções que foram inseridas pelo Astral Superior, para que pudessem ser utilizadas por Luiz de Mattos, o veritólogo maior, e também por mim, nesta minha explanação.

Tudo o que até agora foi exposto e muitos outros assuntos mais que são complementares e que se referem à vida fora da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenatural, os quais sejam considerados necessários para o esclarecimento e a devida espiritualização da nossa humanidade, serão explanados em seus detalhes exigidos, no decorrer desta obra que trata de A Filosofia da Administração, valendo aqui ressaltar que os requisitos que ora estão sendo exigidos para as mães, obviamente que deverão ser os mesmos requisitos que serão exigidos para as filhas, ou seja, os requisitos que ora estão sendo exigidos para a Veritologia e para a Saperologia, obviamente que deverão ser os mesmos requisitos que serão exigidos para as religiões e as ciências, respectivamente.

Isto implica em dizer que, para que o Saber, por excelência, possa ser efetivamente certificado como sendo realmente obras de Veritologia e de Saperologia, assim como também para que cada parcela do Saber possa ser realmente certificada como sendo realmente obras de religião e de ciência, são necessários o preenchimento de três requisitos básicos fundamentais para a sua certificação, que são os seguintes:

  1. O método: que é utilizado para se determinar o caminho para se chegar a uma determinada finalidade;
  2. O teor: que é o conjunto dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são as causas racionais de tudo quanto existe, e que tanto para a Veritologia como para as religiões se denomina de doutrina, acrescido do conjunto das experiências físicas acerca da sabedoria, que são os efeitos racionais de tudo quanto existe, e que tanto para a Saperologia como para as ciências se denomina de sistema;
  3. A finalidade: que é o fim a que se destinam as coisas, os fatos e os fenômenos do Universo.

É sabido de todos que nem o Saber, por excelência, e nem qualquer das parcelas do Saber, estas sob a denominação imprópria de ciências, até hoje, conseguiram preencher a esses três requisitos básicos fundamentais exigidos pela Saperologia, para que assim ela pudesse certificar lógica e racionalmente as suas existências, no âmbito da realidade, sendo por isso que todas elas estão situadas no âmbito da irrealidade, razão pela qual Luiz de Mattos, também considerado como sendo o espírito da verdade, demoliu com todas as ciências, em seu conjunto, utilizando-se da dinamite da verdade, tendo a própria Saperologia que reconstruir tudo novamente, tanto o Saber, por excelência, como as próprias parcelas do Saber.

Isto se explica pelo fato da nossa humanidade haver sempre ignorado a existência da Veritologia, tendo sido ela mesclada em todos os tempos com a Saperologia, que sob a denominação única de Filosofia era a encarregada tanto dos tratados dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade como das experiências físicas acerca da sabedoria, com os veritólogos e os saperólogos sempre atônitos, posto que eram todos considerados como sendo filósofos, pois que ainda eram ignorantes acerca das naturezas distintas das suas inteligências, sem saberem como tratar adequadamente nem a uma e nem a outra, ao mesmo tempo, já que tudo aquilo que transcendia a este mundo, ou seja, ao ambiente terreno, tanto em relação ao Espaço Superior como em relação ao Tempo Futuro, era considerado como sendo apenas Filosofia.

Mas agora, estando devidamente segregadas entre si, com a Saperologia certificando a verdade, fazendo surgir a Veritologia, com ambas formando um conjunto harmônico, pois que coordenadas entre si elas conseguiram preencher a esses três requisitos básicos fundamentais para a realidade das nossas existências, fazendo surgir e certificando o Saber, por excelência, para toda a nossa humanidade, que há muito ansiava por desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, agora integralmente postos à disposição de todos os seres humanos por intermédio do Racionalismo Cristão, em que a sua doutrina transmite os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, o seu sistema transmite as experiências físicas acerca da sabedoria, tendo a doutrina como sendo a sua legítima fonte, e com ambos sendo coordenados pela razão, transmite-se a finalidade para a existência eterna e universal.

Em decorrência, a nossa humanidade também sempre ignorou a existência das religiões, das verdadeiras, das autênticas, das genuínas, que se encontravam presas às garras aduncas da classe sacerdotal, que eu considero a mais perigosa e a mais nociva classe da nossa humanidade, em todos os tempos, como provarei devidamente no capítulo específico destinado a essa classe malfeitora e peçonhenta, pois que destila por todos os cantos do mundo o veneno terrível da ignorância, e que sempre repetirei em cada momento oportuno no decorrer da minha explanação acerca de A Filosofia da Administração, para o castigo desses malfeitores que a integram.

Então as religiões igualmente foram mescladas em todos os tempos com as ciências, que sob a denominação única de ciências eram as encarregadas tanto dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade como das experiências físicas acerca da sabedoria, ambos relativos às parcelas do Saber, com os religiosos e os cientistas sempre atônitos, posto que todos eram considerados como sendo unicamente cientistas, pois que eram ainda ignorantes das naturezas distintas das suas inteligências, sem saberem como tratar adequadamente nem a uma e nem a outra, ao mesmo tempo.

Mas agora, estando devidamente segregadas entre si, e estando cientes das existências da Veritologia e da Saperologia, portanto, do Saber, por excelência, desde que também estejam em conformidade com o que ora lhes são apresentados, tanto as religiões como as ciências poderão igualmente se autocertificarem entre si, formando um conjunto harmônico, pois que coordenadas entre si conseguirão preencher a esses três requisitos básicos fundamentais para a realidade das suas existências, fazendo surgir e certificando as suas parcelas do Saber para toda a nossa humanidade.

Assim, após serem desvendados os segredos da vida e os enigmas do Universo, agora integralmente postos à disposição de todos por intermédio do Racionalismo Cristão, fico quase ansioso no aguardo de que todas elas aprofundem tudo o que ora lhes está sendo apresentado, para que assim possam ser promovidos finalmente a paz e o progresso no mundo, ainda por demais ignorante acerca da vida fora da matéria, mas tendo que se esclarecer e se espiritualizar, necessária e obrigatoriamente, como realmente deverão ser todos os seres humanos.

