02.02.03.01- Os grandes temas suscitados pela Escolástica

A Era da Verdade
24 de fevereiro de 2019 Pamam

Os doutrinadores que fizeram parte integrante da Escolástica não levaram em consideração os escritos que nos foram transmitidos pelos espíritos detentores de grandes mentalidades que surgiram no período anterior a Sócrates, formando o Período Doutrinário, que, na realidade, eram todos veritólogos, sem que pudessem conceber que as suas vindas a este mundo serviram de lastro para que eles transmitissem alguns conhecimentos metafísicos acerca da verdade, não importando se esses conhecimentos eram ou não procedentes, portanto, verdadeiros, uma vez que na Grécia e talvez no mundo eles foram os pioneiros em relação ao tratado superior da Veritologia, por isso esses conhecimentos tinham lá as suas procedências.

É sabido que os veritólogos buscam por perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, para que então possam formar um corpo de doutrina. Como os conhecimentos são as fontes das experiências, em corolário, as doutrinas são as fontes dos sistemas, assim, na busca por perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, os veritólogos do Período Doutrinário se reuniram em vários campos do conhecimento, formando corpos de doutrina, que os estudiosos do assunto denominam de escolas, pelo fato dos sentimentos de cada uma dessas escolas serem todos praticamente convergentes.

Por isso, essa divisão em escolas tem a sua real procedência em termos de didática, em razão das naturezas dos assuntos que dizem respeito aos conhecimentos serem praticamente convergentes em cada uma dessas escolas, não sendo relevante a sua cronologia para descaracterizar a esse período, mesmo que alguns desses veritólogos tivessem sido contemporâneos de Sócrates, já que muitos estudiosos consideram a esse período como sendo pré-socrático.

É sabido que em todas as épocas os seres humanos sempre foram afeitos aos devaneios do sobrenatural, pois que eram influenciados pelos deuses, que não passavam de espíritos obsessores quedados no astral inferior, mas esses veritólogos do Período Doutrinário, essas grandes mentalidades, não se deixaram levar pelo ambiente fluídico asfixiante do sobrenaturalismo, tendo se voltado para o âmbito da natureza, considerando racionalmente que somente ela poderia expressar a realidade que poderia ser percebida e captada pelos seus criptoscópios, original e fundamentalmente, tendo também como escopo o problema cosmológico, procurando o conhecimento acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais. É por isso que alguns estudiosos denominam a esse período também de naturalista.

Mas acontece que Jesus, o Cristo, teria que reencarnar neste nosso mundo-escola, para que então pudesse estabelecer o instituto do Cristo no seio da nossa humanidade, decretando o final de A Era da Sabedoria e estabelecendo o início de A Era da Verdade, quando então, ao seu final, deveria encarnar o espírito da verdade, o ajudador, prometido até nos Evangelhos, que no caso foi Luiz de Mattos, o veritólogo maior, que nesta condição conseguiu perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, tendo por base o racionalismo do Cristo, fundando assim o Racionalismo Cristão, sendo secundado pelos seus seguidores, que também transmitiram alguns conhecimentos metafísicos acerca da verdade, formando um corpo de doutrina, para que então encarnasse o seu explanador, o saperólogo maior, o qual teria que alcançar a condição do Antecristo, sendo, portanto, o nosso futuro Cristo.

Com a encarnação de Jesus, o Cristo, torna-se óbvio que a raiação de tanta luz advinda dos páramos da espiritualidade fatalmente cegaria a visão da maioria dos integrantes da nossa humanidade que se encontrava encarnada neste nosso mundo-escola, já que os seus criptoscópios não conseguiam perceber e os seus intelectos não conseguiam compreender aos seus elevadíssimos ensinamentos espiritualistas, por conseguinte, as suas consciências se encontravam ofuscadas. Assim, tanta superioridade espiritual só poderia ser advinda de um deus, de um deus posto no âmbito do sobrenatural, pois que alheio tanto à percepção como à compreensão humanas, já que não existem deuses, a não ser que todos nós venhamos a ser considerados como deuses, posto que somos todos filhos de Deus, do verdadeiro Deus. Foi assim que o sobrenaturalismo passou a se sobrepor novamente sobre toda a cultura terrena, não obstante a resistência fornecida pelo Neoplatonismo.

Mas se os seres humanos não detinham a capacidade criptoscópica para que pudessem perceber e nem a capacidade intelectual para que pudessem compreender a superioridade espiritual de Jesus, o Cristo, o único refúgio no qual eles poderiam se esconder para que pudessem estabelecer as suas doutrinas deveria representar um instituto que prescindisse tanto da percepção quanto da compreensão, e esse único instituto deveria ser a fé credulária.

Sim, a fé credulária é o refúgio dos presunçosos que julgam poder doutrinar sem lançar mão da percepção e da compreensão, por isso dogmatizando; é o refúgio dos medrosos que aceitam acreditar sem perceber e sem compreender, temendo perder a salvação e ir para o inferno; e é o antro onde se posicionam os sacerdotes para poderem dominar aos fracos. E todos eles não possuem a mínima consciência daquilo que seguem ou que dizem.

Ora, é a percepção que permite ao criptoscópio captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade; é a compreensão que permite ao intelecto criar as experiências físicas acerca da sabedoria; e é a percepção e a compreensão coordenadas que possibilita a que os espíritos tenham a consciência daquilo que seguem ou que dizem.

Se nós passamos milhões e milhões de anos evoluindo para podermos desenvolver o nosso criptoscópio, portanto, a nossa percepção, por onde se alcança a verdade; para podermos desenvolver o nosso intelecto, portanto, a nossa compreensão, por onde se alcança a sabedoria; e para podermos desenvolver a nossa consciência, que coordena o nosso criptoscópio e o nosso intelecto, portanto, a nossa percepção e a nossa compreensão, a verdade e a sabedoria, por onde se alcança a razão; é de se indagar: Por que abrirmos mão de tudo isso, conquistado às duras penas, e nos refugiarmos na fé credulária?

Pode-se assim compreender claramente o impacto causado pela encarnação de Jesus, o Cristo, que ensejou a que fossem estabelecidas a Idade da Fé, em que nela preponderou a Patrística, e a Idade das Trevas, em que nela preponderou a Escolástica. Tudo aquilo que se encontra escrito na Bíblia é considerado como sendo verdade, sem que os seus doutrinadores, tidos como sendo cristãos, atentassem para o fato de que o próprio Jesus, o Cristo, afirmou que “Somente a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância”, então tudo aquilo que se encontra na Bíblia, notadamente no Velho Testamento, é mentira, pois que até à época de Jesus, o Cristo, nós nos encontrávamos presos nas garras da ignorância, livrando-nos dela somente com a fundação do Racionalismo Cristão, por intermédio de Luiz de Mattos.

Surgem assim os grandes temas suscitados pela Escolástica, pois que todo esse cristianismo pregado até aos dias de hoje é falso, e nessa época da Idade das Trevas os falsos cristãos partem de uma posição essencialmente diferente da grega, considerando o mundo como sendo contingente, não sendo propriamente necessário, pois não contém em si a sua razão de ser, já que a recebe de um outro ser. Os grandes temas suscitados pela Escolástica são os seguintes:

  1. A criação;
  2. Os universais;
  3. A razão.

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