02.02- A Idade das Trevas – Período de 578 a 1299

A Era da Verdade
10 de dezembro de 2018 Pamam

Os quase seis séculos que se seguiram após a desencarnação de Jesus, o Cristo, causaram um tremendo impacto na cultura da nossa humanidade, pois impossibilitados mentalmente de poderem apreender ao extraordinário papel que esse grande espírito — vindo da outra humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo — exercia em nossa humanidade, assim como também a sua conduta de vida e os seus ensinamentos, os seres humanos ficaram estupefatos com a sua superioridade espiritual, por isso, logo a seguir, passaram a fantasiar a sua origem, ingressando no devaneio do sobrenatural. Assim, a sua vinda a este mundo como Cristo passou a ser considerada como sendo a vinda do filho único de Jeová, o deus bíblico, tida como se fosse destinada a nos livrar do pecado, salvando-nos do inferno, simplesmente morrendo na cruz. E o seu destino era considerado como se tivesse subido em corpo carnal para o céu, para que lá fosse se sentar à direita desse deus feito à imagem e semelhança do homem, compondo um quadro cotidiano da vida comum.

Nesses primeiros séculos, todos os ensinamentos veritológicos e saperológicos herdados da antiguidade, em que para os veritólogos a natureza era o foco principal das suas investigações, foram completamente esquecidos, e os seres humanos, que sempre deram asas à imaginação para servir aos deuses, que não passavam de espíritos obsessores quedados no astral inferior, e para a criação de mitos, tiveram um prato cheio na superioridade evolutiva de Jesus, o Cristo, para criar várias doutrinas sobrenaturalísticas, todas elas tendo como ponto central a instituição do Cristo, sendo a mais forte delas a doutrina de Paulo de Tarso, que deu as bases do credo católico, com as demais doutrinas sendo consideradas heréticas e combatidas por todos os meios pelos católicos, embora todos se considerassem, equivocadamente, como sendo cristãos. E o mais triste de tudo isso é que todos se considerando como sendo cristãos, mesmo assim, sempre entraram em conflitos e disputas entre eles, muitas vezes sangrentas, o que comprova sem sombras de dúvidas que todos eles eram anticristãos.

Todas essas disputas credulárias eram provenientes das suas doutrinas incongruentes, sem lógica e sem qualquer base racional, pois que todas elas eram sobrenaturais, místicas, dogmáticas, sem que tivessem qualquer respaldo na exuberância proporcionada pela própria natureza, a única que explica tudo acerca da criação e da evolução deste mundo, até ao ponto da sua formação atual. Assim, como a própria razão rejeita as incongruências advindas do sobrenaturalismo, foi preciso que a fé credulária prevalecesse na mente de todos os credulários, tendo a classe sacerdotal aprofundado tremendamente a esse instituto, que sempre foi considerado pelos de bom senso como sendo avesso à racionalidade, pois que todos ignoram a existência da fé racional e a sua relação com a convicção.

Com a fé credulária se propagando rapidamente em todas as regiões do mundo, as mentes dos seres humanos passaram a estagnar em relação ao progresso evolutivo, passaram a ser embrutecidas pela absoluta falta de raciocínio, proporcionando desta maneira o surgimento do fanatismo em relação às suas crenças, por conseguinte, a intolerância em relação às crenças dos próprios semelhantes. Com base no fanatismo e na intolerância proporcionados pela fé credulária, os sacerdotes passaram a dominar toda a cultura dos primeiros séculos, pois que eles se consideravam como sendo os ministros de Jeová, o deus bíblico, como sendo os representantes de Jesus, o Cristo, na Terra, passando a formar um ambiente fluídico trevoso totalmente afeito aos cultos e ritos credulários, mesclados com preces, jejuns e penitências, em que nesse ambiente fluídico trevoso estavam mergulhados os imperadores, reis e toda a classe política das diversas nações, predominando assim em todo o planeta uma cultura totalmente voltada para o desenvolvimento do criptoscópio, no que se refere à percepção voltada para o âmbito da imaginação, abafando completamente as manifestações do intelecto, no que se refere à compreensão voltada para a vida, uma vez que os espíritos profundamente intelectuais não estavam encarnando nem neste período e nem no período seguinte.