Mas enquanto as religiões se encontrarem presas nas garras aduncas da classe sacerdotal, em sua crassa ignorância e imensa estupidez, com a sua grande maioria sendo deveras maldosa e imensamente ardilosa, e uma pequena minoria sendo simplesmente néscia e completamente tapada, desconsiderando as exceções, por isso sendo ela repleta de desejos materialísticos de poder e de riqueza, que jamais se esvaem, pelo contrário, sendo sempre constantemente renovados, em função da ânsia tresloucada por dominar o povo em geral e mantê-lo encabrestado, bem encabrestado, conservando-o em rédeas muito curtas, portanto, à sua mercê, sob o seu domínio pleno, enquanto for assim, essa classe nociva e perigosa vai investindo pesadamente no sobrenaturalismo, no misticismo e nos dogmas, ou seja, em tudo que seja alheio à realidade da natureza, estando estrategicamente amparada pelo irracionalismo da fé credulária, que assim posta representa o ilogismo de se crer sem se compreender, como se a compreensão fosse algo inútil e irrelevante, conservando os credos e as seitas que praticam, sob a denominação imprópria de religiões, sempre em pé de guerra com as ciências, impedindo assim que as duas formas das parcelas do Saber possam se realizar, unindo-se, irmanando-se, congregando-se, sendo coordenadas pela razão, para que então consigam promover verdadeiramente a paz e o progresso neste minúsculo planeta, com o devaneio do sobrenatural e a ilusão da matéria se extinguindo de vez, dando lugar à realidade da vida, com todos apreendendo em seus corpos mentais o que sejam realmente as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza, que são universais.

E o pior de tudo é que emaranhados nessa mescla que os envolve, tanto os religiosos como os cientistas, mas se considerando todos como sendo apenas cientistas, e formando uma espécie de comunidade científica, com os seus integrantes se dividindo e se ocupando apenas de uma única parcela do Saber, sem a mínima noção do que seja o Saber, por excelência, arvoram-se, petulantemente, de serem os certificadores da vida fora da matéria, quer dizer, tentam assumir ousadamente, por autoridade própria, como se realmente a detivessem, o encargo de certificar a existência da vida fora da matéria, portanto, da espiritualidade, já que dividem e disputam com a medonha classe sacerdotal o domínio sobre praticamente toda a nossa humanidade.

Mas o que os religiosos e os cientistas ainda não sabem é que a Veritologia, por intermédio de Luiz de Mattos e os seus seguidores, já descertificou a todas as ciências, tal como assim eles continuam a denominar as parcelas do Saber, pois que ainda hoje essas ditas ciências insistem na teimosia em permanecerem atreladas à ilusão da matéria, desconsiderando totalmente o seu aspecto espiritológico, geralmente de maneira intencional, proposital, sem qualquer justificativa, sem qualquer explicação, tal como se a vida fora da ilusão da matéria não existisse, pois o pior cego é aquele que não quer ver, quando, na realidade, o que não existe são os seus conhecimentos e as suas experiências materialísticos, posto que são todos ilusórios, situados no âmbito da irrealidade.

E estando as ciências devidamente descertificadas por quem de direito, a obrigação agora é que tanto os religiosos como os cientistas assumam as suas verdadeiras posições, reconhecendo a existência do Saber, por excelência, por conseguinte, das parcelas do Saber específicas dele decorrentes, procurando certificar a cada uma delas, em conformidade com os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e com as experiências físicas acerca da sabedoria parcelados. Sabendo-se agora que tanto os religiosos como os cientistas nessa mescla ainda estão representando toda a comunidade científica, em sua obra Pela Verdade, a página 187, Luiz de Mattos, o veritólogo maior, vem afirmar o seguinte:

Temos momentos em que somos obrigados a ferir fundo a vaidade, os vícios, as misérias desses cientistas oficiais, por serem eles os maiores teimosos que se conhecem, para os quais, nem o acicate da dor, nem as desgraças alheias, e às vezes até as próprias, os demovem do firme propósito em que se acham de tudo negar, de tudo deturpar, de contra tudo o que não se harmonize com as suas incompletas teorias, revoltarem-se.

Eles têm a certeza absoluta de que estão errados, de que mentem e de que são os coveiros, os desmoralizadores da ciência propriamente dita, que tem por base a descoberta da Verdade (grifo meu) e, por fim, o bem geral da humanidade, mas lhes é mais fácil aceitar as mentiras dos compêndios, quedarem-se nelas e até desenvolvê-las, do que ter o trabalho de procurar a Verdade, ter a coragem de vencer os vícios que os dominam e partir os grilhões das mentiras que os prendem a essa ciência incompleta e dogmática”.

Em suas críticas a essa comunidade científica investigadora e pesquisadora, onde obviamente os religiosos estão incluídos, mas que até hoje ainda não conseguiu formar uma ideia acertada do que sejam as coisas, a começar pelos átomos, as moléculas, as células, os órgãos, os aparelhos, passando pelos vegetais e pelos animais, e findando nos seres humanos, essas coisas que representam as causas e os efeitos de todos os fatos e fenômenos universais, e o que é pior, sem nem sequer conseguir formar ao menos uma ideia aproximada do que seja a natureza em si, embora a manipule quase que à vontade, em conformidade com aquilo que dela conseguiu apreender, o que implica em dizer que a Física, a Química, a Biologia, a Astronomia, a Astrofísica, a Cosmogonia, e outras consideradas como sendo Ciências da Natureza, ou Ciências Positivas, ou Ciências Naturais, e o Direito, a História, a Economia, a Administração de Empresas, a Sociologia e outras consideradas como sendo Ciências Humanas, ou Ciências Sociais, estão todas erradas, tendo todas elas que ser reformuladas sobre novas bases. E mais: sem que a própria Matemática saiba também explicar nem ao menos como surgiram os elementares sinais de igualdade, subtração e adição, já que a comunidade científica ainda não aprendeu nem ao menos a função do zero, por conseguinte, a natureza de uma equação e da própria geometria, assim como também dos cálculos diferencial e integral.

Portanto, sem a Veritologia e a Saperologia para fornecer às ditas ciências o acesso ao Saber, por excelência, como agora está fornecendo o Racionalismo Cristão, elas jamais conseguiriam alcançar as suas finalidades, posto que nenhuma delas possui qualquer finalidade, mas apenas os seus próprios campos de estudo. Os autores Nilton Figueiredo de Almeida e Célia Caccavo F. de Almeida, em sua obra conjunta denominada de Existencialismo Cristão, a página 45, afirmam acertadamente o seguinte:

As ciências, com os seus sábios e pesquisadores, na labuta vã, procuram nas células e nos órgãos a fonte, a base, a razão da inteligência, dos sentimentos, predicados que representam a VIDA.

Depois de exauridas pesquisas, concluem que ‘existe alguma coisa além da matéria, mas que não conseguem saber o que seja’.

A resposta, entretanto, é simples, se nos deslocarmos da matéria como campo de pesquisa (grifo meu)”.

E que todos saibam, foi justamente isso que eu fiz neste mundo quando na condição de legítimo, autêntico e verdadeiro cientista, ao realizar as minhas experiências científicas tendo o próprio ambiente terreno como sendo o meu grande laboratório, porém deslocado do campo da matéria para o campo da espiritualidade.

