02- A SUMÉRIA

A Era da Sabedoria
21 de setembro de 2018 Pamam

A História não contém nenhum registro de uma atividade veritológica ou saperológica sumeriana. Por ser um povo de natureza mística, vamos encontrar o rei Ur-engur proclamando o seu código de leis em nome do grande deus Shamash, porque mesmo naquele tempo o governo já havia descoberto a grande utilidade política do céu, como que a copiar as artimanhas da classe sacerdotal. Assim, como os espíritos quedados no astral inferior mais desenvolvidos sempre alimentaram a pretensão de serem deuses, passaram a ser considerados como se fossem fiéis, assim como Jeová, o deus bíblico, é considerado até hoje, tais como se fossem úteis, ao invés de maléficos. Deste modo, começaram a proliferar em todos os recantos de suas terras, então cada cidade ou Estado, bem como cada atividade humana, tinha o seu deus como patrono.

Por estarmos ainda muito próximos do começo da história escrita, torna-se difícil determinar a sequência dos muitos povos afins que se desenvolveram no Oriente Próximo, pois embora os documentos mais antigos sejam os da Suméria, isto não implica em afirmar que o primeiro povo desta nação fosse o sumeriano, já que estatuetas e outros remanescentes aparentados aos da Suméria foram descobertos em Asher e em Samarra, ou no que se tornou a Assíria, então ainda não podemos saber exatamente se essa cultura veio da Suméria ou se foi dali para a Suméria.

Schweinfurth alerta para a circunstância de que a cultura do centeio e do trigo, assim como a domesticação do gado, das cabras e dos carneiros aparece muito cedo tanto no Egito como na Mesopotâmia. Como o habitat desses animais é na Ásia, especialmente no Iêmen, ou antiga Arábia, serve de argumento para ele concluir que os povos antigos apareceram primeiro na Arábia e depois se espalharam para a “cultura triangular” da Mesopotâmia, a Suméria, a Babilônia e a Assíria, emigrando finalmente para o Egito, mas como sabemos muito pouco da velha Arábia, não nos é permitido averiguar a contento esta hipótese, que, aliás, pouca importância tem para o que aqui ora se expõe.

A emigração, então, de certos elementos específicos da Suméria e da Babilônia para o Egito é mais definida, pois a via do comércio passava entre a Mesopotâmia e o Egito, certamente pelo istmo de Suez e provavelmente por água, pelas antigas bocas dos rios egípcios abertas para o Mar Vermelho. Um simples olhar ao mapa nos indica porque o Egito, no decorrer da sua história, pertence mais à Ásia do que à África, uma vez que o comércio e a cultura asiática podiam passar para o Egito pelo Mediterrâneo, mas logo adiante se viam impedidos pelo deserto que, com as cataratas do Nilo, isolavam da África a terra dos faraós. Por isso, nada mais natural que encontremos tantas feições mesopotâmicas na primitiva cultura do Egito. Assim, quanto mais penetramos na linguagem egípcia, mais afinidades nós iremos encontrar com as línguas semitas do Oriente Próximo, bem como com outros elementos culturais desta região.

Podemos, pois, afirmar que o Egito deve a primazia da sua cultura à Suméria, porque tudo aquilo que deve ao Nilo foi concedido pelo Tigre e pelo Eufrates, o seu povo logo o adotou em formas culturais, criando assim uma das mais ricas, uma das maiores, uma das mais poderosas e fascinantes culturas da história. Neste ponto, podemos considerar a Suméria como sendo o começo do Egito, apesar de o ser de maneira humilde, mas nem a Grécia e nem a Roma iriam no futuro sobreexcedê-la.

Assim, pouca contribuição para o desenvolvimento espiritual desta nossa civilização nos trouxe o povo sumeriano.

 

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