03- A VERDADEIRA UNÇÃO

A Cristologia
11 de outubro de 2018 Pamam

A verdadeira e autêntica unção consiste na contemplação direta de Deus, cuja contemplação permite a própria comunicação com a Inteligência Universal, já que não mais existe um ser que lhe seja superior com quem se comunicar no âmbito da própria espiritualidade. Essa possibilidade do fato de se contemplar diretamente a Deus se encontra em cada um de nós, já que somos os seres do Ser Total, as criaturas do Criador, portanto, partículas individualizadas da Sua Essência, que adquirimos as Suas mesmas Propriedades, no decorrer do processo da evolução. Então, presume-se que a partir do estágio do Cristo, nós nos tornamos plenamente conscientes da nossa filiação ao próprio Deus, quando então nós podemos nos dirigir diretamente a Ele, como Pai, o Pai único e verdadeiro, que não precisa de uma mãe para o acasalamento, pois O vemos em nós mesmos como sendo o reflexo da nossa filiação, por possuirmos as Suas mesmas Substâncias, e de mais ninguém. A prova disso é que Jesus, o Cristo, dirigindo-se diretamente a Ele, quando na cruz, assim se pronunciou: “Pai, porque me abandonaste?”.

Sendo ungido, portanto, tendo adquirido o reflexo de Deus em si mesmo, posto que colocado como filho e Deus como Pai, cabe unicamente ao próprio Cristo explanar para a sua humanidade o que seja o filho e o que seja o Pai, que engloba praticamente o Saber Total, em cuja explanação irá promulgando as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais que foram estabelecidos pelo Pai, para que todos os seres humanos, companheiros seus de humanidade, possam evoluir em função do Todo, à medida que a sua humanidade for evoluindo para a Sua direção, com o fim na reintegração.

Quando todos os seres humanos que compõem a sua humanidade, estiverem aptos e conscientes de tudo aquilo que o Cristo ensinou em relação ao Pai, eles então poderão também se colocar na mesma posição de filho, em cuja posição ele já se encontra, podendo todos eles contemplar ao Pai de um único modo. A partir daí a sua humanidade já deve se integrar a Deus, que ainda pouco sabemos a respeito, apenas da Sua existência e das Suas substâncias, mas que não deixa de ser um grande passo para a evolução da nossa humanidade.

Há que se ressaltar que, fundamentalmente, nada sabemos de concreto a respeito dessa filiação, por isso, quando nos referimos a ela, é pelo fato de dirigirmos a nossa fé racional em direção a Jesus, o Cristo, dada a sua extrema superioridade espiritual, acreditando sinceramente que se ele chamou a Deus de Pai, é porque existe realmente essa divina filiação.

Na falsa unção, que é proveniente das ações da classe sacerdotal, no intento inútil de conseguir o efeito de ungir, uma pretensão estúpida e grosseira de filiação do corpo carnal ao deus bíblico, em detrimento do espírito, os sacerdotes realizam cerimônias que consistem em imergir na água o corpo humano ou umedecer com óleo uma das suas partes, seguindo os rituais prescritos em seus credos para sagrar aos seus arrebanhados, ou para lhes conferir uma graça segundo as suas crenças, tal como a unção do batismo, o primeiro dos sete sacramentos que apaga o pecado original, do crisma, o sacramento da confirmação que serve para a unção na administração de certos  sacramentos, e a celebração das demais cerimônias e outros mais, que os teólogos, mentalmente atrasados, ou mesmo com intenções inconfessáveis, afirmam ser um movimento interior da graça que consola aos fiéis e os leva à prática do bem, como se a prática do bem pudesse depender da imersão na água ou de uma pequena porção de óleo, ou mesmo dos respingos ou de uma enxurrada de “água benta”, a qual contém os fluidos pestilentos e nocivos emitidos pelos sacerdotes, por isso extremamente prejudiciais a quem deles se utiliza.