Mas passando uma espécie de pente fino em todas essas ditas ciências, que na realidade não são ciências, mas sim parcelas do Saber, que deverão ser formadas tanto pelas religiões, que formam as suas doutrinas, como pelas ciências, que formam os seus sistemas, para que assim possam alcançar as suas finalidades, da Química à Cosmogonia, da Sociologia ao Direito, por conseguinte, abrangendo a todos os conhecimentos metafísicos considerados como sendo positivos, ou naturais, e humanos, ou sociais, no que devo também incluir todas as experiências físicas que a eles sejam correspondentes. Luiz de Mattos, em sua obra Cartas ao Chefe do Protestantismo no Brasil, a página 85, referindo-se diretamente a elas, diz o seguinte:

Ora, não se achando na Bíblia, senão matéria e mais matéria, a adoração desta, absolutamente nada tem que demonstre a verdadeira existência do Grande Foco (Deus, o Criador, a Inteligência Universal, o Todo, digo eu), e, assim, o que acima exaramos, não pode ela ter valor algum científico, porque ignora o que seja o Grande Foco e, portanto, a verdade, base da ciência (grifo meu).

Se tal Bíblia fosse de supremo valor científico e nela existisse a verdade, base da ciência propriamente dita (grifo meu), não andaria a Medicina oficial às aranhas, não representaria papel tão ridículo ao ponto de nem ao menos saber o que seja a matéria EM SI, base das suas teorias, nem tampouco a tal ciência do Direito seria uma burla completa, e, assim, todos os conhecimentos humanos que, por serem baseados na matéria organizada e inorgânica, são incompletos”.

E para comprovar de vez que todas as ciências têm os seus conhecimentos incompletos, e que devem ter a verdade, e apenas a verdade, como sendo a base e a fonte de tudo quanto nelas possa estar contido; assim como têm também as suas experiências incompletas, e que devem ter a sabedoria, e apenas a sabedoria, como base e fonte de tudo quanto nelas possa estar contido; vem novamente Luiz de Mattos, agora em sua obra Cartas ao Cardeal Arcoverde, a página 207, fazer a seguinte afirmativa:

Destruídos, arrasados os penedos científico-oficiais pelo broquear ininterrupto do Racionalismo Cristão e a dinamite da Verdade, reduzidos a alvenaria e a brita esses penedos que por egoísmo e pretensão atravancaram os largos mares do progresso dos seres e das coisas deste mundo, dever é agora, o nosso, dar novo rumo a estas Notas, que podemos considerar modernas caravelas pilotadas pela Verdade (grifo meu) neste tormentoso mar de mentiras convencionais, empolado pelo irracionalismo de tal grei científico-oficial, e navegar, à larga, para os mares calmos, bonançosos, da sabedoria real, verdadeira (grifo meu), até podermos chegar, com vento de feição, com essa larga constante, ao porto do destino, que é o progresso real da ciência e da humanidade (grifo meu)”.

Isto implica logicamente em dizer, que se aqui eu me encontro encarnado novamente neste mundo-escola, em virtude dos tempos serem chegados, estando desta vez plenamente autorizado para me tornar um saperólogo — já que antes eu me encontrava impedido de sê-lo, em obediência ao plano formulado pelo espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa, com o fim de nos espiritualizar, que na sua última encarnação foi chamado de Jesus, em que alcançou a condição do Cristo, e que nesta condição já retornou para a sua humanidade, como sendo o seu Cristo —, é justamente para receber agora as modernas caravelas pilotadas pela verdade transmitida por Luiz de Mattos e os seus seguidores, que já cruzaram os tormentosos mares das mentiras convencionais, empolados pelo irracionalismo de tal grei científico-oficial, e já navegaram, à larga, para a minha sabedoria, que é real, autêntica, verdadeira, onde com ambas eu pude chegar, com vento de feição, com essa larga constante, ao porto de destino, que é a razão, estando elas agora — a verdade e a sabedoria — devidamente unidas, irmanadas, congregadas.

Temos agora a Veritologia e a Saperologia coordenadas pela Ratiologia. Então, da mesma forma que as filhas daquelas são as religiões e as ciências, respectivamente, as filhas desta, da Ratiologia, que são as religiociências, devem seguir o mesmo exemplo das mães, devendo as religiociências coordenar as religiões e as ciências, cujos assuntos deverão ser tratados nos seus capítulos específicos nas demais obras explanatórias do Racionalismo Cristão, contidas no site pamam.com.br, com a primeira sendo dedicada aos Prolegômenos, tal como esta obra, com a segunda sendo dedicada ao Método, com a terceira sendo dedicada ao Sistema, para completar em definitivo a sua forma de doutrina, e com a quarta sendo dedicada à Finalidade, preenchendo assim a todos os requisitos exigidos para a validação dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e das experiências físicas acerca da sabedoria, nelas inseridos em forma de teorias, certificando assim a existência do Saber, por excelência.

Mas o que importa agora é esclarecer que a Veritologia já demoliu com todas as bases que sustentavam as ditas ciências, já que todas elas se encontravam esteadas na ilusão da matéria. Então cabe a mim agora, utilizar-me da minha sabedoria, lançar mão da verdade como sendo a minha autêntica e legítima fonte, e com ambas coordenadas adentrar no âmbito da razão. Assim, de posse da verdade e da sabedoria, contemplando a razão da existência eterna e universal, construir novas bases que possam sustentar firme, segura e definitivamente, as emergentes parcelas do Saber, e assim construir um novo e grandioso edifício social para a nossa humanidade, com base na espiritualidade, com todos sendo obrigados a reconhecer a existência da vida fora da matéria, por força do raciocínio lógico e racional utilizado para a explanação das coisas, dos fatos e dos fenômenos da natureza, que são universais. Isto implica em dizer que todas as ditas ciências deverão ser agora denominadas de parcelas do Saber, devendo ser reformuladas com novas teorias, portanto, com as religiões transmitindo as suas doutrinas e as ciências elaborando os seus sistemas, para que assim se possa ter uma finalidade para cada uma delas, por isso elas terão que ser radicalmente modificadas, fazendo emergir de vez a Espiritologia.

E embora os religiosos e os cientistas ainda estejam emaranhados nessa mescla que os envolve, conforme dito acima, vêm agora os três tratados superiores — a Veritologia, a Saperologia e a Ratiologia — proceder com a devida segregação entre a religião e a ciência, ao mesmo tempo procedendo com a devida união, irmanação e congregação entre ambas, ou, em outras palavras, promovendo o casamento entre a religião e a ciência, para que assim os religiosos possam tratar de perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e os cientistas possam tratar de compreender e criar as correspondentes experiências físicas acerca da sabedoria, tendo agora por base uma nova teoria completa em seus fundamentos, com o abandono por inteiro da ilusão da matéria. Com isso, espantando e extinguindo de vez com os credos e as suas seitas, estes sim, estando camuflados, ardilosa e astuciosamente, como se fossem religiões, sendo, portanto, os verdadeiros inimigos das ciências, mas não as verdadeiras religiões, que são as suas legítimas fontes, que formam as suas bases.

