02- A RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO CRISTO

A Cristologia
11 de outubro de 2018 Pamam

O termo Cristo é utilizado em português para traduzir a palavra grega Khristós, que significa ungido. O termo grego, por sua vez, é uma tradução do termo hebraico Mesiah, transmudado para o português como Messias. Os termos Cristo e Messias se referem ao mesmo espírito, mas ambos têm conotações diferentes, por isso vamos primeiro explanar neste capítulo qual a razão da existência do Cristo, no capítulo seguinte o verdadeiro significado da unção e no capítulo que se segue o significado do Messias, para que então nós possamos posteriormente discorrer livremente sobre os demais assuntos inerentes.

Deus é formado de Substâncias. As Substâncias de Deus se dividem em Essência e Propriedades. A Essência é representada pelo Ser Total, que é a Substância considerada como sendo a principal. As Propriedades são divididas em Força Total, Energia Total e Luz Total, que são as Substâncias consideradas como sendo as secundárias. Para uma melhor compreensão acerca do assunto, aconselha-se reler com mais atenção o capítulo A Realidade Deus de Acordo com a Razão, em Prolegômenos, neste site de A Filosofia da Administração. .

As Propriedades da Força Total e da Energia Total passam a se dividir em partículas combinadas, formando as estrelas. A propriedade da Força contém o espaço, onde se encontra o repositório dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e por onde os seres obtêm os atributos individuais, sejam eles superiores ou inferiores, no caso dos espíritos, através do magnetismo. A propriedade da Energia contém o tempo, onde se encontra o campo das experiências físicas acerca da sabedoria e por onde os seres obtêm os atributos relacionais, sejam eles positivos ou negativos, no caso dos espíritos, através da eletricidade.

As estrelas, portanto, formam todo o Universo, fornecendo as suas coordenadas, por isso cada uma das estrelas tem o seu próprio padrão de cor que lhe é característico. As combinações entre as propriedades da Força e da Energia que formam as estrelas dão origem aos fluidos, que os estudiosos denominam de éter, através dos quais tudo se comunica no Universo, e por onde se propagam o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo, podendo-se afirmar que todo o Universo é fluídico, sendo por isso que em suas evoluções os seres passam a formar os seus corpos fluídicos, que representam as parcelas das propriedades da Força e da Energia que foram adquiridas. A propriedade da Luz penetra todo o Universo, iluminando-o em cada uma das suas coordenadas. Para que se possa contemplar a iluminação do Universo, o espírito tem que se valer da sua luz astral, e não dos olhos da cara, como assim fazem os cientistas de hoje.

Assim como as estrelas são partículas combinadas das propriedades da Força e da Energia, formando todo o Universo, com a propriedade da Luz o iluminando, todos os seres são partículas de Deus, mais propriamente da Sua Essência, que é representada pelo Ser Total, sendo por isso que Deus se encontra em nós mesmos, mas, inicialmente, apenas em essência, de maneira individualizada, pois que todos os seres, ao se desprenderem do Ser Total, buscam as suas próprias individualizações, a fim de que possam se realizar como espíritos, evoluindo pelo Universo. Então se faz necessário que em suas evoluções universais eles venham a completar a essas suas essências individualizadas, que representam a substância principal que os individualiza, com as outras substâncias secundárias, que são as propriedades da Força, da Energia e da Luz, que os vão qualificando para que assim possam se assemelhar cada vez mais com Deus, ou melhor, para que Deus venha a se encontrar cada vez mais em si mesmos.

Inicialmente, além de seres individualizados que contêm a essência divina em si mesmos, eles passam a evoluir apenas por intermédio das propriedades da Força e da Energia, formando os seus corpos fluídicos. Em todo esse processo evolutivo, por intermédio das propriedades da Força e da Energia, os seres passam por todas as etapas que os qualificam como sendo seres infra-humanos. Note-se aqui, que os seres formam os mundos, os quais ficam sob as égides das estrelas, nas coordenadas universais. Assim, à medida que eles vão evoluindo, os seus mundos obviamente que também vão evoluindo, passando para outras coordenadas universais mais distantes, podemos dizer, para outras coordenadas mais próximas dos seus retornos para Deus, sempre adquirindo cada vez mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, nas formações dos seus corpos fluídicos.