Após alguns séculos tentando se estabelecer neste mundo, a fé credulária conseguiu finalmente se apoderar das mentes dos seres humanos mais fracos, por conseguinte, apoderando-se da cultura terrena, fazendo prevalecer toda a sua falta de racionalidade, ao ponto de muitos declararem, lastimavelmente, que em um possível conflito entre a fé credulária e a razão, esta deve ceder o seu lugar de primazia àquela, mas sem conseguirem explicar qual seria a própria razão da escolha, ao que parece por considerarem que a fé credulária salva das agruras do inferno, mas a razão não, o que é óbvio, uma vez que ela rejeita de todas as maneiras a esdrúxula salvação, sendo, pois, ambas, inimigas ferrenhas, já que quando a razão se estabelecer definitivamente neste nosso mundo-escola, por intermédio do Racionalismo Cristão, tanto a fé credulária como a esdrúxula salvação se extinguirão, por conseguinte, todos os credos e seitas, inclusive com o desmascaramento de Jeová, o deus bíblico, Alá, o deus alcorânico, e outros espíritos obsessores com a pretensão de serem deuses.

O mais controvertido de tudo isso, assenta-se no fato de que todos os credulários aceitam e buscam a existência da luz em seus espíritos, sem qualquer discussão a respeito, sem qualquer controvérsia, sempre afirmando que a fé credulária salva, que a fé credulária remove montanhas, que somente a fé credulária possibilita aceitar a existência de Jeová, o deus bíblico, ou mesmo de Alá, o deus alcorânico, e tudo o mais em relação a esse instituto avesso ao racionalismo humano. No entanto, após a fé credulária haver se assentado sobre toda a nossa humanidade nos primeiros séculos, provocando o declínio da Veritologia, da Saperologia, das religiões, das ciências, da literatura, das artes, do comércio, da indústria e de tudo o mais relacionado ao progresso da nossa humanidade, ela também proporcionou a que a nossa humanidade adentrasse na Idade das Trevas, ao invés de adentrar na Idade das Luzes.

Mas por qual razão a fé credulária é treva, ao invés de luz?

Simplesmente porque ela não tem o respaldo do raciocínio, por isso ela é cega, pois nada consegue enxergar, além do inexistente, que é todo sobrenatural, permanecendo sempre na escuridão, ou seja, nas profundezas das trevas. Ao passo que a fé racional, que se encontra ligada diretamente à convicção, tem o respaldo do raciocínio, por isso ela enxerga toda a existência, que é toda natural, pois para tudo que é real ela tem a sua própria visão racional, permanecendo sempre na claridade, ou seja, no esplendor das luzes.

Após a fé credulária haver conseguido se estabelecer na cultura da nossa humanidade nos primeiros séculos após a vinda de Jesus, o Cristo, proporcionando a existência do período denominado de Idade da Fé, vejamos como ela prevaleceu nos séculos seguintes, proporcionando a existência do período denominado de Idade das Trevas. Assim, através dos registros históricos, fica devidamente comprovado que a fé credulária é aborrecente à alma, pois que ela traz consigo os primórdios da cultura humana, sempre na escuridão das trevas, servindo como o principal instrumento para que a classe sacerdotal possa semear a ignorância em todos os recantos deste planeta, pregando as suas mentiras sobrenaturais, dominando assim a cultura dos povos, sempre apoiada em livros ditos sagrados, sendo todos eles mentirosos, pois que transmitidos aos médiuns por espíritos obsessores, inclusive por Jeová, o deus bíblico, e por Alá, o deus alcorânico, sem jamais deixar de explorar monetariamente aos seus arrebanhados, pois que para isso ela tem o respaldo desses livros nefastos. Como decorrência triste e lamentável destes fatos, os terríveis sacerdotes vão ficando cada vez abastados, enquanto que os seus cretinos arrebanhados vão ficando cada vez mais abestados.

 

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