Somente com a verdade e a sabedoria estando coordenadas pela razão, por serem os tratados superiores, já que lidam com o Saber, por excelência, é que as religiões e as ciências poderão se fazer valer neste mundo, estando coordenadas pelas religiociências, portanto, que as parcelas do Saber poderão realmente ser úteis a todos os seres humanos, promovendo realmente a paz e o progresso de toda a nossa humanidade.

Este fato pode ser devidamente comprovado pela palestra proferida pelo Dr. Henrique Serqueira, por ocasião do sexagésimo aniversário da implantação do Racionalismo Cristão em Portugal, cujo tema era O Racionalismo Cristão e as Ciências Exatas, cuja palestra se encontra inserida na obra Uma Nova Perspectiva, a página 65, quando o digno palestrante afirma o seguinte:

A ciência se estrutura na razão e se desenvolve pela lógica que lhe serve de suporte (grifo meu).

Os limites da razão têm sido apontados como cerceadores do sonho de ela própria explicar o Universo como um todo astral (leia-se todo metafísico, digo eu) e físico, sem que se deixem de verificar grandes e brilhantes avanços nos saberes, nas disciplinas científicas, surgindo novas áreas de contribuição que rapidamente transformam, pela sua eficácia e eficiência, em recursos fundamentais da inteligência, com vista à sua penetração no Todo”.

E repetindo o dito mais acima: o pior de tudo é que emaranhados nessa mescla que os envolve, tanto os religiosos como os cientistas, mas se considerando todos como sendo unicamente cientistas, com eles estando divididos e se ocupando apenas de uma única parcela do Saber, sem a mínima noção do que seja o Saber, por excelência, arvoram-se petulantemente de serem os certificadores da vida fora da matéria, quer dizer, tentam assumir ousadamente, por autoridade própria, o encargo de certificar a existência da espiritualidade; ignorando completamente que, de forma contrária, é o sábio quem irá descobrir e mostrar realmente as parcelas do Saber para eles mesmos, conduzindo acertadamente as suas investigações e as suas pesquisas rumo ao verdadeiro progresso de que carece a nossa mais que amada humanidade. Sobre este assunto, em sua obra Retalhos de Vida, a página 135, a educadora Olga B. C. de Almeida se expressa da seguinte maneira:

Cada um trabalha conforme as aptidões. Ao lado do trabalho das mãos, há o da inteligência: o do sábio que descobre a ciência (grifo meu), do mestre que a ensina, do orador que explana ideias para a multidão. Cada um produz trabalho diferente, mas tão necessário à humanidade, quanto o pão e o calçado”.

No decorrer desta minha obra explanatória acerca de A Filosofia da Administração, ainda nestes Prolegômenos, deverá ser devidamente demonstrado que, após alcançar a condição de Homo sapiens, os seres humanos formaram várias civilizações, mas que todas elas foram extintas e obliteradas da face da Terra, tendo que recomeçar todo o processo civilizatório novamente, em virtude dessas civilizações haverem se apegado demais à ilusão da matéria e ao devaneio do sobrenatural, procurando de todas as maneiras os prazeres deles decorrentes, sem conseguirem auferir os atributos individuais superiores e os atributos relacionais positivos que formam a moral e a ética, respectivamente, tornando-os educados, com a maioria dos espíritos se depravando, degenerando-se, na mais intensa promiscuidade, brutalizando-se, portanto, em todos os sentidos, sem condições de reverterem a esse danoso processo, por conseguinte, espiritualizando-se, cujo quadro danoso podemos observar sem qualquer esforço nos dias de hoje. É por isso que Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, as páginas 194 e 195, vem nos alertar para o seguinte:

O desenvolvimento científico precisa ser feito concomitantemente com o espiritual (grifo meu), para a humanidade não ficar exposta ao desaparecimento. Por esse risco passa, presentemente, a Terra, se as experiências e a utilização das bombas atômicas não forem suspensas.

Há numerosos meios de aplicação de energia nuclear em fins pacíficos, que grandes benefícios poderão trazer à humanidade, cabendo aos homens de boa índole a utilizarem somente para isso.

No dia em que todos puderem compreender a vida sob este aspecto, os principais dirigentes humanos sentir-se-ão envergonhados por haverem preparado engenhos mortíferos tão danificadores, capazes até de destruir a humanidade!

Nesta exposição fica registrada, não só uma advertência, mas um apelo ao bom-senso, ao senso de responsabilidade espiritual dos dirigentes humanos, uma vez que nada de bom se consegue com a destruição, que somente serve para agravar o estado geral da evolução”.

Em relação ao dizer do autor, é óbvio que a nossa humanidade jamais ficará exposta ao desaparecimento, pois que este assunto não é de natureza veritológica, mas sim de natureza saperológica, e com a implantação do instituto do Cristo em nosso meio, por intermédio do Racionalismo Cristão, que é o seu embrião, esse perigo já foi afastado de vez.

No entanto, eu devo aqui alertar, todo aquele que sem o preparo espiritual, por pura vaidade e por pura cobiça material, tenta obter o poder mundano de todas as maneiras, possíveis e imaginárias, utilizando-se dos recursos mais vis e escusos que existem, portanto, por todos os meios condenáveis, para que então possa exercer o domínio sobre os seres humanos, tal como se fosse um líder, não passa de um estúpido, de um néscio, de um pobre incauto desprevenido, um falso líder, ou um líder de araque, como popularmente se diz, procurando sarna para se coçar. E caso esse infeliz consiga alcançar de fato o poder mundano que tanto almeja e por que tanto anseia, estará sempre esteado na ilusão da matéria, alicerçado na Ciência Política errônea e ou pela democracia mal interpretada e ainda mal estabelecida neste mundo, amparado sempre pela força bruta, ou então pela demagogia, de onde realmente emana o poder baseado na ilusão da matéria, e não emanante do seu próprio ser, sendo, pois, seguido apenas pelos seus asseclas, os seus comparsas bajuladores, que agindo tais como se fossem sanguessugas tentam de todas as maneiras sugar os resquícios do poder que vão escorrendo pelas mãos daquele a quem bajulam, apenas dele se aproximando e nele se encostando, tentando esses aproveitadores se darem bem na vida, desse modo grotesco e reprovador, subservientes que são para poucos e soberbos que são para muitos.

A esses tais, uns e outros, os homens de bem, que são os verdadeiros homens de valor, jamais serão seguidores. Por isso, tudo terá que ser radicalmente transformado na face da Terra, para que os vaidosos, os cobiçosos e os soberbos do poder não mais prosperem, e assim possam emergir os espiritualistas, que são os verdadeiros patriotas, os que realmente zelam pelas suas nações, respeitam as nações alheias e se preocupam com o povo em geral, pelo senso já adquirido de que todos nós somos espíritos, e que como tais devemos pautar as nossas ações, elevando-as sempre, cada vez mais, distanciando-nos da imperfeição, da ignorância, que contém o mal, e nos aproximando cada vez mais da perfeição, praticando o bem.