Como o Universo é todo fluídico, todas as coordenadas por que passaram os seres em suas evoluções pelo Universo, ficam gravadas em seus corpos fluídicos, por isso se diz que os seres representam um universo em miniatura. Porém, quando os seres passam a evoluir também por intermédio da propriedade da Luz, eles assumem a condição de espíritos, pois que adquirem o raciocínio e o livre arbítrio. A partir daí, os seres passam a formar os seus corpos de luz, tornando completas as suas almas.

Temos assim, pois, que o espírito é uma partícula da Essência de Deus, que é o Ser Total, e que a alma, sendo formada pelo corpo fluídico, contém parcelas das Propriedades de Deus, no caso, parcelas da Força Total e da Energia Total, onde se encontram todas as coordenadas universais pelas quais o espírito passou, e, sendo também formada pelo corpo de luz, contém parcelas da Propriedade de Deus, no caso, parcelas da Luz Total, por onde o espírito pode penetrar em todas as coordenadas universais pelas quais passou com a sua luz astral. Eis aqui a razão pela qual Deus se encontra em nós mesmos, em conformidade com o estágio evolutivo em que nos encontramos.

O planeta Terra não é a habitação permanente de nenhum espírito, pois que ele é o mundo-escola da nossa humanidade, sendo formado originalmente pelos seres hidrogênios, que são seres atômicos, e para ele vêm outros seres atômicos mais evoluídos, os seres moleculares, e outros seres infra-humanos ainda mais evoluídos, em obediência ao preceito da integração, a fim de que possam interagir uns com os outros, para as trocas dos seus acervos que foram adquiridos no decorrer do processo da evolução. Em sendo o planeta Terra um mundo-escola, ele é também um laboratório depurador, uma oficina de aprendizagem, de trabalho, onde os seres se instruem, aperfeiçoam-se, desenvolvem-se em seus espaço e tempo, que é um ambiente adequado para que possam processar as suas evoluções com mais rapidez, pois que a evolução universal segue a um ritmo estabelecido por Deus.

Quando os espíritos que integram a nossa humanidade encarnam neste nosso mundo-escola, eles se misturam, intensamente, para a formação dos povos de estrutura heterogênea, cuja formação é realizada em conformidade com o plano de espiritualização que foi elaborado para a nossa humanidade, como convém a um mundo-escola em que a humanidade que nele encarna se encontra prestes a se espiritualizar. Os que sabem mais, os que dispõem de um maior tirocínio, de maior lastro de conhecimentos e de experiências, ensinam aos que sabem menos aquilo que, por seu turno, aprenderam de outros. Exatamente por isso é que se veem, com frequência, seres de espiritualidade bastante diferentes em uma mesma família, em grupos, em comunidades, cidades e nações. Mas para que possam bem aprender as lições da vida, os espíritos precisam encontrar nos seus semelhantes as qualidades, os conhecimentos e as experiências que ainda não possuem.

O nosso mundo-escola, que é originário dos seres hidrogênios, encontra-se situado em uma das coordenadas mais atrasadas do Universo, sob a égide da estrela denominada de Sol, o que implica em dizer que no seu ambiente fluídico não se encontram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e nem tampouco as experiências físicas acerca da sabedoria, por isso nós temos que transcendê-lo, em busca de outras coordenadas universais que sejam bem mais adiantadas. Nessa transcendência, os espíritos ficam ligados aos seus corpos carnais por intermédio dos cordões fluídicos, que ligam as suas almas aos seus corpos carnais, ao que se denomina de desdobramento. É através do desdobramento que nós poderemos visitar outros mundos, e não através de naves espaciais, que sendo elaboradas com os seres que se encontram neste mundo, não é permitido que eles rompam a atmosfera da Terra desta maneira.

Aqueles espíritos que são os seguidores da verdade, pelo fato de terem se tornado veritólogos, em razão de haverem desenvolvido, sobremaneira, os seus criptoscópios e a suas morais, transcendem ao ambiente terreno, elevando-se ao Espaço Superior, para que lá possam perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Deve aqui ser salientado que esses espíritos também desenvolvem profundamente os seus intelectos e as suas éticas, embora em menores proporções, por isso, quando eles se elevam ao Espaço Superior, transportam-se também ao Tempo Futuro, embora em menores proporções, para que então possam compreender e criar algumas experiências físicas acerca da sabedoria. É por isso que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade têm que ser transmitidos com as inserções de algumas experiências físicas acerca da sabedoria, ou, pelo menos, com as suas hipóteses, formando um corpo de doutrina, para que assim possam fazer eco na compreensão dos saperólogos. São as denominadas teorias a priori”. Note-se aqui, que, desta maneira, a consciência se faz valer, pois que ela coordena o criptoscópio e o intelecto.