É justamente por isso que o verdadeiro Deus deve ser totalmente diferenciado de Jeová, o deus bíblico, de Alá, o deus alcorânico, e outros, pois que com estes últimos a classe sacerdotal faz uma verdadeira farra em seu nome, manipulando o nome deus a torto e a direito, aqui logicamente que em minúsculo, tal como se manipula um simples marionete, embora seja intuída pelos espíritos obsessores que pertencem às falanges dos seus deuses, tudo isso na tentativa insana de arrebanhar e extorquir aos seus fiéis, que totalmente acretinados ficam à sua mercê, por isso contribuem cada vez mais com dízimos, ofertas, esmolas, mensalidades e tudo o mais que eles inventam nas suas tentativas de extorquir cada vez mais aos incautos, denominando-os de “colaboradores da obra de deus”, e até de “anjos da esperança”, sempre na vã esperança de que esse deus bíblico ou outros recompensem a si e aos seus com riquezas e outros bens materiais, que não passa de uma mera cobiça, e até que os curem de doenças, ou, no mínimo, os abençoem, realizando milagres de todos os tipos — quando já se sabe que não existem os milagres, pois que tudo é regido pelas leis espaciais, pelos princípios temporais e pelos preceitos universais, em que todos os seres humanos devem pautar as suas ações, já que possuem o raciocínio e o livre arbítrio —, tendo como fim a salvação das suas almas do fogo do inferno, que também não existe, a não ser considerado como sendo o astral inferior, para onde vão os maus, como se o verdadeiro Criador condenasse eternamente as Suas próprias criaturas, partículas da Sua própria Essência.

Ora, o Deus verdadeiro não pode ser individualizado e muito menos ser personificado, uma vez que Ele é o Todo, posto que individualizadas e personificadas são as Suas criaturas, inclusive o Filho e o verdadeiro Espírito Santo, que são os verdadeiros ungidos, por isso Ele só age indiretamente, através dos espíritos, que são os executores da Sua vontade. Então Ele não ajuda diretamente a quem quer que seja, uma vez que temos tudo o que necessitamos para podermos evoluir pelo Universo, por isso não existem os milagres. Na condição de Inteligência Universal, Deus nos dá tudo quanto precisamos para podermos viver no Universo, estando encarnados ou não, e assim evoluirmos em retorno para Ele. Ora, como espíritos, nós somos essência, evoluindo por intermédio das propriedades da Força, da Energia e da Luz, por isso nós somos os grandes responsáveis por nós mesmos, já que possuímos o raciocínio e o livre arbítrio.

Então as bênçãos, as rezas e orações, os pedidos, as promessas, os cultos, as adorações, as genuflexões, e tudo o mais inventado pelos credos são inúteis e desabonadores das nossas ações, pois não encarnamos para sermos acretinados neste mundo pela estúpida classe sacerdotal, mas sim para sermos altivos, dignos, fortes, senhores absolutos de nós mesmos, conscientes da existência da espiritualidade, tanto da baixa como da alta espiritualidades, quando somos devidamente esclarecidos, por isso convictos acerca da vida fora da matéria, sem a mínima necessidade de recorrermos ao instituto sacerdotal da fé credulária, já que a criatura que tem a fé credulária em excesso, é a que excede ao bom senso, por isso “fé demais” em relação ao nosso olfato, cujo odor é proveniente dos fluidos grosseiros que emite, já que todo espírito evoluído tem o seu próprio aroma, que o caracteriza em relação aos demais.

A palavra Cristo é geralmente utilizada como se fôra o sobrenome de Jesus, pelo fato do espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa haver adotado este nome em sua última encarnação neste nosso mundo-escola. Além do mais, a própria Bíblia faz várias menções ao nome Jesus Cristo, como se este último fosse o seu sobrenome. Mas, na verdade, a palavra é um título significativo do mais elevado estágio da evolução espiritual, daí a impossibilidade da sua utilização como sobrenome, tanto na ordem direta, assim: Jesus Cristo; como na ordem inversa, assim: Cristo Jesus; pois que Jesus é o representante do instituto do Cristo, com o significado de ungido, pelo fato dele ser o procurador de Deus perante todas as humanidades. Então o correto é chamá-lo assim: Jesus, o Cristo; pois que outros espíritos também se encontram a representar a esse instituto, como, por exemplo, pode-se chamar a um espírito que alcançou a esse estágio evolutivo de Enzo, que significa o vencedor, neste caso, ao se referir a ele, o correto é chamá-lo de Enzo, o Cristo.

Em virtude do seu elevadíssimo estágio evolutivo, Jesus, o Cristo, não logrou ser compreendido pela nossa humanidade, mas, mesmo assim, inúmeros seres humanos tiveram a pretensão descabida de seguir os seus passos, como se fossem realmente os seus seguidores, os quais foram denominados indevidamente de cristãos, mas como esses “cristãos” nunca tiveram a mínima noção daquilo que ele representava para a nossa humanidade, assim como também para a sua, são todos, na realidade, anticristãos, a começar pela Igreja Católica e as suas seitas protestantes.