Como o verdadeiro poder emana do próprio espírito realizador, e não da força bruta proveniente da ilusão da matéria, que é sempre representada por agrupamentos de terceiros com os seus armamentos bélicos, e nem da demagogia, que ilude o povo em geral, somente ele, o poder espiritual, é quem pode conseguir levar a paz, a ordem e a prosperidade aos espíritos e aos demais seres que se encontram temporariamente neste mundo, inclusive aos seres que originariamente o formam, que são os seres hidrogênios, como será devidamente demonstrado mais adiante, e principalmente quando eu tratar diretamente da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenatural, na obra explanatória relativa ao Sistema, contida no site pamam.com.br.

E esse poder espiritual somente pode ser exercido por aquele que seja detentor da sabedoria, desde que tenha como fonte a verdade, para que com ambas possa alcançar a razão, ou vice-versa. Mas é a sabedoria quem detém a responsabilidade por dirigir os rumos da nossa humanidade, traçando o seu caminho no sentido da evolução, em demanda da perfeição, e mais nada. Com isso, eu posso então afirmar que um dos correspondentes de Antônio Cottas, que foi o consolidador do Racionalismo Cristão, cuja missiva se encontra contida na obra Cartas Doutrinárias – 1960, a página 184, está completamente equivocado quando cita Malvert, no século XIX, em sua obra Ciência e Religião, cuja obra foi traduzida pelo republicano Heliodoro Salgado, em que o autor da missiva se expressa da seguinte maneira:

É a ciência hoje que visa a dominação universal, como é verdade da qual é a expressão e a revelação. É a ciência que, para o futuro, pertence a direção do mundo, em vez e no lugar da divindade; a ciência, benfeitora das nações e libertadora da humanidade”.

É óbvio que todos quando ainda se referem diretamente às ciências, estão demonstrando ignorar completamente a existência das verdadeiras religiões, e, também, das parcelas do Saber. Por conseguinte, estão demonstrando ignorar por completo igualmente a existência da Veritologia e da Saperologia, e, também, do Saber, por excelência. Tudo isso vem comprovar sobejamente que a grande libertadora da nossa humanidade foi a verdade, a qual foi estabelecida neste mundo por Luiz de Mattos, através do Racionalismo Cristão. E tudo isso vem comprovar também totalmente o dizer de Jesus, o Cristo, de que “Somente a verdade poderá libertar a humanidade das garras da ignorância”, levando-a para o caminho do bem, para o cumprimento das obrigações e dos deveres, que são de natureza estritamente espiritual, através da sabedoria, já que ambas coordenadas alcançam a razão.

Por isso, cabe a este saperólogo, ou ratiólogo, tanto faz, reconstruir tudo aquilo que Luiz de Mattos, o veritólogo maior, demoliu, alicerçando as parcelas do Saber sobre novas bases, sólidas, seguras, indestrutíveis, uma vez que elas serão reconstruídas tomando as bases que alicerçam a própria realidade da vida, no âmbito da Espiritologia, e não no âmbito da irrealidade, ou seja, no âmbito da ilusão da matéria. Tudo será modificado por intermédio da Saperologia, o que implica em dizer que o saperólogo é o único que consegue compreender a Luiz de Mattos, em toda a extensão da verdade que ele transmitiu para este mundo, em forma de doutrina, e não os seus seguidores militantes da doutrina racionalista cristã — que agora passa a ser também sistema e alcançar a uma finalidade —, que julgam compreendê-lo, mas que apenas conseguem perceber um pouco da verdade que lhes foi transmitida por ele e pelos demais veritólogos que o seguiram, e nada mais.

É preciso que todos saibam que a percepção diz respeito à verdade, enquanto que a compreensão diz respeito à sabedoria. E como eu sou o saperólogo responsável pela explanação do Racionalismo Cristão, sou também o grande responsável por fazer emergir a Veritologia para este mundo, promovendo ao Grande Acordo entre ela e a Saperologia, fazendo emergir também a Ratiologia, que é o tratado responsável pela coordenação entre ambas, para que assim certificadas possa surgir para este mundo a realidade da existência do Saber, por excelência.

Como saperólogo, ou ratiólogo, tanto faz, como já dito, eu sou ainda o grande responsável por arrancar as religiões das garras aduncas da classe sacerdotal, tirando-as dos devaneios do sobrenatural, dos misticismos e dos dogmas em que aqui ainda se encontram, livrando-as do irracionalismo da fé credulária, fazendo-as emergir livres para este mundo, para que assim possam assumir o seu verdadeiro papel, promovendo ao tão sonhado casamento entre elas e as ciências, fazendo emergir também as religiociências, que são os tratados responsáveis pelas coordenações entre ambas, para que assim certificadas possa surgir para este mundo a realidade da existência das parcelas do Saber.

Assim, e somente assim, pode haver uma verdadeira interação entre as parcelas do Saber e a Espiritologia, ou entre as religiões e as ciências e a espiritualidade, sobre as questões da imortalidade da alma e do preceito das reencarnações, assim como querem e entendem os racionalistas cristãos. É justamente por este e por outros encargos importantes, os quais serão revelados no decorrer de toda a minha explanação, que eu me encontro novamente aqui encarnado neste mundo Terra.

Em relação ao assunto, eu vou destacar quatro tópicos constantes na obra Pela Verdade, escrita por Luiz de Mattos. O primeiro se refere à orelha da capa, cujo autor não é identificado, e que diz o seguinte:

O grande erro enfeixado pelo dogmatismo das Escolas, impedindo que os novos sacudam ou até removam o que há de errado nos seus princípios, está em proibir qualquer estudo científico no terreno do psiquismo, desde que fuja ao campo experimental traçado pelo clássico paralelismo psicofisiológico. Sempre se afirmou haver uma correlação estreita entre o cérebro e o pensamento, aferindo-se a atividade psíquica à proporcionalidade do trabalho dos centros nervosos. Isto se manteve de pé até ao século IX, mas no alvorecer do século atual, a psicologia antiga fracassou diante do volume dos fatos que a contradizem. Eis a razão porque o materialismo médico é insuficiente para explicar os enigmas da personalidade. Embora reconhecendo a sua insuficiência, o orgulho acadêmico, manobrado pelos mestres do dogmatismo, não permitiu, até hoje, que uma tese sobre o Espiritismo (leia-se Espiritologia, digo eu) fosse defendida”.

O segundo se refere ao Prefácio, a página 13, cujo autor também não é identificado, e que diz o seguinte:

Cabe à ciência tudo estudar (grifo meu). Não lhe é permitido, em nosso século, dogmatizar, porque as Academias não são Concílios onde os guardiães dos dogmas revelados se reúnem para decretar, como puros e certos, os sofismas esdrúxulos da fé.

Ciência significa estudo, pesquisa e Verdade (grifo meu). Sendo assim, não admite atitudes defensivas, porque ela se alteia aos interesses de classes.