Por outro lado, aqueles espíritos que são os seguidores da sabedoria, pelo fato de terem se tornado saperólogos, em razão de haverem desenvolvido, sobremaneira, os seus intelectos e as suas éticas, transcendem ao ambiente terreno, transportando-se ao Tempo Futuro, para que lá possam compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria. Deve também aqui ser salientado que esses espíritos também desenvolvem profundamente os seus criptoscópios e as suas morais, embora em menores proporções, por isso, quando eles se transportam ao Tempo Futuro, elevam-se também ao Espaço Superior, embora em menores proporções, para que então possam perceber e captar alguns conhecimentos metafísicos acerca da verdade. É por isso que as experiências físicas acerca da sabedoria têm que ser transmitidas com as inserções de alguns conhecimentos metafísicos acerca da verdade, ou, pelo menos, com as suas especulações, formando um corpo de sistema, para que assim possam fazer eco na percepção dos veritólogos. Note-se aqui, que, do mesmo modo, a consciência também se faz valer, pois que ela coordena o intelecto e o criptoscópio.

Deve aqui ser ressaltado que os veritólogos e os saperólogos, ao transcenderem a este mundo, não podem ser considerados como sendo seres universais. Ora, os veritólogos se elevam ao Espaço Superior em proporção bem maior com que se transportam ao Tempo Futuro, enquanto que os saperólogos se transportam ao Tempo Futuro em proporção bem maior com que se elevam ao Espaço Superior. Isto ocorre para que a transcendência deste mundo possa ocorrer de fato, em sua plenitude. Somente os ratiólogos é que podem ser considerados como sendo seres universais, pois que eles se elevam ao Espaço Superior e se transportam ao Tempo Futuro na mesma proporção, para que assim possam se situar efetivamente em cada uma das coordenadas universais que vai alcançando, e lá possam contemplar a verdade e a sabedoria que lhes correspondem, estando posto, portanto, realmente no âmbito da razão.

Neste ponto, para efeito de uma maior didática, nós temos que discorrer um pouco sobre aquilo que é considerado como sendo institucionalmente divino, explanando quem seja o Instituidor, que é Deus, e o instituto, que é o Cristo.

O Instituidor é o Fundador do instituto, Aquele em nome de quem se institui. O instituto pode ser considerado como sendo uma regulamentação, uma posição particular da corporação espiritual, que deve explanar o Saber, por excelência, que engloba tanto os conhecimentos metafísicos acerca da verdade como as experiências físicas acerca da sabedoria, para que assim possa promulgar as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, que foram determinados pelo Instituidor, os quais devem regular o modo de vida de toda uma humanidade.

Instituir, pois, é fundar, dar começo, estabelecer um instituto, segundo os critérios predeterminados pela concepção racional exigida para quem irá representar o instituto do Instituidor, em uma determinada humanidade, sendo o Seu legítimo representante, o Seu verdadeiro procurador, pelo fato de Deus se encontrar em si mesmo em uma proporção bem maior do que se encontra em seus semelhantes, em função do seu estágio evolutivo ser bem mais adiantado, pela simples razão do tremendo esforço empregado para evoluir espiritualmente pelo Universo, esforço esse inaudito até. O instituto é o resultado da ação de instituir. E o instituído é aquele em favor de quem se institui esse benefício ou direito, mas que também o obriga, pelo fato de haver sido considerado apto para o instituto.

Agora sim, todos estão aptos para compreender o seguinte:

O Instituidor é Deus. O instituto é o Cristo. É em razão desse instituto que um espírito extremamente evoluído recebe a devida procuração de Deus para assumir a função que cabe ao Cristo. O instituto do Cristo pode ser considerado como sendo um preceito universal regulamentado pelo Instituidor, uma vez que o Cristo ocupa uma das posições particulares no contexto de cada humanidade já totalmente espiritualizada, que segundo as determinações do Instituidor é o grande responsável por explanar o Saber, por excelência, promulgando as suas leis espaciais, os seus princípios temporais e os seus preceitos universais, os quais devem regular o modo de vida de toda uma humanidade, abrangendo cada um dos seres humanos componentes dessa humanidade, conduzindo-a em retorno para Ele.