Em consequência, surgiu o tão propalado cristianismo, que, na realidade, não passa de um anticristianismo, em virtude dos “cristãos” não considerarem os ensinamentos de Jesus, o Cristo, com base na razão, portanto, no seu racionalismo, assim como o instituto do Racionalismo Cristão considera, mas sim com base no sobrenaturalismo, considerando-o como sendo o próprio Deus, ou uma das pessoas da Trindade, no caso o filho unigênito de Deus, que juntamente com o Pai e o Espírito Santo formam o mistério da Santíssima Trindade, três pessoas distintas sendo uma só. Mas esse mistério, como já referido, nós vamos desvendar por inteiro para aqueles considerados mais renitentes, mais adiante, no momento mais apropriado ao assunto.

Daí foi apenas um passo para o surgimento de inúmeros credos e seitas que ainda hoje pontificam com base no nome de Jesus, o Cristo, com ele passando a ser adorado e venerado de todas as maneiras possíveis e imaginárias. Em um desses credos, denominado de Igreja Católica Apostólica Romana, o mais ávido por riqueza e poder, como também o mais sanguinário e belicoso, portanto, o mais nocivo e perigoso credo de todos os tempos, utiliza-se não somente do seu nome, mas também do seu corpo carnal e do seu sangue para sagrar aos seus arrebanhados em suas nocivas missas, em que comemora o seu sacrifício pela nossa humanidade, considerando imbecilmente que ele foi crucificado na cruz para nos salvar, como veremos em outro capítulo que não foi realmente assim, quando os seus sacerdotes dizem literalmente o seguinte: “Este é o meu corpo, este é o meu sangue”. Quanta ignorância, meu Deus! Como alguém pode se dispor a seguir um credo que obriga a ingestão do corpo e a beber o sangue humanos, qual um fantasioso vampiro, mesmo que simbolicamente! É ou não é esse credo extremamente materializado?

A Teologia é o tratado do deus bíblico, por isso ela é completamente insana, assim como insano é esse deus bíblico, pois que em relação ao verdadeiro Deus não se pode tratar do Infinito, da Perfeição e do Ilimitado. A própria Matemática não procura desvendar ou mensurar as grandezas consideradas como sendo infinitas, limitando-se apenas a considerar que certas grandezas tendem ao infinito, embora indevidamente, pois que nada tende ao infinito, que se encontra apenas em Deus, limitando-se prudentemente ao que é finito, embora a imaginação humana trate na Aritmética dos números abstratos, concretos, complexos, incomplexos, primos, racionais ou comensuráveis, irracionais ou incomensuráveis, perfeitos, pares, ímpares, inteiros, mistos ou fracionários. Então por que os teólogos procuram insanamente desvendar a Infinitude, a Perfeição e a Ilimitação de Deus?

Em razão disso, a Teologia, essa doutrina dos “santos padres”, pode ser devidamente considerada como sendo a doutrina de um credo anticristão: o catolicismo. Mas se a Teologia se limitasse apenas a estudar as coisas consideradas como sendo divinas, as quais fazem parte do contexto desse tratado, poderia encontrar alguma racionalidade em seus estudos, embora tal probabilidade seja considerada muito remota, aliás, remotíssima, em virtude dos credos tidos como se fossem cristãos apelarem sempre para o sobrenaturalismo, já que os atrasos mentais dos seus sacerdotes não conseguem racionalizar qualquer investigação para torná-la esclarecedora, por isso eles se encontram muito distantes da verdade e da sabedoria, por conseguinte, da razão. E tanto esse credo católico como as suas seitas chamam ao deus bíblico de pai, em imitação estúpida e grotesca a Jesus, o Cristo.

Meu Deus, como pode alguém se dispor a estudar e a explicar o sobrenatural! É ou não isso um tremendo devaneio?

Há ainda na Teologia uma área cujo foco é a identidade, a vida e os ensinamentos de Jesus, o Cristo, conhecida como Cristologia, que agora o Racionalismo Cristão está explanando com todos os seus fundamentos para toda a nossa humanidade, por intermédio deste site intitulado de A Filosofia da Administração.

 

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