Luiz de Mattos, em toda a sua vida, nada mais pediu aos homens de Ciência que não fosse o estudo daquilo que ele lhes apresentava (grifo meu).

Lutou, valentemente, mas não logrou ser compreendido. Não teve, como Pasteur, a glória de ver os redutos acadêmicos aplaudi-lo e homenageá-lo, mas aqueles que lhe secundam a obra, esperam vê-la um dia no seio das próprias Academias, compreendida e acatada como merece (grifo meu)”.

O terceiro se refere à Introdução, a página 15, cujo autor ainda não é identificado, e que diz o seguinte:

Os seus escritos sobre as campanhas que realizou, como Cartas ao Chefe do Protestantismo no Brasil, Cartas ao Cardeal Arcoverde, Cientistas Sem Ciência e outros, estão com as suas edições esgotadas e não mais serão reeditadas.

A época é outra, tudo evoluiu, e até a singular linguagem usada por Luiz de Mattos hoje seria diferente, segundo alegam os seus editores.

Mas a sua campanha sobre o aparecimento da obra A Cura dos Nervosos, de autoria do Prof. Austregésilo, também nome de grande evidência naquela ocasião, recebe, agora, nova edição, por ser o motivo da polêmica, embora antigo, sempre novo, e continuará ainda a sê-lo por muito tempo, até que a Ciência, reconhecendo a existência da Força e a sua predominância sobre a Matéria, aceite a tese defendida pelo grande doutrinador, há mais de cinquenta anos, de que existem enfermidades nervosas provocadas por um agente que atua sobre o espírito do enfermo, cujo afastamento será bastante para promover a sua normalização (grifo meu).

Na verdade, a ciência e o espiritualismo não chegaram ainda a um acordo sobre as controvertidas questões da imortalidade da alma e da lei das reencarnações (grifo meu) e, por isso, pensam os editores que esta reedição ainda vem ‘sanar uma lacuna’, como é de hábito se escrever, nessas circunstâncias”.

E o quarto se refere ao próprio Luiz de Mattos, a página 21, que em sua transcendência, como que prevendo a explanação do Racionalismo Cristão pela Saperologia, ou pela Ratiologia, devo ainda repetir, por intermédio deste saperólogo, ou ratiólogo, em janeiro de 1918, afirmou o seguinte:

Procure, pois, a mocidade estudiosa e patriota saber esperar, e tudo chegará no seu devido tempo, para glória da ciência e da humanidade (grifo meu)”.

O certo é que os religiosos e os cientistas — que até hoje ainda se encontram mesclados, sem que um saiba da existência do outro, por isso com todos se autodenominando de cientistas, formando uma comunidade dita científica, investigadora e pesquisadora, e as parcelas do Saber sendo consideradas como sendo ciências — foram apenas os encarregados de aprofundar os conhecimentos metafísicos e as experiências físicas específicos que a Veritologia e a Saperologia, respectivamente, jogaram em suas mãos, sob as suas responsabilidades. Por isso, não se pode deles esperar algo mais do que isso, apenas isso, simplesmente isso.

É óbvio, então, que o veritólogo tem que demolir e o saperólogo tem que reconstruir em novas bases todas essas ditas ciências, por conseguinte, refazendo a essa comunidade científica investigadora e pesquisadora, revelando as parcelas do Saber, todas provenientes do Saber, por excelência, retirando os seus executores temporariamente de cena, que são os religiosos e os cientistas, para poder afastá-los das garras da ilusão da matéria, a fim de que assim eles possam exercer livremente as suas respectivas atividades básicas, sendo então úteis a si mesmos e também à nossa humanidade, pois todos sentem esta necessidade premente, como comprovam os autores Nilton Figueiredo de Almeida e Célia Caccavo F. de Almeida, em sua obra conjunta intitulada de Existencialismo Cristão, a página 47, quando ao tratarem deste assunto específico, dizem o seguinte:

É preciso então que a ciência traga à humanidade as diretrizes seguras e indeclináveis, para que seja exercida como um dever o cumprimento de uma CONDUTA condizente com a necessidade de evoluir além da matéria (grifo meu)”.

Os religiosos e os cientistas, caso permanecessem assim presos à ilusão da matéria, formando uma comunidade científica investigadora e pesquisadora, respectivamente, e também restritos às suas ditas ciências, ignorando a existência das parcelas do Saber, portanto, sem uma visão acerca do Saber, por excelência, ficariam totalmente impossibilitados de obter uma visão realística acerca das naturezas das suas próprias inteligências, as quais os caracterizam e os distinguem, diferenciando uns dos outros, o que também viria impedir as práticas das religiociências, por conseguinte, uma maior interação entre as diversas parcelas do Saber, já que todos os assuntos devem se encaixar naturalmente uns aos outros, para que assim possa existir o Saber, por excelência, que somente pode emergir para este mundo Terra por intermédio da Espiritologia, portanto, com o descarte da ilusão da matéria.

Estando descartada a ilusão da matéria, imediatamente serão descartados e banidos da face da Terra todos os credos e as suas seitas que pululam por esse mundo afora, com todos os seus sacerdotes sendo obrigados a abandonar as suas práticas comuns de malandragem e de vagabundagem, praticando descaradamente o estelionato, e a operar para ganhar o seu pão de cada dia, trabalhando honradamente em prol dos seus próprios sustentos, deixando de ser criminosos e não mais enganando aos incautos na prática dos crimes de exploração monetária, em busca também do poder, disseminação da ignorância e outros, ludibriando ao povo em geral, que acretinado fica submisso aos deuses que lhe são apresentados, notadamente ao cruel, ao ciumento, ao vingativo, ao iracundo, ao vaidoso, ao carnívoro, ao bebedor de sangue e metido a exterminador, portanto, ao indigno e medíocre Jeová, o deus bíblico, e outros deuses por eles inventados, como esse tal de Alá. A classe sacerdotal ainda poderá ser muito útil à nossa humanidade, desde que procure se regenerar, esforçando-se para tanto, e devidamente regenerada ela será, sem qualquer dúvida, nem que seja através de muitos sofrimentos dolorosos, todos proporcionais às suas maldades, em conformidade com os males que tal classe vem praticando desde priscas eras.

Se o Saber, por excelência, é deveras fascinante, as parcelas do Saber igualmente também o são. E ambos são realmente tão fascinantes que até mesmo os de boa vontade que ainda não possuem a mínima noção do que sejam a Veritologia, que contém os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são as causas, e a Saperologia, que contém as experiências físicas acerca da sabedoria, que são os efeitos; por conseguinte, sem a mínima noção do que sejam realmente as religiões e as ciências, mas que possuem um pouco da noção acerca da verdade, ficam fascinados com os assuntos que se encaixam natural e perfeitamente uns com os outros, na mais completa harmonia, sem que haja qualquer conflito entre eles.