Instituir, pois, é fundar, dar começo, estabelecer um instituto, segundo os critérios predeterminados pela concepção racional exigida para quem irá representar o instituto do Instituidor, mais propriamente sendo o seu procurador. Porém, como o Instituidor não se individualiza e nem se personifica para agir diretamente, já que Ele age apenas indiretamente, através das suas partículas individualizadas, que são os espíritos, pelo fato Dele ser o Todo, é estabelecido o instituto do Cristo para representá-Lo em espírito,  quando então o próprio Cristo subestabelece a essa procuração ao espírito que mais se destacou na percepção e captação da verdade em uma determinada humanidade, na qual se encontra integrado, antes de retornar para o seio da sua própria humanidade, que por isso esse espírito assume a função do seu chefe, pelo fato de ser o maior juiz de todos os tempos no contexto da sua humanidade, para que assim possa julgá-la em juízo, por ocasião do Juízo Final, no tribunal da vida.

Mas antes, esse espírito que foi nomeado pelo Cristo para assumir a chefia da sua humanidade,  é obrigado a mostrar a todos os seus atributos, principalmente a sua elevadíssima moral, cujos atributos fazem parte integrante da atividade básica exercida no exercício da função para a qual ele foi nomeado, até ao mais extremo possível que a racionalidade humana possa conceber, pois é esse espírito quem detém o maior poder concepcional de todos os tempos, para que então possa utilizá-lo no julgamento da nossa Grande Causa, que tem como réus os seres humanos e como advogado o espírito da sabedoria.

Por isso, a sua moral deve ser contemplada por todos os seres humanos que fazem parte da sua humanidade, mediante a sua vida exemplar, através dos seus procedimentos virtuosos,  mostrada abertamente a todos que se encontram encarnados, inclusive abrindo as portas do seu lar para que todos aqueles que se disponham possam adentrar em seu recinto sagrado e constatar in loco a essa realidade, demonstrando tanto dentro como fora do lar que não tem em sua alma qualquer mancha ou nódoa que lhe tire a pureza e a convicção da verdade, por isso a sua moral tem que ser  a mais elevada de todos os tempos, pois assim, e somente assim, poderá ser o grande procurador do Cristo, com poderes absolutos para instituir e, inclusive, para julgar e condenar, para que no futuro possa assumir o lugar do verdadeiro e único santo da nossa humanidade, entendendo-se como santo aquele que é totalmente puro de espírito.

Foi assim que Luiz de Mattos, na condição do veritólogo maior de toda a nossa humanidade, podendo ser considerado o espírito da verdade, sem que tivesse uma única mancha ou nódoa em seu valoroso espírito, recebeu a árdua missão por parte de Jesus, o Cristo, para fundar o instituto do Racionalismo Cristão no seio da nossa humanidade, cujo instituto é embrião da formação do nosso próprio Cristo. E, ao desencarnar, após cumprir com essa árdua missão, foi nomeado por Jesus, o Cristo, o chefe da nossa humanidade.

Como se pode claramente compreender, Jesus conseguiu alcançar o elevadíssimo estágio evolutivo do Cristo, sendo ele, portanto, o legítimo procurador de Deus em nossa humanidade, em razão do fato inquestionável de Deus nele se encontrar em proporção muito maior do que em relação aos demais espíritos. E em tendo ele, como Cristo, a procuração de Deus, pelo fato dele representar legitimamente a esse instituto, consoante o estabelecido pelo próprio Instituidor, é óbvio que ele também pode instituir.

O resultado da ação de instituir praticada pelo procurador do Instituidor, no caso o Cristo, representa a missão cumprida por Luiz de Mattos para fundar o instituto do Racionalismo Cristão, por sua ordem expressa, que dele tinha a sua procuração para fundá-lo. Ora, como procurador do Cristo, e aqui deve ser lembrado o tópico da fé racional e da convicção constante nos Prolegômenos, neste site de A Filosofia da Administração, torna-se óbvio que o próprio Cristo tinha toda a convicção em Luiz de Mattos, ciente de que o notável veritólogo reunia todas as condições necessárias para estabelecer a verdade no seio da nossa humanidade, transmitindo-a por intermédio do instituto do Racionalismo Cristão, para que através dele viesse a surgir o nosso Antecristo, pois não se deve esquecer que o Racionalismo Cristão é o embrião do instituto do Cristo, uma vez que cada uma das humanidades deve formar o seu próprio Cristo.

Com a desencarnação de Luiz de Mattos, após haver cumprido com a sua missão neste nosso mundo-escola, tendo Jesus, o Cristo, nomeado-o chefe da nossa humanidade, torna-se óbvio que o Nazareno passou para ele a procuração de representante de Deus para todos nós, pois que é nele que Deus se encontra em maior proporção, em razão do seu elevadíssimo estágio evolutivo, quando então retornou para a sua própria humanidade, após haver cumprido integralmente com o seu papel para com a nossa.

