01- INTRODUÇÃO

A Cristologia
11 de outubro de 2018 Pamam

É sabido que existe um número incalculável de humanidades que evolui por todo o Universo, encarnando em seus respectivos mundos-escolas, que as abrigam desde as primeiras encarnações como espíritos. Esses mundos-escolas também vão evoluindo, em consonância com as evoluções das respectivas humanidades que abrigam em seus seios, até que se transformem em Mundos de Luz, uma vez que todos os mundos são formados por seres, as partículas individualizadas da Essência do Ser Total, mais as parcelas das propriedades da Força e da Energia que adquiriram, cujas formações primeiras são destinadas aos seres atômicos e outros, que ainda não passaram a adquirir a propriedade da Luz, em que esses seres formam todos os mundos-escolas, passando posteriormente a evoluir por intermédio da propriedade da Luz, quando esses seres alcançam a espiritualidade, em que esses seres, agora espirituais, passam a formar os Mundos de Luz, os quais pertencem às suas respectivas classes evolutivas distribuídas pelo Universo em uma série de trinta e três classes, de acordo com o grau de desenvolvimento de cada uma delas, da seguinte maneira:

  • Mundos materializados: espíritos da 1ª à 5ª classes;
  • Mundos opacos: espíritos da 6ª à 11ª classes;
  • Mundos brancos: espíritos da 12ª à 17ª classes;
  • Mundos diáfanos: espíritos da 18ª à 25ª classes;
  • Mundos de luz puríssima: espíritos da 26ª à 33ª classes.

As humanidades são todas interligadas uma a uma, formando uma infindável corrente, incomensurável para a nossa compreensão humana, cujos elos que as compõem são representados por cada uma das humanidades. Porém, como as humanidades não são estáticas, mas sim dinâmicas, uma vez que vão ascendendo às regiões mais elevadas do Universo, elas formam uma espécie de esteira evolutiva, que vai transportando os seus respectivos Mundos de Luz às regiões mais excelsas do Universo.

À medida que as humanidades vão se elevando às regiões mais excelsas do Universo, cada uma delas vai incorporando ao seu próprio mundo-escola em que encarna novos fluidos mais revitalizadores, através das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, além de serem incorporados outros fluidos advindos do mundo-escola da humanidade que ela segue na esteira evolutiva do Universo, também através das suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, ao mesmo tempo em que vai largando os fluidos relativos ao seu próprio mundo-escola para o mundo-escola em que encarna a humanidade que lhe segue na esteira evolutiva do Universo.

Essas trocas de fluidos são absolutamente necessárias, para que possibilite a modificação do ambiente do mundo em que encarna cada humanidade, por isso eles são revitalizadores, com vistas ao progresso. Assim, há sempre uma descida de fluidos de um mundo-escola mais evoluído para o outro menos evoluído, e nunca o contrário, para que assim não exista a mínima possibilidade da indução ao erro e ao regresso ambiental, uma vez que a evolução é sempre ascendente, não havendo nunca o retrocesso.

Como se pode facilmente constatar, todas as humanidades são interligadas indiretamente umas às outras, pois que cada uma delas representa um elo fundamental da corrente representativa do progresso dos espíritos. No entanto, existem três elos dessa corrente que se ligam diretamente, sendo que no caso da nossa humanidade estamos ligados diretamente à humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, já que recebemos do seu mundo-escola os seus fluidos revitalizadores neste nosso mundo-escola, e também estamos ligados diretamente à humanidade que nos segue nessa esteira evolutiva do Universo, já que largamos os fluidos do nosso mundo-escola em direção ao seu mundo-escola, que para ela são revitalizadores. Assim, estamos ligados diretamente a essas duas humanidades.

Todos já são devidamente cientes de que a nossa humanidade já tentou por várias vezes alcançar a espiritualização por si mesma, tendo sempre fracassado em todas as suas tentativas, por isso várias civilizações foram extintas, tendo sido obliteradas da face da Terra, sendo então sempre obrigadas a recomeçar todo o processo civilizatório novamente, já que os seres humanos degeneraram em cada uma delas na mais extrema materialidade, tendo sido também adeptos ao sobrenatural, cuja degeneração resultou na prática das ações mais condenáveis possíveis, com a maioria lutando de todas as maneiras para usufruir dos gozos proporcionados pelo próprio planeta, composto da ilusória matéria, esquecida de que os seres humanos não são originários deste mundo, mas sim dos seus Mundos de Luz de origem.

Agora é de se indagar o seguinte: mas por que as várias civilizações foram extintas e obliteradas da face da Terra?

Justamente porque não existe o retrocesso na evolução, pois embora o ser humano possa permanecer estático no estágio evolutivo em que se encontra, com a perda de uma ou mais encarnações, nenhum ser involui, incluindo-se o ser humano, e caso a nossa humanidade continuasse  persistindo nas suas degenerações e depravações, sem quaisquer perspectivas de espiritualização, acabaria com os seus componentes mais degenerados involuindo, quer dizer, acumulando débitos que seriam praticamente irresgatáveis. Tudo isso formou o ambiente fluídico favorável às ações dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, que agiram no sentido de provocar as grandes catástrofes que extinguiram a essas civilizações passadas, como foi o caso do dilúvio. Atualmente, Jeová, o deus bíblico, comanda as ações das suas falanges, formadas por anjos negros, para destruir a vida na Terra através do fogo, conforme consta na própria Bíblia, como já foi amplamente demonstrado nas categorias anteriores, neste site de A Filosofia da Administração.