Vejamos o exemplo do autor Fernando Faria, ao escrever a sua obra A Chave da Sabedoria, através das breves palavras a respeito desta obra, dedicadas aos jovens leitores, pela esposa do autor, a Sra. Sônia Paronetto Faria, que nos narra em tom alegre e jovial o seguinte diálogo mantido com o seu amado marido:

Quando lhe perguntava como ia indo o livro, ele me respondia:  

— Está saindo.

Até que certa manhã o encontrei com um ar de deslumbramento no rosto!

— O que foi? Viu um passarinho verde? — brinquei.

— Mais ou menos ? respondeu ele. — Você quer saber de uma coisa? Estou boquiaberto! As ideias estão fluindo com uma facilidade espantosa! Às vezes eu acordo lá pelas 03:00 hs com tudo direitinho na minha cabeça. É só escrever. Agora, o que mais me impressiona é que todos os assuntos se encaixam, uns aos outros, perfeitamente!

— Mas é claro que assim é! — respondi. — Você se esquece de que está falando sobre uma ciência? Na ciência tudo se encaixa naturalmente. Além do mais, lembre-se de outra coisa muito importante: a assistência do Astral Superior! Ou você pensa que está nessa empreitada sozinho?”.

E bem lembrou a digníssima esposa do autor: ninguém pode estar nessa empreitada sozinho, em completo estado de abandono. Em virtude das características diferentes da minha missão neste mundo, que não permitiam que eu tivesse companheiros de aflição, tendo então que ser solitário, agindo sempre sozinho, para que assim não tivesse que dar satisfações a quem quer que fosse das minhas ações, já que teria de chafurdar na lama infecta deste mundo, uma vez que também teria que reconstruir experimentalmente todo o edifício da moral, por longos anos eu assim me julguei neste mundo: sozinho e em completo estado de abandono! E mesmo assim, eu jamais desanimei ou pensei em abandonar o meu posto, principalmente quando dele tomei conhecimento, estando sempre determinado, estando sempre persistindo na procura da verdade, em total obediência à determinação de Jesus, o Cristo, relevando aqui a minha extrema franqueza, quando a mim ordenou: “Procurai a verdade e a encontrarás”.

Mas isto não é assunto para estas páginas atuais, caso contrário eu teria de logo revelar para todos, qual a condição evolutiva que consegui alcançar em nossa humanidade, à qual todos deverão ser seguidores, o que não cabe aqui agora tal revelação, embora os mais atentos já possam saber. O importante aqui, agora, é que todos prestem atenção a Luiz de Mattos, quando em sua obra Pela Verdade, as páginas 196 e 197, o espírito da verdade diz o seguinte:

“‘Confessemos, com franqueza, a nossa ignorância.

Tenhamos confiança no futuro da ciência, e persistamos na procura da verdade’.

É assim que os honrados mestres, como o Visconde de Saboia e Mosso, concluem sobre o peso do cérebro e demais toleimas científico-oficiais, e indicam à mocidade das escolas que tenha persistência na procura da Verdade, para ver garantido o futuro da ciência.

A Verdade está sendo agora explanada (leia-se transmitida, digo eu) nestas Notas, de uma forma simples (grifo meu), e ao Brasil coube a sua descoberta; a mocidade que a aproveite e a imponha, porque sendo luz irradiada sobre eles, sobre a ciência oficial (grifo meu), muito a poderá ajudar.

Aproveite-a a mocidade das escolas, porque é para ela e para a humanidade, que a explanamos (leia-se transmitimos, digo eu)”.

O que Luiz de Mattos quis dizer logo acima é que estava transmitindo a verdade, e não a explanando, daí a utilização por parte dele do termo de uma forma simples, pois que a sua forma complexa é da minha responsabilidade. Por isso, A Filosofia da Administração aqui está sendo explanada de uma forma completa para a sua finalidade, em todo o seu teor, ainda com mais os acréscimos acerca da verdade que por mim foram considerados como sendo absolutamente necessários.

O passo mais importante que eu dei para a explanação de A Filosofia da Administração, à custa de ingentes sacrifícios, passando por tremendos sofrimentos, cruéis e dolorosos, que atingiram o âmago da minha alma, como que querendo fazê-la sangrar, e assim esvaí-la em sangue, na maior de todas as lutas, que é a luta do pensamento, em que o meu próprio cérebro não conseguiu resistir à tremenda pressão que nele fui obrigado a exercer, travando por completo, pelo que tive que ser internado pelos meus familiares para tratamento médico, foi a organização de Deus perante toda a nossa humanidade, quando, então, a partir Dele, eu pude constatar que vão surgindo todos os seres para o Universo, formando harmonicamente a natureza através dos fatos e dos fenômenos, com todos evoluindo em retorno para Ele, com uma finalidade jamais imaginada por qualquer ser humano. Foi justamente aqui que eu pude começar a desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, tendo como fonte a verdade.

Agora os veritólogos e os saperólogos, assim como também os religiosos e os cientistas, poderão apreender verdadeiramente os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, por conseguinte, o Saber, por excelência, e as suas respectivas parcelas do Saber, com todos podendo agora se firmar com segurança na Física, na Química, na Biologia, na Matemática, na Astronomia, na Astrofísica, na Cosmogonia e nas demais parcelas do Saber correlatas ao assunto, embora hoje todas elas ainda sejam denominadas de Ciências Positivas, ou de Ciências Naturais.

Mas antes de concluir as obras explanatórias do Racionalismo Cristão, contidas no site pamam.com.br, e antes de fixar os meus ideais na face da Terra, os quais deverão prevalecer neste mundo-escola por cerca de 4.000 anos, período em que deverei ficar ausente da minha humanidade, deslocado para a outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, eu venho aqui explanar A Filosofia da Administração, em que nesta obra será a vez de todos poderem se firmar por completo e com segurança no Direito, na História, na Economia, na Ciência Política, na Sociologia, na Antropologia, e nas demais parcelas do Saber correlatas ao assunto, em que hoje todas elas são denominadas de Ciências Humanas, ou de Ciências Sociais.

Assim, tudo deverá ser colocado nos seus devidos lugares, com Deus estando devidamente organizado perante toda a nossa humanidade, com todas as parcelas do Saber estando esteadas em novas bases, integradas e em plena harmonia com o Saber, por excelência, quando um novo edifício social deverá surgir neste planeta, com base na Espiritologia, com todos tendo a mesma convicção acerca da Veritologia e da Saperologia, coordenadas pela Ratiologia, assim como também sobre as religiões e as ciências, coordenadas pelas religiociências. É por isso que Luiz de Mattos, em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, as páginas 10 e 11, vem afirmar o seguinte:

A humanidade, que está carecendo de preparo espiritual para resistir ao tremendo vendaval de loucura que se tornará a peste mais danosa do século e de todos os tempos, e para a qual o materialismo da ciência médica não terá remédio.