Em sendo Luiz de Mattos o espírito da verdade, posteriormente teria que encarnar neste nosso mundo-escola o espírito da sabedoria, posto que a sabedoria já havia sido estabelecida no seio da nossa humanidade, em sua Grande Era, para que então pudesse estudar por inteiro a doutrina da verdade transmitida pelo instituto do Racionalismo Cristão, analisar profundamente a alma do seu fundador retratada em suas obras, e, caso constatasse a procedência de ambas, explanar a verdade transmitida para toda a nossa humanidade, unindo, irmanando, congregando, a verdade com a sabedoria, para depois adentrar no âmbito da razão. Nesse desiderato, o espírito da sabedoria assume a condição do Antecristo da nossa humanidade, tal como Jesus, o Cristo, antes houvera assumido em sua própria humanidade.

O Antecristo, pois, não deixa de ser também um instituto, uma vez que ele é o espírito que foi instituído pelo próprio Cristo, como resultado do Racionalismo Cristão, que é o embrião do instituto do Cristo em todas as humanidades, por ser aquele que o antecede nessa sua elevadíssima condição espiritual. Temos aqui, pois, revelados os dois expoentes da nossa humanidade. O primeiro é Luiz de Mattos, o espírito da verdade, que foi o responsável pela fundação do instituto do Racionalismo Cristão. O segundo é o Antecristo, o espírito da sabedoria, que em sua explanação do Racionalismo Cristão conseguiu unir, irmanar, congregar, a verdade e a sabedoria, alcançando assim a razão, sendo também, pois, o espírito da razão.

Vale aqui lembrar que Jesus, o Cristo, ainda na condição do Antecristo, deslocou-se da sua humanidade e se integrou à nossa, elaborando um plano para a nossa espiritualização, tendo que encarnar várias vezes no nosso mundo-escola. Em sua primeira encarnação, como Hermes, no Egito, ele estabeleceu uma Grande Era, denominada de A Era da Sabedoria, ou A Era da Saperologia, tendo encarnado outras vezes para a consecução desse seu fabuloso plano de espiritualização, quando então a sabedoria foi definitivamente estabelecida na Grécia, conforme explanado na categoria que diz respeito à A Era da Sabedoria. Em sua última encarnação, como Jesus, ele alcançou a condição do Cristo, quando então decretou o final de A Era da Sabedoria e estabeleceu o início de uma nova Grande Era, denominada de A Era da Verdade, tanto que fundamentou a esta nova Grande Era como o seguinte aforismo: “Procurai a verdade e a encontrarás”; como que se dirigindo diretamente ao Antecristo, alertando ainda que “Somente a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância e levá-la ao cumprimento do dever”, cujas palavras do Nazareno é do conhecimento de quase todos. Daí a razão pela qual o Antecristo vem decretar o final de A Era da Verdade e estabelecer o início de uma nova Grande Era, denominada de A Era da Razão, ou de A Era da Ratiologia, que deverá perdurar por cerca de 4.000 anos.

É sabido que a nossa humanidade ainda vive na fase da imaginação, raciocinando através das representações de imagens, por isso todos os seus conhecimentos são apenas imaginativos, em nada se relacionando com a verdade, assim como todas as suas experiências são também imaginativas, em nada se relacionando com a sabedoria. Porém, ao adentrarmos na fase da concepção, raciocinando através das associações de ideias, todos os seres humanos serão obrigados a formular uma ideia precisa acerca da razão, ao adentrarmos na sua Grande Era. É o Juízo Final, onde todos deverão ser julgados no tribunal da vida!

E quem mais poderia reunir as condições necessárias para exercer a elevadíssima função de um verdadeiro juiz no âmbito da espiritualidade? Apenas Luiz de Matos, o chefe da nossa humanidade, pelo fato dele não possuir uma única mancha sequer em seu evoluidíssimo espírito, e, como afirma Antônio Cottas, ter vindo a este mundo para prosseguir na obra de Jesus, o Cristo. E é ele mesmo quem afirma que julga e condena, porque tem moral de sobra para tanto.

O Racionalismo Cristão, por ser o instituto redentor da nossa humanidade, por promover a nossa espiritualização, pode então ser considerado como sendo a nossa Grande Causa, pelo fato de se constituir no desfecho final do fabuloso plano destinado à nossa espiritualização, que foi elaborado por Jesus, o Cristo, quando ainda na condição do Antecristo.

