01- SOBRE A ERA DA SABEDORIA

A Era da Sabedoria
20 de setembro de 2018 Pamam

O surgimento da escrita pode ser considerado como sendo o marco mais importante da história desta nossa última e definitiva civilização, notadamente por demarcar a separação entre a história e a pré-história, iniciando-se assim o registro das coisas, dos fatos e dos fenômenos, que sem ela tornaria impossível a evolução da nossa humanidade, em razão da necessidade do seu desenvolvimento espiritual e, também, sócio-econômico.

De acordo com os registros históricos, por volta do ano 4000 a.C., ao sul da Mesopotâmia, atual sul do Iraque e Kuwait, os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme, utilizando-se de placas de argila para cunhar a sua escrita. Muito do que hoje sabemos sobre este período da História, deve-se a essas placas de argila gravadas com registros administrativos, econômicos, políticos e cotidianos da época.

Os egípcios antigos também desenvolveram a escrita basicamente na mesma época que os sumérios. No Antigo Egito existiam duas formas de escrita, a demótica, que era mais simplificada, e a hieroglífica, que era mais complexa e formada por desenhos e símbolos. Como resultado, as paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida dos faraós, preces e mensagens para espantar aos possíveis saqueadores. Os registros eram realizados em uma espécie de papel denominado de papiro, que era produzido a partir de uma planta do mesmo nome.

Como se pode claramente constatar, praticamente não existiam os registros históricos no período anterior a 4.000 anos atrás, e como a própria História jamais tratou em suas investigações e pesquisas da evolução espiritual da nossa humanidade, como assim deveria estar inserida, necessariamente, em seus compêndios, tratando apenas da evolução cultural, eu vou dar início à explanação da mescla histórica que sempre ocorreu entre a Veritologia e a Saperologia a partir desse ano, em que se inicia uma Grande Era com a encarnação de Hermes, no Egito, a primeira encarnação do espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa, cuja Grande Era é denominada de A Era da Sabedoria, que foi destinada à Saperologia, por conseguinte, tanto a sabedoria como as ciências teriam que ser implantadas no seio da nossa humanidade a partir desse ano, como realmente elas foram devidamente implantadas, até ao advento da vinda desse evoluidíssimo espírito, que encarnou como o Cristo há 2.000 anos, quando se daria o início de uma nova Grande Era, denominada de A Era da Verdade, que foi destinada à Veritologia, em que tanto a verdade como as verdadeiras religiões teriam que ser implantadas no seio da nossa humanidade, como agora estão sendo implantadas por intermédio do Racionalismo Cristão.

Há aqui que se ressaltar que nessa Grande Era destinada à Saperologia, muitos veritólogos encarnaram com o objetivo de captar determinados conhecimentos metafísicos que deveriam servir de fontes para os saperólogos, assim como também para apreender as experiências físicas transmitidas pelos saperólogos, como veremos no decorrer desta explanação. Todos esses espíritos eram detentores de grandes mentalidades, embora as naturezas das suas mentalidades fossem diferentes, e como essas diferenças nunca foram detectadas, em face da ignorância humana em relação aos órgãos mentais, em suas preponderâncias, todos eles passaram a ser considerados como se fossem unicamente filósofos, mais apropriadamente saperólogos, daí a razão da mescla que sempre existiu entre a Veritologia e a Saperologia, pois que se tratavam como se fossem iguais em suas inteligências, quando não eram, por hipótese alguma.

Mas é em Pitágoras que nós vamos encontrar verdadeiramente o porquê de os estudiosos utilizarem o termo Filosofia, pois que sendo ele um veritólogo por natureza, passou a rejeitar a palavra sophia para si, que em grego significa sabedoria, considerando-a como sendo assaz pretensiosa para os seus predicados veritológicos. Em razão disso, passou a denominar a sua doutrina da busca de conhecimentos como Filosofia, tal como sendo apenas amigo da sabedoria, assim como os saperólogos são amigos da verdade. Ora, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são as fontes das experiências físicas acerca da sabedoria, o que implica em dizer que a verdade é amiga da sabedoria, pois que elas se unem, irmanam-se, congregam-se, para que se possa alcançar a razão. Assim, no século VI a.C., os termos pitagórico e filósofo passaram a ser sinônimos, o que, obviamente, teve início a essa mescla entre a Veritologia e a Filosofia, em que a denominação mais apropriada para esta última é realmente Saperologia.

Durante grande parte desse período, o centro das atividades humanas foi o Oriente. É lógico que a agricultura, o comércio, a cunhagem de moedas, as letras de crédito, as artes, as indústrias, o governo, as leis, a Matemática, a Medicina, o calendário, o relógio, o alfabeto, a escrita, o papel, a tinta, os livros, as bibliotecas, as escolas, a literatura, a música, a escultura, a arquitetura, a cerâmica vidrada, o mobiliário, o monoteísmo, os cosméticos, a joalheria, os jogos, os impostos, as bebidas e outros mais, são de relevante importância para o desenvolvimento desta civilização, de onde as culturas europeia e americana derivam, principalmente por intermédio da Grécia e de Roma.

Mas não serão tratados aqui e nem mais adiante nenhum desses assuntos específicos, uma vez que eles, apesar de importantes, derivam de um processo normal da evolução humana, em que a mentalidade comum existente no planeta é capaz de desenvolver a contento, por isso sendo considerados como um tanto quanto banais para que aqui sejam tratados especificamente, devendo, pois, a História ser a encarregada deles.

Em sendo assim, serão tratados aqui apenas os assuntos que dizem respeito à Veritologia e a Saperologia, em que se revelam as maiores mentalidades desta nossa civilização, quer dizer, dos grandes vultos da história que influíram decisivamente no progresso mental e espiritual da nossa humanidade, em que se destacam os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, de onde, respectivamente, derivam as verdadeiras religiões e as ciências, mas com estas sendo tratadas de maneira secundária.

No entanto, os esforços humanos no intuito de organizar a Deus perante a nossa humanidade sempre foram em vão, com os resultados veritológicos e saperológicos considerados como sendo ainda muito atrasados, devendo ser aproveitados apenas alguns dos seus retalhos, enquanto que os restantes são extremamente rudes, ignorantes, sobrenaturais, místicos e supersticiosos.

Para uma melhor compreensão acerca do assunto, eu vou aqui destacar os principais povos que habitaram as regiões orientais do nosso planeta, em que as suas culturas se destacaram das demais, ressaltando as suas grandes mentalidades, as que mais se destacaram.

 

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