É sabido que as guerras prosseguirão até ao fim deste século e princípios do vindouro, e que a mortandade, a fome e a peste serão terríveis, passando o mundo por grandes transformações. À marcha da ciência ninguém ousará pôr entraves (grifo meu), mas os efeitos morais das guerras e da peste serão de tal ordem, que os espíritos fracos terminarão por enlouquecer, havendo, no final deste século, uma espécie de loucura, como já houve a ‘peste negra’, que dizimou, pode-se assim dizer, mais criaturas do que as maiores guerras de antanho.

Naquela ocasião, os empestados eram mortos a bala, para que o mal não grassasse, só se salvando os fortes de espírito e do corpo. Eis o que está reservado aos glutões, aos gozadores, aos devassos, aos escravos dos tóxicos que supõem que a vida se resume em comer, dormir e praticar atos bestiais. A vida está nos mostrando ser de lutas, investigações e trabalhos incessantes”.

Tudo isso citado por Luiz de Mattos deverá ocorrer logo após a minha explanação acerca do Racionalismo Cristão, contida no site pamam.com.br. Tudo já foi demolido, então tudo terá que ser reconstruído sobre novas bases. As mudanças deverão ser bruscas e profundas, não devendo ficar pedra sobre pedra. Mas deve haver um período de adaptação para a nossa humanidade, sendo já sabido que os seres humanos conseguem se adaptar a todos os tipos de mudanças, apesar de serem contrários a elas, principalmente quando as mudanças vêm para melhor, para promover a paz e o progresso entre todas as nações.

Passado o período turbulento da adaptação, a nossa humanidade, estando já devidamente esclarecida sobre a vida fora da matéria, portanto, já espiritualizada, ciente acerca dos segredos da vida e dos enigmas do Universo, deverá seguir um novo rumo, indicado pela Saperologia, caminhando a passos largos no sentido da evolução dos espíritos, com o estabelecimento da amizade espiritual, que fará surgir a solidariedade fraternal entre todos os seres humanos, quando novos tempos já esperados pelos racionalistas cristãos mais esclarecidos deverão vir para todos, até que finalmente seja formado um Estado Mundial, pleno de êxitos e de realizações progressistas.

E quem retrata esses novos tempos com maestria, não é nada mais nada menos do que a educadora, por excelência, Olga B. C. de Almeida, que em sua obra Valorize a Sua Vida, as páginas 84 a 86, acreditando com convicção plena, de maneira lógica e racional, na remodelação e consequente educação dos seres humanos, em decorrência, de toda a nossa humanidade, como diferente não poderia ser, retratou a mudança dos tempos, que ora são chegados, da seguinte maneira:

A HUMANIDADE CAMINHA

Se não sabemos, ainda, como serão as modificações futuras, podemos, entretanto, afirmar que as necessidades são evidentes.

A humanidade caminha para a formação de um Estado Mundial (grifo meu), de acordo com as poderosas forças da inteligência e da justiça humanas.

Para isso, há, no mundo, um aumento permanente de homens que trabalham pela unificação.

Hoje, arqueólogos, etnólogos, sociólogos, psicólogos e muitos outros se esforçam por fazer das instituições humanas o mesmo trabalho que os cientistas dos séculos dezessete e dezoito fizeram pelos meios materiais e mecânicos da humanidade (telégrafo, tráfego rápido por mar e terra, transportes aéreos…).

Tal contribuição serviu para esclarecer e tornar simples o que se há de fazer futuramente.

Um Estado Mundial será sustentado por uma educação universal. Toda a espécie humana será educada e desviará os seus pensamentos e motivos PARA O CÍRCULO DAS IDEIAS (grifo e realce meus), sentimentos do eu, em serviço do saber e poder humanos, em uma profunda escala de penetração.

Surgirá então uma civilização incorrupta, simplificada e mais bem compreendida.

Grande parte dos pais possuirá conhecimentos técnicos de ensino. Além dos deveres de paternidade, haverá um grupo de população adulta destinada à organização educacional do mundo.

Nova Era manterá a educação por toda a vida. À medida que forem amadurecendo tanto os homens como as mulheres, todos serão autoeducadores, educadores individuais e estudantes-mestres.

O sistema de trabalho será modificado (grifo meu). Ele não terá mais o aspecto monótono que gasta e consome o indivíduo. O trabalho é destruidor no plano psicológico, quando utiliza parte mínima das faculdades. O perigo está na atrofia de uma, que acaba por atrofiar e destruir as outras.

Cientistas e artistas sem fronteiras políticas, empregarão a maior parte das faculdades para tornarem menos penosas as tarefas.

O trabalho não será encarado somente como meio de subsistência, mas como função psicofisiológica.

Até mesmo o lazer não se transformará em tédio mortal, fonte das neuroses.

Uma nova ciência surgirá, A DA INTEGRAÇÃO DO HOMEM NO UNIVERSO, cuja diferença é apenas a que a estabelece a humanidade (grifo e realce meus).

Métodos eleitorais serão utilizados para a conquista do bem-estar político. O bem-estar econômico exigirá que um meio circulante seja utilizado com perfeita segurança para que a moeda se torne instrumento à prova de combinações e manipulações de homens inteligentes, mas desonestos.

Estas predições justificam a concentração do esforço humano em futuro próximo, e a transformação das nossas presentes confusões em um novo estado universal de justiça.

A guerra, essa visão de seres limitados, se atormenta a alma, é também um incentivo aos homens de imaginação (leia-se razão, digo eu) para o construtivo trabalho político e social. Se não for abolida, ela acabará por destruir a sociedade humana”.

Como se pode facilmente constatar, assim como todas as parcelas do Saber se interligam para a formação do Saber, por excelência, do mesmo modo o Racionalismo Cristão também se interliga em função desta explanação, com o Astral Superior tendo preparado a minha vinda novamente a este mundo, o meu retorno ao planeta Terra, através dos seus instrumentos que elaboraram as obras doutrinárias racionalistas cristãs e outras, para que assim, e somente assim, todos pudessem comprovar com sobras a minha presença atual neste mundo-escola, justificando assim a minha reencarnação no seio da nossa humanidade, para cumprir com uma árdua e dificílima missão, que assim é por ser tremendamente penosa e encravada nos limites da capacidade humana, por ser essencial para o esclarecimento acerca da vida fora da matéria e a espiritualização de toda a nossa humanidade.

E como bem afirmou a autora, que toda a nossa humanidade será educada e desviará os seus pensamentos e motivos para o círculo das ideias, vejamos agora os assuntos que são necessários para tornar A Filosofia da Administração completa em sua finalidade, por intermédio da explanação de vários assuntos, como os principais fundamentos do método, os principais fundamentos da doutrina, os principais fundamentos do sistema, os principais fundamentos da finalidade, a epistemologia, investigação e a pesquisa, a realidade, a realidade de Deus de acordo com a razão, a inteligência, além de muitos outros assuntos, para que assim a nossa humanidade possa compreender a contento como realmente se formulam as ideias.

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