03- A LIDERANÇA

A Adm. de Empresas
16 de junho de 2020 Pamam

Todos nós seres humanos somos espíritos, então tudo tem que ser explicado em conformidade com a espiritualidade e não em conformidade com a matéria, posto que esta não existe. Quando nos encontramos em nossos Mundos de Luz, nós deliberamos sobre aquilo que devemos desenvolver e sobre aquilo que devemos sopitar em nossa evolução espiritual, antes de encarnarmos, cuja encarnação obedece aos ditames do plano elaborado para a espiritualização da nossa humanidade. Assim, aquele que em uma encarnação anterior foi um intelectual, pode reencarnar como trabalhador braçal, justamente para desenvolver aquilo que se encontra atrofiado e para sopitar aquilo que se encontra trazendo impedimentos à evolução espiritual.

São os atributos individuais superiores, que formam a moral, e os atributos relacionais positivos, que formam a ética, quem comandam os nossos órgãos mentais, que são o criptoscópio, com a função de perceber e a finalidade de captar os conhecimentos, o intelecto, com a função de compreender e a finalidade de criar as experiências, e a consciência, com a função de coordenação e a finalidade de coordenar o criptoscópio e o intelecto. O somatório dos atributos, pois, formam as nossas qualidades, que nos distinguem dos demais seres humanos.

Quando os espíritos encarnam para exercer o encargo de liderança, eles trazem dos seus Mundos de Luz os atributos que os capacitam a serem líderes, cujo somatório desses atributos formam as suas qualidades. São as qualidades, pois, que identificam os líderes. Por isso, diz-se que, de um modo geral, a liderança representa a capacidade de liderar daquele que possui o espírito de chefia, cuja liderança é baseada no seu prestígio pessoal, em função das suas qualidades pessoais, sendo por isso normalmente aceito pelos liderados.

Ignorando a realidade espiritual dos seres humanos, os estudiosos vêm estudando a natureza da liderança, assim como também o seu exercício, que têm sido foco de pesquisas do homem ao longo da história da civilização, buscando compreender o quê e o porquê os grandes líderes fizeram o que fizeram, mas isto somente pode ser compreendido por intermédio da Espiritologia, que explica que os líderes trazem as qualidades de liderança antes de encarnarem. E tanto isto procede, que no campo da Saperologia, Platão comenta a respeito do líder ideal, em sua obra A República, afirmando que o regente precisava ser educado, em que a educação engloba a moral e a ética, tendo por base a razão, descrevendo o seu ideal de rei filósofo, assim como outras grandes mentalidades abordaram também o assunto, como são exemplos Confúcio, Lao-Tsé e Sun Tzu, com o rei sábio.

Em Administração, a condução de um grupo de pessoas, transformando-o em uma equipe que gera resultados, é denominada de liderança. O líder administrativo, portanto, é aquele que possui a habilidade de motivar e influenciar os seus liderados, de forma moral e ética, para que eles contribuam voluntariamente e com entusiasmo com as realizações de suas tarefas para alcançar os objetivos da equipe e da organização.

Assim, o líder se diferencia do chefe, que é aquela pessoa encarregada por uma tarefa ou uma atividade de uma organização, que para tanto comanda um grupo de pessoas, sendo-lhe delegada a autoridade tanto para mandar como para exigir a obediência. No entanto, para os gestores atuais, são necessárias tanto a competência do chefe como as suas qualidades de líder.

Os acadêmicos argumentam que a liderança, como tema de pesquisa científica, surgiu apenas depois da década de 1930, estando ela desmembrada dos campos da Filosofia e da História. Com o passar do tempo, a pesquisa e a literatura sobre liderança evoluíram de teorias, que descreviam traços e características pessoais dos líderes eficazes, passando por uma abordagem funcional básica que esboçava o que os líderes eficazes deveriam fazer, chegando a uma abordagem situacional ou contingencial, que propõe um estilo mais flexível, mais adaptativo para a liderança eficaz.

Nos últimos anos, boa parte dessas pesquisas e obras têm sido criticadas, por ser de escopo muito restrito, mais preocupada com a explicação dos comportamentos de líderes face a face com os seus colaboradores, ao invés de examinar os líderes no contexto maior das suas organizações, prestando pouca atenção ao papel da liderança organizacional em termos do tratamento da mudança ambiental, que é o processo de maior importância ao qual se deve dar uma maior ênfase.

 

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