Mas, de qualquer maneira, há um benefício em tudo isso, já que não existe um mal que não traga sempre um bem. Então em todas essas tentativas e fracassos houve sempre um progresso do todo humano, servindo de experiência para que o valor da espiritualização pudesse ser devidamente mensurado, com aqueles espíritos mais esforçados evoluindo mais em relação aos menos esforçados, e muitíssimo mais em relação aos retrógrados, aos partidários da lei do menor esforço, que são os mais renitentes. E assim, esse imenso desnível evolutivo que aos poucos foi se formando entre os próprios seres humanos, tornou-se cada vez mais acentuado, proporcionando um desequilíbrio na convivência entre nós mesmos, próximo a atingir um extremo insuportável nas relações humanas aqui neste mundo, cujo resultado estava bem próximo do impedimento daqueles de boa vontade poderem proceder as suas evoluções espirituais normalmente.

Como a evolução é o preceito maior estabelecido no Universo, tem que se partir obrigatoriamente do princípio de que todos aqueles que possuem a boa vontade têm que ter aos seus alcances as condições adequadas para poderem evoluir de maneira constante, ininterrupta, em inteira conformidade com os seus esforços empregados nas suas evoluções, com a remoção de qualquer empecilho que possa impedir o progresso contínuo desses de boa vontade.

Assim, a Sabedoria Excelsa, em atendimento ao preceito maior do Universo, vem proporcionar o meio necessário para proceder a espiritualização de todas as humanidades, já estando elas o mínimo preparadas para a concretização desse evento, que, no caso da nossa humanidade, teve o seu início com a integração em nosso meio de um dos dois espíritos expoentes da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, ao alcançar a condição evolutiva do Antecristo, que nesta condição de Antecristo passou a chefiar todo o processo a ser desencadeado, ao elaborar um plano de espiritualização para a nossa humanidade e agir direta e intensamente no sentido da sua realização, enquanto que o outro expoente continuou na chefia da sua própria humanidade.

É por isso que quando esse espírito se deslocou da sua humanidade para a nossa, o seu estágio evolutivo era ainda abaixo do equivalente ao estágio do Cristo, sendo justamente por isso que esse estágio evolutivo é denominado de Antecristo, denominação esta adquirida em sua própria humanidade, por ocasião da sua espiritualização, ao promover a produção da amizade espiritual e fazer emergir a solidariedade fraternal entre os seus companheiros de humanidade, além de estabelecer os seus mais elevados ideais no seio do seu mundo-escola, por ocasião da explanação do Racionalismo Cristão que lá havia sido instituído pelo Cristo da humanidade que a sua segue na esteira evolutiva do Universo.

E assim, ao elaborar um plano para a espiritualização da nossa humanidade, teve que encarnar várias neste nosso mundo-escola para a consecução desse seu fabuloso plano espiritualizador, tendo encarnado como Hermes, no Egito, como Krishna, na Índia, como Confúcio, na China, como Platão, na Grécia, alcançando sempre os estágios evolutivos seguintes, até alcançar o estágio final da evolução espiritual, ao encarnar como Jesus, o Cristo, na Palestina, que obviamente é o mais elevado estágio evolutivo que um espírito pode alcançar, tendo como moradia o último Mundo de Luz existente na escala das classes dos mundos espirituais, onde se pode contemplar diretamente a todos os seres e ao Ser Total, ou Deus, como é prova o fato de tê-Lo  chamado de Pai, pois a finalidade da evolução espiritual é alcançar a onipotência, a onipresença e a onisciência.

Então, mesmo restrito a um Mundo de Luz, embora este seja o último e o mais elevado da escala evolutiva universal de todas as humanidades, esse espírito, na condição do Cristo, consegue, por fim, o Saber, por excelência, onde se encontram praticamente todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e onde se encontram praticamente todas as experiências físicas acerca da sabedoria, ou seja, a razão de tudo o que existe, por isso pode também contemplar a espiritualidade em toda a sua extensão. É justamente as contemplações de Deus e da espiritualidade que lhe permitem chamar ao Criador de Pai.

Mas quando eu digo restrito a um Mundo de Luz, digo-o em termo, pois que tendo passado por todas as coordenadas do Universo, é óbvio que todas essas coordenadas universais se encontram contidas em seu corpo fluídico, então praticamente todo o Universo se encontra contido em si mesmo, como ele podendo penetrá-lo por intermédio do seu corpo de luz. Ora, podendo assim contemplar a todo o Universo que se encontra em si mesmo, torna-se evidente que ele também pode contemplar a Deus, como não poderia jamais ser diferente.

Vejamos, pois, no capítulo a seguir, a razão da existência do Cristo.

 

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