Quem ainda não reuniu as condições necessárias para desvendar por inteiro o Mistério da Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo; continue a leitura com bastante atenção, que no momento oportuno ele será mais detalhadamente explanado, quando então será dirigido mais diretamente ao intelecto mais comum, posto ao alcance de uma média compreensão, uma vez que agora esse mistério já está totalmente desvendado para aqueles que detêm um raciocínio mais profundo e um maior senso de observação, pelo menos assim se espera.

Vejamos agora o papel do Cristo em relação a todas as humanidades que já foram espiritualizadas, ou que já estão maduras para que possam ser espiritualizadas.

Em relação à humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, após milhões e milhões de anos evoluindo e evoluindo sempre, ela reuniu as condições apropriadas para ser espiritualizada. Então um dos dois expoentes da humanidade à qual ela segue na esteira evolutiva do Universo, na condição do Antecristo, deslocou-se da sua humanidade e se integrou a essa humanidade, a fim de elaborar um plano para a sua espiritualização e chefiar os procedimentos necessários para a sua consecução.  Em todo esse labor, que iria proporcionar o benefício a bilhões e bilhões de espíritos dessa humanidade, ele deu um salto expressivo na sua evolução espiritual, assumindo posteriormente a condição do Cristo e permanecendo nesta condição até que os dois expoentes dessa humanidade reunissem as condições evolutivas necessárias para espiritualizá-la, estabelecendo no mundo onde encarnam o instituto do Racionalismo Cristão, bem como a sua explanação. Então esse espírito retornou para a sua própria humanidade, na condição do seu Cristo, com a finalidade de cumprir com as suas obrigações para com ela, conduzindo-a em retorno para Deus, ou para o Todo.

No caso da nossa humanidade, de modo similar, após milhões e milhões de anos evoluindo e evoluindo sempre, ela reuniu as condições apropriadas para ser espiritualizada. Então um dos dois expoentes da humanidade à qual seguimos na esteira evolutiva do Universo, que lá alcançou a condição do Antecristo, deslocou-se da sua humanidade e se integrou à nossa, a fim de elaborar um plano para a nossa espiritualização e chefiar os procedimentos necessários para a sua consecução. Em todo esse labor, ele deu um salto expressivo na sua evolução espiritual, assumindo posteriormente a condição do Cristo e permanecendo nesta condição até que os dois expoentes da nossa humanidade reunissem as condições evolutivas necessárias para espiritualizá-la, estabelecendo neste mundo onde encarnamos o instituto do Racionalismo Cristão. Então esse espírito retornou para a sua própria humanidade, na condição do seu Cristo, com a finalidade de cumprir as suas obrigações para com ela, conduzindo-a em retorno para Deus, ou para o Todo.

Como está posto com bastante clareza, cada humanidade que se espiritualiza envia um dos seus dois expoentes para a humanidade que lhe segue na esteira evolutiva do Universo, na condição do Antecristo, ficando sendo chefiada pelo outro expoente. O expoente que se desloca da sua própria humanidade para a outra que lhe segue na esteira evolutiva do Universo, realiza um trabalho considerado como sendo notável, pois que predeterminado pela Inteligência Universal, uma vez que irá beneficiar tanto a essa humanidade para a qual ele se deslocou e se integrou, como posteriormente à sua própria humanidade, quando do seu retorno como Cristo, conduzindo a esta para a glória eterna, em retorno para Deus, para o Todo.

Assim, à medida que cada humanidade vai se espiritualizando, ela vai formando o seu próprio Cristo, por intermédio de um dos seus dois expoentes, que se desloca para a outra humanidade que lhe segue na esteira evolutiva do Universo, pois ela ainda não reúne as condições evolutivas necessárias para ter o seu próprio Cristo em seu seio.

Para comprovar por inteiro a esta assertiva, basta ver apenas os resultados originados pelo espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa, que ao alcançar a condição do Cristo, aqui encarnou como tal, causando uma grande revolução neste mundo, revelando claramente o estágio evolutivo em que nos encontrávamos na época, assim como também o estágio evolutivo em que nos encontrávamos posteriormente e, ainda, como nos encontramos atualmente, através do nosso próprio comportamento em relação às suas ações neste mundo, em que podemos destacar o que se segue:

  1. Foi julgado, condenado e executado barbaramente em uma cruz como se fosse um criminoso, sofrendo as maiores torturas físicas, morais e éticas;
  2. Ninguém conseguiu compreender as suas palavras proferidas em seus ensinamentos, pois elas não se destinavam diretamente aos seres humanos em geral, mas sim apenas a um dos dois expoentes da nossa humanidade, ao qual iria caber a tarefa de explaná-las no futuro, ao alcançar o estágio evolutivo do Antecristo, antes de se deslocar para a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, para depois então lá assumir a mesma condição do Cristo;
  3. Foi considerado pela classe sacerdotal como sendo o próprio Deus em pessoa, como se o Criador, sendo o Todo, pudesse realmente ser individualizado e personificado para poder encarnar neste mundo Terra. Então, ante tal impossibilidade, resolveram nomeá-lo como sendo o filho único de Deus, o seu filho unigênito, e, ao outro expoente da sua humanidade, como sendo o Espírito Santo, apesar deste valoroso espírito não se encontrar integrado à nossa humanidade, sendo três pessoas distintas em uma só, com todas sendo o próprio Deus, estabelecendo assim o Mistério da Santíssima Trindade, o qual nós iremos desvendar por inteiro quando mais adiante chegarmos ao momento propício para a sua revelação;
  4. A classe sacerdotal se apoderou do nome Cristo, assim como antes também se apoderou do termo religião, e criou um credo em que todos os seus arrebanhados receberam a denominação imprópria de cristãos, surgindo assim o falso cristianismo, sem que a nossa humanidade estivesse ainda preparada para ter o seu próprio Cristo em seu seio, daí a razão de todos esses credulários serem considerados apropriadamente como anticristãos, uma vez que são seguidores de um falso cristianismo, e não seguem os verdadeiros ensinamentos do Cristo, já que não possuem as condições evolutivas necessárias para tanto, e sequer conseguem compreender a esses ensinamentos;
  5. A classe sacerdotal deu a esse credo a denominação de Igreja Católica Apostólica Romana, que dominou toda a cultura do Ocidente, assim como também grande parte da cultura do Oriente; no Ocidente, principalmente no continente europeu, em que o Estado papal travou guerras por conquistas e também provocou guerras entre as nações, em busca do poder e da riqueza;
  6. Em nome desse credo, a Igreja Católica Apostólica Romana pretendeu exterminar aos seres humanos que seguiam a outros credos, cujas crenças eram diferentes das suas, através das guerras contra os muçulmanos, que foram denominadas de Cruzadas;
  7. Seguindo um livro completamente maluco, por demais mentiroso e perigoso, denominado de Bíblia, por ser obra dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, em que prepondera Jeová, o deus bíblico, um desses espíritos obsessores, a Igreja Católica Apostólica Romana também torturou e assassinou milhares e milhares de seres humanos queimados na fogueira, condenados por heresia, inclusive mulheres que foram consideradas como sendo feiticeiras, cujo assassinato em massa foi denominado de Inquisição, o que correspondeu a um dos maiores retratos de um genocídio em toda a história da nossa humanidade;
  8. O líder desse credo, chamado originalmente de papa, que juntamente com os demais sacerdotes todos se vestem com fantasias carnavalescas, como que querendo se diferenciar e impressionar aos seus arrebanhados com cópias das antigas vestimentas romanas pagãs, foi considerado como sendo o vigário de Jesus, o Cristo, na Terra, quando, na realidade, o Nazareno jamais esteve no Vaticano, e nem sequer à nossa humanidade pertence;
  9. Como sendo pseudamente o vigário de Jesus, o Cristo, na Terra, o papa foi considerado infalível, mesmo com muitos deles considerados como sendo verdadeiros devassos, em que a sua esmagadora maioria eram homens destituídos de honra e caráter, em que preponderam Alexandre VI como sendo o mais devasso de todos os papas e Urbano II como sendo o mais belicoso entre eles;
  10. O credo da Igreja Católica Apostólica Romana, ou, simplesmente, catolicismo, pela sua ânsia de poder e riqueza, causou a revolta de alguns dos seus sacerdotes que detinham um pouco de moral, dando origem ao Protestantismo, tendo por isso sido desmembrado em inúmeras e inúmeras seitas, mas todas elas hoje em dia, em seu conjunto, continuam a explorar descaradamente aos incautos que são os seus arrebanhados, também denominados de fiéis, em virtude de serem acretinados pelos seus famigerados sacerdotes, por isso dizem que o seu deus também é fiel, qual um simples cão de estimação que também é fiel ao seu dono;
  11. O catolicismo também queimou na fogueira um dos grandes espíritos da nossa humanidade, que neste mundo encarnou com o sexo feminino, a nossa valorosa Joana D’Arc, a donzela de Domremy, que exerceu o generalato, logicamente que dirigida pelo Astral Superior, pois que via e ouvia os espíritos de luz, médium que realmente era, por isso diferentemente de Aníbal e outros grandes generais, e depois, contraditoriamente, esse mesmo catolicismo a canonizou, e hoje ela é considerada uma santa por esse pernicioso credo, que para os católicos deveria bastar para atirar por terra essa tal de infalibilidade do papa, pois ninguém é infalível, muito menos um ignorante idiota, completamente imbecilizado, sentado em um trono como se fosse o maior representante de Deus na Terra, mas que realmente não deixa de ser representante de um deus, porém não do Deus verdadeiro, mas sim do deus bíblico, esse tal de Jeová, iracundo, ciumento, vingativo, belicoso e outros adjetivos mais depreciativos do seu mal caráter, tais como o mal caráter dos ignorantes que cederam a essa sua pretensão estúpida de ser um deus, que ainda hoje o adoram e o cultuam;
  12. Nenhum, mas nenhum ser humano pode ser considerado como sendo cristão, pois ainda não temos o nosso próprio Cristo no seio da nossa humanidade para que possamos segui-lo, mas é evidente que o teremos quando estivermos devidamente preparados para segui-lo, ao evoluirmos mais no âmbito da espiritualidade, daqui a uns poucos mil anos;
  13. Mas os seres humanos deverão ser todos antecristãos, pois que cabe ao Antecristo decretar o final de A Era da Verdade e estabelecer uma nova Grande Era, A Era da Razão, ou A Era da Ratiologia, quando então a nossa humanidade deverá se deslocar da fase da imaginação, em que ainda se encontra, deixando de lado o raciocínio através das representações de imagens, e adentrar na fase da concepção, raciocinando através das associações de ideias;
  14. Cabe ao Antecristo estabelecer neste mundo a produção da amizade espiritual entre todos os seres humanos, fazendo emergir a solidariedade fraternal entre eles, por intermédio da propriedade da Luz, em que deve prevalecer a prática do bem e a gradativa extinção do mal, quando então toda a nossa humanidade deverá passar cerca de 4.000 anos para a consecução desse desiderato, até que venha a ser formado um Estado Mundial;
  15. Apenas quando o Antecristo retornar da humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, que para lá deverá se deslocar e a ela se integrar com a sua missão espiritualizadora, em que nesse retorno já estará na condição do nosso Cristo, é que os seres humanos poderão produzir realmente o amor espiritual, que se situa acima do bem e do mal. Aí sim, os seres humanos poderão se considerar realmente cristãos!

Mas o certo é que um e apenas um espírito, em cada humanidade, consegue adquirir as propriedades da Força, da Energia e da Luz em um estágio tão elevado que reúne as condições necessárias para poder saber sobre Deus através de si mesmo: o Cristo; pois que, como essência individualizada, tal como espírito,  e propriedades, tal como alma, em força, energia e luz, nos seus últimos estágios, consegue alcançar os píncaros da evolução espiritual. A partir daí, não podemos ainda saber ao certo aquilo que diferencia o Criador de uma das Suas criaturas. O mais evidente, porém, lançando-se mão da mais pura lógica, é o fato da criatura não poder gerar outras criaturas a partir da sua própria essência, já que é e sempre será individualizado, então isto o vai diferenciando do Criador, pelo menos até que se reintegre totalmente a Ele. E que também, evoluindo como espírito, tal como ser humano, já conseguiu adquirir a todas as propriedades possíveis, não havendo mais campo para evoluir na condição de espírito imperfeito, já que ingressa no âmbito da perfeição, ou, pelo menos, alcança os seus limites.

Assim, e somente assim, o Cristo pode contemplar toda a grandeza que existe na espiritualidade, que se encontra contida em seu próprio ser, o que possibilita que a grandeza divina adquirida possa contemplar ao Ser Total, já que Ele é o seu próprio Criador. Então, sem abandonar a sua condição de humano, já que ainda pertence a uma humanidade, consegue contemplar ao seu próprio Criador, tirando do seu próprio espírito aquilo que o identifica com o Ser Total, passando a denominá-Lo de Pai, tal qual Jesus, o Cristo, assim chamou a Deus, ao seu Criador, ao Todo.

 

 

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